Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
Andropausa - Terapêuticas: hormonal e vasodilatadora (Viagra)

Uma das dúvidas é se essa terapêutica hormonal de substituição para os homens, não poderá provocar consequências na sua saúde e num órgão extremamente importante que é a próstata. Não há dados muito fiáveis pois não?

 
Rodrigues Guedes de Carvalho (urologista): Não, não há dados fiáveis. E antes havia uma relação com o PSA, que hoje está completamente posta de parte.
 
Falar de Andropausa é algo complicado, porque não está muito bem definida. Trata-se de um envelhecimento do homem. Enquanto a mulher tem quase um marco histórico, que é a perda das suas menstruações; o homem não o tem, mas o envelhecimento é igual.
Provavelmente, aquilo a que se chama Andropausa seja o envelhecimento do sistema arterial, das hormonas, etc. Na realidade, o que a hormona masculina faz mais é provocar alterações no nível de desejo sexual, não é ao nível da erecção. Às vezes há aqui uma confusão entre disfunção eréctil e andropausa, que convém separar.
 
O problema mais importante é que nós temos a idade do nosso sistema vascular, isso é que ainda ninguém percebeu. E ainda não conseguimos, em qualquer altura da nossa vida, saber qual é o estado das nossas artérias.
 
Mas já há uma maneira de saber, não há?
Rodrigues Guedes de Carvalho (urologista): Há, mas ainda dá muitos falsos-negativos e falsos-positivos.
Começou-se a perceber isto justamente com o aparecimento do Viagra. O Viagra estava a ser estudado para ser utilizado na vasodilatação cardíaca. E não dava os efeitos pretendidos, mas tinha como efeito colateral, uma vasodilatação peniana. O Viagra saiu para o mercado pelo seu efeito colateral.
 
O mais importante neste momento, quando não há nenhuma causa aparente para uma disfunção eréctil no homem (se não toma substâncias como anti-hipertensores e não há história nenhuma anterior) e que começa a ter problemas a este nível é que tenha muito cuidado porque mais tarde, muito provavelmente, este homem vai ter problemas cardiovasculares.
 
Hoje ainda é difícil percebermos isto. Aqui há uns anos atrás um doente tinha um enfarto do miocárdio, porque tinha falta de irrigação cardíaca. Tinha o primeiro, o segundo e depois morria. Hoje toda a tecnologia se modificou.
Um indivíduo tem um enfarto do miocárdio ou uma angina de peito, faz uma coronariografia - uma análise às suas artérias - e aquelas são também as do seu pénis. E portanto, é possível recuperar as artérias cardíacas – através da introdução de um bypass ou de uma cirurgia e o homem não tem que ter medo nenhum em utilizar substâncias vasoactivas ao nível do pénis. Esses mitos têm que acabar.
 
Outro mito – este mais para as mulheres – é que se o seu marido tomar essas substâncias não quer dizer que goste menos dela. Provavelmente ele quer dar-lhe mais prazer. Agora, se ele não tiver desejo sexual não vai conseguir erecção, por mais Viagra que tome.
Depois entra a questão psicológica, que realmente entra num turbilhão ansiedade/execução, que o Dr. Allen Gomes explicará melhor do que eu.


publicado por servicodesaude às 19:24
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