Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
Andropausa – Influência de Medicamentos na Função Sexual (I)

O médico de família é sempre o primeiro “embate” do doente. E é a ele que o doente deve sempre regressar.

Quais são os medicamentos frequentemente usados que podem vir a constituir algum problema em termos de performance sexual dos homens?
 
Eduardo Mendes (médico de família): Às vezes isso também é um pouco um mito. Se pensarmos que todos os homens que têm hipertensão e que tomam anti-hipertensores, têm efeitos secundários ao nível da sua esfera sexual e da sua capacidade de erecção, estamos a dizer uma falsidade.
 
Há alguns medicamentos, como os diuréticos e os betabloqueantes, por exemplo, que podem ter alguns efeitos secundários nessa área, mas isto não é generalizado. Ou seja, não é por alguém tomar um diurético, que tem um problema de disfunção eréctil. No entanto, em alguns casos, pode acontecer. E há maneira de se contornar essas situações, quando elas são claras e objectivas. E pode-se testar isso, introduzindo ou retirando medicamentos ou diminuindo as doses.
 
Rodrigues Guedes de Carvalho (urologista): O problema não é este. Nós aconselharmos muitas vezes a ida ao cardiologista para mudar alguns desses medicamentos que podem ter influência na sua disfunção eréctil, embora não sejam todos, obviamente.
Depois também depende do estado arterial de cada um. Mas muitas vezes a resposta dos médicos de família é que “é tudo a mesma coisa” e não pode ser assim; não é assim! Muitas vezes é preciso um especialista dizer: “este medicamento para si é melhor do que aquele”.
 
Eduardo Mendes (médico de família): A grande maioria dos doentes hipertensos, em Portugal, é medicada pelos médicos de família. Mal estaríamos nós se, de cada vez que esse problema surgisse na consulta, tivéssemos que ir pedir aconselhamento a um cardiologista. Estavam desgraçados os doentes e os médicos de família.
De facto, nem todos os medicamentos têm essas repercussões e há de facto diferenças no estado arterial que podem influir. E referi dois tipos de medicamentos mas há outros que podem provocar algum grau de disfunção eréctil.
 
Não se pode dizer é que exista uma associação directa e, se isso acontecer, deve ser investigada. É uma obrigação do médico de família, ao fim de algum tempo dessa terapêutica, perguntar ao paciente se tem algum sintoma ou algum efeito secundário nessa esfera. E hoje os doentes, nomeadamente os homens, queixam-se quando há um problema de efeitos secundários real, nesta área. E o médico de família, seguramente, está atento e pode fazer uma série de coisas para tentar resolver esse problema.
Mas gostaria de salientar que a grande causa da disfunção eréctil não é a toma dos anti-hipertensores, embora em alguns casos possa estar relacionado.
 


publicado por servicodesaude às 18:28
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