Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
Gripe A - Gripenet - Pico da gripe do ano passado afectou o dobro das pessoas

No ano passado, a gripe afectou quase o dobro das pessoas em Portugal do que este ano. 

 

 

Com base nos dados da Gripenet - um sistema de monitorização em tempo real da actividade gripal -, desenvolvido pelo Instituto Gulbenkian de Ciência, comparando os picos de gripe dos dois anos, podemos concluir que, em 2008, "houve mais gripe do que este ano", explica Vítor Faustino, coordenador executivo do projecto.

 

A gripe atingiu o seu primeiro pico, em Portugal, a meio do mês de Novembro. No ano passado, o maior número de casos registou- -se no final de Dezembro. Este ano, na primeira onda foram identificados 600 mil casos, e em 2008 pouco mais de um milhão.
 
A grande dúvida é saber como vai o vírus da gripe A (H1N1) evoluir durante os próximos meses e se vai provocar um novo aumento de casos.
O pico da gripe chegou mais cedo este ano graças ao H1N1, que neste momento é o vírus dominante e está presente em 70% dos casos, segundo os dados do Instituto Ricardo Jorge.
 
Esta antecipação aconteceu "à custa do grupo etário dos zero aos 14 anos", e por causa da época da reabertura das escolas, esclarece Vítor Faustino. A seguir, o grupo mais afectado é o dos adultos que têm crianças em casa, de acordo com a amostra de participantes do site Gripenet.
 
Neste momento, participam na monitorização do Instituto Gulbenkian 5411 portugueses. O que representa um aumento em relação aos anos anteriores, pois "as pessoas estão mais sensíveis por causa da pandemia", indica o coordenador da Gripenet.
 
A redução do número de novos casos, também se reflectiu na procura dos cuidados médicos. "Desde a última semana de Novembro decresceu muito a visita das pessoas ao médico, de acordo com a nossa amostra", refere Vítor Faustino. Isto não quer dizer que as pessoas optem por ficar em casa, já que essa opção também está a ser menos usada, acrescenta o responsável do site.
 
As pessoas que participam na monitorização em tempo real da Gulbenkian optam por ficar em casa quando têm sintomas gripais. Apenas "se não melhorarem é que vão ao médico e só passado uns dias", adianta. No início de Novembro, "por cada 3000 pessoas que ficavam em casa, só 1700 iam ao médico", exemplifica Vítor Faustino.
 
Frequentes são também os casos em que as pessoas continuam a ir trabalhar, mesmo apresentando sintomas gripais. Quanto aos sintomas gripais, estes continuam a ser os mesmos das gripes sazonais de anos anteriores. A febre, dores musculares e tosse são as mais referidas. Mas esta nova estirpe da gripe trouxe também uma maior frequência das diarreias e vómitos.
 
A região mais afectada pela gripe é a Sul. Seguida do Norte e, por último, o Centro. Porém, a diferença entre as regiões não é muito acentuada, como sublinha Vítor Faustino.
O responsável pelo projecto de monitorização da gripe realça o facto de os dados serem coincidentes com os de organismos oficiais como a Direcção-Geral da Saúde ou o Instituto Ricardo Jorge. "Só prova que as amostras em que as pessoas participam são fiáveis", assegura. A grande vantagem é que esta é uma análise feita em tempo real, adianta.
Desde que foi lançado, em 2005, participaram nos inquéritos da Gripenet 16 mil portugueses.

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publicado por servicodesaude às 15:41
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