Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
Andropausa - Disfunção Eréctil: Hábitos de vida e Depressão

É importante falar uma vez mais dos hábitos de vida e da forma como estes acabam por condicionar todos os aspectos da vida.

Esse é, desde logo, um dos grandes papéis do médico de família: explicar às pessoas que também as disfunções erécteis podem ser evitadas se as pessoas tiverem hábitos de vida saudáveis.
Eduardo Mendes (médico de família): Como é óbvio! Mas deixe-me começar por dizer que provavelmente o nosso órgão sexual mais importante, quer nos homens, quer nas mulheres, é a cabeça; o afecto e a forma como nos sentimos.
 
E falávamos há pouco das ansiedades e das depressões. As ansiedades não tanto mas quando as pessoas estão deprimidas e os médicos perguntam - para enquadrar a sua depressão -, como é que está a sua actividade sexual; na grande maioria dos casos, nas pessoas com depressões médias (nem estou a falar de pessoas com depressões graves), a actividade sexual está diminuída.
 
Para tratar a depressão usam-se antidepressivos e estes têm efeitos secundários. É também um dos grupos de medicamentos que eu juntaria aqueles que referi há pouco.
Os ansiolíticos e os antidepressivos têm efeitos secundários que têm que ser explicados, nomeadamente o seu carácter temporário.
 
Provavelmente, a grande maioria das disfunções erécteis de causa orgânica não palpável, tem uma origem psicológica. E tem a ver com desempenhos, com cansaço, com a vida difícil que as pessoas levam e, ainda, com os hábitos de vida.
Na reportagem, o primeiro entrevistado estava com os amigos num restaurante; tinham bebido vinho e estavam a beber whisky.
 
O álcool, e o seu abuso, é de facto um causador e um potenciador da disfunção sexual.
Numa primeira fase, em idades mais jovens, até pode ser um desinibidor, mas a partir de determinadas idades e quantidades, pode funcionar exactamente ao contrário.
 
Por outro lado, o próprio envelhecimento acontece, quer nos homens, quer nas mulheres, de forma diferente de uns para os outros. As menopausas não são iguais em todas as mulheres, a não ser em termos do termo da menstruação. O resto é tudo diferente.
Nos homens é a mesma coisa. Há um conjunto de hábitos, de sedentarismo, de obesidade….
 
E até das tarefas que se desempenham e da satisfação, ou não, com o trabalho que se faz, não é?
Eduardo Mendes (médico de família): Quer as mulheres, quer os homens, passam hoje a maior parte do dia a trabalhar. E depois tomam conta da casa, dos filhos...
É à meia-noite, ou mais tarde, que vão ter desejo ou apetite sexual? Provavelmente não.
Agora, há situações que têm que ser investigadas, esclarecidas e é obrigação do médico de família, perguntar. E hoje estas questões chegam por várias vias. Chegam por via do homem e, muitas vezes, por via da esposa, que se queixa pois sente que isso afecta o seu marido. E portanto põe esse problema na mesa, às vezes sozinha, apenas com o médico. E o médico pode, posteriormente esclarecer isso com o doente.


publicado por servicodesaude às 14:10
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