Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
Obesidade Infantil - Alimentação saudável e questão financeira

"Os estudos dizem que existe uma relação directa entre a capacidade socioeconómica da população e a prevalência do excesso de peso, pré-obesidade e obesidade”, afirma Teresa Sancho, nutricionista.

Com excepção da Grã-Bretanha, os países com condição socioeconómica mais baixa, da orla mediterrânea (como Portugal, Espanha e Itália), apresentam uma prevalência mais alta de excesso de peso, na infância e no adulto, ao contrário dos países escandinavos, por exemplo.
E se, à partida, a dieta mediterrânica era considerada das melhores do mundo, devido à inclusão do azeite, das frutas e dos produtos hortícolas, o paradigma civilizacional tem vindo a alterar-se. As profissões caloricamente mais exigentes, mais braçais, por exemplo, têm vindo a extinguir-se em detrimento de outras mais poupadoras de energia.
 
“É um engano dizer que a alimentação mediterrânea é muito abundante em produtos hortícolas. O sol do Sul da Europa é muito seco e os produtos hortícolas são consumidos sazonalmente. Ou seja, agora consumimos favas e ervilhas o ano inteiro enquanto antes só eram consumidos na Primavera”, constata a nutricionista.
E são justamente os produtos hortícolas que mais encarecem o cabaz de compras, enquanto “os produtos mais pobres a nível nutricional (em vitaminas, sais minerais e fibras alimentares) são os alimentos mais baratos”, conclui Teresa Sancho.


publicado por servicodesaude às 18:02
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