Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
Obesidade Infantil - É uma doença que causa muitas outras

obesidade é uma doença, em si, mas pode também desencadear muitas outras doenças.

 

Eduardo Mendes, médico de família, chama a atenção para o facto de termos deixado de comer sopa e de tomar o pequeno-almoço: "A grande maioria das crianças vai para a escola apenas com um copo de leite no estômago, o que em termos de saúde é gravíssimo. Os miúdos estão em jejum, com os níveis de açúcar  muito baixos e depois comem um bolo na escola e isso constitui uma “injecção” de açúcar na veia, porque a glicémia sobe".
 
O médico garante que este comportamento "em serrote" (altos e baixos) pode, a longo prazo, condicionar e propiciar o aparecimento da diabetes tipo II e doenças cardiovasculares.
 
Nas crianças e adolescentes obesos ou pré-obesos impõe-se, desde logo, uma detecção precoce da possibilidade de virem a ter doenças cardiovasculares. Carla Rego, doutorada em obesidade pediátrica (e autora do livro: “A Obesidade em Idade Pediátrica”), diz que, ao contrário do que anteriormente se pensava, é hoje frequente encontrar, só na dependência da obesidade, crianças com sete, oito anos, com alterações do metabolismo da glicose, risco de diabetes e com hipertensão arterial.
 
"Na nossa consulta, e perante os dados dos últimos 11 anos, encontramos uma prevalência de hipertensão arterial na faixa etária entre os dois e os 18 anos sobreponível à da população portuguesa, só na exclusiva dependência da obesidade".
 
Carla Rego frisa a necessidade de pensar a obesidade não apenas como uma questão estética mas como uma doença, em que mesmo quando resolvida na trajectória da vida deixa marcas e riscos futuros em termos de patologia cardiovascular. "Mesmo as crianças obesas que sejam tratadas e que deixem de ser obesas, ficam com a memória da obesidade gravada e o risco de doença cardiovascular".
 
A mudança de hábitos é mais fácil num bebé ou numa criança do que num adolescente e quanto mais massa gorda se acumula mais difícil será fazê-la desaparecer.
 
"É preciso ter a noção de que para intervir, e ter a certeza de que é possível reverter a situação em 100 por cento, a idade limite anda pelos seis, sete, oito no máximo. Se a partir daqui se deixar avançar a obesidade, a probabilidade de cura na adolescência é progressivamente menor", garante a doutorada na área da obesidade pediátrica.


publicado por servicodesaude às 14:01
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