Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010
Gripe A - Disponíveis 150 mil doses para vacinação

Portugal recebeu apenas metade do milhão de vacinas contratado até fim de Dezembro.

Das 470 mil doses de vacinas contra a gripe A recebidas por Portugal tinham sido administradas até ao passado dia 5 cerca de 320 mil. A Direcção-Geral de Saúde continua a apelar às pessoas para que se imunizem, em especial às grávidas e doentes crónicos.
 
"Estamos longe do que queríamos atingir" em termos de cobertura vacinal contra o vírus H1N1, admitiu ontem a subdirectora-geral de Saúde, ao fazer o balanço da imunização iniciada no final de Outubro. Graça Freitas congratulou-se, contudo, com a afluência de crianças em idade escolar nos últimos dias de Dezembro: a 29 e 30 foram aplicadas dez mil doses nos centros de saúde.
O director-geral de Saúde, Francisco George, atribui a menor procura da vacina face ao esperado ao facto de a actividade gripal não ter sido intensa neste Outono e Inverno.
 
Vírus não desaparece
Há tendência para que este seja o vírus dominante na outra estação. Diz Graça Freitas: "Mesmo que a actividade gripal desapareça, isso não acontece com o vírus". Aliás, segundo Francisco George, "a estirpe do vírus dominante é a nova, tendo-se registado um eclipse das outras estirpes de gripe que circulavam". É, assim, de prever que a gripe sazonal do próximo Outono/Inverno seja de H1N1. Tal previsão assenta também na observação do que se passou no Hemisfério Sul, para cuja estação fria a vacina sazonal já inclui a nova estirpe.
 
As contas da Direcção-geral de Saúde relativas ao território continental indicam que as mais de 261 mil doses aplicadas imunizaram cerca de 247 mil pessoas. A diferença de números explica-se pelo uso de duas doses a 13.650 crianças e doentes imunodeprimidos. A DGS faz subir o número de 247 mil pessoas para 320 mil ao estimar que houve vacinas aplicadas nos hospitais, nomeadamente a médicos e enfermeiros.
 
Muito em breve (uma a duas semanas), anunciou ontem Francisco George, a Comissão Técnica de Vacinação alargará o critério de imunização a jovens adultos sem patologias, dado ser este um grupo em que a incidência da gripe A é elevada, acarretando por vezes complicações sérias. Mas a preocupação maior centra-se nas grávidas. Graça Freitas voltou a apelar a que elas se vacinem. A DGS não possui, no entanto, números quanto à taxa de vacinação das grávidas (nem dos profissionais de saúde), dado que eles não são incluídos no sistema informático automático do Ministério.
 
Ontem, na conferência de imprensa convocada pelos dois responsáveis pela Direcção-geral de Saúde, Francisco George garantiu que "Portugal não tem excesso de vacinas" nem irá ter. Recorde-se que foram encomendados três milhões de vacinas (que incluiam duas doses, para 30% da população que se estima ter problemas crónicos). Esses três milhões acabam por valer por cerca de seis milhões, dado ter sido provado entretanto que para a maioria das pessoas a imunizar uma dose bastaria. George diz que o caso de França, que se apresta a vender parte das reservas, é diferente, na medida em que encomendou vacinas para 75% da sua população. O fármaco tem prazo de validade de dois a três anos.
(Fonte: Jornal de Notícias)

 


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publicado por servicodesaude às 18:44
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