Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010
Dependências - Assumir a dependência do Álcool e procura de tratamento

Segundo Eduardo Mendes, médico de família, a questão central nas "dependências", de quaisquer substâncias, é o doente assumir que tem um problema: “Se isso não acontecer não é fácil iniciar-se um tratamento”.

 
Por vezes o marido, e mais frequentemente a mulher, queixa-se de problemas de alcoolismo na consulta com o médico de família, mas o marido nega. Há uma certa impotência para lidar com o problema e, por vezes, muita agressividade.
 
Por este motivo, Eduardo Mendes considera fundamental a atitude do médico de família: “Não pode ser, nem cauteloso de mais, nem precipitado, já que o pior que pode acontecer é a família perder o apoio do médico ou o doente deixar de vir à consulta”.
 
Existem 580 mil doentes alcoólicos em Portugal e 750 mil bebedores excessivos.
Para além disso, habitualmente existem policonsumos, ou seja, quem bebe em excesso também fuma, por exemplo..
 
Domingos Neto, psiquiatra, reconhece que muitas das pessoas não admitem a sua adição e, antes de as levar a admitir, parece ser necessário terem sofrido as consequências das atitudes que tomaram.
 “Muitos dos doentes alcoólicos só quando lhes cai literalmente a casa em cima é que decidem procurar ajuda e muitas vezes não assumem o tratamento. Ou só dois ou três meses depois de estarem em abstinência”.
 
O alcoolismo é uma doença com grandes implicações sociais, a começar pelo sofrimento provocado na mulher, nos filhos e nos pais, mas também aos empregadores e aos colegas…
 
“A família deve mobilizar-se para levar esta pessoa a tratar-se ou, em último caso, criarem medidas de segurança para si próprios”, admite o psiquiatra.


publicado por servicodesaude às 19:09
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