Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010
Dependências - Doente alcoólico que recusa tratamento

Marta Pratas, presidente dos "Alcoólicos Anónimos", diz que quando há um doente alcoólico, toda a família padece do mesmo problema. A família é um sistema e basta alguma das peças se alterar para todo o sistema se alterar.  "Às vezes até é necessário recebermos outras pessoas antes do próprio, para trabalharmos a sua firmeza perante o doente e para se ajudarem a elas próprias".

 
Domingos Neto é da opinião que os internamentos compulsivos não são indicados nestes casos, a não ser em situações muito extremas. E explica: "Existem antagonistas que podem ser tomados e que fazem a pessoa sentir-se mal quando bebe álcool".
 
O psiquiatra aponta as elevadas taxas de abstinência que este tipo de medicação permite; a rondar os 30%, embora esclareça que os fármacos têm que ser dados com ética: "Não podem ser postos na sopa do doente; ele tem que saber exactamente o que está a tomar e assinar um consentimento informado".
 
O álcool é responsável por 7,4% das incapacidades e mortes prematuras na União Europeia. E Portugal ocupa o oitavo lugar a nível mundial, com uma média de 9,6 litros per capita/ano, quando a meta da Organização Mundial de Saúde, até 2015, pretende fazer recuar esse número até aos seis litros per capita/ano.
 
João Goulão diz que "para além do caminho a percorrer, seria bom, para já, se fosse possível inverter a tendência de aumento para oito litros até 2012, no nosso país".


publicado por servicodesaude às 17:37
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