Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010
Doenças do Fígado - Tumor nas Vias Biliares e Cirurgia (tel.)

Telefonema de Joana Brito, 26 anos, das Caldas da Rainha

A sua mãe com 58 anos está internada no hospital. Tinha pedra na vesícula e ao retirá-las foi detectado um tumor nas vias biliares. Deram-lhe três meses de vida porque o tumor já tinha alastrado, mas já passaram sete meses. Para além disso disseram-lhe que tinha o fígado obstruído.
A doente nunca bebeu álcool, sempre teve uma alimentação equilibrada. A filha gostava de saber se valeria a pena a mãe efectuar um transplante de fígado.
 
Eduardo Barroso diz que não se fazem transplantes por tumores malignos da vesícula (também está incluída nas vias biliares), nem das vias biliares extra-hepáticas: "O transplante não resulta porque as pessoas recidivam rapidamente. Portanto, neste caso, não está indicado o transplante".
 
No entanto, em certos casos de tumores nas vias biliares existem outras operações, sem ser o transplante, que podem ser feitas, mais uma vez "com grande sucesso, e com uma taxa de sobrevida até superior à do transplante, mas que devem ser feitas apenas em grandes hospitais - de referência -, porque são cirurgias muito mais complexas que o transplante", explica o cirurgião.
 
Só no ano passado, o Centro Hepatobiliopancreático e de Transplantação do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, fez cerca de 300 cirurgias do fígado e das vias biliares, fora dos transplantes ao fígado, que foram 126. E fora as muitas cirurgias efectuadas ao pâncreas.
 
"Os centros de referência como o nosso permitem a discussão caso a caso, com todos os especialistas na mesma sala, ou seja uma equipa multidisciplinar com todas as valências e muita experiência", admite Eduardo Barroso.


publicado por servicodesaude às 16:53
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