Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
Sexualidade Feminina - Paraplégica e a descoberta da Internet e do Cybersexo

Telefonema de Joana Cruz, 35 anos, paraplégica, de Matosinhos:

É paraplégica há cerca de dois anos, devido a um acidente. No inicio preocupava-a a adaptação a uma nova realidade.
Tentou abordar algumas questões sobre sexo com enfermeiros e outros profissionais de saúde mas pensa que, para alguns, ainda constitui um tabu.
Foi educada segundo a religião judaico-cristã, transmitida pela mãe, na qual não deverá haver sexo sem amor.
Considera que muita gente, particularmente os jovens, não se apercebem que pessoas deficientes, por exemplo as que tiveram acidentes, ou os idosos, têm vida sexual.
 
"Através da Internet e depois de ter perdido a vergonha do meu corpo,  comecei a explorar,  a obter prazer através da masturbação. Depois de contactar com vários homens, não fisicamente, pela Internet, reparei que não havia um preconceito tão grande como estava à espera relativamente à minha limitação", conta.
 
Considera-se uma mulher atraente, recuperou a auto-estima e sente que também sabe conquistar e fazer o jogo da sedução. E diz ter algum sucesso. "Sei que tenho uma resposta positiva".
 
Ana Alexandra Carvalheira, psicóloga, e o psiquiatra Allen Gomes têm um estudo sobre o Cybersexo. Nesse estudo poderam concluir que cerca de 44% da amostragem são mulheres e 55% homens; talvez uma percentagem porventura diferente da esperada.
 
Ana Alexandra Carvalheira, psicóloga, considerou o testemunho da telespectadora extraordinário, "uma aprendizagem, uma descoberta excelente a partir da Internet, que considero um excelente instrumento para quem é portador de estigmas".
 
Bibliografia: “Paixão, Amor e Sexo”, da autoria de Francisco Allen Gomes, da editora Dom Quixote


publicado por servicodesaude às 14:57
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