Terça-feira, 14 de Abril de 2009
Próstata - Introdução (por Maria Elisa Domingues)

O programa Serviço de Saúde, da RTP 1, do dia 14 de Abril de 2009, debruçou-se sobre o tema da Próstata.

 

Para a maior parte dos homens, sobretudo a partir dos 40 anos, a próstata torna-se uma preocupação porque, para muitos, a doença associada à próstata é, necessariamente, o cancro.
 
Ora isto não corresponde de todo à verdade, mas leva a que muitos adiem uma simples consulta com medo do que possam ouvir. E às vezes acabam por arranjar complicações, por exemplo ao nível dos rins, que não existiriam se tivessem vigiado a saúde a tempo e horas.
 
O que esta emissão pretende fazer é desmistificar os medos relativos à próstata, falando também dos problemas sexuais que podem estar associados e da continência urinária, tanto dos homens como das mulheres.
Por tudo isto, embora pareça um assunto sobretudo destinado aos homens, trata-se de um tema que diz respeito, e de forma muito íntima, à vida do casal.
 
Vamos ver a reportagem filmada em Vila Real, em Chaves e no Porto e perceber como é grande a confusão sobre a próstata. E como, mesmo quando há problemas graves, se eles forem tratados de forma competente, os doentes voltam a ter uma boa qualidade de vida.

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publicado por servicodesaude às 20:29
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Próstata - Reportagem

Segundo a Associação Portuguesa de Urologia, a próstata é uma glândula do aparelho genital masculino, situado à frente do recto e logo abaixo da bexiga, com o tamanho aproximado de uma noz.

 
Apesar de ainda não se saber completamente a sua função, sabe-se que desempenha um papel importante na sexualidade masculina. E sabe-se também que o crescimento da próstata, com a idade, é tão normal como o aparecimento de rugas e cabelos brancos.
 
Em Portugal, o crescimento do número de doentes prostáticos tem relação directa com o envelhecimento da população. Com o passar do tempo, a glândula aumenta de tamanho e a isso dá-se o nome de Hipertrofia Benigna da Próstata ou HBP.
 
Estima-se que aos 60 anos, cerca de 50% dos homens sofra de HBP. Aos 80 anos a percentagem aumenta para os 90%.
Esta patologia, apesar de desconhecida para grande parte da população, representa já mais de 80% de todas as doenças relacionadas com a próstata:
 
Hipertrofia Benigna da Próstata (HBP) 80%
Cancro da Próstata    18%
Prostatite    2%
 
No nosso país, os números dizem que se realizam anualmente cerca de 10 mil operações por causa da HBP. É o caso de Luís Silva. Apesar de fazer exames periódicos desde os 55 anos, nunca lhe foi diagnosticado qualquer problema. No entanto, Luís começou por sentir algumas dificuldades:

Luís Silva (63 anos): “Os sintomas que me apareceram foi o tal problema de urinar com frequência, levantar-me várias vezes de noite – duas, três, quatro vezes -, quase de hora a hora. Mas urinava normalmente, de pé. Passado um tempo comecei a notar uma dificuldade em urinar. A querer urinar, a ter vontade, mas não conseguir.
E cheguei ao ponto de ter que me sentar para urinar.
 
Dirigiu-se primeiro ao médico de família, que aconselhou um especialista. Mas um ano e meio de mais exames e o agravamento de sintomas, levaram-no a pedir uma segunda opinião:“O médico mandou-me deitar na marquesa, fez-me uma ecografia, introduziu-me o dedo no recto e disse-me que tinha que ser algaliado; tirar a urina”.
 
Seguiram-se três dias de pós-operatório e três semanas algaliado e, pouco a pouco, a vida voltou à normalidade:“Agora sinto-me bem, urino normalmente; só uma vez por noite, quando urino, e não tenho hora certa. Durante o dia, urino como uma pessoa normal”.
 
Hoje em dias também estes passeios são normais na vida do casal Duarte. Aos 70 anos, Jorge conserva a vitalidade de outros tempos. O seu caso foi bastante diferente do caso do Luís; a começar porque nunca teve sintomas.
 
Em 1998, dores numa perna, provocadas por uma hérnia discal, foram a causa de uma visita ao médico de família. Depois de alguns exames foi detectado cancro na próstata, através do exame PSA: o antigénio específico da próstata que é também um marcador tumoral.
 
Jorge Duarte (70 anos): “A origem da detecção da doença foi, na realidade, essa consulta, em que o médico de família transmitiu à minha mulher que eu tinha um grau de PSA muito elevado.
 
Elisa Duarte: “Desde que descobrimos o PSA elevado, e que de facto era uma doença grave, daí para a frente foi tudo um bocado omitido.”
Por decisão da mulher e apoiado pelos médicos, Jorge não soube do que padecia. Soube apenas de que precisava de ser operado. E assim foi.
 
Dez anos depois dessa operação, tanto Jorge como a mulher vivem com a convicção de que a pior já lã vai. Nessa altura, pouco ou nada se falava sobre o assunto:
“Foi quando o médico me disse que «o Jorge tem o PSA elevado, já fez uma ecografia no hospital, desconfio que há qualquer coisa que não está bem e terá que ir a um urologista». “Para não fazer figura de ignorante, tive que ir ver o que era um urologista e porque é que o Jorge tinha que ir a um”.
 
Jorge agradece os ventos da fortuna, que lhe deram mais anos e qualidade de vida. E acredita que esta não será a doença que o vai derrotar.
Jorge Duarte: “Conforme os anos vão passando mais me convenço que não é esta doença que me vai levar à morte. Vou ter outra doença qualquer para morrer, porque me sinto tão bem e tenho-me sentido durante todos estes anos, que cada vez tenho mais vontade de viver”.
 
Em Portugal, e só na região Sul, de acordo com o registo oncológico regional, foram diagnosticados, em 2007, 2289 casos novos de cancro da próstata, sendo que estes ainda não são resultados finais. Estudos demonstram que os números têm vindo a aumentar, sendo agora a terceira causa de morte por cancro no homem. Apesar das várias campanhas, o nível de confusão entre a população ainda é elevado.

Mesmo recentemente, um estudo realizado em Portugal concluiu que a maioria das pessoas nunca ouviu falar de Hipertrofia Benigna da Próstata (HBP).


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publicado por servicodesaude às 19:35
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Próstata - Convidados do Programa

Dr. Rodrigues Guedes de Carvalho – Urologista, foi director e fundador do Serviço de Urologia do IPO do Porto, tendo sido director do ensino. É assistente na Universidade Pierre e Marie Curie, em Paris, e hoje é director clínico de Urologia, do Hospital do Terço, no Porto.

Drª Olga Xavier – É assistente graduada em Medicina Geral e Familiar, com pós-graduação em Terapia Familiar e trabalha no Centro de Saúde da Parede.
 

Dr. Pedro Monteiro - Urologista, assistente hospitalar do Hospital Egas Moniz (Centro Hospitalar Lisboa Ocidental) e assistente convidado na cadeira de Urologia da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa.


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publicado por servicodesaude às 18:39
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Próstata - Sintomas: cancro e hipertrofia benigna

Este nosso pequeno inquérito de rua não tem qualquer valor estatístico, cientifico. Mas, pela sua experiência, acha que estes comentários, o que se ouve dizer acerca da próstata, corresponde à sua própria vivência?

Dr. Rodrigues Guedes de Carvalho: Fiquei um pouco atónito com a reportagem, porque não pensei que a ignorância fosse tão grande. Há muitas confusões com as questões sexuais, com a incontinência urinária, etc.
A Hipertrofia Benigna da Próstata (HBP) é algo de normal em todos os homens. Ou seja, são aquelas situações que dão um maior volume à próstata. Mas, uma das primeiras questões que convém desmistificar é: o aumento do volume da próstata não é, de modo algum, sinónimo de cancro da próstata.
Como vimos na reportagem, há um doente que teve cancro da próstata e não teve o mais leve sintoma. Curiosamente, as próstatas malignas são as mais pequenas e assintomáticas; quase não têm sintomas.
As que são muito sintomáticas é porque o volume da próstata contrai a uretra e vai dificultar de certo modo o esvaziamento da bexiga, o que obriga as pessoas a urinar com maior frequência.
 
Quando há essa hipertrofia e sintomas – nomeadamente ao nível urinário – o alerta para o doente é mais fácil e este vai mais rapidamente procurar ajuda médica do que nos casos, porventura mais graves, mas em que não qualquer sintoma?
Dr. Pedro Monteiro: Certo.Estamos a falar de duas patologias diferentes, embora afectem o mesmo grupo etário. Ou seja, quando acabam por consultar o seu médico com queixas miccionais, são aconselhados a investigar se têm, ou não, um cancro da próstata.
Em doentes assintomáticos podem também ser aconselhados a fazer esse despiste precoce. Pelo médico de família, em primeira instância, ou quando referenciados, quando já há alguma queixa.
 
E na sua opinião os médicos de família estão suficientemente sensibilizados para saberem quando é que devem encaminhar, ou não, o doente para o urologista?
Dr. Pedro Monteiro: Estamos a falar de duas coisas diferentes. Se estão devidamente instruídos para aconselhar o doente a fazer o despiste do cancro da próstata, não sei.
Se estão devidamente instruídos para aconselhar o doente a ir a um urologista, penso que sim, num número razoável de casos.
Quando os doentes começam a ter  manifestações de insuficiência renal, aqueles doentes que têm imatura recorrente, infecções, os doentes que têm uma pedra, como complicação de hiperplasia benigna... e os doentes que têm PSA aumentados e os que têm nódulos palpados na próstata, normalmente são encaminhados para o urologista.

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publicado por servicodesaude às 17:40
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Próstata - Diagnóstico: urologista e médico família

Como médica de família, é a si que chegam as situações em que há apenas um receio ou um desejo de confirmação de que está tudo bem e, outras, em que há dúvidas, e o doente tem que ser enviado a um urologista...

Sente-se confortável a fazer o diagnóstico sozinha ou, na maior parte dos casos, envia o doente para um urologista?
Drª Olga Xavier: Na maior parte tentamos chegar ao diagnóstico.
O médico de família tem que fazer a avaliação do doente naquela faixa etária e prevenir o aparecimento de doenças, ou seja, tentar descobri-las antes que se instalem.
É claro que o órgão próstata, com a idade, vai envelhecendo. E o seu aumento – a HBP – é algo quase natural. E não é porque o doente chega e diz: “ se calhar está na altura de fazer um despiste ao cancro da próstata”, que o médico o deve fazer. Tudo depende da história clínica do doente.
 
Convém sublinhar que a história da família é fundamental. Um doente que tem um parente em primeiro grau que teve um cancro da próstata, é um doente duas vezes e meia mais susceptível de vir a ter também complicações...
Drª Olga Xavier: Há outros, mas esse factor é fundamental. Os indivíduos de raça negra têm mais probabilidades de ter cancro da próstata do que os de raça branca. E os orientais têm ainda menos probabilidades.
No entanto, alguns estudos indicam que se os orientais viverem de acordo com os hábitos de vida dos europeus ou dos americanos, também se aproximam dos seus índices.
 
Os doentes quando lhe chegam vêm com muito medo de falar disto?
Drª Olga Xavier: Sim, e muitos deles têm a fantasia e o receio de vir a encontrar cancro, em certas idades. A mulher é o cancro da mama; os homens é com a próstata. E, se forem fumadores, também há muitos receios com o cancro do pulmão.

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publicado por servicodesaude às 14:43
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Próstata - Diagnóstico: cancro e hipertrofia benigna

A Hipertrofia Benigna da Próstata (HBP) representa cerca de 80% das patologias da próstata. No caso de ela existir, o que há a fazer?

Dr. Rodrigues Guedes de Carvalho: Para começar, não lhe podemos propriamente chamar de doença, já que é tão natural como o envelhecimento. Tal como não descobrimos a “cura” para o envelhecimento, também não descobrimos a cura para a HBP.
Agora, na realidade, há homens que desenvolvem volumosas próstatas e não têm sintomas. E há outros, com próstatas muito pequenas, que desenvolvem tumor no interior da próstata, que comprime a uretra e provoca dificuldades em esvaziar a bexiga.
Portanto, não é correcto dizer que é o tamanho da próstata que está a provocar os sintomas ou que está directamente relacionado com a gravidade que eventualmente possa ter.
 
Primeiro temos que saber se os doentes são obstrutivos, ou não. E, sobretudo, se os sintomas de que o doente se queixa – por exemplo, urinarem de noite, muitas vezes - se são, ou não, causados pela obstrução da próstata.
Certos problemas na bexiga, do sistema nervoso, problemas de coluna, etc., podem dar um aumento da frequência da micção, exactamente como nas mulheres, e não terem nada a ver com a obstrução prostática.
 
Agora, se a próstata é obstrutiva pode haver algum tipo de medicamentos, ditos paliativos – porque nenhum vai curar –, que podem adiar algum tempo a abertura da uretra, facilitar a micção e que podem, eventualmente, protelar a cirurgia.
Esta questão é habitualmente abordada pelos clínicos gerais e o problema é o dinheiro que se gasta, do herário público, em ecografias da próstata, sem saber se aumentou, ou não, ou porque é que se pede.
 
Como sabe em todo o mundo, as questões do rastreio da próstata são das mais polémicas entre a comunidade médica, justamente pela comparação entre o que se gasta e o que se sabe. E com a ecografia da próstata pouco ou nada se sabe, não é?
Dr. Rodrigues Guedes de Carvalho: Exactamente. Não nos dá informação nenhuma. Se lermos os relatórios da ecografia, só podemos ver é o volume aproximado da próstata. E depois é aconselhada a comparação com os níveis do PSA, com o toque rectal...
Ou seja, os próprios radiologistas têm a noção de que aquele não é um exame muito conclusivo.
Depois há dois tipos de medicamentos para a próstata: uns que fazem diminuir o volume e, outros, que melhoram o fluxo urinário. (Muitas vezes são indiscriminadamente receitados em doentes assintomáticos; o que é errado).
 
Pelo que sei, os medicamentos para a próstata estão entre os mais caros de todos os medicamentos...
Dr. Rodrigues Guedes de Carvalho: Sim, muitos deles são. E há pessoas, provavelmente a tomar medicamentos para a próstata do qual não necessitariam.
O problema é que o clínico geral está numa posição muito difícil, porque é a primeira pessoa que o utente encontra. Se o clínico geral lhe nega algum destes exames, é evidente que o utente o vai culpabilizar por não lhe pedir os exames, e acusar o clínico deste não querer gastar dinheiro ao Estado. E os clínicos acabam por passar os exames.
O que dá o diagnóstico do cancro da próstata, é só a biópsia. Pode-se levantar a suspeita da existência de uma neoplasia (cancro) dentro da próstata, através do toque rectal, da ecografia, ou do PSA... mas o diagnóstico, com certeza, é sempre com a biópsia.

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publicado por servicodesaude às 13:45
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Próstata - Diagnóstico e dificuldade erecção (telefonema)

Telefonema de Joana de Sousa, 56 anos, de Faro

O meu marido tem 56 anos e tem uma erecção que dura segundos. E não consegue manter uma relação, o que o deita muito abaixo. Não se levanta de noite, para urinar, mas de manhã, apercebo-me que faz um grande esforço.
Ele não vai ao médico...
Não vai ao médico, porque tem medo do diagnóstico?
Joana de Sousa: Sim, talvez porque o pai dele já teve cancro da próstata...
 
Ou seja, mais uma razão para ir... Esta atitude de ser a mulher a telefonar, de ser a mulher a chamar a atenção para o problema, acontece-lhe?
Drª Olga Xavier: É muito frequente, sobretudo na faixa etária dos 60 anos. Apesar de ter havido alguma descodificação do tema por parte dos homens com os médicos, na geração anterior ainda é muito a mulher a ir ao médico e a abordar o assunto pelo marido. (Aliás as mulheres vão muito ao médico pela família toda, pelos maridos, pelos pais e pelos filhos).
 
E na esfera sexual?
Drª Olga Xavier: Mais ainda. O homem sente uma espécie de sensação de incompetência e evita falar do tema. Para a mulher é mais fácil abordar estes assuntos.
 
Dr. Rodrigues Guedes de Cravalho: A erecção e a próstata não têm rigorosamente nada a ver uma com a outra.
Um indivíduo pode ter um cancro em último grau e ter erecções perfeitíssimas e pode ter uma hipertrofia enormíssima da próstata e ter erecções perfeitíssimas.
Porquê? O problema da erecção é um problema de circulação; vascular. Criou-se um mito, de que os indivíduos operados à próstata ficavam impotentes; o que não é verdade na grande maioria dos casos.
Por vezes, podem é ficar com a ejaculação retrógada, mas as possíveis alterações são avisadas pelos médicos. Até podem ter ejaculações melhores.
 
Quer explicar o que é ejaculação retrógada?
Dr. Rodrigues Guedes de Cravalho: No momento do orgasmo, em vez do esperma sair para o exterior, cai para dentro da bexiga. Ou seja, é uma ejaculação seca, que mais tarde sai pela urina.
 
Mas a pessoa tem prazer?
Dr. Rodrigues Guedes de Cravalho: Completo! Erecção e prazer, normalíssimos. E convém alertar as pessoas de que isto não é um método anticoncepcional, porque numa ejaculação mais forte pode sair um pouco de esperma, que é o suficiente para engravidar.
Agora o problema deste senhor tem a ver com a velocidade de execução, que não tem nada a ver com a próstata. Agora, acho bem que, se o pai teve cancro da próstata, de fazer os tais rastreios do PSA. Mas não tem que ter medo disso.
Tem que ter muito mais medo de ficar assim porque não pediu auxílio atempadamente. Hoje existem substâncias que permitem ultrapassar o seu problema.
 
A ejaculação precoce é, basicamente, uma questão mental. Quando vai para uma nova relação já vai a pensar que aquilo lhe vai voltar a acontecer. E tenta terminar o acto rapidamente, para dizer que conseguiu. No entanto, desde que consiga a erecção, então aquilo que é o seu problema, está correcto.
 

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publicado por servicodesaude às 12:47
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Próstata - Dificuldades Erecção: os fármacos

Quando os homens têm este tipo de problemas, a conversa com o médico de família ou o urologista, é suficiente para os sossegar? Ou pensa que devem ir, por exemplo, a um psiquiatra, ou ter outro tipo de apoio psicológico?

Dr. Pedro Monteiro: Muitas vezes, as repercussões da ansiedade na performance sexual são resolvidas em conversas com o doente, que o sossegam. Quer acerca da patologia que possa estar subjacente, ou sobre um sintoma de que se aperceba. Portanto, nem sempre será necessário o recurso a apoio psicológico.
Às vezes uma intervenção farmacológica para melhorar a performance sexual, é o suficiente para assegurar aos doentes que afinal ainda são capazes, e eles passam a deixar de ter esse apoio farmacológico.
 
E esse apoio farmacológico não tem qualquer tipo de contra-indicações? Estamos a falar de medicamentos como o Viagra?
Dr. Pedro Monteiro: Viagra, Cialis, Levitra...
 
Dr. Rodrigues Guedes de Carvalho: O simples explicar ao doente que a função eréctil não tem nada a ver com a função prostática e miccional, é importante. Às vezes é o suficiente para que se sinta seguro.
Os medicamentos que existem para a disfunção eréctil não dão erecção a quem não a tem. Nem dão prazer a quem não tem vontade de ter relações. Não é um interruptor; é um optimizador da erecção, que confere uma autoconfiança muito maior.
 
E agora começa a surgir algo de muito importante (discutida no último congresso em Estocolmo), é que estas disfunções erécteis podem predizer um problema cardíaco que o indivíduo possa vir a ter, daí a três, quatro ou cinco anos. Ou seja, poderá ser um primeiro sintoma de que o sistema arterial não está nas melhores condições.
(Claro, se não estivermos a falar de disfunções erécteis causadas por algo que o indivíduo esteja a tomar, como hipertensores, anti-depressivos, ou outros medicamentos que possam interferir na performance sexual).
 
Isto também vem chamar a atenção para outra questão muito importante: a conversa com os doentes, que está a desaparecer. A medicina não é uma técnica; é uma arte, que não se aprende nos livros. É uma arte que se aprende, praticando.

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publicado por servicodesaude às 11:49
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Próstata - Cirurgia e Incontinência urinária (telefonema)

Telefonema de Custódia Amaro, do Porto:

O meu marido foi operado à próstata, em 2006, no IPO do Porto. O problema cancerígeno estava no início e correu bem. Veio para casa com a algália e voltou para a retirar 22 dias depois. Mas ficou incontinente e está assim há dois anos.
Ele tem 72 anos, sente-se incomodado e fica muito deprimido. Não sai de casa, não quer vestir calças claras, não sai com os amigos.
No IPO não consegue ser operado à incontinência, porque o Estado não paga. E depois mandam uns vales para casa que não servem de nada...
 
É um problema que considera familiar?
Dr. Rodrigues Guedes de Carvalho: Muito familiar. Enquanto estive no IPO lutei muito por essa questão. Mas é impossível, porque não há dinheiro. O Estado não tem dinheiro para a colocação de esfíncteres artificiais ou outro tipo de cura da incontinência, que existem para estes doentes. Mas é evidente que existem soluções.
 
Isto é gravíssimo. Se uma cirurgia de cancro da próstata tem uma taxa de incontinência considerável; não há o direito do Estado levantar campanhas de rastreio, que podem colocar homens nestas situações, e depois não lhes resolverem o problema. É um contra-senso. Um indivíduo que ali recorre tem todo o direito de ser tratado na sua totalidade.
E depois enganam-se os doentes com estes vales que não chegam nem para um dia de estadia hospitalar.
 
Também se depara com este tipo de problemas?
Dr. Pedro Monteiro: Sim, embora este tipo de problemas seja mais frequente em patologia oncológica. E o IPO é a unidade por excelência que recebe este tipo de doentes.
Mas não lhes fugimos e fazemos a nossa quota-parte de cirurgia para tratamento do cancro da próstata localizado e, de vez em quando, também surgem uns casos de incontinência.
 
Dr. Rodrigues Guedes de Carvalho: Estamos a falar de uma instituição que têm um número muito elevado de operações neste campo. Felizmente que estas operações têm um baixa taxa de incontinência, no entanto, aparecem sempre uns 10%. É um problema que tem que ser resolvido.

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publicado por servicodesaude às 10:52
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Próstata - Incontinência: tratamento ambos sexos

O problema da incontinência também se põe no caso das mulheres e deve ter este mesmo lado, de ser altamente traumatizante do ponto de vista psicológico, porque o doente tem receio, ou sabe, que cheira mal, sente-se diminuído, e isola-se.

Como é que se confronta com estas situações?
 Drª Olga Xavier: Durante muitos anos quase não se falava de incontinência, porque era considerado quase normal as pessoas, com a idade, ficarem incontinentes. E havia alguma inibição de o fazer, tanto da parte do doente, como do clínico.
Actualmente, tenho constatado, com satisfação, que os clínicos perguntam mais se as pessoas perdem urina involuntariamente e os doentes também referem mais vezes. Mas continuam a ser principalmente as mulheres.
É bom, porque a maior parte das incontinências têm uma solução. Há muitas que até não são crónicas, apenas temporárias, ou secundárias, relativas a outras coisas.
 
Mas a incontinência a seguir à menopausa é relativamente frequente?
Drª Olga Xavier: Sim, há uma modificação de todo o pavimento pélvico, o que acaba por facilitar a perda de urina. Mas se for falado tem uma solução.
Até existem várias soluções, de acordo com a causa. Tem que se fazer uma história clínica para perceber qual é a razão daquela incontinência.
 
Essas soluções são tão caras como no caso da incontinência masculina?
Dr. Rodrigues Guedes de Carvalho: É o tal sistema de incoerências de que falávamos. O homem é incontinente e não lhe pagam a cura pela cirurgia da incontinência, mesmo sendo decorrente de uma doença oncológica. No caso das mulheres, o tal sistema do SIGIC, do vale, o Estado já paga, e fazem-se às centenas por toda a parte.
Partilho da indignação da senhora que telefonou. O marido não pode por a prótese porque ninguém a paga.

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publicado por servicodesaude às 09:55
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Próstata - Rastreio Cancro: a idade

Porque é que é tão contra a ideia de rastreio?

Dr. Rodrigues Guedes de Carvalho: Não sou contra o diagnóstico precoce, nem o rastreio. Sou contra a ideia de rastreio generalizado, por exemplo em indivíduos com mais de 75 anos.
Se um indivíduo fez sempre o rastreio da próstata, a partir dos 75 anos, mesmo que lhe apareça uma doença, e células malignas na próstata, vai demorar muitos anos até aquele tumor evoluir.
 
Ou seja, vai morrer “com cancro”, mas não “do cancro”?
Dr. Rodrigues Guedes de Carvalho: Exactamente. E, portanto, fazer rastreios a partir dos 75 anos começa a ser questionável.
Estou de acordo que se façam os rastreios em indivíduos de risco: os que têm antecedentes familiares com cancro da próstata, em indivíduos com grande ansiedade... mas, massificar as pessoas todas no mesmo barco, não.
Até porque ao fazermos o rastreio temos que dizer às pessoas que consequências vão ter se for encontrada alguma coisa (quando as pessoas fazem o rastreio vão sempre na esperança de não terem nada).

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publicado por servicodesaude às 08:56
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Próstata - Cirurgia hipertrofia e transfusão sangue (tel)

Telefonema de Antónia Real, de Lisboa:

O meu marido queixou-se à médica de família e foi fazer diversos exames, entre eles uma ecografia pélvica transrectal, um toque rectal e uma fluxometria. E foi-lhe diagnosticado uma Hipertrofia Benigna Prostática.
Contactou com um cirurgião que lhe propôs ser operado e ele disse-lhe que entre 45% a 50% dos pacientes que eram operados tinham que levar uma transfusão de sangue o que, de acordo com a forma de pensar do meu marido, constitui um problema.
Gostava que me pudessem confirmar se é necessária, ou não, a transfusão?
 
Se for necessária a transfusão, o seu marido prefere prescindir da transfusão?
Antónia Real: Sim, o meu marido é testemunha de Jeová e, se fosse necessária a transfusão, iria prescindir.
E entretanto tivémos conhecimento que existe um outro tipo de cirurgia, que já tinha sido aplicada a outros doentes, testemunhas de Jeová, mas disseram não estava a ser praticada neste hospital.
 
É de facto muito frequente que neste tipo de cirurgia seja necessária uma transfusão de sangue?
Dr. Pedro Monteiro: As cirurgias da próstata consideradas convencionais, por via endoscópica ou por cirurgia aberta, sangram. Agora a necessidade de transfusão, só durante o momento operatório ou no pós-operatório imediato, é que se sabe.
A taxa habitual de transfusão de sangue numa cirurgia à próstata é substancialmente mais baixa.
 
Dr. Rodrigues Guedes de Carvalho: Acho que estás a ser delicado. Que me lembre, a necessidade de transfusão de sangue numa cirurgia da próstata é raríssima.
Quando fazemos por via endoscópica, em próteses de reduzidas dimensões, é mais fácil e sangra pouco. Mas mesmo em outros casos, hoje, o controlo da hemorragia é extremamente fácil. (O que esta senhora referiu é uma nova tecnologia laser, que querem implementar e que não provoca sangramento).
O que esta senhora tem que ver com o marido é se ele precisa mesmo de ser operado à próstata. Se tem um fluxo normal e se não está a dar cabo do seu aparelho urinário, pode não ser operado. Agora se está a sofrer, ele deve saber que há outras técnicas que podem ser utilizadas.
No IPO tivémos casos muito sangrativos, de tumores avançados, em que seguíamos todas as regras dos substitutos de sangue que a religião deste senhor exige, sem problemas.
 
Neste caso que a senhora relatou, tinha prescrito todos estes exames ao doente?
Drª Olga Xavier: A senhora não relatou as queixas do marido. Ela apresentou o caso já com o diagnóstico feito: Hipertrofia Benigna da Próstata. Teria que fazer a história clínica deste doente para perceber quais as suas queixas.
Sendo uma HBP não há qualquer problema em manter a sua próstata, desde que não tenha sintomas incapacitantes. Agora se tiver, tem que arranjar uma solução. E se esta passar pela cirurgia, penso que deve arranjar uma alternativa para que possa viver bem.
 
 

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publicado por servicodesaude às 07:58
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Próstata - Diagnóstico: PSA e Biópsia

Há pouco falávamos da obsessão do PSA. Convém referir que pode ser um exame traiçoeiro, e dar “normal”, existindo uma situação maligna.

Dr. Pedro Monteiro: Pode, de facto. É um exame que é quase específico da próstata mas não quer dizer nada acerca da patologia que aflige a próstata. Não diz se é cancro, não diz se é hipertrofia benigna da próstata e não diz se é uma inflamação aguda, que também provoca grandes elevações no PSA.
E, inclusivamente, no caso de tumores muito agressivos, podem nem produzir PSA: células muito indiferenciadas, que regrediram na sua diferenciação e que não são capazes de produzir PSA.
Esses são os casos mais difíceis de tratar e que são mais tardios a serem diagnosticados. A única maneira de os diagnosticar está literalmente “na ponta do dedo”.
 
Dr. Rodrigues Guedes de Carvalho: O PSA serve basicamente para fazer o seguimento de alguém que se vem a seguir há uns anos. Agora imaginemos: há 10 anos que o doente tem 1.5 de PSA e, de repente, aparece com 10 de PSA. Manda o bom senso que, pelo menos, se repita a análise. Pode haver um erro!
Por exemplo, se a pessoa estiver doente, com outro qualquer problema, e estiver com febre, não deve nunca fazer o PSA, porque o resultado vai estar muito alterado.
Podemos tentar é perceber a “velocidade do PSA”, ou seja, mandar repetir o PSA três meses seguidos para perceber se há oscilações, o que sossega mais as pessoas.
Mesmo que seja baixo, se está sempre em crescendo, então alerta-nos para mais qualquer coisa que se possa estar a desenvolver dentro da próstata.
 
Estas questões dizem respeito, sobretudo, aos urologistas. Em termos de clínica geral, o PSA não detecta o cancro na próstata; só a biopsia. E é preciso alertar que, mesmo esta, pode falhar, embora seja muito mais difícil.
É preciso ainda lembrar que o doente faz uma biópsia e esta é, por si, uma agressão da próstata. E também que os PSA que se seguem, um mês ou dois depois, são completamente descabidos, porque provocou-se um problema inflamatório dentro daquela próstata. Logo, é evidente que aquele doente vai ter um PSA a subir e entra em pânico.
 
O PSA é para ser lido com muita atenção e por especialistas. Outra coisa com que discordo na clínica é logo que vêm o PSA a subir, mandam fazer uma ecografia e de preferência com som da transrectal. Que informação é que aquilo vai dar? Zero.
O diagnóstico é dado pela biópsia. Quanto muito, repete-se o PSA.

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publicado por servicodesaude às 06:04
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Próstata - Hipertrofia Benigna e Complicações

Por uma intervenção de um urologista ter sido feita tarde demais, um homem com 50 anos acabou por ficar dependente de uma hemodiálise, três vezes por semana. Está a suportar mal, porque a hemodiálise não é propriamente agradável e pode trazer consequências.

Muitas vezes, para além dos clínicos gerais, os próprios urologistas também erram... E, porventura, atrasam intervenções que, feitas a tempo, facilitavam a vida aos doentes, e o Estado poupava dinheiro...
Dr. Pedro Monteiro: O problema poderá estar, nesses casos, na avaliação de risco de desenvolver complicações. O crescimento benigno da próstata só é doença quando dá queixas, ou porque se desenvolvem complicações.
A insuficiência renal é das complicações mais sérias e é irreversível. Por isso a questão fundamental no diagnóstico de uma Hipertrofia Benigna da Próstata é avaliar o risco do doente poder vir a desenvolver complicações.
 
Dr. Rodrigues Guedes de Carvalho: É curioso que, com toda a tecnologia moderna, estamos a regredir no tempo. Eu sou do tempo em que os doentes com HBP nos apareciam nessas situações; com insuficiência renal, com os rins todos dilatados, a queixarem-se do custo em urinar...
Hoje as pessoas só falam da próstata, como se fosse algo isolado, quando o aparelho urinário começa nos rins. Assim, se é importante para o diagnóstico que o utente faça uma ecografia, então que a faça relativamente a todo o aparelho urinário.

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publicado por servicodesaude às 05:07
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Próstata - Prevenção e Tratamento Futuro

Telefonema de Jorge Santos, 55 anos, de Torres Vedras:

Fui operado à próstata, há cerca de um ano, e também fiz radioterapia. Acho que tudo tem corrido bem. Mas na minha opinião é pena que ninguém fale da prevenção do cancro da próstata.
Tinha um cancro bastante agressivo e tomei medicamentos naturais. Acho que também é pena que não se fale mais sobre a combinação entre a medicina tradicional e a medicina alternativa.
Dr. Rodrigues Guedes de Carvalho: Ao nível da prevenção só existe o rastreio precoce. Trata-se de uma questão genética, na generalidade.
Mas este senhor levanta uma questão muito interessante e que tem a ver com o futuro da Oncologia, mas que já está a caminho: conseguirmos marcar as células que estão em transformação anormal - a desenvolverem-se como tumores - e depois estimularmos a imunidade com produtos naturais ou outros para atacarem essas células malignas. De forma descriminada, e não indiscriminadamente como acontece actualmente com a quimioterapia.
Esta nova abordagem permitirá que passemos a tratar o doente de cancro como se fosse um hipertenso ou um diabético; com medicamentos, sendo depois seguido e vigiado.
Estão a fazer-se testes em muitos institutos, e também no IPO. O Dr. Sobrinho Simões tem um artigo muito interessante nesta área.

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publicado por servicodesaude às 04:09
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Próstata - Ficha Técnica

Autoria, Coordenação e Apresentação

Maria Elisa Domingues
 
Convidados
Olga Xavier
Pedro Monteiro
Álvaro Carvalho
Guedes de Carvalho
 
Pesquisa
Alexandra Figueiredo
Miguel Braga
Raquel Amaral
Teresa Mota
 
Reportagem
Buenos Aires Filmes
 
Produção
Miguel Braga
 
Jornalistas
Miguel Braga
 
Gestão e Edição de Conteúdos
na Web (portal Sapo)
Natacha Gonzaga Borges
 
Imagem
Buenos Aires Filmes
Arquivo RTP
 
Edição e pós-produção vídeo
Sara Nolasco
 
Pós-produção aúdio
Miguel Van Der Kellen
 
Atendimento telefónico
Ana Marta Coelho
Filipa Silva
Margarida Castanho
Mariana Sousa
 
Câmaras
Pedro Castro Silva
Rui Machado
Albano Espírito Santo
Lília Magalhães Santos 
Elias Barbosa
 
Mistura de Imagem
Filipe Costa
 
Controlo de Imagem
António Carlos Mateus
 
Som
Rafael Braz
Joana Perucho
Carlos Cruz
 
Iluminação
Luís Silvestre 
 
Electricista
Nuno Dias
 
Técnicos de Electrónica
José Borges
Rui Loureiro
 
Assistentes de Operações
José Carlos Silva
Nelson Ferreira
Pedro Gonçalves
 
Caracterização
Fátima Tristão da Silva
Ana Filipa
 
Assistente de guarda-roupa
Paula Sousa
 
Registo Magnético
Paulo Murias
 
Gerador de Caracteres
Sílvia Santos
 
Teleponto
Sofia Van-Dunen
 
Genérico e Grafismo
Nicolau Tudela
Teresa Martins
 
Música Genérico
Ari de Carvalho
 
Assistente de Realização
Pedro Valladas Preto
 
Anotadora
Dinah Costa
 
Chefe Técnico de Produção
Fernando Monteiro
 
Criação Cenográfica
Gil Ferreira
 
Execução Cenográfica
Isabel Rodrigues
 
Produção
Filipa Azevedo
Paula Paiva
 
Realização
Paulo Resende

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publicado por servicodesaude às 03:10
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Próstata - Links

 

Associação Portuguesa de Urologia
Associação Portuguesa de Doentes da Próstata
Listagem de Urologistas por Hospitais

 
Hipertrofia Benigna da Próstata e Prostatite    
Causas, Frequência, Sintomas e Complicações da HBP
 
Cancro da Próstata
Diagnóstico: PSA, Ecografia, Toque Rectal e Biópsia
Sintomas e Tratamento Cirúrgico
 
www.cpcn.org
www.europa-uomo.org
www.fightprostatecancer.org
www.prostate.org.au
www.prostate90.com
www.prostateaction.org
www.prostatecalculator.org
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 www.prostate-cancer.org.uk
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publicado por servicodesaude às 02:15
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