Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009
Gripe A (H1N1) : Ponto de situação em Portugal (DGS): 30 Setembro

 

Na semana que decorreu entre 21 e 27 de Setembro foram detectados 1.530 novos
casos de síndrome gripal.
Na semana em causa, 21 doentes tiveram internamento hospitalar. Destes, 6 em unidades de cuidados intensivos, sendo que 5 já estavam internados na semana anterior.
Relativamente à situação clínica, a maioria dos novos casos diagnosticados não
registou gravidade.
Na última semana, houve registo de duas mortes, já divulgadas.
A maioria dos novos casos de síndrome gripal (83%) registou‐se em Portugal
Continental. Na Região Autónoma dos Açores verificaram‐se 16% dos casos e 1% na
Região Autónoma da Madeira.
O Ministério mantém o alerta aos cidadãos para, em caso de sintomas de gripe,
contactarem de imediato a Linha de Saúde 24 (808 24 24 24) e seguirem as indicações
que lhes são dadas.
O Ministério da Saúde faz, semanalmente, o ponto de situação da evolução da
infecção da Gripe A no seu site (http://www.portaldasaude.pt/). A mesma informação
pode também ser consultada no Microsite da Gripe, no site da Direcção‐Geral da
Saúde (http://www.dgs.pt).

Lisboa, 30 de Setembro de 2009

 



publicado por servicodesaude às 18:16
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Terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Gripe A (H1N1): Grávidas, doentes crónicos e profissionais de saúde serão os primeiros a ser vacinados

As primeiras doses da vacina contra a gripe A encomendadas por Portugal à farmacêutica GlaxoSmithKline, e que servirão para imunizar três milhões de pessoas, deverão chegar ao País a partir de 12 de Outubro, de forma faseada. A campanha de vacinação só deve ter início em Novembro.

As grávidas serão o "principal grupo prioritário", garantiu ontem o director-geral de Saúde, Francisco George numa sessão pública destinada a esclarecer as empresas sobre a elaboração de planos de contingência contra a gripe A,
Francisco George adiantou ainda que "provavelmente até ao final da semana" será conhecida a lista dos grupos prioritários de risco, que deverá incluir as "empresas consideradas vitais para o País".
A vacina irá ser administrada em duas doses, com intervalo de três semanas, primeiro aos profissionais da saúde, doentes crónicos e grávidas.
As crianças até seis meses de idade também serão imunizadas, com metade da dose destinada aos adultos, à semelhança do que acontece com a gripe sazonal.
Em Portugal já se registou duas mortes de pacientes com gripe A, ambas na última semana.


publicado por servicodesaude às 20:28
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Gripe A (H1N1): Comissão Europeia aprova duas vacinas - 29 Setembro

Plano de vacinação deverá ter início em Novembro

A Comissão Europeia aprovou ontem a comercialização de duas vacinas contra a gripe A: a Focetria, do laboratório Novartis, e a Pandemrix, da GlaxoSmithKline.
Bruxelas espera que haja vacinas em número suficiente "antes que comece a época da gripe", de modo a "reduzir os riscos da doença e mortes nos cidadãos europeus".
 
O Governo português fez uma reserva de seis milhões de vacinas da GlaxoSmithKline, que servirão para imunizar três milhões de pessoas. As primeiras doses deverão chegar ao País a partir de 12 de Outubro, de forma faseada, sendo que a campanha de vacinação deverá ter início em Novembro. Para já, o Ministério da Saúde não afasta a possibilidade de vir a requisitar a vacina da Novartis, garantindo, no entanto, que serão conhecidas mais informações durante esta semana.

(Fonte: Correio da Manhã)



publicado por servicodesaude às 19:16
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Domingo, 27 de Setembro de 2009
Gripe A (H1N1): 2ª vítima mortal concorria a presidente de câmara - 27 Setembro

Advogado saudável não resiste a pneumonia e falência de órgãos

O candidato à Câmara de Ourém pelo CDS-PP, o advogado Diogo Castelino Alvim, 49 anos, é a segunda vítima mortal do vírus da gripe A (H1N1). Morreu ao final da manhã de ontem na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, onde permanecia em estado muito grave desde 25 de Agosto, noticiou a agência Lusa.
 
De acordo com Conceição Loureiro, directora clínica do HCC, a causa de morte foi "pneumonia pelo vírus H1N1, com falência multiorgânica". "Desde o primeiro dia que este doente mantinha um prognóstico muito reservado, estando ventilado com suporte hemodinâmico e sujeito a depuração renal, tendo o seu quadro clínico registado um agravamento claro nos últimos dias", acrescentou.
 
Diogo Alvim era uma pessoa saudável e não tinha antecedentes de doença, apesar de ser fumador. A contaminação do vírus da gripe A ocorreu quando se encontrava de férias numa região balnear. 'Não foi no Algarve', esclareceu o director da Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Hospital Curry Cabral, Luís Mourão, acrescentando que a família do doente não foi contaminada.

 

 

Perante a segunda morte no País devido à infecção pelo vírus H1N1, a ministra da Saúde, Ana Jorge, apelou à acalmia da população e disse serem esperados mais óbitos. 'A ocorrência de mortes devido à doença não significa que haja alterações no quadro da situação epidémica que se vive em Portugal.'
Ana Jorge sublinhou que a gripe continua a apresentar padrões clínicos correspondentes aos inicialmente previstos. 'As medidas adoptadas até agora têm demonstrado que continuam a ser adequadas e vão manter-se.'
 
A outra doente internada com H1N1 na UCI do Curry Cabral, de 32 anos, registou uma franca melhoria nos últimos quatro dias. Já a doente a quem foi realizada cesariana para salvar o bebé está internada desde 18 de Agosto com um quadro de insuficiência respiratória grave e teve ventilação mecânica até há quatro dias.


publicado por servicodesaude às 19:07
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Gripe A (H1N1): Tamiflu desaconselhado na prevenção diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou esta sexta-feira que não se utilizem os medicamentos antivirais como prevenção contra a Gripe A.

O aviso surge após a detecção de uma dúzia de casos de resistência na sequência do uso profiláctico de medicamentos contra a gripe A, refere a Organização em comunicado.
«Até ao momento, foram detectados no mundo 28 vírus resistentes», revela a mesma nota informativa.

«Doze destes vírus resistentes aos medicamentos estão associados à utilização de oseltamivir (comercializado com o nome de Tamiflu) como prevenção após o contacto» com pessoas infectadas ou em situações de risco, precisa a organização.



publicado por servicodesaude às 18:56
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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
Infertilidade - "Consultório" Serviço de Saúde - Respostas às questões colocadas on line e por telefone

Transmitido pela RTP1, no dia 22 de Setembro de 2009

 
Respostas às questões dos telespectadores
 
Introdução (por António Manuel Setúbal, médico especialista em Infertilidade)
Na globalidade, as questões colocadas pelos telespectadores confundem o tratamento da infertilidade com a procriação medicamente assistida (PMA).
Relativamente à infertilidade, praticamente 40% dos casos têm uma resolução total ou parcial através de cirurgia específica.
 
Na globalidade dos casais, a infertilidade, sobretudo na sociedade cosmopolita ocidental, tem um carácter feminino/masculino/misto. Embora a infertilidade feminina seja a mais frequente, o factor masculino ou o factor misto, i.e. homem e mulher, representam aproximadamente 40% da totalidade de casos de infertilidade do casal.
 
A infertilidade masculina está relacionada com a quantidade e com a qualidade dos espermatozóides. As suas causas são pouco conhecidas; no entanto, julga-se que factores ambientais e o stress sejam os mais importantes.
 
No que respeita a infertilidade feminina propriamente dita, a causa principal do seu aumento nos últimos anos é uma doença designada endometriose. No entanto, esta doença tem um padrão e uma evolução extraordinariamente lentos, sendo necessários vários anos até causar infertilidade.
 
Na realidade, esta doença que afecta mulheres muito jovens começa (sobretudo em casos de infertilidade profunda) por se revelar com um aumento progressivo de sintomatologia clássica: dismenorreia (dores menstruais), dispareunia (dor na relação sexual), disquésia (cólicas abdominais/intestinais na altura da menstruação), alterações do comportamento intestinal (mais frequentemente diarreia ou aumento das dejecções na altura da menstruação, ou obstipação na altura da menstruação).
Outros sintomas mais graves poderão associar-se ao longo dos anos, de forma progressiva e lenta. Inevitavelmente, se prolongada durante muitos anos, a endometriose conduz a infertilidade feminina.
 
Outros factores de infertilidade feminina são hoje menos frequentes e relativamente fáceis de despistar através do exame clínico e de exames complementares de diagnóstico. Incluem-se, por exemplo, a clássica obstrução tubária secundária a infecções abdominais (por exemplo, peritonite pós apendicite, ainda que na juventude), casos de malformação uterina, ou doenças endócrinas menos frequentes como, por exemplo, a síndrome de ovários poliquísticos ou outras síndromes de anovulação.
 
O tratamento da infertilidade faz parte, naturalmente, do âmbito de actividade dos médicos Ginecologistas do Hospital da Luz e de outras unidades do grupo Espírito Santo Saúde. No entanto, relativamente à procriação medicamente assistida, optou-se por não disponibilizar esse serviço já que existem no país cerca de 10 laboratórios em Lisboa, 5 no Porto e 3 em Coimbra, incluindo públicos, privados e privados com apoio público.
 
Questões colocadas pelos telespectadores 
“Consultório” online:
 
Rita Isabel: Porque é que os casais que já conseguiram uma gravidez, quando vão procurar ajuda no Hospital, por exemplo à MAC (Maternidade Alfredo da Costa) não têm direito a fazer os mesmos tratamentos que um casal que nunca teve filhos?
No meu caso fiquei com uma infertilidade secundária depois da gravidez e agora não tenho direito a fazer os tratamentos.
Só terei sucesso se for a um privado? Porque é que acontece a infertilidade secundária? Nunca tive problemas com os meus ciclos…
 
Dr. António Setúbal: A infertilidade secundária designa a infertilidade numa mulher que já procriou. As causas de uma infertilidade secundária podem ser femininas (por exemplo, lesão da cavidade uterina após raspagem uterina de um parto, entre outras) ou masculinas (por exemplo, mesmo em homens que já tenha tido filhos, ocorrer uma diminuição da produção e qualidade dos espermatozóides).
O diagnóstico da sua infertilidade secundária depende de múltiplos parâmetros de avaliação, quer femininos quer masculinos; obviamente o facto de recorrer a um privado não é garantia de sucesso. A questão principal é o diagnóstico, a forma de tratamento, e a capacidade de resposta ao seu caso, seja o serviço público ou privado.
 
asapinto: Gostaria de saber porque razão as seguradoras não comparticipam ecografias nem os tratamentos para a fertilidade.

Dr. António Setúbal: Esta questão está fora do âmbito da nossa actividade médica no Hospital da Luz na área da infertilidade. No entanto, não será demais salientar que de acordo com a legislação recente em vigor está previsto um acordo entre o SNS e prestadores privados no âmbito da infertilidade.
Quando à questão em concreto, é um tema que tem de ser visto junto das seguradoras e/ou subsistemas de saúde.
 
Inês Beirão (27 anos): Tenho uma doença rara transmitida pelo cromossoma X, pelo que cada filho que possa vir a ter terá 50% de possibilidade de ser saudável ou de nascer com a doença. Por esta razão penso fazer fertilização in vitro, para apenas implantar embriões saudáveis. E, de qualquer forma, esta doença não me fará abortar, no caso de uma gravidez espontânea.
Onde se faz este tipo de tratamento em Portugal? Apenas posso implantar 2 embriões como nos casos "normais" de infertilidade? É possível congelar possíveis embriões saudáveis para outras implantações?

Dr. António Setúbal: Pelo que se pode entender do enunciado da sua questão, o problema não reside no tratamento em Portugal, mas sim no diagnóstico pré-implantação. Esse diagnóstico já é possível ser realizado em Portugal, em pelo menos um dos centros existentes. Quando à questão de implantar 2 embriões nos casos ”normais” de infertilidade, trata-se do protocolo habitual, e consensual um pouco por todo o mundo. Relativamente à questão da congelação de embriões saudáveis para outras implantações a resposta é sim, ou seja, é possível.
 
Isabel Lopes: Estou numa luta com a infertilidade há 4 anos. E, no meu caso a infertilidade é inexplicável. Já gastei bastante dinheiro em tratamentos hormonais mas ainda não consegui um bom resultado.
Sou de Viseu e neste momento estou a ser seguida pelo Hospital da Universidade de Coimbra. Infelizmente nem todos os Hospitais, como é o caso do Hospital S. Teotónio de Viseu, têm forma de ajudar os casais com esta "doença" que é a infertilidade.
Fiz um tratamento hormonal que foi seguido pelo Hospital de Viseu, durante 3 meses mas como não havia mais a fazer, fui direccionada para o Hospital da Universidade de Coimbra, onde estou à espera de fazer uma inseminação artificial.
Infelizmente só há muito pouco tempo, nós, casais inférteis começamos a ter um pouco de ajuda do Estado. A medicação é muito cara e infelizmente o tempo de espera para os tratamentos é muito. Só damos conta de mais um ano a passar e...
Pergunto eu, iremos ter mais ajuda? Não vamos estar tanto tempo à espera para um fazer uma inseminação artificial ou uma fertilização in vitro?
Concordo que cada vez mais esta causa da "infertilidade" seja debatida e que encontrem mais soluções pois é com muita dor que nós, os casais inférteis lutamos contra ela. SONHO UM DIA SER MÃE!

Dr. António Setúbal: Com base no resumo do seu caso, é impossível aferir qualquer tipo de diagnóstico. Não estando em causa a competência dos múltiplos serviços pelos quais já passou, é completamente impossível elucidá-la do que é mais importante: o seu diagnóstico. Só conhecendo-o será possível propor uma terapêutica seja médica, cirúrgica, ou conjugada para o seu caso.
 
Lúcia Brandão (30 anos, auxiliar de acção educativa, Braga): Estou a tentar engravidar há 3 anos. Estou à espera de uma consulta de FIV (fertilização in vitro) e só tenho uma trompa. Terei possibilidade de engravidar?
 
Dr. António Setúbal: A questão principal não está associada à presença de uma só trompa. O mais importante é determinar um diagnóstico correcto de toda a sua situação no sentido de instituir uma terapêutica médica, cirúrgica ou conjugada.
 
Manuela (46 anos, reformada, Paços de Ferreira): Tive 2 abortos com 5 semanas. Comecei a tentar engravidar aos 44 anos porque casei há 3 anos.
Há tratamentos que possa fazer?
Dr. António Setúbal: Claro que sim. A gravidez em mulheres com mais de 40 anos na sociedade cosmopolita actual, muito embora difícil por razões de ordem biológica, continua a ser possível. Um dos tratamentos mais frequentes, muito embora controverso, é a doação de ovócitos.
 
Ana Pedro (33 anos, Técnica de Ambiente, Lisboa): Tenho o útero pequeno e questiono-me se posso engravidar ou se isso me pode levar a ter um aborto. Há algum paralelismo entre ter o útero pequeno e poder não engravidar?
Dr. António Setúbal: O importante é ter um diagnóstico concreto do que é um “útero pequeno”. Será uma malformação, como por exemplo um útero em forma de T, ou uma outra qualquer?
Geralmente este tipo de problemas está relacionado em com malformações uterinas, muitas delas passíveis de correcção por cirurgia.
 
Maria Gomes (39 anos, Lisboa): Já fiz caparoscopia e acho que o problema seja  o facto do meu marido ter cerca de 9 milhões de espermatozóides…
Qual é a probabilidade de sucesso para uma gravidez?
 
Dr. António Setúbal: Tudo aparenta ser um caso de infertilidade masculina; se não existir patologia feminina a probabilidade de sucesso de uma gravidez depende das várias técnicas de PMA. Neste caso, a probabilidade ronda os 30%.
 
Ana Moreira (39 anos):Tive um linfoma de Hodgkin. Posso engravidar?
 
Dr. António Setúbal: Felizmente sim. A questão principal é saber a que idade contraiu e tratou o linfoma. Muitas dos fármacos usados neste tratamento, desencadearam a ocorrência no futuro de úteros miomatosos que poderão influenciar ou não a gravidez. Ou seja, o linfoma de Hodgkin se totalmente tratado não interfere com a sua gravidez. O tipo de fármacos usado no tratamento é que o poderá fazer. Para uma resposta definitiva à sua questão a informação fornecida é insuficiente.
 
Maria (34 anos, Educadora de Infância, Castelo Branco): Porque as pessoas vão para o estrangeiro? Em Portugal não há doação de ovócitos e de espermatozóides?
 
Dr. António Setúbal: À sua primeira questão não sabemos responder.
Relativamente à segunda questão, a resposta é afirmativa, isto é há doação de ovócitos e de espermatozóides em Portugal.
 
Paulo Marques (33 anos, Montijo): Somos seguidos há 7 anos. Há 2 meses fui à maternidade e tenho o diagnóstico feito. O médico disse que era impensável mandá-lo para o privado gastar cerca de 10 mil euros, mas o problema é que no SNS não existem médicos para fazer a recolha e o estudo dos embriões.  
 
Dr. António Setúbal: Não sabendo qual é o diagnóstico, não temos possibilidade de responder à sua questão. No que se refere aos custos, desconhecendo o que lhe é proposto não temos capacidade para os avaliar.
Ao contrário do que afirma, no SNS existem médicos que fazem recolha e estudo de ovócitos, de espermatozóides e de viabilidade de implantação pós-fertilização in vitro.
 


publicado por servicodesaude às 18:25
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Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
Consultório

A partir de hoje está disponível o consultorio online: um local onde poderá colocar as suas questões relacionadas com o tema do programa.

Serão seleccionadas algumas das questões que serão respondidas com a máxima brevidade possível por um especialista da área em questão.

 

Este consultório é fruto da parceria entre o Hospital da Luz, o programa Serviço de Saúde e o portal SAPO.

 

Ficamos à espera das suas questões.



publicado por servicodesaude às 23:55
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Infertilidade - Introdução (por Maria Elisa Domingues)

O Serviço de Saúde de 22 Setembro de 2009 abordou o tema da Infertilidade.

 
Cerca de 290 000 casais portugueses sofrem de infertilidade, situação que provoca uma boa parte de sofrimento; difícil de entender por quem já teve filhos, sem dificuldade, normalmente, ou porque simplesmente não os quer ter.
 
Até 2006 não havia qualquer lei que regulasse (a procriação medicamente assistida) e, ainda agora, os serviços do Estado não conseguem responder aos tratamentos que hoje a medicina oferece. E que são caros, às vezes muito caros.
 
A ministra da Saúde tomou medidas, por todos consideradas positivas, ao baixar o preço dos medicamentos e ao determinar que o Estado possa encaminhar os doentes para o privado. Mas, porque a medida é recentíssima, as situações acumuladas demorarão a resolver-se. Para muitos casos, será demasiado tarde.
 
Várias questões ficaram, no entanto, fora da lei: por exemplo, até que idade podem as portuguesas tentar a reprodução medicamente assistida? Este é um vazio difícil de entender e, porventura, perigoso.
É, por outro lado, aceitável que as mulheres solteiras não possam recorrer a esses tratamentos, como acontece noutros países?
 
Outra questão ainda: fará sentido, continuar a permitir a colocação de vários embriões em cada mulher, para maior garantia de sucesso do tratamento, quando é sabido que a incidência de gémeos, bebés triplos ou quádruplos vêm, muitas vezes, acompanhada de nascimentos prematuros, doenças graves ou até severas deficiências, com enorme sofrimento para todos; particularmente pais e bebés afectados?
 
Nalguns países, a situação foi resolvida de forma simples, com entendimento entre médicos e governo para uma maior tranquilidade dos utentes.
 
Fomos à Bélgica, ouvir o Prof. Willem Ombelet, uma das maiores autoridades mundiais em Medicina de Reprodução, contar como mudaram as regras para os casais belgas. E ouvimos ainda as histórias de Ann Marie, Teresa e Sandra:
Reportagem


publicado por servicodesaude às 20:19
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Infertilidade - Reportagem: Tratamento em Portugal e o exemplo belga, de sucesso

A história do tratamento da infertilidade é uma história de sucesso. Em 30 anos o mundo viu nascer o primeiro bebé em laboratório e a tecnologia permitiu a democratização dos tratamentos, tornando-se cada vez mais acessíveis a todos.

A ânsia de sucesso na medicina não olhou a meios para atingir o fim. Mas dos tratamentos de infertilidade não nasceram apenas bebés; nasceram também novos problemas:
 
Willem Ombelet (Sociedade Europeia de Reprodução Humana): O problema é que para temos boas taxas de sucesso, tínhamos que colocar vários embriões na mulher. Pelo menos há alguns anos. Nessa altura, tivemos muitos gémeos, trigémeos e quadrigémeos.
Dessas gravidezes nascem muitos prematuros, com vários problemas após o nascimento, ou a longo prazo. Podem ser surdos ou cegos e todos os problemas congénitos que possa imaginar, são mais comuns nessas pessoas.
De facto, criámos muitas complicações apenas porque queríamos ter sucesso.
 
Neste pequeno canto da Europa, na cidade de Genz, na Bélgica, situa-se um dos centros de excelência para o tratamento de infertilidade. Inaugurado há cerca de 15 anos, é dirigido por uma referência mundial na área: Willem Ombelet (The Walking Egg – “BORN”).
Foi aqui que se desenvolveu a ideia de que os tratamentos podiam e deviam mudar.
 
Willem Ombelet (Sociedade Europeia de Reprodução Humana): O que sabemos hoje, é que se tivermos bons embriões, e apenas utilizarmos um - no máximo dois -, a taxa de sucesso final é praticamente a mesma.
E podemos criopreservar os embriões em excesso. Assim, a taxa de sucesso é quase a mesma, sem todas as complicações de uma gravidez múltipla.
 
Da evidência médica à criação legislativa, acabou por ser um pequeno passo.
 
Willem Ombelet (Sociedade Europeia de Reprodução Humana): Convencemos o ministro e as pessoas das organizações de fertilidade que seria uma boa ideia por menos embriões e fazer dessa medida uma lei nacional.
Com o dinheiro que se poupa, facilmente se pode pagar aos laboratórios, para se fazer a fertilização in vitro.
 
Os resultados falam por si:
 
Willem Ombelet (Sociedade Europeia de Reprodução Humana): Temos menos 50% de gravidezes múltiplas e os custos são bastante mais baixos.
Isto quer dizer que toda a gente está feliz e que os pacientes em vez de pagarem 1500 euros por ciclo, pagam apenas 200 euros.
 
Apesar de ser possível adoptar esta medida em qualquer país, em Portugal a situação ainda é bem diferente; com a disponibilidade financeira de cada um a comandar as hipóteses de sucesso nos tratamentos de infertilidade.
 
Apesar de algumas promessas nesse sentido, nos hospitais públicos o tratamento não é comparticipado na totalidade, e o processo ainda é moroso e complicado.
Talvez por isso, Teresa Marques tenha optado pelo privado e gasto aquilo a que podemos chamar “uma pequena fortuna”:
 
Teresa Marques (38 anos): Nós costumamos dizer que foi mais que um carro. Foi perto de 20 mil euros de certeza, com os medicamentos e os três tratamentos.
 
O caso de Teresa e Marcos é idêntico ao de muitos casais. Optaram por ter filhos tarde, quando ela já tinha 34 anos. Depois de vários meses a terem relações sexuais desprotegidas, perceberam que se podia passar alguma coisa.
Teresa foi primeiro ao ginecologista, logo depois, aconselhada a ir ver um especialista.
 
Teresa Marques (38 anos): O Marcos, o meu marido, fez o exame habitual dos homens, o espermograma. E estava tudo bem. A partir daí, o diagnóstico do problema passou a estar centrado em mim.
Tivémos que passar para tratamentos de “segunda linha”. E acho que esse foi o momento mais difícil, para mim.
 
Tal como na natureza, não é certo que os tratamentos resultem à primeira tentativa. No caso concreto, a técnica utilizada foi a microinjecção intracitoplasmática do espermatozóide.
Teresa e o marido não seguiram os conselhos dos especialistas e fizeram o teste rápido de gravidez na farmácia. O resultado foi negativo, mas depois chegou o telefonema do médico.
 
Teresa Marques (38 anos): Estava deitada no sofá, de rastos, numa depressão. Mas o médico disse ao Marcos que era positivo. Eu disse: “Não é possível porque fizemos o teste e deu negativo”. 
O médico garantiu que o resultado era positivo e foi um momento inesquecível! Com a vantagem de saber o dia e a hora em que a minha filha foi feita.
 
É em São Romão, Seia, que Sandra Goma transporta o sonho que tem desde criança e que trouxe de Angola.
 
Sandra Goma (36 anos): Eu venho de uma cultura em que “a mulher é para reproduzir”. Todas as mulheres sonham ser mães, e eu também. E achei que quando chegasse a altura não teria problemas nenhuns.
 
Há quase quatro anos que Sandra e Mário tentam ter um filho e apesar de estarem inscritos na Maternidade Alfredo da Costa, desde 2005, até ao momento não foi identificada qualquer razão para o insucesso. Este Verão, tentaram pela primeira vez a fertilização in vitro, mas sem resultado.
A frustração e a angústia de tentar ter um filho aumentam de dia para dia, até porque a família dela está a ficar maior:
 
Teresa Marques (38 anos): Agora tive mais um caso que mexeu comigo. Eu sou a mais velha e a minha irmã, que tem 20 anos, é agora mãe. Teve um bebé…
 
Mário: Nós vimos toda a gente a ter filhos… É um complemento da felicidade dos casais.
É um momento da felicidade para eles, que nós também queríamos, mas que acaba por não ir acontecendo, ou pelo menos não aconteceu até aqui. É complicado…
 
O casal admite a violência de todo o processo. E para se ter uma ideia, imagine que as simples compras de roupa para um sobrinho podem-se transformar em dor.
 
Teresa Marques (38 anos): Tenho que entrar em lojas de roupa para bebé e tenho que escolher. E elas dizem: “compra como se fosse para ti…”
Ter que suportar esses momentos de “tortura”. Estou a comprar para os outros, mas penso que podia ser para mim.
 
Mário: É um misto de felicidade e amargura por não ser ainda a nossa vez.
 
O casal não desiste do sonho, apesar de saber que o prazo de validade para Sandra ter um filho diminui um pouco a cada dia.
 
Teresa Marques (38 anos): Já conversei com o meu marido. Já pensei desistir, mas apesar dele já ser pai, dá-me força. E são aqueles sonhos que não se matam, assim, por nada. Eu acredito que um dia vou ser mãe e quero muito ser mãe, por isso continuarei a tentar.
Se tivesse dinheiro ia ao privado, como muitas amigas minhas, porque ali é tudo mais rápido; temos dinheiro, pagamos, e as coisas andam. Como não podemos…
 
É de volta à Bélgica, no centro em Genz, que encontramos Ann Marie, para quem a questão do dinheiro e das esperas do público e do privado não fazem qualquer sentido.
Ela é uma das muitas mulheres que tem direito a apoio estatal, em caso de infertilidade. No seu caso, está na clínica para a terceira tentativa da desejada segunda gravidez.
 
Ann Marie (30 anos): Já fizemos duas tentativas antes desta, que não resultaram. Mas isso é também uma coisa que acontece na natureza.
Esta tarde vamos tentar por outro embrião e ver o que é que acontece. Se tudo correr bem… isso só vamos saber daqui a duas ou três semanas.
 
Ao contrário de Sandra que demorou praticamente quatro anos para ter direito a um tratamento, aqui o processo da primeira gravidez de Ann Marie, foi rápido e eficaz
 
Ann Marie (30 anos): Decidimos que íamos ter filhos em Outubro de 2006 e fiquei grávida entre Janeiro e Fevereiro de 2008.
Neste tempo, tentámos primeiro de forma natural, depois com a ajuda de comprimidos e, mais tarde, tivemos que fazer todos os tratamentos da fertilização in vitro. Ou seja, um ano e meio; penso que não é nada.
 
Processos rápidos, satisfação dos utentes e mais riqueza para o Estado. Um exemplo de um processo que nasceu da cabeça dos médicos, encontrou eco na vontade dos políticos e nos desejos da população.

Será que em Portugal, a lei também nasceu da colaboração entre os especialistas de Medicina da Reprodução e o Governo?



publicado por servicodesaude às 19:26
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Infertilidade - Apresentação dos convidados

Prof. João Silva Carvalho – Professor da Faculdade de Medicina do Porto. É o presidente do Colégio de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos.

Foi até há muito pouco tempo, durante seis anos, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução.
 
Dra. Manuela Barata - Obstetra e ginecologista. Foi membro do Centro de Medicina de Reprodução do Hospital Santa Maria, até ao ano 2000, altura em que foi convidada a montar o Centro de Medicina da Reprodução do British Hospital, uma das instituições privadas que foi recentemente certificada pela Direcção-Geral de Saúde.
 
Prof. Jorge Branco – Presidente do Conselho de Administração da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), vice-presidente do Conselho Pedagógico da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Lisboa e é o actual coordenador nacional do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva.
 
Dra. Ana Oliveira Pereira – Psicóloga clínica, fez o seu curso no ISPA, concluiu o mestrado em psicologia na área da saúde. A sua vida profissional conduziu-a a uma experiência na MAC e ao contacto com as questões da infertilidade, pelas quais se viria a interessar de modo particular. Trabalha hoje numa das instituições privadas ligadas a essa área.


publicado por servicodesaude às 18:07
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Infertilidade - Lei PMA belga: mais tratamentos, menos embriões

Vimos na reportagem que os belgas resolveram alguns dos problemas que os tratamentos de infertilidade colocam; o serem caros e penosos. De um modo muito ágil, através de um compromisso entre médicos e governo que, naturalmente, deu também satisfação aos utentes.

 

Em vez de gastarem somas brutais no tratamento dos prematuros e nas incubadoras (e que não seriam prematuros, se não fossem produto destes métodos de reprodução), limitaram o número de embriões que podem ser implantados, a um ou dois, no máximo.
E com o dinheiro poupado, o governo paga seis ciclos de tratamento a todos os casais inférteis. Ou sejam, casais que ficam pelo menos com seis oportunidades de ter, gratuitamente, o que para muitos em Portugal é ainda muito caro.
 
Seria interessante apoiarmo-nos na experiência belga (que vem de 2003 e a nossa lei só nasceu em 2006) com vantagem, utilizando esta experiência?
Jorge Branco (Maternidade Alfredo da Costa): Este problema levantado pelo nosso colega belga é um problema que se levanta na Europa toda. Também em Portugal se diminuiu muito o número de embriões a serem transferidos. E hoje não será lícito transferir mais do que um ou dois embriões.
Nenhum serviço em Portugal, estou convencido, transfere mais do que dois embriões. A gravidez múltipla deve ser sempre vista como uma complicação da técnica e deve ser evitada.
O próprio Dr. Silva Carvalho tem um trabalho publicado sobre isto, que conheço bem, em que conseguiu calcular exactamente a quantia poupada, com esta mudança de atitude.
Esta mudança fez-se em Portugal, como na Bélgica e está em prática em todos os centros de PMA (Procriação Medicamente Assistida).
 
Está em prática, mas de uma forma menos contratualizada e mais aceite tacitamente…
Jorge Branco (Maternidade Alfredo da Costa): Isto decorre de uma causa científica que foi levada a cabo; não há propriamente uma contratualização.
O Ministério da Saúde tem poupado e de facto o dinheiro que se poupa é significativamente importante. E com esse dinheiro pode-se fazer outras coisas.
 
Prof. Silva Carvalho, qual o número a que chegou, do que poderá ser poupado quando realmente a implantação se limitar a um ou dois embriões? Não sei se todos os centros privados, em função do lucro, sempre o cumprirão …
João Silva Carvalho (Faculdade de Medicina do Porto): Este problema tem múltiplas variáveis.
O estudo a que o Dr. Jorge Branco se referiu está feito para Portugal; já tem dois, três anos.
É um estudo que orientei, feito por um aluno de mestrado, que foi apresentado à Faculdade de Economia de Coimbra com sucesso e depois apresentado em várias reuniões científicas; e publicado. Mas aconteceu o que é frequente em Portugal: não ligaram muito, ou quase nada.
 
Devo dizer que, a nível oficial, não consegui obter os números; ninguém mos soube dizer.
Não tenho de memória, porque depois depende da projecção para o número de partos ao nível do país e de uma série de projecções. Mas são, posso garantir, uns largos milhões de euros que se poupam se conseguirmos anular a taxa de triplos e se reduzirmos a taxa dos gémeos a 50 por cento.
 


publicado por servicodesaude às 17:19
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Infertilidade - Consequências PMA com vários embriões - bebé e mãe

A Inglaterra gasta um bilião de euros por ano, em casos desses, dos prematuros que têm que ficar nas incubadoras. E que não seria necessário gastar se fossem seguidos os procedimentos…

João Silva Carvalho (Faculdade de Medicina do Porto): São custos que ficam para toda a vida e que a sociedade também vai ter que suportar: com os cuidados neonatais, as taxas de cesariana, as complicações no parto e as próprias complicações na gravidez.
E depois há uma grande fatia de crianças que ficam com handicaps, como os problemas a que Ombelet se referiu na reportagem: surdez ou cegueira para toda a vida.
São custos muito grandes que a sociedade tem que suportar, a nível económico, já para não falar do sofrimento que causa nas pessoas e nas suas famílias, que é o custo mais grave.
 
Problemas que às vezes só surgem mais tarde…
João Silva Carvalho (Faculdade de Medicina do Porto): Sim, problemas que muitas vezes só surgem mais tarde, com o desenvolvimento da infância.
As mortes na infância e na adolescência tem uma incidência sete ou oito vezes superior nas crianças que nasceram de trigémeos, por exemplo, dos que as que nasceram de parto simples.
 
E também tem complicações para as mães, por exemplo na taxa de diabetes?
João Silva Carvalho (Faculdade de Medicina do Porto): Claro; na hipertensão, na diabetes… todas essas complicações maternas existem.
 
João Silva Carvalho (Faculdade de Medicina do Porto): Mas gostava de fazer aqui um pequeno ajuste: este problema existe pelo desejo da taxa de sucesso.
Um casal vai ao médico e diz: “Eu quero sair daqui grávido”. E os médicos por desejo de corresponder ao desejo expresso pelo casal - e também pela concorrência entre as clínicas e pelas taxas de êxito -, pensavam erradamente que se transferissem até três, quatro embriões, teriam uma maior taxa de sucesso. Em todo o mundo transferiam-se três ou quatro embriões.
Depois começou-se a constatar esta realidade. A pessoa engravidava, tinha sucesso, mas três ou quatro meses depois perdia a gravidez. No fundo era um insucesso enorme…
 
Na Bélgica fizeram o que Ombelet disse na reportagem. O Estado disse: “para além do sofrimento que causa nas pessoas, tem enormes custos”. E fez-se um acordo com os médicos em que estes passariam a só poder transferir um, dois embriões, ou três no máximo.
Pode-se transferir eventualmente três, mas só em situações muito particulares, de mulheres com muita idade ou que já fizeram vários ciclos.
E o Estado belga como contrapartida, disse: “ e nós pagamos seis ciclos de tratamentos a todas mulheres.”
 
Essa fase também já está um pouco ultrapassada. Na comunidade científica médica há já essa consciência, e o Estado também joga com isso. Não se pode continuar com esta prática e já há vários anos tem diminuído e vindo a racionalizar-se por si só.
 
Posso dizer que a nossa taxa de gémeos andava na ordem dos 25% e os últimos dados da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução, que são de 2007, já apontam para os 20%. Estou convencido que 2008 e 2009 serão anos com taxas ainda mais baixas. Portanto, a própria comunidade médica tem vindo a proceder de maneira diferente nessa matéria.


publicado por servicodesaude às 16:46
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Infertilidade - Diagnóstico e Tratamento - público e privado

Telefonema de Filomena Pardal, 37 anos, gerente de loja, em Leiria:

Tento engravidar há dez anos… Agora não estou a fazer nenhum tratamento, mas já fiz vários, inclusive três fertilizações in vitro, uma no Porto e duas em Barcelona.
Gastei muito dinheiro porque os tratamentos são muito caros.
Vejo a comunicação social a falar sobre a nova lei e a dizer que já permite efectuar os tratamentos nas instituições públicas
 
Há uma determinação nesse sentido, em que até o “público” pode mandar para o “privado” quando não tem capacidade para responder de uma forma mais ou menos expedita. No seu caso, com a idade que tem, de certeza que é candidata.
 
Filomena Pardal (37 anos): Queria deixar o seguinte testemunho: agora ando a ser seguida na Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra, na minha área de residência e o médico por quem fui atendida, não me soube dar respostas.
 
Como tive ocasião de dizer essa disposição é muito recente. Em que mês é que foi à consulta?
Em Fevereiro.
 
A disposição de que falo é posterior à sua ida à consulta.
Posso perguntar porque é que optou por ir a Barcelona?
Porque fui mandada para lá pelo Dr. Cristiano Oliveira, do Porto, que é da clínica do Dr. Alfredo Barros. Eles é que me mandaram para Barcelona dizendo que lá eu teria muito mais facilidades em engravidar.
Fui a Barcelona duas vezes, gastei tudo, claro, à minha custa e do meu marido. Fiquei numa situação má, como deve calcular… Tive a ajuda de familiares, se não, teria sido impossível.
 
Nessa altura, você ou o seu marido lembraram-se de que as seguradoras também deviam ajudar-vos?
Não fazia a mínima ideia…
 
Não, não ajudam… Mas deviam ajudar, como noutras doenças… A infertilidade é uma doença.
Pois é. Por isso é que gostava de deixar o meu testemunho. Eu e o meu marido estamos a tentar “engravidar há 10 anos e isso é muito doloroso… Não somos nenhumas “coitadinhas”…
 
É assim que sente?
A pressão social é muito grande. Estou casada há 13 anos e as pessoas perguntam: “Então, para quando…?” Eu até podia não querer ter filhos… Não é o caso, mas há uma pressão muito grande.
Até hoje nenhum médico – e já fui ver vários – me disse como resolver o meu problema. E gostava que o Prof. Da Maternidade Alfredo da Costa me desse uma resposta.
Tenho um problema de ovulação e gostava de saber. Porquê? Se existe alguma razão, na minha infância, ou adolescência, para que eu agora com 36 anos não faça ovulação? Deixei de fazer ovulação desde os 26 anos, depois de ter deixado a pílula para tentar engravidar.
 
Penso que nem sempre a ciência sabe dizer porque é que as pessoas são inférteis…
Jorge Branco (Maternidade Alfredo da Costa): Em cerca de 10% dos casais que tentam engravidar nunca se chega a conhecer a causa exacta dessa infertilidade.
No caso que a senhora apontou, um problema ovulatório, as causas podem ser múltiplas. Em primeiro lugar, a mais frequente, é a menopausa precoce.
Não sei se é isso que se passa neste caso, se assim for, é de facto mais difícil de resolver.
Mas podem ser outras razões: ovários maus “respondedores” (resistentes à terapêutica).
Há muitas causas.
 
Ouvimos muitas vezes dizer, a propósito de muitas doenças, e como agora neste programa, que muitos procuram uma solução na ida a uma clínica no estrangeiro, principalmente a Espanha.
Há neste campo concreto – de Medicina de Reprodução -, alguma técnica que se faça em Espanha e que não se faça em Portugal?
Jorge Branco (Maternidade Alfredo da Costa): A senhora que telefonou foi a Espanha para aí há dez anos. Talvez nessa altura os centros de Barcelona estivessem mais desenvolvidos que os nossos. Hoje em dia penso que o que se faz em Portugal, faz-se em Espanha e no resto da Europa.
 
E esta senhora enquadra-se naquele grupo de pessoas que por estar a tentar há tantos anos, com certeza tem condições, não sendo atendida rapidamente no público, de ser transferida para o privado?
 
Jorge Branco (Maternidade Alfredo da Costa): Não é bem assim. O critério para os regimes privados destina-se às mulheres que estão em listas de espera há mais de um ano. Não há no envio, um critério de idade ou de história da doença.

Quem está inscrito num centro público, há mais de um ano, reúne as condições para ser enviado para uma instituição privada.



publicado por servicodesaude às 15:52
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Infertilidade: sofrimento, estigma social e depressão

A senhora que telefonou não disfarçava o sofrimento.

A sua experiência junto de outras doentes de infertilidade é de que se sentem olhadas de maneira diferente pelas outras pessoas?
(Ela pedia: “só não quero ser olhada como se fosse uma pessoa diferente…”)
 
Dra. Ana Oliveira Pereira (psicóloga): Acho que depende do contexto particular de cada pessoa. O morar em determinada zona pode ter alguma influência.
Não quer dizer que não exista uma certa estigmatização social. Mas também acho que por vezes as próprias pessoas carregam esse peso da infertilidade.
E o facto de não partilharem o problema – existem ainda hoje muitos casais que não partilham com ninguém, vivem a situação sozinhos e nem aos próprios pais contam -, torna as coisas mais penosas.
 
Mas não era obviamente o caso… Esta senhora até falou em nome próprio, não era com certeza o caso.
Dra. Ana Oliveira Pereira (psicóloga): Não será o caso. Mas este sofrimento encontra-se. Tal como vimos na reportagem, a Sandra, o sofrimento que sentia quando ia comprar as roupas para a sua sobrinha.
São sentimentos que muitas mulheres têm vergonha de confessar; às vezes até de inveja; o que parece altamente desagradável…
 
Parece que é feio…
Dra. Ana Oliveira Pereira (psicóloga): Parece que é feio, e temos medo de confessar, mas é muito humano. A pessoa não inveja a outra; quer para si o que a outra pessoa tem.
 
E a Sandra ainda tem o peso da sua própria cultura, em que a pressão (para se engravidar e ser mãe) é muito maior, não é?
Dra. Ana Oliveira Pereira (psicóloga): A infertilidade do ponto de vista psicológico traz muita perturbação emocional porque é um cocktail que mistura muitos aspectos: aspectos sociais, culturais, psicológicos e médicos. Tudo isso junto traz muito peso; mais do que em muitas doenças de que falamos.
O que esta senhora referiu relativamente à causa da sua infertilidade ser desconhecida, aumenta muito mais o grau de perturbação. Não se sabe qual é o motivo, “então estou a lutar para quê?” Dai o grande desejo que as pessoas têm em encontrar uma resposta, uma causa para a sua infertilidade.
 
Isso acontece com qualquer doença…
Dra. Ana Oliveira Pereira (psicóloga): Por vezes à sentimentos de culpa: “Será que a causa foi alguma coisa que fiz? Será que foi a pílula? Ou foi a interrupção da gravidez que uma vez fiz? São tudo questões que reproduzem o discurso das pessoas.
Cada pessoa vive de determinada forma a situação mas é sempre algo de muito penoso. E às vezes é uma situação que se pode arrastar durante anos e anos.
 
Inicialmente, tentava-se encontrar uma causa psicológica para a infertilidade. Neste momento a maior parte dos técnicos que trabalham nesta área concordam que a perturbação emocional decorre da infertilidade, e não é uma causa da infertilidade. Para nós, enquanto médicos, é quase inevitável ter que lidar com algum sofrimento dos casais.
 
Um artigo de uma psicóloga, professora em Harvard, compara o sofrimento destes casais, à depressão que sentem por exemplo os doentes de cancro ou os doentes cardíacos graves.
Quem teve filhos com facilidade, ou quem não os quer ter, dificilmente pode entender que este sofrimento tem esta expressão, não é?
Dra. Ana Oliveira Pereira (psicóloga): Por isso é que é natural as pessoas pensarem que ninguém mais as entende, a não ser eles próprios, porque é tão intenso.
Nesse estudo, um dos instrumentos foi usar um conjunto de metáforas para ver como é que as pessoas referiam o sofrimento. E as palavras escolhidas, as metáforas, tinham uma carga superior às escolhidas por mulheres que sofriam de cancro ou que tinham tido enfartes, por exemplo.

Parece estranho porque quando pensamos em cancro associamos a uma ameaça da própria vida, mas aqui é a ameaça de sonhos, de projectos, e uma suspensão dos desejos do casal que está em causa.



publicado por servicodesaude às 14:06
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Infertilidade - Crianças nascidas em Portugal por PMA

Apesar disto, em Portugal temos apenas um por cento de crianças nascidas pelo método de procriação assistida. Porquê uma percentagem tão baixa face à média europeia?

Madalena Barata (obstetra / British Hospital): Porque até aqui os centros públicos não tinham capacidade de resposta para o que se necessitava. Agora, com este novo dispositivo legal, em que os centros públicos podem realmente mandar os casais para os centros privados, vai aumentar o número de ciclos realizados anualmente, logo, irá aumentar o número de crianças nascidas por este método, com certeza.
 
Estamos todos esperançados. A realidade é que em Portugal tem vindo a haver toda esta abertura legal, e agora temos todo o trabalho feito no sentido de certificar centros para poderem fazer contratualizações com o Estado: ao nível dos equipamentos, das instalações e dos recursos humanos.
Tudo isto está a criar uma dinâmica, que não tínhamos até aqui. E falava-se em infertilidade com dificuldade. Era quase uma curiosidade.
 
Agora, sem sombra de dúvida, as pessoas falam com abertura e, facilmente, como se vê neste programa, as pessoas telefonam e dão o seu testemunho, fazem perguntas, vão à procura da sua solução.
 
Esta questão diz respeito a 10% da população que é afectada, em Portugal, por esta doença
Madalena Barata (obstetra / British Hospital): Acho que agora, que o Estado abriu esta possibilidade de se mandar os casais para centros privados, também as companhias de seguros, que até aqui não consideravam a infertilidade uma doença, vão seguir o exemplo do Estado e participar.


publicado por servicodesaude às 13:11
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Infertilidade - Limite de idade nos tratamentos e taxas de êxito

Telefonema Helena Mendes, 42 anos, empresária, da Covilhã:

Estou a tentar engravidar, há dois anos, e não consigo.
Desloquei-me ao Centro Hospitalar da Cova da Beira, o da minha zona. Eles não têm clínica de fertilidade mas através de uma médica brasileira dei inicio ao processo habitual de exames, ecografias…, mas a médica acabou por detectar que eu não tinha problema absolutamente nenhum.
De seguida foi o meu marido fazer uma série de exames e não havia nada aparentemente anormal. A médica acabou por concluir que seria, talvez, do stress. Talvez devido á minha profissão.
 
Qual é a sua profissão?
Helena Mendes (42 anos): Sou empresária.
 
Os tempos não estão fáceis…
Helena Mendes (42 anos): Entretanto a médica disse-me que, derivado à minha idade, só no Porto, no Hospital de Santo António. Eu tentei mas aí foi-me dito que, com a minha idade, nem no público nem no privado.
Não perdi a esperança. Mas queria saber se é verdade ou se há algum centro onde eu me possa dirigir, com a idade que tenho?
 
Chegou a ser consultada, no hospital do Porto?
Não, porque me disseram logo ao telefone que nem adiantava marcar consulta.
 
O Dr. Silva Carvalho foi fundador do Centro do Hospital do Hospital de São João, no Porto. Esta resposta é normal?
João Silva Carvalho (Faculdade de Medicina do Porto): Sim e não. Os hospitais têm critérios variáveis no que diz respeito ao limite de idade das mulheres que aceitam.
 
Acha que o facto da Lei de Procriação Medicamente Assistida não estabelecer um limite da idade vem baralhar as coisas, ou pelo menos torná-las menos claras?
Não. Acho que é um problema diferente. O problema nos hospitais públicos é este: nos casais a partir dos 35 anos a probabilidade de sucesso começa a diminuir.
 
João Silva Carvalho (Faculdade de Medicina do Porto): Por volta dos 40 anos a possibilidade de sucesso por cada tentativa é muito baixa. Então, a racionalidade em alguns hospitais públicos é: “vamos gastar recursos e perder tempo com pessoas cuja probabilidade é muito pequena, quando temos outras, com mais probabilidade, que se ficarem à espera, vão chegar à idade das que têm menos probabilidades de engravidar?”.
 
Portanto, alguns estabeleceram um limite de idade: a partir dos 37 anos não aceitamos. Noutros, é a partir dos 39 ou 40 anos. Há vários critérios consoante cada hospital.
 
Aqui o que importa não é a idade cronológica da doente. A idade biológica é o mais importante, porque há doentes com 40 anos cujos ovários parecem de uma pessoa que têm 30 ou 35 e outras, suponhamos, aos 30 ou 35, têm uns ovários com uma idade biológica muito superior.
 
Não há milagres. Eu julgo que nesta idade: 40, 42, 45,46…,mas também aos 37 ou 38; cada caso tem que ser analisado para se perceber de facto qual é a idade biológica daquela mulher e quais as suas probabilidades.
O problema de não aceitarem uma pessoa de determinada idade, é também um problema de rentabilidade estatística daquele hospital.
 
Mas quando o utente fica sujeito a uma tal, ou total, arbitrariedade, é extremamente incomodativo…
Jorge Branco (Maternidade Alfredo da Costa): A fecundidade é um fenómeno biológico e depende da idade. Uma senhora com 42 anos tem menos de 5% de hipóteses de ter êxito. Isto trata-se de gestão de recursos e da melhor aplicação dos dinheiros públicos.
 
Isto que estou a dizer pode parecer muito frio, mas é a realidade. Se os recursos são escassos não podemos estar a aplicar dinheiros públicos em senhoras com uma taxa de êxito inferior a 5%; talvez 4% ou mesmo 3%; quando nas mulheres mais jovens a taxa de êxito é superior a 30%. É só por isto, não se trata de nenhuma arbitrariedade.
 
Eu disse “arbitrariedade” depois de ouvir o Dr. Silva Carvalho em que ele defendeu que o acesso dependia da idade biológica de cada mulher, e que esta mulher com 42 anos podia ter ovários com uma maior probabilidade de serem fecundados do que outra mais novas, cujos ovários não estivessem em tão bom estado…
Admito que possa haver excepções, mas o que referi são estatísticas internacionais; que uma mulher com 42 anos tem uma taxa inferior a 5%. Isto é irrefutável.
Fica dependente de uma gestão de recursos, que em Portugal são escassos – são em todo o lado.
Ganhou-se imenso em reconhecer – e isso aconteceu recentemente – a infertilidade como uma doença. Pode-se dizer que isto é um êxito.
 
Sem dúvida…
E é sobretudo um êxito para os casais que se vêm com um problema de infertilidade. Agora, ir contra a biologia é muito difícil.


publicado por servicodesaude às 12:18
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Infertilidade - Técnicas actuais de PMA - da Fertilização In Vitro à recente vitrificação ovócitos

Dirigindo um centro privado, no caso de as pessoas poderem pagar, qual seria a sua atitude?

Madalena Barata (Obstetra / British Hospital): A Medicina de Reprodução começou com a fertilização in vitro, numa altura em quer a obstrução ovárica era um grande problema.
Cerca de 10 anos depois surge a microinjecção (intracitoplasmática), que veio resolver muitos dos “tais” casos em que aparentemente não havia uma causa para haver infertilidade e, no entanto, o casal não conseguia engravidar. Ou, eventualmente para os casos masculinos graves.
 
Os homens podiam, e podem, conservar os espermatozóides, nomeadamente em situações de patologia. Nas mulheres, em termos de conservação dos óvulos - como têm um citoplasma muito grande -, eram extremamente difíceis de congelar.
 
Só que agora há uma técnica, a vitrificação dos ovócitos, que abre toda uma diferença ao lado das outras duas que referi antes. Fazemo-la no British Hospital.
Uma mulher; imagine uma rapariga de 16 anos, que vai fazer um tratamento anti-oncológico e que pode guardar os seus óvulos com sucesso, para os fertilizar um dia e realizar o seu projecto de família com alguém que tenha encontrado.
 
Madalena Barata (Obstetra / British Hospital): É para isso essencialmente que esta técnica foi montada. Mas também vai mudar o quotidiano da Procriação Medicamente Assistida (PMA) e dos próprios ciclos de tratamento.
Recebemos um casal, que tinha imensos óvulos, mas o senhor naquele dia não tinha espermatozóides, o que não era suposto acontecer. Se não tivéssemos esta técnica a punção tinha que ser feita para nada, porque não tínhamos espermatozóides para usar naquele momento. Ou seja, vitrificámos os óvulos.
 
Madalena Barata (Obstetra / British Hospital): A vida das mulheres é hoje muito difícil. As mulheres optaram em muitos casos por ter uma vida profissional bem sucedida. Imagine que uma mulher tem 32 anos e lhe é oferecida uma estadia no estrangeiro muito importante, que vai demorar três anos e esta mulher sabe que só aos 35, 36 anos é que vai começar a poder procriar.
A partir daí a taxa de êxito é menor, porque os óvulos já serão de menor qualidade. E a taxa de implantação dos óvulos, em mulheres acima dos 35 anos, é menor.
Então, se a mulher guardar os seus óvulos não ficará refém da sua idade. Ela congelou a sua idade biológica, quando tinha idade muito aceitável. Acho isto muito esperançoso.
 
Claro que não estou a falar na polémica de se poder guardar óvulos de mulheres que tenham 50 ou 60 anos. Mas até aos 45, 46 anos, porque de facto olhamos para mulheres que têm uma vitalidade e força de vida, mas quando vamos ver os exames hormonais, na prática não respondem.
Se essas mulheres tivessem tido óvulos guardados… Não estou a falar de embriões, que acorrentámos a um projecto com alguém, que pode ter acabado, se a mulher entretanto já tiver 42 anos e estiver, por exemplo, num segundo casamento.
 
Isto é constatar que a ciência muitas vezes vai ao encontro daquilo que é importante, que é a felicidade das pessoas.
 
E está a igualar um pouco mais as hipóteses dos homens e das mulheres?
Madalena Barata (Obstetra / British Hospital): Exactamente. Todos sabemos, até da cinematografia, em que os homens, ninguém imagina, continuam a ser pais. E as mulheres não.

É claro que a natureza encarregou-se de por a fêmea a procriar numa altura em que consiga tomar conta das suas crias. Acho que é errado afastarmo-nos demasiadamente daquilo que é natural, do que é humano, daquilo que é a essência das pessoas. Não o devemos fazer, só porque a técnica permite



publicado por servicodesaude às 11:22
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Infertilidade: Endometriose, idade e embriões congelados (tel.)

Telefonema de Sandra Almeida, 36 anos, administrativa, de Vila Nova de Gaia:

Sofro de endometriose, já fui operada duas vezes e no ano passado, com o apoio da Dra. Helena Serra, do Hospital de Gaia, fiz uma Fertilização in Vitro (FIZ).
Tive um menino que faz hoje 13 meses.
Já comecei novamente com a crise de endometriose, mas tenho três embriões congelados.  Gostava de perguntar se devo, ou não, arriscar uma próxima tentativa, sabendo que ao descongelar os embriões, alguns podem não estar em bom estado?
Estou com 36 anos e depois não sei se estou na idade, para ainda poder engravidar.
 
Sente-se muito ansiosa relativamente ao que há-de fazer?
Sandra Almeida (36 anos): Pois, claro. O que fazer com três embriões congelados?
 
É uma questão muito pertinente.
João Silva Carvalho (Faculdade de Medicina do Porto): Deve transferir os embriões congelados, rapidamente. E mais: se a gravidez não resultar dos embriões congelados, deve iniciar um novo processo e fazê-lo rapidamente. Não só porque o passar da idade leva à perca de qualidade dos óvulos e ao envelhecimento ovário, logo, à perda das possibilidades de gravidez; a própria endometriose é uma doença progressiva que vai afectar ainda mais a qualidade dos ovócitos.
Portanto, deve aproveitar todo o tempo útil e o mínimo da progressão da doença e da idade, para tentar ter um segundo filho, que é o que deseja.
 


publicado por servicodesaude às 10:33
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Infertilidade - Lei e queixas - idade para os tratamentos, custos e seguradoras

Está na associação há três anos, também teve problemas de fertilidade, mas conseguiu ultrapassá-los e hoje já tem uma filha com 2 anos. E está de parabéns, porque vem aí um segundo filho; está novamente grávida.

Em relação à questão da idade, em que alguns hospitais entendem fazer o tratamento da infertilidade… São queixas que ouvem com muita frequência na associação?
Filomena Gonçalves (vice-presidente da Associação Portuguesa da Infertilidade): Sim, recebemos todos os dias casais com estas queixas. E outras. A questão da idade é habitualmente referida como “criminoso”, que não se aceitem senhoras de uma determinada idade. E como critério, efectivamente, não está claro até que idade se aceita as senhoras, o que ainda é mais grave. Não está claro na lei.
A nossa posição enquanto associação, e somos bastantes sensíveis aos gastos dos dinheiros públicos, entristece-nos que não seja feita alguma avaliação por exemplo a senhoras com 36 ou 37 anos. E que se fechem as portas a senhoras - como o Dr. Silva Carvalho referiu - que possam ter uma idade biológica que ainda o permita.
 
Quais são os outros problemas que aparecem com mais frequência na associação?
Por exemplo, o facto de a nossa lei não permitir a mulheres solteiras tentarem a Procriação Medicamente Assistida?
É um problema que aparece com frequência, ou as pessoas percebem que assim seja?
Filomena Gonçalves (vice-presidente da Associação Portuguesa da Infertilidade): Temos pouco pessoas não inférteis a procurarem-nos. Já nos procuraram duas ou três mulheres singulares que pretendem ser mães, mas são mais outros casais que nos procuram.
 
Um preâmbulo: a comunidade infértil está bastante agradada, desde há dois anos para cá, por se falar mais de infertilidade do que nos últimos 20 anos. Estamos contentes com a chegada da legislação, com a perspectiva de encaminhamento dos casais e, sobretudo, com a comparticipação dos medicamentos, que tem sido mais que tremenda para os casais.
Agora os medicamentos são comparticipados em 69%, antes era apenas 37%, portanto é uma ajuda muito boa.
 
No entanto estes casais continuam a sentir-se muito frustrados com toda a morosidade. Os apoios foram prometidos há dois anos e só agora é que começam a chegar os primeiros encaminhamentos.
E é doloroso, porque surge uma esperança, gera-se uma expectativa e depois há um grande sentimento de frustração. Estas são as queixas que mais recebemos.
 
Filomena Gonçalves (vice-presidente da Associação Portuguesa da Infertilidade): O facto de a infertilidade não ser reconhecida como uma doença pelas seguradoras, é preciso que se refira: se houvesse vontade para forçar as seguradoras a aceitarem a infertilidade como uma doença e as levar por exemplo a aceitar três tratamentos, também iria aliviar o próprio Serviço Nacional de Saúde deste encargo.
 
Considera que aí justificava-se toda a pressão política?
Filomena Gonçalves (vice-presidente da Associação Portuguesa da Infertilidade): Com certeza, sem dúvida nenhuma. Essa tem sido uma das nossas grandes lutas e reivindicações.


publicado por servicodesaude às 09:43
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Infertilidade - Doação de gâmetas: banco público ou centros privados

Filomena Gonçalves (vice-presidente da Associação Portuguesa da Infertilidade): Há uma questão pouco falada e que interessa a muitos casais, que é a doação de gâmetas. Até este momento não foi encontrada solução no SNS para estes casais.

Os casais que não conseguem obter gâmetas seus, têm que optar pela doação. É a única forma que têm de procriar. E só conseguem encontrar solução em tratamentos privados, que são muito dispendiosos.
Também houve a promessa de um banco de gâmetas que não foi concretizada. E o facto é que a questão não se encontra solucionada no SNS.
Nós não queremos forçosamente que exista um banco de gâmetas. Queremos apenas que estes casais possam ser encaminhados para os serviços privados.
 
A existência de um “banco de gâmetas” é fundamental? Ou os casais que precisam desse recurso podem ser encaminhados para os centros privados? Isso dispensaria custos que uma implantação de um banco naturalmente implica?
Prof. Jorge Branco (Maternidade Alfredo da Costa: Realmente não há em Portugal um verdadeiro banco de gâmetas. A própria ministra anunciou há algum tempo que o Centro de Estética do Porto – Joaquim Magalhães - iria ter esse serviço, mas de facto ainda não tem, pelo menos que nós saibamos. E é de facto importante que aconteça em Portugal.
 
Enquanto director de uma maternidade, provavelmente o investimento que um banco de gâmetas custa, pode não ser, para já, a melhor forma de resolver o problema, porque podemos importar gâmetas, como outro produto biológico.
 
Penso que neste momento, relativamente aos espermatozóides – gâmetas masculinos -, penso que vamos primeiro optar por essa saída; a da importação. E porquê? Porque exige muitos recursos humanos, porque provavelmente metade do esperma recolhido acaba por não ser bom, perde-se.
E esta é uma área em que, sabemos, há poucos recursos humanos. Não só em médicos, como em biólogos especializados.
 
Há pouco tempo, com a remodelação do seu Centro de Reprodução, na maternidade - que todos dizem ser de grande qualidade - debateu-se com a questão de falta de pessoal.
Até mesmo com a dificuldade em arranjar um director que teve que vir de Espanha…
 
Prof. Jorge Branco (Maternidade Alfredo da Costa): Neste momento esses problemas estão ultrapassados. Temos um director que foi director de um centro de PMA, foi o presidente da Sociedade de Medicina de Reprodução espanhola e da Sociedade Europeia de Medicina de Reprodução; com muitos trabalhos científicos publicados nesta área.
 
Ainda relativamente aos gâmetas, já referi o que vamos fazer com os gâmetas masculinos. No que toca aos gâmetas femininos, ou iremos ter o nosso banco, ou ter o apoio de um hospital privado que possa preservar ou vitrificar os óvulos que nós precisarmos.
 
Estamos numa fase de viragem. A infertilidade ser considerada uma doença foi o grande facto que mudou tudo. E vai certamente obrigar as companhias de seguros a olhar para esta doença de outra maneira.

Até aqui não era doença, tinham essa desculpa. Agora deixam de a ter. Acabaremos todos por ganhar, sobretudo os casais com problemas de infertilidade.



publicado por servicodesaude às 08:50
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Infertilidade - Nova lei: certificação dos centros e etapas tratamento

A legislação também prevê a constituição do grupo de pessoas que devem assegurar a procriação, nos moldes científicos mais adequados aos centros de reprodução.

Sei que não está de acordo com o que diz a lei e que quando era presidente da Sociedade dirigiu uma vasta documentação ao Ministério da Saúde no sentido de serem ouvidas as vossas preocupações. Coligiram informação de outros países, onde tudo isto já estava implantado, no entanto a Sociedade nunca foi ouvida.

João Silva Carvalho (Faculdade de Medicina do Porto): É lamentável, mas é verdade.

Uma das senhoras que telefonou dizia que tinha sido seguida pela sua médica, que não sabia a causa e que não parecia existir nenhum problema consigo.

Queria que muitas vezes usam-se procedimentos clínicos e a causa está na biologia. E só durante os tratamentos é que se descobre que o óvulo e o espermatozóide do marido não se entendem; que não há fecundação. Ou que os embriões são de má qualidade e não se desenvolvem.
Há problemas que entram na área da Infertilidade mas que são da área da Biologia. E quando se faz uma análise clínica como a médica fez são impossíveis de detectar.
 
Ou seja, não é suficiente essa avaliação e a pessoa precisa passar para outra etapa?
João Silva Carvalho (Faculdade de Medicina do Porto): Passar para outra etapa e ir para um local onde se possa fazer essa investigação.
 
E nos centros devem existir equipas multidisciplinares que assegurem todas essas valências?
Exactamente.
 
E nesses centros há outros métodos de avaliação para resolver esses problemas?
Antes da Procriação Medicamente Assistida há outras etapas que devem ser percorridas, não é? A etapa clínica e a etapa cirúrgica, por exemplo?
João Silva Carvalho (Faculdade de Medicina do Porto): Exactamente. E essa é uma das minhas discordâncias relativamente à forma como o processo tem sido conduzido aqui em Portugal. Estamos numa nova área, a da reprodução.
Em todo o mundo, e as principais sociedades científicas da Europa, reconheceram a necessidade de que ginecologistas e obstetras adquirissem competências especializadas para lidarem com esta área.
Há currículos específicos e é preciso percorrer um determinado trajecto para se ser diferenciado nesta área. Área que depois tem um contributo multidisciplinar de geneticistas, andrologistas, endocrinologias, psicólogos...
 
Por isso é que há uma Sociedade de Medicina de Reprodução, em que se pressupõe que o médico seja qualificado e possa fazer um diagnóstico correctamente, propor uma terapêutica e avaliar um prognóstico.
E no âmbito da terapêutica, ser capaz de fazer tratamentos médicos, tratamentos cirúrgicos e Procriação Medicamente Assistida (PMA), que é o patamar a que se deve recorrer depois de ter feito uma correcta avaliação e um tratamento médico ou cirúrgico.
 
Discordo que tudo tenha sido sempre conduzido, nomeadamente a lei, em função da PMA.
Aí a lei é taxativa: é uma lei de cuidados em Medicina de Reprodução, o que obriga os centros médicos a ter cuidados médicos, cuidados cirúrgicos e que tenham as valências necessárias para também terem Medicina de Reprodução Assistida.
 
A nossa Lei de Procriação Medicamente Assistida e os enquadramentos superiores isolaram sempre a PMA, como se fosse ela mesma uma disciplina. E não é verdade. É apenas uma forma de tratamento, que deve vir a seguir a outras. Portanto tenho algumas discordâncias quanto à forma como as coisas foram conduzidas aqui, do ponto de vista legal, em Portugal. Eu discordei, em nome da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução. Nunca fomos ouvidos, nunca houve diálogo.
 
Em todo o caso com a regulamentação da lei, feita 18 meses depois, andámos para a frente. Foi criado um Conselho Nacional para a Procriação Medicamente Assistida, que é presidida por um juiz.
Neste momento, e como responsável do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva, qual é o seu relacionamento com esse conselho? Parece-lhe que está a funcionar bem?
 
Prof. Jorge Branco (Maternidade Alfredo da Costa): O funcionamento e o diálogo que temos com o conselho são óptimos. E temos também médicos que defendem os aspectos clínicos e médicos da melhor forma.
 
Em todo o caso as funções do conselho são éticas e jurídicas, não é?
Prof. Jorge Branco (Maternidade Alfredo da Costa): Sim. Só com vista às técnicas de PMA e não relativamente à infertilidade em si.
 
E é esse Conselho Nacional que, com a Inspecção-Geral de Saúde, vai certificar esses centros privados?
 
Prof. Jorge Branco (Maternidade Alfredo da Costa): E é esse Conselho Superior Nacional que com a Inspecção-Geral de Saúde, propõe à ministra a certificação desses centros.
 
João Silva Carvalho (Faculdade de Medicina do Porto): Disse, e é verdade, queo Conselho da Sociedade Portuguesa da Procriação Medicamente Assistida é quem vai certificar esses centros, pelo que vai dar um parecer, vai avaliar…
Mas como é que justifica que numa sociedade com nove elementos, só tenha um elemento com na Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução?
 
Prof. Jorge Branco (Maternidade Alfredo da Costa): É a constituição oficial desse conselho.

João Silva Carvalho (Faculdade de Medicina do Porto): Mas não está bem.



publicado por servicodesaude às 07:53
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Infertilidade - Só metade procura tratamento e importância prevenção

Dos cerca de 300 mil casais que sofrem de infertilidade, apenas metade procura tratamento. Qual é, para si, a explicação para este fenómeno?

Manuela Barata (obstetra / British Hospital): Penso que este fenómeno conheceu um ciclo. “Era assim”, mas penso que as coisas estão a mudar.
A Associação Portuguesa de infertilidade criou a facilidade do acesso, que é muito importante nestas situações. O casal pode consultar online os centros, que normalmente têm site e fazer uma primeira abordagem.
Há um primeiro momento em que a mulher acha estranho não conseguir engravidar, mas ainda não consegue dizer a si própria. Depois de o fazer, diz ao marido e vai procurar ajuda.
 
Manuela Barata (obstetra / British Hospital): Penso que o aspecto económico também deve pesar. Mas penso que com tudo aquilo que tem sido feito em termos legislativos, acho que as pessoas vão ter cada vez menos a retracção de procurar ajuda, que agora está muito facilitada.
As pessoas já sabem quais são os centros que existem e podem com mais facilidade ter o acesso: Onde ir? Quanto custa? Como posso eu lá chegar?
 
E sobretudo não terem vergonha…, como dizia há pouco uma telespectadora, porque a infertilidade é apenas uma doença, entre tantas outras que todas as semanas continuaremos aqui a tratar.
 Prof. Jorge Branco (Maternidade Alfredo da Costa): Todo este esforço do Ministério da Saúde, de requalificação de centros públicos e de acordos com os centros privados, vai no sentido de proporcionar uma maior oferta, aliás, exigida pelas Nações Unidas; que diz que deve haver a promoção para que toda a gente tenha acesso a serviços de saúde de qualidade.
 
E depois, se isto é uma doença, então há que a prevenir. Porque é mais fácil e mais barato. A primeira recomendação é que se tenha o primeiro filho o mais precocemente possível, de forma que, se houver problemas, tenhamos tempo para os tratar. E não apareçam nas consultas e nos centros com 37, 38 ou 39 anos. Já é muito mais difícil ajudá-las.
Há que fazer uma mudança nos hábitos de vida, tabaco, obesidade, etc., e chegar mais cedo.


publicado por servicodesaude às 05:59
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Infertilidade - Ficha Técnica

Autoria, coordenação e apresentação

Maria Elisa Domingues
 
Convidados
Filomena Gonçalves
Mariana Barata
Maria Pereira
Jorge Branco
Ana Oliveira Pereira
João Silva Carvalho
 
Reportagem
Buenos Aires Filmes
 
Produção
Miguel Braga
 
Pesquisa
Alexandra Figueiredo
Miguel Braga
 
Jornalistas
Miguel Braga
Raquel Amaral
 
Imagem
Gonçalo Roquette
Daniel Ruela
Filipe Lopes Graça
 
Edição
Teresa Mota
 
Pós-produção vídeo
Sara Nolasco
 
Pós-produção Audio
Miguel Van Kellen
 
Gestão e edição conteúdos Internet
(Portal SAPO)
Natacha Borges
 
Atendimento telefónico
Duarte Rosa
Margarida Castanho
Rui Domingues
Mariana Dias
 
Câmaras
Rui Machado
Nuno Faneco
Elias Barbosa
Rogério Santos
Floriano Esteves
 
Mistura de Imagem
João Trindade
 
Controlo de Imagem
António Carlos Mateus
 
Som
João Carrasco
Joana Perucho
 
Iluminação
Armindo Caneira
 
Técnicos de Electrónica
José Borges
Rui Loureiro
 
Assistentes de Operações
Jaime Silva
Manuel Simões
Pedro Gonçalves
André Machado
 
Caracterização
Fátima Tristão da Silva
Ana Filipa
 
Assistente de guarda-roupa
Paula Silva
 
Assistentes de Artes Visuais
Bruno Silva
Eurico Lourenço
Joaquim Saraiva
Luís Marques
 
Registo Magnético
Margarida Almeida
 
Gerador de Caracteres
Luís Pereira Torres
 
Teleponto
Sílvia Van-Dunen
 
Genérico e Grafismos
Nicolau Tudela
Teresa Martins
 
Música genérico
Ari de Carvalho
 
Assistente de Realização
Carlos Cid Carmo
 
Anotadora
Paula Macedo
 
Chefe Técnico de Produção
Moreira Nunes
 
Criação cenográfica
Gil Ferreira
 
Execução cenográfica
Isabel Rodrigues
 
Produção
Paula Paiva
 
Realização
Pedro Miguel Martins


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Infertilidade - Links Úteis

Associação Portuguesa de Fertilidade - Infertilidade

http://www.apfertilidade.org/web/index.php
 
Infertilidade é uma doença
http://www.apfertilidade.org/web/index.php/o-que-e-a-infertilidade/51-infertilidade/143-a-infertilidade-e-uma-doenca
 
Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução
http://www.spmr.pt/faq.aspx
 
Clínicas de Infertilidade – Públicas
http://www.apfertilidade.org/web/index.php/clinicas-de-infertilidade/147
Maternidade Alfredo da Costa - http://www.mac.min-saude.pt/
 
Tratamentos Infertilidade
Mulher - http://www.fertilityportugal.com/treatment/Female_Treatments/index.jsp
Tratamentos Infertilidade
Homem - http://www.fertilityportugal.com/treatment/Male_Treatments/index.jsp
 
Programa Nacional de Saúde Reprodutiva e Rede de Referenciação de Infertilidade

http://www.saudereprodutiva.dgs.pt/
 
Sociedade Portuguesa de Ginecologia
http://www.spginecologia.pt/
 
Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia - European Society of Human Reproduction and Embriology (ESHRE)
http://www.eshre.com/page.aspx/18 (vídeo PMA)
 
European Network of Exellence on Embryo Implantation Control
http://embic.med.uni-jena.de/public/index.php?option=com_content&task=view&id=2&Itemid=192&limit=1&limitstart=0
 
American Society for Reproductive Medicine (ASRM) - http://www.asrm.org/news.html
 
International Society for Stem Cell Research - http://www.isscr.org/index.htm
 
The Walking Egg Project: Willem Ombelet, Koen Vanmechelen
http://www.zol.be/Internet/uploadedFiles/Nieuws/born.pdf
 
“Infertility in developing countries - Hidden and forbidden desires"
 
Willem Ombelet - http://www.eshre.com/binarydata.aspx?type=doc/1_Arusha_-_W_Ombelet_-_Opening_lecture.pdf
 
Procriação  Medicamente Assistida - http://pt.wikipedia.org/wiki/Reprodu%C3%A7%C3%A3o_medicamente_assistida
 
Fertilização in vitro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fertiliza%C3%A7%C3%A3o_in_vitro
 
Microinjecção Intracitoplasmática
http://www.youtube.com/watch?v=uu4U-v9U6nY (vídeo)


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Infertilidade - Legislação

Diário da República I Série n.º97 de 21/05/2007. Designação de quatro personalidades para o Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida
 

Diário da República I Série n.º62 de 28/03/2007. Designação do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida

 

Diário da República I Série n.º143 de 26/07/2006. Regula a utilização de técnicas de Procriação Medicamente Assistida

 

 

 

 

Diário da República I Série n.º29 de 11/02/2008. Regulamenta o artigo 5.º e o n.º 2 do artigo 16.º da Lei n.º 32/2006, de 26 de Julho, que regula a utilização de técnicas de procriação medicamente  ...

 

Diário da República I Série n.º97 de 21/05/2007. Designação de quatro personalidades para o Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida

 

Diário da República I Série n.º62 de 28/03/2007. Designação do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida

 

Diário da República I Série n.º143 de 26/07/2006. Regula a utilização de técnicas de Procriação Medicamente Assistida

 
 


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Gripe A (H1N1) - Ponto de situação em Portugal - 23 Setembro

No período entre 14 e 20 de Setembro foram diagnosticados 2.213 novos casos de síndrome gripal.

Nessa semana estiveram hospitalizados 20 doentes. Destes, 8 em unidades de cuidados intensivos, sendo que 5 já estavam internados na semana anterior.
Relativamente à situação clínica, a maioria dos casos diagnosticados não registou gravidade.
A maioria dos casos (88,3%) registou-se em Portugal Continental . Na Região Autónoma dos Açore vertificaram-se 10,5% dos casos e 1,2% na Região Autónoma da Madeira.
O Ministério mantém o alerta aos cidadãos para, em caso de sintomas de gripe,
contactarem de imediato a Linha de Saúde 24 (808 24 24 24) e seguirem as indicações
que lhes são dadas.
O Ministério da Saúde faz, semanalmente, o ponto de situação da evolução da
infecção da Gripe A no seu site (http://www.portaldasaude.pt/). A mesma informação
pode também ser consultada no Microsite da Gripe, no site da Direcção
Saúde (http://www.dgs.pt).
Lisboa, 23 de Setembro de 2009


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Gripe A (H1N1) - DGS começou o envio de mensagens para os telemóveis

Conforme é do conhecimento público, a Direcção‐Geral da Saúde, em parceria com as Operadoras de telecomunicações móveis nacionais, iniciou uma campanha de informação para prevenção da gripe A através do envio de mensagens SMS (short message service), cujo conteúdo é da exclusiva responsabilidade do Director‐Geral da Saúde.
 

Neste contexto foi já iniciado o envio da seguinte mensagem: "Com sintomas de gripe fique em casa e ligue 808 24 24 24 ou contacte o seu médico. Reforce as medidas de higiene. Evite contagiar outros. Consulte www.dgs.pt".
 

Neste âmbito informa‐se:
1) A presente campanha foi objecto de autorização prévia da Comissão Nacional de Protecção de Dados;
2) A DGS não tem acesso a dados pessoais dos destinatários das mensagens;
3) O envio dos SMS é efectuado directamente pelas operadoras para os seus clientes em nome da DGS, não existindo, portanto, acesso a quaisquer dados pessoais, incluindo números de telefone.

(Fonte:  Direcção‐Geral da Saúde)



publicado por servicodesaude às 01:54
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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
Gripe A (H1N1) - Já matou perto de 3 500 pessoas em todo o mundo (18 Setembro)

A gripe H1N1 matou pelo menos 3.486 pessoas no mundo desde o surgimento do novo vírus, em Março passado, anunciou esta sexta-feira uma porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS). Só na última semana morreram 281 pessoas.

 
No total, a OMS teve conhecimento de 296.471 casos de gripe A (H1N1) confirmados por análises em laboratório em todo o mundo, contra 277.607 casos na semana passada.
A contagem estará contudo subavaliada, uma vez que se sabe que muitos países deixaram de proceder às análises laboratoriais como forma de diagnosticar a doença.
 
A maior quantidade de mortes pela gripe A ocorreu no Continente Americano, com 2.625 vítimas. Na região da Ásia e do Pacífico houve 620 mortes e, na Europa, mais 140.
No Médio Oriente 61 pessoas morreram após contraírem o vírus, enquanto na África houve registo de  40 vítimas.
A OMS notou que a transmissão segue intensa na América do Sul e Central, e também na Ásia, enquanto nas regiões temperadas do Hemisfério Sul, como a Austrália e a África do Sul, a gripe A perde força.
(Fonte:  LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A e AFP - Agence Grance Press).


publicado por servicodesaude às 18:20
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Gripe A (H1N1) - Produção de vacinas aquém do previsto (18 Setembro)

A produção anual da vacina contra o vírus H1N1 será "substancialmente menor" do que as 4,9 bilhões de doses que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerava ser possível, disse um porta-voz na sexta-feira.

Gregory Hartl afirmou que, com base nos resultados dos testes clínicos de cerca de 25 laboratórios, a produção semanal é inferior a 94 milhões de doses. No entanto, os cientistas pensam agora que uma única dose deva bastar para garantir a imunidade.
As estimativas baseavam-se na expectativa de que os laboratórios transfeririam toda a sua capacidade produtiva das vacinas contra a gripe sazonal para a vacina contra o H1N1.

 

O Brasil, os Estados Unidos, a França, a Grã-Bretanha, entre outros países, anunciaram ontem que destinarão parte de seus stocks de vacinas para os países pobres. Na maioria dos casos a doação ronda os 10% do volume total de vacinas que os países doadores receberão.

A OMS elogiou a medida, já que demonstra o compromisso desses países na justiça da distribuição de recursos escassos.


A OMS afirma que, em teoria, todas as 6,3 bilhões de pessoas do mundo devam receber pelo menos uma dose de vacina para a nova gripe. Com isso, a organização sustenta que haveria uma protecção abrangente contra o vírus, que já matou pelo menos 3.486 pessoas, segundo os dados mais recentes divulfados pela OMS.

(Fonte: Reuteurs e AFP - Agence France Press)



publicado por servicodesaude às 17:46
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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
Gripe A (H1N1) - Vacina pode ter efeitos adversos graves, embora raros (17 Setembro)

A nova vacina da gripe A pode provocar uma doença neurológica grave, a síndrome Guillain-Barré, que causa paralisia, insuficiência respiratória e pode levar à morte.
 

O alerta parte do Governo britânico que, através da Agência de Protecção da Saúde (Health Protection Agency), enviou uma carta confidencial aos neurologistas a exigir saber por que razão não foi tornada pública a informação sobre as possíveis consequências da vacina antes do início da vacinação.

 
O documento foi enviado a 600 neurologistas britânicos a 29 de Julho e é o primeiro sinal de que há preocupação ao mais alto nível sobre as possíveis complicações decorrentes da vacina. A carta refere ainda o uso de uma vacina semelhante nos Estados Unidos, em 1976, quando morreram mais pessoas devido à vacinação do que devido à gripe.
 
Questionado pelo Correio da Manhã sobre os efeitos adversos da vacina, o presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Saúde Pública, Mário Jorge Rêgo, admitiu as consequências: "Essa situação é muito bem conhecida da classe médica."
Adiantou, porém, que quase todas as vacinas e as infecções podem causar essa síndrome, mas o aparecimento destes casos são raros. Contudo, disse, "as vacinas não estão isentas de riscos." (Fonte: Correio da Manhã)


publicado por servicodesaude às 18:20
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Gripe A (H1N1) - Já matou 899 pessoas no Brasil (17 Setembro)

 

A gripe A (H1N1) já matou 899 pessoas no Brasil, até o dia 12 de setembro, segundo o último balanço do Ministério da Saúde daquele país, divulgado na quarta-feira. Nas últimas duas semanas, foram registadas 242 mortes relacionadas com a doença, que se somaram aos 657 óbitos confirmados até ao dia 25 de Agosto.
O Ministério esclareceu que o crescimento do número de mortes não se refere a casos novos, mas a resultados de exames divulgados nas últimas semanas. O número de casos graves de gripe A caiu pela quinta semana seguida, segundo o Ministério da Saúde, apesar do país manter a quinta posição a nível mundial em termos de número de óbitos.

Em geral, os países com maiores taxas de mortalidade situam-se no Hemisfério Sul, onde decorre o Inverno.
 
Um total de 3.521 mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) tiveram resultado positivo para o novo vírus e desenvolveram a forma grave da doença, sendo 856 grávidas. Das gestantes, 91 morreram.


publicado por servicodesaude às 17:44
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Gripe A H1N1: O principal está para vir (17 Setembro)

Barreiro, Setúbal, 17 Set (Lusa) - O director da Escola Nacional de Saúde Pública, Constantino Sakellarides, afirmou hoje que "o principal" da gripe A em Portugal "ainda está para vir" e alertou para a necessidade de preparação na resposta ao aumento do número de casos.

"O principal da gripe A ainda está para vir e não podemos ter complacência em relação a isso. Vai chegar o tempo onde vamos ter muitos casos, a maior parte serão casos banais de gripe habitual, mas vai existir um pequeno grupo de casos mais graves em que os hospitais vão ter um papel muito importante", afirmou o também ex-director-geral da Saúde, à margem da celebração do 24º aniversário do Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro.
Constantino Sakellarides considerou que, até ao momento, a resposta das autoridades e dos serviços de saúde tem sido "eficaz", mas lembrou que Portugal está numa fase "de alguma intensidade, mas ainda é certa".


publicado por servicodesaude às 15:51
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Gripe A (H1N1): Ponto de situação em Portugal (17 Setembro)

Lisboa, 17 de Setembro (gabinete ministra da Saúde):

Entre 7 e 13 de Setembro de 2009 foram diagnosticados 2.105 casos novos de síndrome
gripal.
Nessa semana estiveram hospitalizadas 19 pessoas. Destas, cinco em unidades de
cuidados intensivos, das quais três se mantinham internadas desde a semana anterior.
Relativamente à situação clínica, a maioria dos casos diagnosticados não registou
gravidade.
A maioria dos casos (92%) registou-se em Portugal Continental. Na Região Autónoma
dos Açores verificaram-se 7% dos casos e 1% na Região Autónoma da Madeira.
O Ministério mantém o alerta aos cidadãos para, em caso de sintomas de gripe,
contactarem de imediato a Linha de Saúde 24 (808 24 24 24) e seguirem as
indicações que lhes são dadas.
O Ministério da Saúde faz, semanalmente, o ponto de situação da evolução da
infecção da Gripe A no seu site (http://www.portaldasaude.pt/). A mesma informação
pode também ser consultada no Microsite da Gripe, no site da Direcção-Geral da
Saúde (http://www.dgs.pt).
 



publicado por servicodesaude às 14:58
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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
Gripe A (H1N1) - Serviços de Atendimento à Gripe (SAG)

O que fazer se suspeitar que contraiu o vírus da gripe A?
Antes de se dirigir a um serviço de saúde, ligue de imediato para a Linha Saúde 24 (808 24 24 24) e siga as instruções. Esta linha encaminha o utente para os serviços adequados, de modo a salvaguardar a sua saúde e evitar o risco de contágio da infecção.

 

Como funcionam os serviços de atendimento à gripe?
São a nova arma do Ministério da Saúde no combate contra a gripe A, para receberem os pacientes referenciados pela Linha Saúde 24 (808 24 24 24). Não convém, por isso, deslocar-se a estes serviços por iniciativa própria. Actualmente, são 25 espalhados pelo País, mas o número deverá crescer. Estão previstos mais 22 novos centros para Lisboa e Vale do Tejo:

 
Algarve
Centro de Saúde de Loulé
Centro de Saúde Portimão
Centro de Saúde Tavira
Centro de Saúde Silves
Centro de Saúde Albufeira
Centro de Saúde Lagoa
 
Aveiro
Centro de Saúde de Aveiro
Centro de Saúde de Ovar
 
Castelo Branco
Centro de Saúde Novo
 
Coimbra
Centro de Saúde de Santa Clara
Centro de Saúde de Arganil
Centro de Saúde Figueira da Foz
 
Évora
Hospital Espírito Santo
 
Guarda
Centro de Saúde Parque da Saúde
 
Leiria
Centro de Saúde Marinha Grande
 
Lisboa e Vale do Tejo
CATUS dos Olivais
Centro de Saúde Paço de Arcos
Centro de Saúde de Almada
 
Viseu
Centro de Saúde III
Centro de Saúde de S. Pedro do Sul
 
Açores
Centro de Saúde de Angra do Heroísmo (Terceira)
Centro de Saúde da Praia da Vitória (Terceira)
Centro de Saúde de Nordeste (S. Miguel)
Centro de Saúde da Povoação (S. Miguel)
Centro de Saúde de Vila do Porto (Santa Maria)
 
(Fonte: DECO - Associação de Defesa do Consumidor)


publicado por servicodesaude às 17:00
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Gripe A (H1N1) - Vacina pode chegar a muitos mais portugueses (15 Setembro)

No dia em que começou a ser vendida a vacina contra a gripe normal, o laboratório que

está a produzir as vacinas contra a gripe A para Portugal anunciou que os resultados do primeiro estudo clínico indicam que uma dose da vacina deverá ser suficiente para imunizar contra a nova estirpe do vírus.
Se os resultados preliminares da vacina pandémica se confirmarem, são boas notícias, dado que Portugal encomendou a esta farmacêutica, a britânica GlaxoSmithKline (GSK), seis milhões de vacinas com o objectivo de imunizar apenas 30 por cento da população.

Inicialmente, os especialistas previam que seriam necessárias duas doses, o que significa que sendo apenas necessária uma dose, a vacina contra a gripe A poderá chegar a muito mais pessoas. 

Não se sabe a data exacta em que a vacina chegará a Portugal. A emresa farmacêutica irá proceder a mais 15 ensaios clínicos que, no total, vão envolver cerca de nove mil pessoas, na Europa, no Canadá e nos EUA.

Os estudos de várias outras farmacêuticas na corrida - como a suíça Novartis, a francesa Sanofi-Aventis, a australiana CSL e duas empresas chinesas - tinham já apontado para conclusões semelhantes (uma dose será suficiente).
Falta aguardar pelo parecer positivo do comité de especialistas da Agência Europeia do Medicamento (EMEA), que se reúne no início da próxima semana.

 

Entretanto, começam hoje a ser vendidas nas farmácias 1,7 milhões de vacinas da gripe sazonal (a gripe normal), que nada têm a ver com a vacina pandémica e não oferece protecção contra a nova estirpe do vírus.

São recomendadas a idosos, doentes crónicos e profissionais de saúde, como acontece todos os anos. (Fonte: "Público")



publicado por servicodesaude às 16:06
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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009
Gripe A (H1N1) - Vírus vai causar mortes no país (14 Setembro)

O director-geral de Saúde, Francisco George, admitiu esta segunda-feira que a gripe A pode causar mortes em Portugal e que a epidemia deve ainda prolongar-se por um ou dois anos. 'Não vamos continuar com uma taxa de letalidade zero', afirmou Francisco George, numa conferência da Ordem dos Médicos sobre o vírus H1N1, aberta à comunicação social.

Portugal registou desde o início do Maio 7513 casos de gripe A, mas até ao momento não se registou qualquer morte provocada pela doença.
Francisco George atribuiu a ausência de mortes à resposta dada desde o início da epidemia mundial. (Fonte: Correio da Manhã)


publicado por servicodesaude às 15:54
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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
Gripe A (H1N1) - Ponto da situação em Portugal (9 Setembro)

Lisboa, 9 de Setembro de 2009 (gabinete da ministra da Saúde):

Entre 31 de Agosto e 6 de Setembro, foram diagnosticados 2.390 casos novos de síndrome gripal. Nessa semana estiveram hospitalizadas 13 pessoas, das quais três se mantinham internadas em unidades de cuidados intensivos desde a semana anterior.
Relativamente à situação clínica, a maioria dos casos diagnosticados não registou gravidade.
A maioria dos casos (94%) registou-se em Portugal Continental. Na Região Autónoma dos Açores verificaram-se 5% dos casos e 1% na Região Autónoma da Madeira.
O Ministério mantém o alerta aos cidadãos para, em caso de sintomas de gripe, contactarem de imediato a Linha de Saúde 24 (808 24 24 24) e seguirem as indicações que lhes são dadas.
O Ministério da Saúde faz, semanalmente, o ponto de situação da evolução da infecção da Gripe A no seu site (http://www.portaldasaude.pt/). A mesma informação pode também
ser consultada no Microsite da Gripe, no site da Direcção‐Geral da Saúde (http://www.dgs.pt).
 



publicado por servicodesaude às 16:33
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Terça-feira, 8 de Setembro de 2009
Gripe A - Links Úteis Actualizados: Nacionais e Internacionais (8 Setembro)

 

Links Nacionais

 
Direcção-Geral de Saúde (microsite Gripe A – H1N1) - www.dgs.pt
http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/saude+publica/gripe/virus+h1h1.htm#a14
Toda a informação: relatórios semanais, comunicados da DGS e da Ministra da Saúde, recomendações (alimentação, empresas, escolas, grávidas e amamentação, idosos, viajantes, instituições e outros); plano de contingência e notícias.
 
Portal da Saúde Ministério Saúde / DGS
www.min-saude.pt/...da.../gripe/virus+h1h1.htm
 
Plano de Contingência Nacional do Sector da Saúde para a Pandemia de Gripe. Direcção-Geral da Saúde - http://www.min-saude.pt/NR/rdonlyres/2E032C69-37E0-4FCB-A0D2-E2B70EE436F4/0/plano.pdf
 
Blog "Agir Contra a Gripe" - http://agircontraagripe.blogspot.com/
 
Livro digital "O Nuno escapa à Gripe A" , produzido pelo Plano Nacional de Leitura, no âmbito do Projecto "Ler +, Agir contra a Gripe, informa as crianças, de forma divertida e desdramatizada - http://www.clube-de-leituras.pt/elivrostemp/elivro.php?id=h1n1
 
Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal
http://www.apdp.pt/detalhe_noticia.asp?id=64
 
Instituto Gulbenkian de Ciência - http://www.gripenet.ptAutoridade Nacional de Protecção Civil - http://www.proteccaocivil.pt/Pages/gripe.aspx 

Deco Proteste (Gripe) - http://www.deco.proteste.pt/saude/gripe-a-respondemos-as-suas-duvidas-s562971.htm
 
Instituto Nacional de Dr. Ricardo Jorge
http://www.insa.pt/sites/INSA/Portugues/Paginas/portalInicio.aspx
 
 
Autoridade Nacional de Protecção Civil (gripe A)
http://www.proteccaocivil.pt/Search/Results.aspx?k=gripe%20A
 
 
 
Links Internacionais
 
Organização Mundial de Saúde  (OMS) http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/ Notícias, relatórios e mapas actualizadas sobre a pandemia de Gripe A, a nível mundial, por região do planeta:
 
Europa - http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/
(actualizações 4 Setembro: http://www.who.int/csr/don/2009_09_04/en/index.html)
 
Américas - http://new.paho.org/hq/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=805&Itemid=569  
Mediterrâneo Oriental - http://www.emro.who.int/csr/h1n1/  
África - http://www.afro.who.int/,
Sudeste Asiático - http://www.searo.who.int/EN/Section10/Section2562.htm
Pacífico Ocidental - http://www.wpro.who.int/health_topics/h1n1/
 
Observatório OMS/Europa - www.euroflu.org
Dados referentes a todos os Estados Membros da Organização Mundial de Saúde da Região Europeia. Médicos, epidemiologistas e virologistas de 53 países constituem uma rede em torno da EuroFlu. Publica um relatório semanal.
 
Mapas Actualizados OMS /Europa - www.euroflu.org/html/maps.html           
(Intensidade, Dispersão Geográfica e Impacto da Gripe A na Europa, com pesquisa por país)
 
Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC)  - http://ecdc.europa.eu/
 
European Influenza Surveillance Scheme (EISS) - http://www.eiss.org/
 
Agência Europeia de Medicamentos http://www.emea.europa.eu/htms/human/pandemicinfluenza/novelflu.htm
 
Health Protection Agency (Reino Unido) http://www.hpa.org.uk/webw/HPAweb&page&HPAwebAutoListName/Page/1240732817665?p=1240732817665
 
Centers for Disease Control and Prevention (E.U.A) - http://www.cdc.gov/h1n1flu/
 
Site do governo americano - www.pandemicflu,gov (E.U.A)
 
 
Publicações científicas de Saúde
 
The Lancet - www.thelancet.com/H1N1-flu 
 
British Medical Journal http://pandemicflu-bmj.com   
 

 

 
 

 

 


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publicado por servicodesaude às 23:58
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Gripe A - Introdução ao programa da RTP1 "Serviço Saúde" (8 Setembro)

Por Maria Elisa Domingues:

 

O "Serviço de Saúde" volta hoje, 8 de Setembro, ao contacto semanal com os espectadores da RTP1, para continuar a debater os problemas de saúde que mais preocupam os portugueses.
 
Era inevitável, por isso, começarmos pela gripe A até agora sem consequências graves em Portugal mas que, com a proximidade do Outono e a abertura das escolas, pode tornar-se numa preocupação para uma parte muito significativa da população.
 
Como sempre, temos um painel de especialistas para analisar as implicações da gripe e responder em directo às perguntas que quiserem dirigir-nos, painel esse que inclui o director-geral da Saúde e a responsável clínica pelos laboratórios de referência Instituto Nacional de Dr. Ricardo Jorge - e, nesta 2a série, contaremos também sempre com a presença de um médico de família, visto que são os médicos de família quem está em contacto mais próximo, quer com as populações, quer com a sua realidade social.
 
Apesar das entidades oficiais de todo o mundo esperarem um número de doentes que vai abalar profundamente, não só as estruturas de saúde, mas toda a sociedade, nos inquéritos realizados, os portugueses têm-se mostrado pouco preocupados com a pandemia.
 
Quisemos saber se há uma razão para tal atitude, isto é: estão os nossos serviços fundamentais - de abastecimento, de segurança, as forças armadas, os transportes, as comunicações, a banca -, preparados para uma segunda vaga, bem mais agressiva, do novo vírus? Ao que tudo indica, a resposta é positiva:
 
(Reportagem sobre os Planos de Contingência dos sectores vitais nacionais face a uma 2ª vaga de gripe A mais agressiva, quando chegar o Outono e depois da abertura das escolas).

 


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publicado por servicodesaude às 23:00
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Gripe A - Reportagem: 2ª Vaga Outono - Planos de Contingência - hospitais, escolas, forças armadas, abastecimento

O número de pessoas infectadas com o vírus H1N1 continua a crescer em Portugal. E há vários factores, como a descida das temperaturas ou a abertura das escolas, que podem ser determinantes para a existência de uma segunda vaga, bem mais forte da gripe A.

 
Ana Jorge (ministra da Saúde): Primeiro houve todo este tempo de preparação da população que os outros países não tiveram, porque entre o aparecimento da gripe A e aparecer da epidemia, em Portugal, foi diferente.
Estamos há vários meses, desde Abril, a tentar fazer a preparação, e há de facto bastante sensibilização na população. Isto dá-nos alguma garantia, alguma segurança, que podemos não ter uma situação tão dramática como a que foi vivida em Inglaterra.
 
Apesar do planeamento antecipado, as estruturas de saúde têm carências difíceis de colmatar, se a segunda vaga for mais severa.
Com a Direcção-Geral de Saúde a liderar o processo, foram identificados os grupos de risco com prioridade na vacinação e preparados vários Planos de Contingência que prevêem diferentes actuações em diferentes cenários.
 
Susana Silva (directora-nacional do Planeamento de Emergência – Protecção Civil): Considerámos vários cenários, desde 20% da nossa população interna afectada até ao máximo de 60%. E, portanto, de acordo com os vários cenários, temos planos B para tentar garantir os serviços mínimos. E, depois, garantir aquilo que é essencial, que é a continuidade da assistência ao cidadão.
 
Mas para os planos B funcionarem, a articulação entre os sectores vai ser determinante no combate à gripe.
 
Jorge Abrantes Branco (direcção clínica da Carris): Como deve calcular, por melhor que seja o nosso plano de contingência, se não tivermos abastecimento - de combustível, de pneus, de peças, de catering, de desinfectantes, de electricidade, de água -, o nosso plano de contingência não serve para nada.
 
Daí a necessidade de uma solidariedade intersectorial, seja por desvio de áreas de competência, seja através de propostas inovadoras.
 
Rui Serôdio (presidente do M.A.R.L., SA – Mercado Abastecedor da Região de Lisboa): A nossa ideia é estarmos a postos para a vacinação. Qquando as vacinas estiverem disponíveis, podemos propor ao Ministério da Saúde e ao Delegado Regional de Saúde aqui da zona, de poder disponibilizar um espaço para vacinação, considerando que este possa ser um local de risco. E poder até avançar para a vacinação gratuita, quer para os nossos colaboradores, quer para os nossos operadores e utilizadores do mercado.
 
Silva Graça (coordenador de Acompanhamento do Ministério de Defesa Nacional - MDN ): Está efectivamente previsto que em unidades de internamento suplementar - se as estruturas civis não forem suficientes -,as unidades de saúde militares possam apoiar a sociedade civil.
Assim com também está prevista a intervenção das Forças Armada noutras fases do processo, como eventualmente ao nível da distribuição de medicação ou outro tipo de apoio logístico. Está efectivamente prevista essa intervenção.
 
Na preparação para o surto de gripe A, o investimento não se limita a medidas de prevenção, como a colocação de cartazes e líquidos desinfectantes, nos corredores e casas de banho. Lá fora, por exemplo, com um pouco mais de humor, aproveitou-se a força da banda desenhada para fazer passar a mensagem:
(Filme de animação brasileiro, “Se Liga Nessa - Inimigo Nº1: H1N1”. Autor: Márcio Araújo / Animação: Júlio Bicudo) :  
 
Sem Abraço, Sem Beijinho, Sem Aperto de Mão…
… Não é Desprezo, é Apenas Protecção…”
 
E para protecção de todos, é necessário identificar os sectores vitais e trabalhar com diferentes hipóteses de penetração do vírus:
 
Pedro Coelho (administrador dos CTT): Distribuição de medicamentos, obviamente, distribuição de vales de correio, com as reformas das pessoas. Hoje a utilização do telegrama é menor, porque existe o email… Temos uma série de decisões preventivas sobre o que é que vamos distribuir prioritariamente.
 
Eugénio de Carvalho (administrador da EDP Valor): Estão identificadas todas as funções críticas para que a EDP possa garantir que a electricidade é fornecida a toda a gente, que é o nosso serviço essencial. E também queremos garantir que os colaboradores da EDP, os nossos prestadores de serviços, trabalhem em condições de segurança e higiene.
Por outro lado, também identificámos pessoas que possam substituir, em caso limite, alguns dos trabalhadores que, eventualmente, possam ter gripe A. Uma vez identificados, há sectores que não podem, por e simplesmente, parar.
Em muitos casos está prevista a subcontratação de pessoal, distribuição de Kits individuais, criação de salas de quarentena e outras soluções, como o teletrabalho.
 
Mário Maria (director de Operações da EPAL): Qualquer uma destas pessoas que aqui está tem a possibilidade de, a partir de casa, aceder ao sistema e actuar sobre o sistema, tal e qual como no seu posto de trabalho. Essa potencialidade está instalada aqui na EPAL e pode ser utilizada se, de facto, a incidência da gripe A colocar em baixa um grande número destes funcionários.
 
Num cenário de crise, as forças de segurança também trabalham outras hipóteses, à primeira vista menos prováveis: o pânico colectivo, a corrida às farmácias, ou aos supermercados:
 
Mário Mendes (secretário-geral do Sistema de Segurança Interna): As situações geradoras de pânico, normalmente originam outras, em que há pessoas que as aproveitam para a prática de actos criminais. As corridas aos supermercados ou o açambarcamento de bens, podem envolver o restabelecimento de alguma ordem, para que essas situações não venham a ocorrer.
 
Igualmente legítimos são os receios das grandes superfícies sobre o impacto da gripe sobre os recursos humanos das empresas:
 
José António Rousseau (director-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição - APED): O que nos preocupa também bastante são os aspectos relacionados com o impacto da gripe nos recursos humanos, em termos das baixas. E também no que respeita ao funcionamento e operacionalidade das lojas, se efectivamente existirem muitos trabalhadores a incorrerem na situação de baixa.
Uma das formas de controlo será através da vacinação. Mais uma vez, a DGS (Direcção-geral de Saúde) definará as prioridades e a forma de actuar.
 
Jorge Rodrigues (supervisor da ANA – Aeroportos de Portugal): Nós, através do Serviço de Saúde Ocupacional, tivemos acesso a uma reserva de Tamiflu, que está disponível para os casos que venham a manifestar-se. Para os sectores excluídos deste lote, resta esperar pela chegada da vacina para a gripe A.
 
E, enquanto se espera, há quem valorize a vacinação para a gripe sazonal:
 
Jorge Abrantes Branco (direcção clínica da Carris): Este ano decidimos fazer um reforço dessa vacinação. Primeiro, porque achamos que vai aumentar as defesas dos nossos trabalhadores e é esse o nosso interesse.
Não está estabelecido, mas parece que não tem influência directa na imunização contra o actual vírus H1N1. E não sabemos se ele irá mudar... mas pelo menos temos a certeza que não irá haver convergência dos dois vírus na mesma pessoa, o que seria seguramente catastrófico para o doente.
 
Com a chegada do Outono, e a descida das temperaturas, prevê-se o aumento de casos de gripe A. Mesmo assim, é difícil prever como reagirá o país.
 
Jorge Abrantes Branco (direcção clínica da Carris): Será 10%? Será 11%? Serão 20% ou 25%, os portugueses afectados pela gripe? Acho que neste momento nem mesmo a Direcção-geral de Saúde sabe. Vai depender da rapidez com que o vírus se dissemine a partir de agora e do regresso total de férias, com o regresso às escolas. Isso vai ter uma influência muito grande.
 
Por isso mesmo, numa operação conjunta entre os dois ministérios – Saúde e Educação -, foi apresentado o Plano de Contingência das Escolas, estando, para já, de lado a hipótese de encerramento das mesmas.
 
Maria da Luz Rodrigues (ministra da Educação): Seria para já totalmente disfuncional que, para garantir a segurança – que não sabemos ainda muito bem qual é -, começarmos por encerrar as escolas. O esforço tem que ser o inverso: dar condições às escolas para que, mesmo no limite, possam funcionar.
 
Para evitar situações limite, os conselhos passam por um maior cuidado com a higiene, espirrar para os braços, e não para as mãos; utilizar lenços descartáveis e, em caso de contágio, ter um quarto em casa que sirva de isolamento.

Mas, como em quase tudo na vida, as condições económicas de cada um vão determinar o sucesso no combate ao vírus H1N1. E, neste caso, a diferença entre uns e outros, pode ser a diferença entre a vida e a morte.


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publicado por servicodesaude às 22:08
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Gripe A - Convidados do programa RTP1 -"Serviço de Saúde"

Os meus convidados, para uma primeira conversa sobre a gripe A (ao longo desta 2ª série do Serviço de Saúde, (por certo que o tema não deixará de voltar a ser debatido), são:

 
Dr. Francisco George - Director-geral da Saúde. Especialista em Saúde Pública, por todos conhecido, foi nomeado subdirector-geral de Saúde em 2001 e é director-geral da Saúde desde 2005. Foi também funcionário da Organização Mundial de Saúde (OMS) e, nessa qualidade, desenvolveu a sua actividade em numerosos países, de África à China, e até no Brasil que, infelizmente, está à frente no número de mortes já causadas pela gripe A.
Foi o coordenador do Programa Mundial de Luta Contra a SIDA, da OMS, na África Austral e participa agora em todas as reuniões dos Chief Medical Officers, da União Europeia, que é como quem diz, com outros directores-gerais de Saúde da União Europeia.
 
Lilian Guimarães - Enfermeira, especializada em Saúde Materna e em Obstetrícia. Está neste momento a tirar o seu mestrado em Gestão dos Serviços de Saúde e pertence à linha de Saúde Pública que se destina a aliviar os hospitais e a tentar encaminhar os doentes para os sítios certos. Uma linha, a Saúde 24 (808 24 24 24), neste momento, indispensável ao bom encaminhamento dos doentes.
 
Rui Cernadas - Médico de família, já conhecido dos telespectadores de outros programas. Actualmente é director clínico do Agrupamento dos Centros de Saúde de Espinho/Gaia, que agrupa uma população de cerca de 200 mil pessoas, sendo ainda especialista em Medicina do Trabalho, outra componente importante nesta pandemia.
 mestrado em Epidemiologia e espera obter, em breve, o doutoramento na área da Pneumonia,
Cristina Furtado - Epidemiologista, licenciada em Ciências Farmacêutica, tem um justamente um dos grandes perigos ou complicações que podem derivar da gripe A.
Tem uma vasta experiência laboratorial e fez parte do primeiro grupo, de oito pessoas, de Epidemiologia de Intervenção na União Europeia. É investigadora no Instituto Ricardo Jorge e responsável pelo Departamento de Doenças Infecciosas, que integra 18 laboratórios nacionais de referência, como o  Laboratório Nacional de Referência para o Vírus da Gripe
 
Na Plateia, encontram-se algumas das entidades que fomos ouvir na reportagem anterior:
- Associação dos Diabéticos de Portugal, uma vez que se trata de um dos grupos de risco mais afectados e sobre os quais iremos falar;
- Sociedade Portuguesa de Luta Contra a Obesidade (obesidade mórbida que se tem revelado, internacionalmente, como outro risco acrescido;
- O INEM Instituto Nacional de Emergência Médica;
- Associação de Trabalhadores do Comércio;
- Montepio, nomeadamente a directora dos recursos humanos; um dos bancos que nos respondeu de uma forma que consideramos satisfatória, em termos da forma como está a assegurar um plano de contingência.

 



publicado por servicodesaude às 21:16
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Gripe A - Análises e laboratórios de referência em Portugal

Foi levantado esta semana, na comunicação social, o problema das estruturas do Instituto Ricardo Jorge, aqui em Lisboa, serem demasiado antiquadas; do ar condicionado não existir em todas as salas, algo que seria indispensável.

E que, portanto, devido às altas temperaturas que se têm feito sentir, talvez não se pudesse assegurar a fiabilidade das análises, nomeadamente às análises da gripe A, feitas no Instituto Ricardo Jorge.
 
Cristina Furtado (epidemiologista do Instituto Ricardo Jorge): Acho que o presidente do Instituto Ricardo Jorge já fez referência sobre esse assunto. No que toca às obras, e segundo a direcção, já há um plano estratégico para remediar a situação. Espera-se que no próximo Verão as coisas estejam resolvidas.
Queria alertar para o que me parece mais importante, e ficámos preocupados porque também ouvimos as notícias. Nunca esteve em causa para o Instituto Nacional Dr. o Ricardo Jorge e, concretamente, para o Departamento de Doenças Infecciosas, o rigor das análises laboratoriais.
Temos uma grande equipa de investigadores e técnicos, a noção das nossas funções e responsabilidades, e posso assegurar que no Instituto Ricardo Jorge não há resultados duvidosos ou pouco fiáveis. A qualidade dos resultados é indiscutível.
Temos controlos de qualidade assíduos e somos constantemente vigiados e controlados do ponto de vista d0o diagnóstico laboratorial, pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Temos testes mensais, pelo que falar de falta de rigor não faz sentido.
 
Cristina Furtado (epidemiologista do Instituto Ricardo Jorge): Falando particularmente do Laboratório de Referência da Gripe, posso informar que é o exemplo daquilo que acabei de referir. Em Julho fomos sujeitos a um controlo de qualidade da OMS.
O laboratório recebeu material biológico para analisar, muitos deles com infecções mistas – não eram só vírus da gripe –, ou eram também vários tipos do vírus gripe e recebemos hoje a confirmação, para nosso agrado, que todos os resultados estavam certos. E isso é o essencial.
 
(Obviamente que é um edifício com 30 anos, que tem algumas limitações e problemas. Houve um grande investimento no Instituto Ricardo Jorge do Porto e de Águas de Mouro, que são instalações completamente novas. Acredito que estas instalações vão ser reforçadas em algumas circunstâncias, mas relativamente ao laboratório da gripe, aquele que agora mais nos interessa, tem ar condicionado).
 
Entretanto já abriram, ou pelo menos reequiparam oito laboratórios no país, para o trabalho não se acumular todo no Instituto Ricardo Jorge, aqui em Lisboa, e para também eles poderem fazer as análises ao vírus da gripe, H1N1?
Cristina Furtado (epidemiologista do Instituto Ricardo Jorge): Sim, iniciámos esse processo em Abril, como Instituto Nacional de Referência. Tínhamos como competência a ligação aos outros laboratórios internacionais e europeus, de iniciar o processo de análise e investigação, pelo que montámos as metodologias, os procedimentos laboratoriais, aferimos os controlos positivos, cultivámos os vírus e procedemos à articulação com a OMS.
 
Tivémos também, praticamente logo desde o início, o apoio do laboratório do Hospital Curry Cabral, que também já tem essa tecnologia e esse know-how. E depois de um despacho ministerial da DGS e do Ministério da Saúde, o Instituto Ricardo Jorge teve a incumbência de alargar a rede de laboratórios e garantir que nesta próxima época pudéssemos ter uma rede que rapidamente assegurasse o diagnóstico laboratorial.
Nesse sentido, fizemos formação aos técnicos dos vários laboratórios que tinham o equipamento mínimo necessário para este tipo de análises e que requer, de facto, alguns aparelhos, alguma segurança e equipamentos de biologia molecular que são tecnologias laboratoriais relativamente recentes.
 
É um vírus novo
E esses laboratórios empenharam-se em montar as tecnologias. Logo em Junho, rapidamente, fizemos o primeiro curso e acho que as coisas estão a correr bem.
Neste momento temos oito laboratórios distribuídos pelo Continente, Madeira e Açores. E penso que esta rede de vigilância laboratorial, quer para o H1N1, quer mais tarde para outros agentes microbiológicos, será de certo uma mais-valia para a vigilância do país.
Estamos à espera que abram mais laboratórios: no Hospital de Santa Maria, no Hospital de Évora, e o senhor director-geral de Saúde poderá ainda falar de outros que irão abrir.
 
Então podemos estar descansados quanto aos exames laboratoriais?

Cristina Furtado (epidemiologista do Instituto Ricardo Jorge): Podemos estar descansados.


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publicado por servicodesaude às 20:24
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Gripe A (H1N1): Diferenças Gripe Sazonal (normal)

É natural que os trabalhadores do comércio nos preocupem a todos porque quando houver um número muito maior de doentes, na segunda vaga que se espera, pode estar em risco o abastecimento normal das nossas casas e há, aliás, alguns sites internacionais que recomendam que as pessoas tenham algumas provisões em casa.

Acha que isso deve ser assim ou poderá gerar, por outro lado, um movimento de açambarcamento nos supermercados, que não é recomendável?
O site oficial americano recomenda que as pessoas tenham provisões básicas para duas semanas…
 
Francisco George (director-Geral da Saúde): Começo por dizer que estou tranquilo. E estamos todos muito mais tranquilos do que em Abril.
No dia 22 de Abril recebemos uma nota, através da Organização Mundial de Saúde (OMS): os americanos tinham identificado como causa de gripe em crianças, uma nova estirpe do vírus. Soubemos logo depois que no México, na mesma região epidemiológica (estamos a falar do México e, nos E.U.A, da Califórnia), que o problema também tinha sido identificado com um excesso de mortalidade devido a pneumonias. E a verdade é que surgiu um novo tipo de vírus, identificado pela primeira vez em Atlanta, que explicou esta doença, a gripe A: era originada por um vírus quee tinha, em boa parte, uma origem animal.
No inicio foi dada uma designação errada, de “gripe suína” (em inglês “suine flu”); que alguns meios de comunicação ingleses ainda utilizam, mas que está errada.
 
O vírus é uma partícula muito pequena, mas a sua constituição é conhecida. Tem no seu genoma (estrutura genética) oito segmentos, e há dois que foram identificados como algo de novo, no seguimento do arranjo dos segmentos existentes até então. Foi observado que, esses dois segmentos novos, incorporados na nova estrutura desta estirpe, tinham uma estirpe suína. E também é preciso saber, e é um dado que todos já perceberam; a gripe tem relação com um reservatório que é de todos, que já tem sido falado: as aves. Sobretudo os patos selvagens são um reservatório do vírus da gripe.
 
Aliás, há milhões de pessoas com gripe das aves, em todo o mundo, um dado que por vezes as pessoas se esquecem, não é?
Francisco George (director-Geral da Saúde): Eu até diria mais: não há vírus da gripe que não tenha origem nas aves. E neste vírus, o H1N1, dois dos seus oito segmentos são aviários.
Ou seja, tem dois segmentos suínos novos, outros dois segmentos suínos, de uma estirpe antiga, dois segmentos aviários e um seguramente humano.
O segmento humano tem origem numa estirpe que ainda circula: o H3, que é uma das estirpes sazonais.

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publicado por servicodesaude às 19:29
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Gripe A - Número de casos: em Portugal e na Europa

Francisco George (director-geral da Saúde): Gostava de deixar uma nota clarificadora: foi dito que Portugal ocupava o 2º lugar de incidência de casos de gripe A, a nível europeu. Isto não corresponde à verdade epidemiológica.

Há países que há longas semanas atrás, muito antes de Portugal, decidiram parar a contagem, como o Reino Unido, a Espanha e muitos outros.
 
Estes países abandonaram a etapa de trabalho a que chamávamos de “contenção”, para atrasar a propagação. Nós próprios adoptámos uma nova abordagem estratégica a partir de 21 de Agosto, mas até lá fomos sempre contabilizando os casos novos.
Depois, na semana seguinte, também continuámos a fazer esse exercício e temos actualizado permanentemente os dados que são enviados para a OMS (Organização Mundial de Saúde) e para as estruturas da União Europeia.
 
E cabe aqui assinalar que o site da DGS é de uma enorme actualidade, tem muita informação pelo que aconselhamos a visitá-lo frequentemente.
Francisco George (director-geral da Saúde): Portugal ocupa uma posição de “atraso,” relativamente à actividade da gripe A, se compararmos, por exemplo, a situação de Espanha, do Reino Unido, ou da Alemanha, com a situação portuguesa.
 

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publicado por servicodesaude às 18:34
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Gripe A - Jovens até aos 29 anos: grupo de risco mais afectado

Francisco George (director-geral da Saúde): Muita gente ainda insiste em considerar esta gripe "ligeira", comparável à habitual gripe sazonal. Mas não estamos perante uma gripe sazonal, porque ainda não chegámos à estação fria.

 

Desde 1957, desde a gripe asiática, nunca tivemos no hemisfério norte uma actividade gripal no Verão. Este dado mostra, só por si, que estamos perante uma situação diferente, e que não é comparável a qualquer outra conhecida como gripe do Inverno.
Para além disso, os grupos de idade afectados pela nova gripe, são muito diferentes:
 
 
 
Dos 0 aos 9 anos – 13,4% dos casos
Dos 10 aos 19 anos – 27,4% dos casos (mais de um quarto do total)
Dos 20 aos 29 anos – 37,5% (o grupo mais afectado)
 
Dos 30 aos 39 anos – 10% dos casos
Dos 40 aos 49 anos – 6% dos casos
Mais 50 anos - 4%
 
Francisco George (director-geral da Saúde): Ou seja, cerca de 80% dos casos surgem nos indivíduos até aos 29 anos, entre todos os casos registados e estudados em Portugal, pela rede de Saúde Pública e delegados de saúde pública do país, em conjunto com os hospitais.
O grupo mais afectado tem uma idade inferior a 30 anos. E só 5% tem mais de 50 anos. E esta é a maior diferença face à gripe sazonal, que afecta mais os idosos.

Temos que ter em conta esta marca deixada pela nova epidemia, que teve origem na Califórnia e no México, há pouco mais de 4 meses.


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publicado por servicodesaude às 17:39
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Gripe A - Crianças e abertura das escolas

A questão da idade, em que esta gripe aparece, veio também colocar outro problema; o de ser, ou não, útil que as escolas não abrissem.

O problema pôs-se em Portugal, e na generalidade dos países, e a ministra da Educação tomou a decisão de as abrir, porque a medida não chegaria para evitar a gripe, como arrastaria consigo muitos outros problemas.
Perguntava-lhe, porque trabalha com populações muito carentes, se foi acertado abrir as escolas?
Rui Cernadas (médico de família): Foi, claramente. Não havia, nem há, nenhum dado que, do ponto de vista clínico ou de cidadania, levasse a tomar outro tipo de atitude.
 
Do ponto de vista económico e social, fechar as escolas, ou mantê-las fechadas, implicaria numerosas consequências.
Digamos que as famílias que têm crianças em idade escolar, são famílias jovens. Isto seria de facto uma paralisação completa do tecido social e, por arrastamento, de toda a actividade económica.
Não é que eu preze, ou seja um defensor do primado da actividade económica sobre o resto do mundo, mas é lógico que esta disfuncionalidade, que a ministra da Educação assinalou tem todo o cabimento.
 
Muitos outros países tomaram essa decisão, até porque muitas das crianças recebem as suas principais refeições nas escolas. E esse é um aspecto que ficaria sem ser cuidado…
Rui Cernadas (médico de família): Claro que sim. Mas estamos a falar de uma doença que teve uma propagação à escala planetári,a em meia dúzia de semanas, e que ultrapassou todas as características da gripe sazonal.
No entanto, não nenhuma evidência que nos leve a pensar que o facto de as crianças estarem em casa, sem irem às escolas, as pouparia duma infecção gripal deste tipo. Nenhuma.
 
Os pais iriam trabalhar e contactavam com a doença….
Rui Cernadas (médico de família): Os trabalhadores, os distribuidores…
As crianças não vivem sozinhas e não podem estar permanentemente isoladas. 
 
A Lilian tem um bebé com 15 meses. Se tivesse que o por numa cresce, faria-o sem qualquer receio?
Lilian Guimarães (enfermeira e agente da Linha de Saúde Pública 24): Sim. Temos que manter as nossas funções. E as crianças também sentem as alterações no seio familiar e assustam-se com alarmismos.
As escolas estão devidamente preparadas, têm planos de contingência e, portanto, temos que confiar. Para além de que nós, em casa, também temos a nossa quota-partede responsabilidade, em termos de cuidados de higiene.
 
Se as escolas e as creches não abrissem, os próprios profissionais de saúde – que poderão ser tão necessários -, teriam que ficar em casa a tomar conta das crianças, o que seria ainda um problema acrescido…
A Lilian atende as pessoas que telefonam para a linha de Saúde 24. Há muitas pessoas preocupadas com o que pode acontecer às crianças nas escolas?
 
Lilian Guimarães (enfermeira e agente da Linha de Saúde Pública 24): A minha experiência diz-me que as pessoas não estão preocupadas, estão atentas à situação. E querem estar informadas, o que é fundamental.
Para podermos travar a propagação da doença, temos que nos informar. As pessoas, principalmente os pais, procuram na linha telefónica uma orientação, informação adequada, saber como é que os serviços estão a funcionar e a nossa opinião sobre a situação.

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publicado por servicodesaude às 16:57
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Gripe A - Medidas de Contenção da Pandemia

O presidente americano Obama fez uma alocação, há pouco tempo, a propósito daquilo que poderão ser as consequências de uma segunda vaga da gripe A. E apelou a toda a população ao combate a esta gripe.

Acha que a população, no geral, pode fazer bastante para ajudar a conter a expressão da pandemia?
Lilian Guimarães (enfermeira e agente da Linha de Saúde Pública 24): Penso que sim, sem dúvida alguma. Já foram ditas, mas nunca é demais referir, a importância d a higiene das mãos. Mas tem que ser uma higiene eficaz, não é só passar as mãos pelo sabão e já está.
É importante conhecer a técnica e saber quando e como se faz. Por exemplo, quando se chega da rua a casa, depois de se ir ao supermercado ou ao banco. Ou seja, quando temos contacto com outras pessoas e superfícies.
 
E o contacto com outras pessoas nos transportes públicos? Um espirro, através das gotículas, transporta o H1N1. A que distância se propaga um espirro?
Cristina Furtado (epidemiologista do Instituto Ricardo Jorge): Há um artigo muito importante, um estudo da velocidade de um espirro (que é diferente da velocidade da tosse), onde ficou demonstrado que pode atingir 150km a 180km/hora. E prevê-se que possa chegar a sensivelmente quatro metros de distância.
Relativamente à tosse, já não é tanto assim, rondará um a dois metros; a uma velocidade menor.
 
Rui Cernadas (médico de família): Várias medidas de Saúde Pública relativamente aos cuidados a ter com o espirro, a lavagem das mãos, têm muito a ver com questões de cidadania.
 
O vírus está presente, e actuante, até oito horas?

Rui Cernadas (médico de família): Entre duas a seis horas.


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publicado por servicodesaude às 15:04
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Gripe A - Condições de higiene esquadras PSP (telefonema)

Telefonema de Manuel Marques, 52 anos, agente da PSP, do Porto:

Estou colocado numa esquadra do Comando do Porto, onde colocaram um folheto informativo sobre aquilo que devemos fazer quando lavamos as mãos…
O que é caricato é que temos apenas um bocado de sabão, uma toalha para toda a gente, quando o próprio folheto informativo diz que devemos utilizar papel descartável.
Tiveram o cuidado de nos convocar para uma reunião para sabermos os cuidados a ter e depois não há desinfectante, nem papel, apenas uma toalha que é utilizada por todos.
 
Tenho a certeza que a situação que acabou de referir, nomeadamente as toalhas que são utilizadas por todos, ainda acontece em muitos locais.
E também não estou tão optimista como os intervenientes na nossa reportagem sobre a efectividade de alguns planos de contingência.
Para a PSP fica aqui o aviso que, pelo menos em algumas esquadras não existem os materiais apropriados para a defesa de saúde dos agentes da PSP, que tanta falta fazem, até para uma altura em que podemos ter que enfrentar situações complicadas.

 


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publicado por servicodesaude às 15:00
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Gripe A - Vacinação prioritária e grupos de risco: jovens e grávidas

Quais são os principais grupos de risco? Vamos recapitular.

Francisco George (director-geral da Saúde): Esta é uma outra diferença fundamental face à gripe sazonal. A gripe sazonal tem um problema, que todos conhecem: os problemas que podem surgir, sobretudo em idosos e em doentes com problemas crónicos. Esta gripe é diferente. Já foi dito aqui que afecta sobretudo grupos de idades jovens e, dentro desses grupos, muito em particular, as grávidas.
Pensamos que são vários os factores que explicam este fenómeno de associação de gravidade, no caso de gripe, e o se estar grávida.
 
Pelo facto de uma mulher grávida ter o seu sistema imunitário mais em baixo?
Francisco George (director-geral da Saúde): Existem vários factores. Um deles tem sobretudo a ver com problemas da capacidade de respiração. Sabe que em termos de diagnóstico e terapêutica, as grávidas têm mais problemas que outros doentes. Porquê? Porque não podem fazer raio X (radiografia) que permite diagnosticar rapidamente uma pneumonia.
E ainda, porque quando se está grávida, há habitualmente uma resistência no início dos tratamentos medicamentosos. Espera-se, não se começa logo… Há um certo receio sobre os efeitos que possa ter na criança.
Ou seja, há um certo número de factores que têm que ser levados em consideração e, sobretudo, este (gráfico dos grupos etários mais afectados):
 
Dos 20 aos 29 anos, a faixa etária mais afectada (37, 5%) é também uma das idades em que “mais se fica grávido”. E pode acontecer, que haja por perto outros filhos, sobrinhos, e as crianças veiculam muito facilmente a gripe para o seio familiar.

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publicado por servicodesaude às 14:12
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Gripe A - Plano de Contingência "Família" e doentes crónicos

Francisco George (director-geral da Saúde): Por isso nós dizemos, num Plano de Contingência das Famílias, aquilo que há a fazer, enquanto não chover, e não tivermos o problema da exposição a um risco maior; é ir ao médico e pedir conselhos, orientações.

É preciso ter um protocolo próprio para que quando, e na eventualidade de se contrair a gripe – e isto é verdade para as grávidas, para os diabéticos, para os obesos, para os asmáticos e para os que têm problemas imunitários –, se saber exactamente como proceder. É uma recomendação. É importante que, desde já, os doentes recebam conselhos e orientações.
O diabético tem, ou não, que aumentar a dose de insulina, se tiver a gripe? O que é que deve fazer em termos de alimentação, de exercício físico?
O asmático, por exemplo, o que é que faz relativamente aos medicamentos que está a tomar?
Aconselho todas as pessoas nessas situações a terem um plano próprio e marcarem uma consulta com o seu médico de família para prepararem a eventualidade de poderem contrair a gripe A.
 
E até estudarem uma possível prevenção... Isso significa uma corrida aos médicos de família? Não estou a dizer para irem já amanhã.
 
Mas está a dizer para irem rapidamente?
Não ponho a situação de urgência da forma como está a assinalar.
 
Então é bom que vão gradualmente?
Francisco George (director-geral da Saúde): Os médicos assistentes, os médicos de família que tratam os doentes com esses problemas crónico,s podem ser orientados, desde já, para uma semana fria do ano.

E as pessoas, na eventualidade de virem a ter gripe, saberem exactamente o protocolo de medicamentos que devem seguir, numa perspectiva de “auto-gerir” a sua própria doença.


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publicado por servicodesaude às 11:18
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Gripe A - Vacinação prioritária - doentes crónicos e com problemas de imunidade

Como já referiu, as pessoas com problemas de imunidade fazem parte dos grupos de alto risco, mas não se tem ouvido falar muito deles em Portugal.

Devem ou não estar entre os grupos a ser vacinados, os transplantados? Devem ou não estar entre os primeiros a ser vacinados, os doentes com SIDA que, ao adquirirem gripe A, podem vir a ter mais complicações?
E no caso dos doentes que fazem hemodiálise e que estão à espera de um transplante?
É, ou não, a altura ideal, serem vacinados antes do transplante, para evitarem complicações posteriores?
E ainda os doentes que estão a fazer quimioterapia? Entre os ciclos devem, ou não, ser vacinados prioritariamente?
Francisco George (director-geral da Saúde): Todos os grupos que citou vão integrar o primeiro grupo de vacinação. São considerados grupos prioritários.
E quando as vacinas chegarem – uma vez que as vamos receber de uma forma progressiva -, vão ser administradas a grávidas, a doentes com problemas crónicos, os que citou e, naturalmente, a todos aqueles que têm problemas de imunidade. Por exemplo, os doentes crónicos que fazem corticóides são considerados prioritários, portanto também serão dos primeiros a receber a vacina.
 
E naturalmente os profissionais de saúde, que precisam de estar em forma para poderem tratar os doentes…

Francisco George (director-geral da Saúde): Claro; seguramente.


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publicado por servicodesaude às 10:57
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Gripe A - Tamiflu - recomendações sobre o antiviral (I)

Queria falar sobre a importância dos antivirais. A droga antiviral mais conhecida é sempre lembrada pelo seu nome comercial: Tamiflu. Em que casos deve, ou não, ser administrado, particularmente agora em que ainda não há vacina?

Já foram diagnosticados perto de 2900 casos de gripe A em Portugal e, em certos casos, tem-se dado aos familiares desses doentes…
Rui Cernadas (médico de família): Uma nota prévia:discordo claramente da ideia de fazermos consultas universais, com tratamentos universais para todos os doentes.
Uma consulta médica, mesmo admitindo que todos os doentes têm gripe A, obedece a uma avaliação individualizada. Existirão situações em que haverá necessidade de administrar e outras que não.
O Tamíflu já foi, justamente por esta pressão dos meios de comunicação, mal usado; muitas vezes por pessoas que o fizeram de forma voluntária, intencional e não compreensível. No fundo utilizaram substâncias que só poderão ser eficazes no caso de infecção e, provavelmente, poderão ter prejudicado a sua própria saúde e a saúde pública em geral, ao poderem induzir resistências a um antivírico que poderá vir a ser fundamental. Não só para esta, mas para futuras epidemias ou pandemias.
 
Ainda não chegámos a esse momento, felizmente, mas quando as pessoas se vêem em situações de grande perigosidade, e quando vêm que a gripe ataca as pessoas mais jovens, e pensam nos filhos e nos netos em situações críticas, às vezes não são muito racionais.
E mais: às vezes nem são muito generosas e solidárias, como são quando estão com a cabeça mais fria…
Rui Cernadas (médico de família): É verdade. Até pela própria crença bem portuguesa de que, quando tumo está perdido, vale a pena tentar de tudo.
Mas estamos numa situação em que nada disso aconteceu. A própria resposta do Serviço Nacional de Saúde nem sequer foi ainda experimentada, quanto mais esgotada.

Não haverá razão nenhuma para esse tipo de precipitação. Até porque na fase em que estamos agora, já não é uma fase de prevenção e, portanto, já não há lugar à própria profilaxia com Tamiflu ou outras substâncias para prevenção de contactos de risco.


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publicado por servicodesaude às 09:00
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Gripe A - Tamiflu: recomendações (II)

Telefonema Francisco Xavier, 41 anos, empresário, de Vila Nova de Famalicão:

Porque é que o Tamiflu não é de venda livre nas farmácias? Se eu tiver os sintomas de gripe A, porque é que eu não posso tê-lo em casa e dá-lo a mim e aos meus familiares, e evitar contagiar os outros? Também evitava a transmissão nos Centros de Saúde.
Francisco George (director-geral da Saúde): Como disse o meu colega, é preciso ter em conta que não deve ser administrado pelo próprio. A automedicação é altamente desaconselhada numa situação destas. São critérios médicos. Só depois de um exame, é que este decide, ou não, prescrever o Tamiflu.
Só um em cada três casos tomou o Tamiflu, quando o médico entendeu que estava indicado.
 
As pessoas estão provavelmente convencidas que, com o Tamiflu, evitam a gripe A. E isso não é verdade.
Rui Cernadas (médico de família): É preciso dizer isso. E também é preciso dizer que se a pessoa necessitar do Tamiflu não há a certeza de que vai ser cem por cento eficaz.

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publicado por servicodesaude às 07:04
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Gripe A - Vacina: efeitos secundários

Pensa-se que a vacina irá ter que ser tomada em duas doses, também a nível internacional?

Francisco George (director-Geral da Saúde): Muito seguramente assim será; espaçadas
de três semanas. Ou seja, uma primeira administração seguida de outra dose, três semanas depois. Mas ainda não acabaram os estudos que permitem concluir da necessidade, ou não, desta segunda dose. A primeira, seguramente, será sempre oportuna.
 
Até agora não foram detectados efeitos secundários nessa vacina?
Francisco George (director-Geral da Saúde): Não. A vacina é, como nós dizemos, “morta”. O vírus está morto, inactivado. Não é um vírus como o de outras vacinas. Portanto os riscos são muito, muito pequenos.
Diria que praticamente não há riscos na administração da vacina para a gripe, quer a sazonal, quer para esta, a gripe A. Aliás, o fabrico é muito semelhante.
 
Na vacina da gripe sazonal também se passa o mesmo?
Cristina Furtado (epidemiologista do Instituto Ricardo Jorge): Sim, também é um vírus morto e, portanto, inactivado.
 
Há quem alerte para os efeitos secundários que existiram na gripe de 76, mas isso era uma situação completamente diferente. Neste caso não há quaisquer efeitos secundários descritos?

Francisco George (director-Geral da Saúde): Na outra vacina, em 1976, o fabrico era distinto, a vacina era viva e não é de forma alguma comparável às vacinas de hoje.


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publicado por servicodesaude às 06:07
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Gripe A - Próxima onda epidémica: casos graves e incertezas

Francisco George (director-Geral da Saúde): Não. Só vamos poder antecipar esses cenários, quando tivermos a certeza que estamos perante uma curva ascendente muito acelerada. E seguramente vamos identificar duas a três semanas antes, esse fenómeno.

Neste momento não podemos dizer aquilo que poderá acontecer no princípio do Outono, no fim, ou no Inverno. É absolutamente impossível. Mas asseguramos que vamos sempre comunicar, quando tivermos certezas.
E sublinho uma vez mais: ainda há muitas incertezas. A fotografia ainda é desfocada, e apesar de não estamos a contar com nenhuma situação dramática, estamos certos que vamos ter um stress no Sistema Nacional de Saúde.
 
Já temos médicos a queixarem-se, nomeadamente no Hospital Dona Estefânia; que estão numa situação de stress, porque já viram 700 casos de gripe desde Maio para cá.
Francisco George (director-Geral da Saúde): Sim, mas também é preciso perceber que a grande maioria dos casos, mais de 90%, são formas ligeiras de doença.
Em termos percentuais, o número de casos em que podem surgir complicações graves é pequeno, mas se forem muitos casos; essa percentagem pequena, em números absolutos, representa um grande stress para o Sistema de Saúde.
Por isso é que se justifica que o Sistema de Saúde se esteja a organizar, a preparar. O que não faria sentido era ignorar o problema.
 
Um eventual aumento do número de casos; uma situação de pico de casos com grandes complicações respiratórias, que leve à necessidade dos doentes estarem internados nos Cuidados Intensivos e aí, sempre por um período ligeiramente longo (nunca menos de 8 a 10 dias), com a necessidade de utilizar ventiladores - a que a ministra já se referiu com uma certa preocupação -, não o angustia?
E a possibilidade de não termos camas ou ventiladores, em número suficiente?
Francisco George (director-Geral da Saúde): Não. O facto de o problema ser esperado, de estarmos à espera de uma actividade epidémica mais expressiva, acaba também por gerar mais responsabilidade, por parte dos médicos e dos dirigentes a todos os níveis.
Não faria portanto sentido estar a informar a população dos riscos que podem eventualmente vir a acontecer e as pessoas não se preparavam. Mas não é só o sistema que tem que reorganizar a sua produção, tendo em vista esse problema.
 
Sublinho: os cidadãos, as famílias, devem fazer os seus planos: “Quando a criança estiver doente, quem fica a tomar conta dela? Quando um membro da família, que é asmático, estiver doente; o que é que deve fazer? “

Temos todos que antecipar os protocolos, a começar na própria família. E é isso que os médicos também fazem nos serviços.


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publicado por servicodesaude às 05:10
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Gripe A - Próxima onda epidémica - saúde e empresas

Recorrendo agora à sua experiência enquanto médico da Medicina do Trabalho, acha que as empresas vão ser flexíveis e compreensíveis, em relação aos problemas que as pessoas possam ter, nomeadamente se ficarem em casa a tomar conta dos filhos?

Sabemos que há países onde foi aumentado para 14 dias o número de faltas que os trabalhadores podem dar, mesmo antes mesmo antes de ter que ser apresentado um atestado médico…
Rui Cernadas (médico de família): Eu espero que sejam. Espero que sim. Aliás, a peça inicial e o facto de termos hoje aqui tantas pessoas ligadas à direcção das empresas, mostra que o esforço que a Direcção-geral de Saúde promoveu, ao nível da sensibilização, pegou. E que as próprias empresas, do ponto de vista dos trabalhadores e das administrações, estão sensíveis para esta questão.
 
E as mais pequenas?
As mais pequenas vão ter sempre maiores dificuldades, também do ponto de vista da escala. Vão ter maiores dificuldades na capacidade de resposta.
Agora do ponto de vista da justificação das faltas, há já compromissos colectivos em Portugal, por parte do Ministério da Saúde e da segurança Social, para estabelecer uma plataforma de entendimento, no que toca a prazos.
 
De resto os próprios sistemas informáticos dos Cuidados Primários já estão adaptados e temos a possibilidade de emitir, retroactivamente, um boletim de baixa que vá até aos 10 ou 12 dias anteriores.

Não é por essa razão que o doente terá que sair de casa e ir ao seu médico de família para o levantar. Poderá sempre contactar-nos e emitiremos o boletim de baixa numa data posterior.


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publicado por servicodesaude às 04:12
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Gripe A - "Serviço de Saúde", da RTP 1, online em duas moradas

Maria Elisa: Quero apenas lembrar que o programa Serviço de Saúde já se encontra on-line.

Quer a partir do site da RTP, ou directamente através das moradas www.videos.sapo.pt/servicodesaude e servicodesaude.blogs.sapo.pt) poderá aceder a cada tema abordado em outros programas, mesmo os da primeira série.
Neste site irá encontrar numerosos links que o poderão informar sobre os assuntos aqui debatidos, mas também de muitos outros, que nem sempre, no espaço de um programa é sempre possível chegar a abordar. Esperemos que este site vos seja útil.
 
 
O programa serviço de Saúde, que é semanal, regressa daqui a 15 dias, no dia 22 de Setembro, a excepção é devida a um jogo de futebol que a RTP1 vai transmitir, na próxima 3ª feira.

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publicado por servicodesaude às 02:30
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Gripe A - Ficha Técnica do programa "Serviço da Saúde"

Autoria, coordenação e apresentação

Maria Elisa Domingues
 
Convidados
Rui Cernadas
Cristina Furtado
Francisco George
Lilian Guimarães
 
Reportagem
Buenos Aires Filmes
 
Produção
Miguel Braga
 
Jornalistas
Miguel Braga
Raquel Amaral
 
Imagem
Gonçalo Roquette
Arquivo RTP
 
Edição
Teresa Mota
 
Pós-produção vídeo
Sara Nolasco
 
Pós-produção Audio
Miguel Van Kellen
 
Atendimento telefónico
Sara Serafino
António Soares
 
Internet – edição/gestão de conteúdos
Natacha Borges
 
Câmaras
Rui Machado
Nuno Faneco
Jorge Guerreiro
Fernando Andrade
Gabriel Ramos
 
Mistura de Imagem
Fátima Duarte
 
Controlo de Imagem
António Marques
 
Som
José Miguel Antunes
José Carlos
Ricardo Torres
 
Iluminação
Armindo Caneira
 
Electricista
Jorge Carvalho
 
Técnicos de Electrónica
José Borges
Rui Loureiro
 
Assistentes de Operações
Artur Henrique
Nelson ferreira
Pedro Gonçalves
Victor Rodrigues
 
Caracterização
Fátima Tristão da Silva
Ana Filipa
 
Assistente de guarda-roupa
Paula Silva
 
Assistentes de Artes Visuais
Eurico Lourenço
Jacinto Medeiros
Joaquim Saraiva
 
Registo Magnético
Sérgio Ribeiro
 
Gerador de Caracteres
Luís Pereira Torres
 
Teleponto
Hélio Silva
 
Genérico e Grafismos
Nicolau Tudela
Teresa Martins
 
Música genérico
Ari de Carvalho
 
Assistente de Realização
Filipe Vasconcelos
 
Anotadora
Cecília Gomes
 
Chefe Técnico de Produção
João Duarte
 
Criação cenográfica
Gil Ferreira
 
Execução cenográfica
Isabel Rodrigues
 
Produção
Paula Paiva
 
Realização
Paulo Resende

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publicado por servicodesaude às 02:21
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Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009
Gripe A (H1N1) - Diagnosticados 2.390 novos casos de 31 de Agosto a 6 de Setembro

O Gabinete da ministra da Saúde informou que entre 31 de Agosto e 6 de Setembro foram diagnosticados 2.390 novos casos de síndrome gripal.

Nessa semana estiveram hospitalizadas 13 pessoas, das quais três se mantinham internadas em unidades de cuidados intensivos desde a semana anterior.
 
Os casos da última semana são situações de pessoas que apresentam sintomas gripais. Diagnostica-se um caso de vírus da gripe porque já não se fazem os exames laboratoriais a todas as pessoas e porque neste momento não circulam outros vírus, nem há conhecimento de circulação do vírus da gripe sazonal. A maioria dos novos casos diagnosticados não registou gravidade, garantiu o Ministério no Portal da Saúde.
 
Quanto ao surgimento de uma nova vacina, a ministra da Saúde, Ana Jorge, afirmou que não vai estar disponível em breve nas farmácias e alertou para o facto de a vacinação para a gripe sazonal não criar imunidade contra o vírus H1NI.
"Logo que a EMEA [Autoridade Europeia do Medicamento] aprove a utilização das vacinas, estaremos em condições de as usar quando elas estiverem em Portugal", assegurou Ana Jorge.
O Ministério da Saúde mantém o alerta aos cidadãos para, em caso de sintomas de gripe, contactarem de imediato a Linha de Saúde 24 (808 24 24 24) e seguirem as indicações que lhes são dadas. E faz, semanalmente, o ponto de situação da evolução da infecção da Gripe A no site (http://www.portaldasaude.pt/). A mesma informação pode também ser consultada no Microsite da Gripe, no site da Direcção‐Geral da Saúde (http://www.dgs.pt).


publicado por servicodesaude às 10:00
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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
Gripe A (H1N1) - Número de casos e óbitos mundialmente (OMS)

Regiões
Total
30 Agosto 2009
 
Casos
Óbitos
OMS Regional - Africa (AFRO)
3872
11
OMS Regional - Americas (AMRO)
116046
2234
OMS Regional Mediterrâneo (EMRO)
5031
21
OMS Regional - Europa (EURO)
Mais de 46000
Pelo menos 104
OMS Regional Sudoeste Asiático (SEARO)
19362
188
OMS Regional Pacífico Ocidental (WPRO)
63895
279
 
 
 
Total
Mais de  254206
Pelo menos 2837



publicado por servicodesaude às 15:07
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Gripe A (H1N1) - DECO aconselha análise de seguros de saúde

Depois do presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) ter dito que maioria dos seguros de saúde não cobre as despesas ligadas à gripe A, a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) aconselhou quem tem seguros a analisar as cláusulas das suas apólices.

Se não existir uma exclusão explícita, a seguradora não pode eximir-se de suportar as despesas relacionados com a gripe dentro da anuidade do seguro, garante aquela associação.



publicado por servicodesaude às 10:01
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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2009
Gripe A (H1N1) - 2.879 casos confirmados

Ponto de situação da evolução de Gripe A em Portugal – semana de 24 a 30 de Agosto de 2009

O Gabinete da ministra da Saúde anunciou que entre 24 e 30 de Agosto foram diagnosticados nas unidades do Serviço Nacional de Saúde 2.879 pessoas com Gripe, das quais 380 com confirmação laboratorial ao vírus H1N1.
 A fase actual de vigilância da Gripe A está centrada no tratamento dos doentes com sintomatologia. Por esse motivo, as análises são realizadas apenas a doentes com critérios clínicos que o justifiquem.
Relativamente à situação clínica, a maioria dos casos (95%) não registou gravidade. Durante esta semana (35ª semana) foi internada uma pessoa, que se mantém em estado crítico. Continuavam ainda internadas em unidades de cuidados intensivos mais duas pessoas.


publicado por servicodesaude às 14:53
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Gripe A (H1N1) - Grupos e factores de risco

De acordo com a Organização Mundial de Saúde são agora mais claros os grupos populacionais mais vulneráveis ao vírus da gripe A, já que as investigações conduzidas por todo o mundo encontram-se agora bem documentadas.

As mulheres grávidas e a população jovem, em geral (mesmo que anteriormente saudáveis), constituem dois dos grupos de risco com maior potencial de infecção pelo vírus H1N1.

Os dados recolhidos demonstram que certas condições de saúde aumentam o risco da gripe A ter efeitos graves, ou mesmo fatais, como é o caso das pessoas que já sofram de doenças respiratórias, nomeadamente asma, doença cardiovascular, diabetes e hipertensão.

 

A obesidade surgiu como um possível factor contributivo para casos fatais de gripe A, de acordo com uma pesquisa alargada sobre as mortes causadas pela pandemia.

Os dados foram avançados pelo Instituto Francês para a Vigilância da Saúde Pública, que estudou as características de 574 mortes associadas à pandemia do H1N1 até à segunda quinzena de Julho.


publicado por servicodesaude às 13:25
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Gripe A (H1N1) - Efeitos nas empresas e na economia

O director da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), Gregório Rocha Novo, advertiu ontem para os "efeitos catastróficos" da propagação do vírus da gripe A nas empresas. No pico da pandemia a taxa de absentismo poderá rondar os 35% da população trabalhadora, afirmou, ou seja, cerca de 2,1 milhões de portugueses.

Para além disso, poderá verificar-se uma redução de 0,3 a 0,45% do PIB (entre 490 e 740 milhões de euros). Para o representante da CIP, "as empresas mais pequenas serão as mais afectadas porque o risco de contágio simultâneo pode ser maior".



publicado por servicodesaude às 09:49
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Gripe A (H1N1) - Informação sobre a pandemia vai chegar por SMS

Os portugueses vão passar a receber informação sobre a gripe A (H1N1) directamente no telemóvel, anunciou ontem o director-geral da Saúde. Francisco George acrescentou já ter recebido autorização da Comissão Nacional de Protecção de Dados para aceder às bases de dados das operadoras de comunicações móveis: Optimus, Vodafone e TMN.

Desta forma, as autoridades de saúde vão poder enviar mensagens sobre “os riscos, a prevenção e as medidas tomadas relativamente ao controlo da gripe A", explicou o director-geral da Saúde na conferência internacional sobre a pandemia, realizada ontem, dia 1 de Setembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.



publicado por servicodesaude às 08:06
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Gripe A (H1N1) - Vacinas em Setembro destinadas aos grupos de risco

Estão previstas vacinas para cerca de 30 por cento dos portugueses,  “que irão chegar por lotes, progressivamente, a partir de Setembro", disse ontem, terça-feira, a ministra da Saúde, Ana Jorge, no decorrer duma conferência sobre a pandemia de gripe A, na Fundação Gulbenkian. "Vamos esperar pelos resultados dos estudos da Agência Europeia do Medicamento sobre efeitos secundários para iniciarmos a vacinação", referiu.

A vacina contra a Gripe A poderá estar disponível nas unidades de saúde ainda na primeira quinzena deste mês, mas apenas para os grupos de risco e não para a população em geral.

Nos grupos de risco incluem-se os profissionais de saúde, as pessoas com mais de 65 anos e pessoas com doenças crónicas, como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas ou pulmonares.

As grávidas e as crianças têm mostrado particularmente sensíveis à doença, pelo que  também deverão ser incluídas nos grupos de risco.



publicado por servicodesaude às 08:05
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Gripe A (H1N1) - Maioria dos portugueses vai ser tratada em casa

A maioria dos portugueses com gripe A não irá necessitar de internamento; vai ser vigiada em casa, pelo telefone. Na fase mais acentuada de circulação do vírus, prevista para o Outono, os doentes vão ser observados em serviços de atendimento à gripe (SAG), nos centros de saúde.

Os que não precisarem de ser hospitalizados - mais de 90%, estimam as autoridades - serão tratados em casa. As autoridades de saúde vão criar equipas domiciliárias para actuarem em situações ainda a definir.
As Administrações Regionais de Saúde estão a ultimar a actuação dos SAG, que funcionarão em alas próprias dos centros de saúde e segundo orientações nacionais, especificadas no Plano de Contigência Nacional.

Em zonas mais populosas, poderá haver mesmo centros de saúde - ou extensões - destinados exclusivamente a atender doentes com gripe, de forma a evitar contactos entre infectados com H1N1 e outros doentes.
A sua localização só deverá ser divulgada numa fase posterior, para não criar confusão na população. Agora, sublinha o Ministério da Saúde, as pessoas deverão seguir as recomendações e ligar para a Linha de Saúde 24 (808242424) que, em caso de suspeita, as encaminhará para os hospitais de referência.
 



publicado por servicodesaude às 07:45
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Gripe A (H1N1) - Pandemia afectará um milhão de portugueses: dez mil serão casos graves

Um milhão de portugueses deverá ser infectado com o vírus da gripe A no pico da pandemia e dez mil serão casos graves, que necessitarão de internamento, estimou ontem o director-geral da Saúde, Francisco George, na conferência "Informar para Agir", que decorreu na Gulbenkian.

"Não se sabe ao certo quando vai ser, mas há-de chegar o dia em que todos estaremos expostos ao H1N1", destacou Francisco George, acrescentando que "estamos perante um fenómeno que pode ter pouca expressão em termos de taxas percentuais, mas que em números absolutos impõe um stress grande às unidades de saúde".

 

Um dos problemas que os hospitais vão ter de enfrentar é o aumento da afluência às urgências. Mas não é o único. A ministra da Saúde assegurou que "as Administrações Regionais de Saúde já estão a fazer o levantamento da capacidade das unidades de cuidados intensivos e a trabalhar na articulação dos vários hospitais", de forma a serem disponibilizados espaços para internar os doentes.

 

Mais complexa vai ser gerir a situação dos doentes graves, que necessitam de ventilação.

Para a ministra da Saúde entre as prioridades, está a identificação da "disponibilidade de ventiladores que podem ser mobilizados em caso de necessidade". Até porque, apesar da maioria das infecções ser benigna, "quando os doentes necessitam de ventilação, geralmente precisam durante um longo período, uma média de 10 a 14 dias",  explicou Ana Jorge.

Nigel Lightfoot, da Agência de Protecção da Saúde do Reino Unido, admitiu mesmo que "vai chegar uma altura em que se terá de escolher se um ventilador será dado a uma criança de três anos ou a uma mulher de 64".

 

 



publicado por servicodesaude às 07:30
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Gripe A (H1N1) - Mais de 2600 casos confirmados

Até 30 de Agosto, o número de casos confirmados de gripe A, em Portugal, ascendeu aos 2614. Na última semana foram diagnosticados 360 novos casos, quase um terço dos registados na semana anterior, cerca de 900. A baixa no número de novos casos está, no entanto, apenas relacionada com o facto das autoridades de saúde terem deixado de testar todas as pessoas com sintomas.

Até ao momento, 10 pessoas continuam hospitalizadas, de acordo com o director-geral de Saúde, Francisco George. A ministra da Saúde, Ana Jorge, acrescenta que três continuam internadas nos cuidados intensivos, em estado grave: a mulher de 30 anos no Hospital S. João do Porto, desde o início de Agosto, e outras duas doentes no Hospital Curry Cabral, em Lisboa. Por enquanto, continua a não haver nenhuma morte relacionada com a gripe A.


publicado por servicodesaude às 07:14
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Terça-feira, 1 de Setembro de 2009
Gripe A (H1N1) - Plano de Contigência Nacional - Protecção individual: máscaras e soluções anti-sépticas

O Plano de Contigência Nacional, elaborado pela DGS, converge em vários aspectos para os métodos de protecção individual (higiene das mãos, higiene respiratória e uso de equipamentos de protecção individual, como máscaras e soluções anti-sépticas), mas também para medidas de distanciamento social e para a vigilância dos viajantes internacionais. 

 

A transmissão através de gotículas implica o contacto do nariz, boca ou conjuntiva ocular com as gotículas libertadas pela tosse, espirro ou fala dos doentes e requer o contacto próximo (distância inferior a 1 metro).
Do ponto de vista teórico, a transmissão pode ser prevenida pelo uso de máscara cirúrgica) e pela adopção de medidas de higiene respiratória (por exemplo, cobrir a boca ou o nariz ao tossir ou espirrar).
 
O vírus da gripe pode também transmitir-se através do contacto com a pele, principalmente as mãos e através de superfícies ou objectos contaminados. (A sobrevivência deste vírus em superfícies não porosas pode ir até às 48 horas.)
Salienta-se a importância das soluções anti-sépticas alcoólicas, nas apresentações disponíveis no mercado (toalhetes e fórmulas em líquido ou gel).
 
As máscaras cirúrgicas e os respiradores de partículas desempenham um papel
importante no controlo das infecções transmitidas por via aérea. O seu uso recomenda-se de forma particular nas unidades prestadoras de cuidados de saúde, quer aos profissionais de saúde e outros prestadores directos de cuidados, quer aos doentes.
 
Para os profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados, é ainda recomendável a utilização de outros equipamentos de protecção individual (luvas, batas, touca para cabelo, avental, protectores oculares, calçado próprio - em áreas restritas -, entre outros).
 
No que diz respeito aos doentes com gripe, as recomendações apontam para o uso de
máscaras cirúrgicas também na comunidade, em qualquer fase da actividade gripal,
quando haja contacto próximo (distância inferior a 1 metro) com outras pessoas.
 
Quanto ao público em geral, não existe evidência firme de que o uso universal de máscaras cirúrgicas possa contribuir para a redução da transmissão do vírus da gripe. Durante a epidemia da SRA, os resultados de alguns estudos observacionais sugeriram
fraca evidência quanto ao seu efeito protector para os utilizadores.
É, assim, difícil tomar uma posição fundamentada quanto à utilização generalizada deste equipamento, tanto mais que o seu uso indevido não é isento de riscos. Por exemplo, a utilização de máscaras cirúrgicas húmidas ou molhadas pode ter o efeito inverso, isto é, aumentar o risco de infecção.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, na comunidade, o recurso ao referido equipamento é “permitido mas não encorajado”.


publicado por servicodesaude às 09:37
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Gripe A (H1N1) - Plano de Contigência Nacional - Protecção colectiva e quarentena: hospitais, lares e escolas

A quarentena (isolamento dos contactos) não é geralmente recomendada. A execução desta medida levanta questões de ordem prática, por vezes difíceis de contornar, nomeadamente nas situações de epidemia ou de pandemia, pelo elevado número de pessoas que potencialmente poderá envolver. Por outro lado, nem sempre é fácil identificar quem foi “verdadeiramente” exposto. É o que pode ser lido no Plano de Contigência  Nacional do Sector da Saúde para a Pandemia de Gripe.

 
Todavia, a aplicação da quarentena poderá justificar-se em situações excepcionais, em função da avaliação de risco, por exemplo, em ambiente hospitalar ou outros, com pessoas institucionalizadas, quando haja elevado risco de complicações de gripe, como pode verificar-se nos lares de idosos.
Em período pandémico, a quarentena dos coabitantes dos doentes durante um intervalo de tempo mínimo, correspondente ao período de incubação da doença, poderá vir, também, a estar indicada.
 
As crianças que frequentam as escolas podem actuar como os grandes transmissores
do vírus da gripe, pelo que existe plausibilidade quanto à efectividade do encerramento das escolas. Aparentemente, esta medida, tomada precocemente, poderá retardar a propagação da doença.
Deve considerar-se, contudo, a disponibilização de locais alternativos, não colectivos, para permanência deste grupo populacional. Trata-se de um ponto crítico, que parece adquirir maior gravidade nas zonas urbanas.
 
Evitar grandes concentrações de pessoas pode fundamentar a proibição de aglomerações (sobretudo em locais fechados ou sobrepovoados (por exemplo, escolas, locais de trabalho, centros de dia, unidades militares), assim como limitar a realização de eventos públicos com grande concentração de pessoas (por exemplo, conferências, congressos, cinemas, feiras, mercados).
Durante a pandemia, poderá ser desaconselhada a utilização de transportes públicos
para deslocações não essenciais ou ser recomendadas outras medidas de distanciamento social, tais como a restrição da circulação do trânsito.
 
A experiência demonstra que o rastreio de doentes e a sua quarentena nas fronteiras
não atrasam substancialmente a entrada do vírus num país, excepto em situações de
isolamento geográfico (ilhas) ou em contextos políticos especiais (países com fronteiras encerradas ou intensamente vigiadas).
Considera-se preferível, porque mais efectiva, a informação aos viajantes internacionais (health alert notices) e, eventualmente, rastreio à saída pode dissuadir os doentes de viajarem.
Um estudo da Health Protection Agency do Reino Unido sugere que, para ter um efeito
significativo na propagação de uma pandemia, a redução dos voos de e para as áreas
afectadas deve ser quase total e instantânea, o que, na prática, se torna inviável.
 
O rigor e a intensidade destas medidas de saúde pública terão de ter em conta a gravidade da doença (a taxa de letalidade), os grupos de risco afectados e a situação epidemiológica em cada momento.
A evidência e a experiência indicam que as intervenções agressivas para isolar doentes ou colocar em quarentena os contactos, poderão ser ineficazes e ser geradoras de uma perturbação social ainda maior, embora possam vir a demonstrar-se essenciais para a contenção da pandemia, numa fase precoce.
Não se exclui, por este motivo, a eventual necessidade de recurso a medidas coercivas, sendo a sua aplicação da competência das Autoridades de Saúde (AS), em articulação, se necessário, com o poder judicial e com as forças de segurança.

 



publicado por servicodesaude às 09:35
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Gripe A (H1N1) - Plano de Contigência Nacional - Protecção profissionais de saúde

Nas unidades prestadoras de cuidados de saúde, os profissionais deverão usar máscara
cirúrgica quando em contacto com doentes com gripe sazonal
, principalmente durante a execução de procedimentos passíveis de produzir aerossóis, sendo importante que a máscara tenha bom ajuste facial.


No período pandémico, não se recomenda o uso por rotina de respirador de partículas
aos profissionais de saúde sem contacto próximo com o doente, mesmo que no interior
do quarto/área de isolamento (usar máscara cirúrgica). Contudo, será de considerar
essa possibilidade em função da duração, frequência e proximidade do contacto com
o doente (por exemplo, um auxiliar de limpeza que entre em múltiplos quartos deverá
usar respirador de partículas, devido à frequência e à duração da exposição).


Na fase 6, o profissional de saúde deverá usar respirador de partículas (tipo FFP2
ou superior)
prioritariamente nas seguintes situações: quando esteja no quarto/área
onde se executam procedimentos geradores de aerossóis, na prestação de cuidados
directos a doentes com gripe complicada de pneumonia (diagnóstico clínico e/ou radiológico) e na reanimação de doentes com gripe pandémica.

 

O princípio da precaução aconselha, ainda, o uso de respirador de partículas quando em contacto a menos de 1 metro com doentes que apresentem sintomatologia sugestiva de gripe. Contudo, deve ser salvaguardada a disponibilidade de respiradores para as situações consideradas prioritárias.
 

Nas situações em que esteja indicado o uso de respirador de partículas, a sua indisponibilidade recomenda o uso alternativo de duas máscaras cirúrgicas sobrepostas,
bem ajustadas à face.
 

Em pandemia não se recomenda o uso de respirador de partículas aos profissionais com contacto estritamente administrativo com os doentes, mas sim de máscara cirúrgica.


Nas unidades prestadoras de cuidados de saúde, a fim de prevenir a transmissão por
contacto, directo ou indirecto, os profissionais de saúde deverão utilizar outros EPI,
designadamente luvas, toucas, equipamento de protecção ocular, vestuário e calçado
específicos
, em função do nível de risco de exposição.



publicado por servicodesaude às 09:00
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Gripe A (H1N1) - Plano de Contigência creches, escolas e outros estabelecimentos de ensino (1/2)

O objectivo do Plano de Contingência é manter a actividade da instituição escolar, em face dos possíveis efeitos da pandemia, nomeadamente o absentismo dos profissionais e dos alunos.

Consiste num conjunto de medidas e acções que deverão ser aplicadas, de modo articulado, em cada fase da evolução da pandemia da gripe, sendo da responsabilidade de cada instituição escolar, em articulação com as famílias e os serviços de saúde.
 
É importante identificar os fornecedores de bens ou serviços necessários para a manutenção das actividades essenciais e garantir, por exemplo, o fornecimento de refeições ou os transportes escolares.
 
O encerramento da escola é uma medida que apenas deve ser adoptada se determinada pelo Delegado de Saúde.  

 

É de equacionar o teletrabalho, actividades através de e-mail, a fim de reduzir o impacte do absentismo dos professores, ou de um eventual encerramento.

 
É fundamental prever alternativas para o caso de sectores vitais poderem ser afectados. Por exemplo: possuir alguma reserva de água engarrafada e de alimentos não perecíveis e aumentar as reservas de produtos de higiene e limpeza ou de materiais escolares.
 
Os profissionais devem possuir a formação necessária quanto à lavagem das mãos e às regras de etiqueta respiratória. Devem também saber lidar com situações de crianças que possam apresentar febre ou outros sinais de gripe, sendo importante manter uma adequada articulação com a Unidade de Saúde Pública local.

 

Aconselha-se que sejam instituídas rotinas de lavagem das mãos, à entrada da escola e das salas de aula. Chupetas, brinquedos que possam ser levados à boca, copos, pratos e talheres não devem ser partilhados.

 

Não devem ser utilizadas toalhas de pano de uso colectivo, mas sim toalhetes e lenços de papel. Deve ser equacionada a colocação de dispositivos de parede com soluções de limpeza das mãos à base de álcool, em particular nas salas de creches e jardins-deinfância e nas salas de isolamento de crianças doentes.

 

O Plano deve estabelecer a periodicidade de limpeza e arejamento das salas. Os espaços e superfícies de trabalho, maçanetas das portas devem ser lavadas com frequência, em particular em creches e jardins-deinfância. Os brinquedos e materiais de uso partilhado devem ser higienizados, com detergente doméstico e passados por água limpa, no final da utilização.

 

Devem ser instituídas regras claras de não admissão na escola de crianças ou profissionais que manifestem febre ou outros sinais de gripe, a fim de evitar o contágio

Em caso de dúvida, contactar a Linha Saúde 24 – 808 24 24 24 ou o Delegado de

Saúde da área.

 


sinto-me:

publicado por servicodesaude às 08:55
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Gripe A (H1N1) - Plano de Contigência creches, escolas e outros estabelecimentos de ensino (2/2)

1. Designar um coordenador e respectiva equipa operativa

2. Definir a cadeia de comando e controlo
3. Identificar as actividades essenciais e prioritárias
4. Prever o impacte que os diferentes níveis de absentismo terão nas actividades escolares
5. Definir os recursos humanos mínimos para cada uma das áreas prioritárias e assegurar a sua substituição, por profissionais formados para o desempenho dessas funções.
6. Estabelecer um plano de acompanhamento dos profissionais, incluindo actualização de todos os contactos telefónicos
7. Recomendar aos profissionais que sigam as orientações do Ministério da Saúde, nomeadamente as difundidas através do portal www.dgs.pt
8. Reforçar o plano de higiene da instituição escolar (lavagem das mãos, toalhetes descartáveis, etc)
9. Identificar os parceiros com quem deve ser estabelecida uma adequada articulação e manter uma listagem de contactos actualizada
10. Identificar os fornecedores de bens ou serviços essenciais para o funcionamento da instituição
11. Verificar se os fornecedores de bens ou serviços essenciais garantem os fornecimentos previstos e equacionar, soluções alternativas
12. Assegurar a existência de uma “reserva estratégica” de bens ou produtos cuja
falta possa comprometer o exercício das actividades mínimas ou prioritárias (durante o período crítico da pandemia);
13. Envolver, desde o início, os profissionais na execução do Plano
14. Divulgar o Plano a nível interno e junto da comunidade educativa
15. Elaborar uma estratégia de comunicação interna e externa
16. Avaliar e manter o Plano actualizado.
 


publicado por servicodesaude às 08:54
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Gripe A (H1N1) - Planos de Contingência - 12 Princípios de boas práticas

 

  1. Não inventar o que já se sabe: alinha-se pelas orientações nacionais em matéria de Saúde Pública (microsite da gripe, em www.dgs.pt).
  2. É específico de cada organização: parte sempre de um bom diagnóstico das especificidades da empresa.
  3. É simples: sintetiza o essencial de forma simples, para poder ser facilmente partilhado por todos os que nele intervêm (anexos técnicos para os detalhes).
  4. É muito mais do que um documento: é um veículo para o envolvimento de toda a organização na preparação para a epidemia de gripe, um instrumento para uma clara distribuição das tarefas previstas para todos os colaboradores e um meio para calibrar e partilhar “expectativas inteligentes” sobre os resultados da sua aplicação.
  5. Define expectativas inteligentes a partir dos seus objectivos: não é possível evitar a pandemia e alguns dos seus efeitos, mas é possível (i) dificultar a transmissão da doença; (ii) contribuir para um diagnóstico, isolamento e tratamento precoce dos doentes; (iii) promover a protecção dos sãos, principalmente os mais vulneráveis; (iv) assegurar a continuidade das principais funções da organização.
  6. Realiza os seus objectivos inovando sempre que possível: a necessidade de responder à crise pandémica pode ser um estímulo para inovar processos, procedimentos, serviços e produtos.
  7. É preciso sobre quando activar que medidas: estabelece claramente as circunstâncias concretas em que cada uma das medidas que prevê deve ser activada.
  8. Centra-se numa estratégia de informação e comunicação: esta atravessa horizontalmente todos os objectivos de plano de contingência e inovação.
  9. Define claramente um dispositivo de gestão: identifica as pessoas que o gerem, o modo como se relacionam com a administração da organização, com as autoridades de saúde ou outras entidades relevantes para o caso particular de cada organização.
  10. Articula-se com os PCIs de organizações que partilham interesses comuns: uma epidemia envolve o conjunto da comunidade – é importante que todos assumam igualmente a “responsabilidade social” que lhes corresponda.
  11. Plano por ensaiar não é plano: é necessário testar todos os seus aspectos operacionais, a tempo de serem accionados quando necessário e ajustar o PCI de acordo com os resultados desses ensaios.
  12. É actualizado regularmente: dessa forma incorpora-se atempadamente o novo conhecimento que entretanto se tornou disponível, assim como as alterações nas orientações das autoridades sanitárias entretanto verificadas.

 



publicado por servicodesaude às 08:50
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