Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009
Gripe A - DGS confirma diminuição do número de novos casos

Na semana de 21 a 27 de Dezembro, foram observados nos serviços de saúde 6.419 doentes com sintomas de gripe, independentemente da confirmação laboratorial dos vírus em causa.

Neste quadro, registou‐se uma diminuição no que se refere ao número de casos novos, mantendo‐se a tendência de maior incidência em indivíduos menores de 30 anos. Em resultado desta situação a procura de serviços de saúde diminuiu de forma regular durante todos os dias da semana.
A distribuição da gripe continua a estender‐se a quase todo o território do Continente, sendo, no entanto, heterogénea.
Na semana em análise, estiveram internados 58 doentes, dos quais 20 em Unidades de Cuidados Intensivos. No mesmo período, registaram‐se 7 óbitos, sendo 69 o total acumulado de óbitos.
No que se refere aos clusters (focos) em escolas, registou‐se um total nacional de 10, todos eles registados em estabelecimentos de ensino da Região Autónoma da Madeira.
 
(Fonte: Direcção Geral de Saúde / 30 Dezembro)
 

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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009
Gripe A - DGS -Tabela de óbitos ascende a 58 vítimas - 23 Dezembro

De acordo com a Tabela de Óbitos hoje actualizada pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), faleceram até ao momento 58 pessoas vítimas de gripe A em Portugal.

 

As últimas sete mortes reportadas pela DGS dizem respeito a três homens, com 57, 63 e 64 anos; a três mulheres, com 54 anos (sem factores de risco associados), 57 e 70 anos e, ainda, a um jovem de 14 anos que faleceu na Região Autónoma dos Açores e que possuía factores de risco associados.

(Fonte: Direcção-Geral da Saúde)


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Gripe A - Governo dos Açores abre inquérito à morte de jovem de 17 anos

Conforme a nota ontem divulgada pela secretaria da Saúde, o jovem já tinha sido observado no Hospital de Angra do Heroísmo, e mandado para casa, na passada sexta-feira, tendo falecido quatro dias depois.

A directora-regional da Saúde, Sofia Duarte, diz que o inquérito nada tem a ver com o facto do jovem ter sido mandado de volta para casa: "o inquérito é, apenas, um procedimento normal nestes casos", afirmou a governante.

O Governo abriu um inquérito mas não tem dúvidas sobre o procedimento correcto, adoptado pelos médicos do Hospital de Angra do Heroísmo.

O certo é que o referido jovem deu entrada ontem, já sem vida, no Serviço de Urgência do Centro de Saúde da cidade da Praia da Vitória.

Para além da Gripe A, o jovem de 17 anos de idade "sofria de uma condição clínica debilitante", lê-se no comunicado da Secretaria Regional da Saúde.
(Fonte: RTP e Carlos Tavares com Redacção da Antena 1 / Açores)

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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009
Gripe A - EMEA e Infarmed reafirmam os benefícios da vacina e do Tamiflu comparativamente aos riscos da pandemia

Actualização da informação relativa aos medicamentos usados na pandemia da gripe

Circular Informativa N.º 241/CD Data: 2009-12-18

Para: Público e Profissionais de Saúde

Contacto no INFARMED: Centro de Informação do Medicamento e dos Produtos de Saúde (CIMI); Linha do Medicamento - 800 222 444; Tel. 21 798 7373 Fax: 21 798 7107; E-mail: cimi@infarmed.pt

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) reviu os dados relativos às vacinas contra a gripe pandémica (Celvapan, Focetria e Pandemrix) e ao medicamento antiviral Tamiflu. Até à data, cerca de 26 milhões de pessoas foram vacinadas na União Europeia e cerca de 13 milhões de pessoas tomaram Tamiflu a nível mundial.
Na sequência dessa avaliação, considera-se importante salientar o seguinte:

1. Os benefícios destes medicamentos (vacinas e Tamiflu) continuam a ser superior aos riscos no contexto da pandemia da gripe pelo vírus H1N1.

2. A vacina deve continuar a ser administrada de acordo com o esquema recomendado pela Direcção-Geral da Saúde, ou seja, uma dose da vacina é suficiente para a imunização de adolescentes e adultos.

3. A segurança da vacina mantém-se, sendo que a maioria das reacções adversas reportadas têm sido as expectáveis, não graves e de evolução benigna.
Conforme habitual, o Infarmed continuará a acompanhar, e a divulgar, todas as informações pertinentes relativas a esta matéria.
(Fonte: Direcção-Geral da Saúde)

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Gripe A - OMS - Já morreram 10.582 pessoas a nível mundial. Transmissão do vírus continua na Europa

De acordo com o último comunicado emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a 18 de Dezembro, mais de 208 países e territórios ou comunidades ultramarinas em todo o mundo tinham reportado casos confirmados de gripe pandémica H1N1, tendo-se registado, pelo menos, 10.582 mortes.

A OMS está a monitorizar activamente o progresso da pandemia através de consultas frequentes às suas delegações regionais e aos Estados-membros, bem como a partir de múltiplas fontes de dados.
 

Regiões
Óbitos
OMS - África 
109
OMS - Américas
Pelo menos 6.335
OMS - Mediterrâneo Oriental
572
OMS - Europa
Pelo menos 1.654
OMS - Sudeste Asiático
892
OMS - Pacífico Ocidental
1.020
Total
Pelo menos 10.582

(Fonte: Organização Mundial de Saúde) 
 
Na Europa, continua a registar-se uma disseminação geograficamente generalizada de transmissão do vírus de gripe pandémica na maior parte do continente. No entanto, pelo menos dez países, sobretudo a oeste e a norte, reportam um recrudescimento nas doenças respiratórias. A actividade continua a crescer ou está a estabilizar num número limitado de países: República Checa, Estónia, Hungria, Montenegro e Suíça. Entre 28 a 71% das amostras respiratórias sentinela foram positivas para a gripe nestes países.
 
Em algumas partes do norte e do sudeste da Europa do Norte e da Federação Russa, foi reportada intensa actividade no que se refere às doenças respiratórias. Cerca de 99% dos subtipos do vírus da gripe na Europa foram associados à pandemia H1N1 2009. A detecção de vírus sincicial respiratório tem vindo a crescer, nas últimas cinco semanas, sendo parcialmente responsável pela elevada actividade gripal entre as crianças de alguns países.
 
Nas regiões temperadas do hemisfério norte, a pandemia da gripe mantém-se activa e geograficamente disseminada. No entanto, já atingiu ou ultrapassou o seu pico de actividade em muitas regiões, sobretudo na América do Norte. A actividade gripal continua a aumentar em regiões afectadas posteriormente, como o centro e o sudeste europeu e o sul e o sudeste asiático.
 
Nos EUA e Canadá, a transmissão de gripe mantém-se activa, mas as doenças com sintomas gripais associados continuam a diminuir. Nos EUA, a mortalidade associada a pneumonia e gripe manteve-se consistentemente elevada, acima do limiar da epidemia, nas últimas dez semanas. No entanto, os valores semanais de hospitalizações e mortes confirmadas laboratorialmente diminuíram no mês passado.
 
A análise preliminar dos dados dos países do hemisfério norte que já passaram por toda uma estação de gripe de Inverno indica que a taxa de mortalidade se encontra nos mesmos níveis dos países das regiões temperadas do hemisfério sul durante a sua estação de Inverno. Tal parece indicar que a gravidade global da epidemia não se alterou, embora a proporção de população infectada tenha sido muito mais elevada nos países temperados do hemisfério norte durante a sua estação de Inverno face à circulação observada durante o Verão.
 
Na Ásia Central e Ocidental, a transmissão de vírus de gripe permanece activa. Os sintomas gripais e as infecções respiratórias agudas continuam a aumentar no Cazaquistão e Quirguistão, mas já atingiram o pico no Afeganistão, Israel e Omã. O vírus da pandemia da gripe continua a circular no Irão, Iraque, Jordânia, Egipto e em grande parte da região circundante, mas já deverá ter atingido o pico em algumas zonas.
 
Na Ásia Oriental, a transmissão da gripe mantém-se activa, mas aparenta um comportamento global de abrandamento. No Japão, a actividade gripal atingiu um pico e começou recentemente a recuar. As doenças respiratórias continuam a descer, mas mantêm-se elevadas no norte e no sul da China, no Taipé Chinês e na Mongólia. No sul da Ásia, a gripe continua a aumentar nas regiões norte da Índia, Nepal, Sri Lanka e Maldivas.
Na região tropical da América Central e do Sul e do Caribe, a transmissão da gripe permanece geograficamente disseminada, mas a actividade global da doença tem vindo a diminuir.
 
Na África Oriental e do Norte, o vírus H1N1 2009 parece ser o vírus da gripe predominante a circular. Na África Ocidental, foi detectada uma mistura de vírus de gripe sazonal e de gripe pandémica. Os vírus sazonais incluem os sazonais H1N1 e H3N2, com predominância do primeiro.
Na região temperada do hemisfério sul foram notificados casos esporádicos de pandemia da gripe nas últimas semanas, mas não foi observado nenhum surto.
(Fonte: Portal da Saúde - Ministério da Saúde)

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Gripe A - Mais quatro vítimas em Portugal: 52 até ao momento

De acordo com a Tabela de Óbitos da Direcção-geral de Saúde, faleceram mais quatro pessoas vítimas da gripe A no período entre 1 e 19 de Dezembro: dois homens de 50 e 79 anos e uma mulher de 55, registados na zona Norte do país, e um homem de 63 anos, na Região Autónoma da Madeira. Todos possuíam factores de risco associados.
Com mais estas quatro mortes, sobe para 52 o número total de óbitos devido à gripe A no país.

(Fonte: Direcção-Geral de Saúde)

 

 

 


 


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Gripe A - Vacinação de crianças até aos 12 anos começa hoje

Todas as crianças até aos 12 anos podem começar hoje a ser vacinadas contra a gripe A (H1N1), bastando que os pais contactem o centro de saúde, já que não é necessária qualquer declaração médica.

As autoridades de saúde iniciam, assim, a campanha de vacinação do Grupo C, com prioridade às crianças até aos 12 anos.
Segundo um comunicado do Ministério da Saúde, "os pais [devem] contactar o seu centro de saúde, no sentido de acordarem a melhor forma de proceder à vacinação, não sendo necessária qualquer declaração médica".
(Fonte: Lusa)

 

 


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Domingo, 20 de Dezembro de 2009
Gripe A: Portugueses baixam a guarda mas é necessário reacender a ideia de vacinação

A banalização da gripe A e a não concretização dos piores cenários relacionados com a doença estão a levar os portugueses a «baixar a guarda» e a «um afrouxamento das medidas necessárias face a uma pandemia», diz o director da Escola Nacional de Saúde Pública.

«O que nós observámos foi diferentes níveis de alertas nos últimos meses, que foram desembocar na grande discussão sobre vacinas, que em termos sociais ainda é inconclusiva», disse Constantino Sakellarides à agência Lusa.
Depois disso, assistiu-se a «uma espécie de abrandamento». «Estamos numa fase em que a questão da gripe foi bastante banalizada e há um afrouxamento dos comportamentos e das medidas que são necessárias face a uma pandemia», sustentou.
Para o responsável, esta situação deve-se ao «longo período de indução [da doença], à sensação de que o pico da primeira onda já passou e, ao contrário do que se temia, a pandemia não ter provocado grande disfunção social».
«As escolas não fecharam, as empresas não tiveram grandes dificuldades e os transportes continuaram a funcionar», ao contrário do que aconteceu em alguns países, nomeadamente o México.

Sakellarides apela no entanto aos portugueses para não «baixarem a guarda» e, sobretudo, para aderirem à vacinação: «O que nos vai proteger de uma segunda onda [de pandemia] é termos uma boa percentagem de pessoas vacinadas».
Para o responsável, é preciso «reacender a ideia de que a vacinação, seguida da comunicação, continua a ser a principal arma, não só para abreviar esta onda pandémica, mas para evitar a segunda ou, pelo menos, minimizá-la».
A pandemia trouxe dois ensinamentos que é preciso aplicar, diz. O primeiro é dar mais informação a nível local e criar um modelo envolvente de informação com a população.
«Era importante a informação a nível local para que os profissionais de saúde, as pessoas, as empresa, as escolas e outras entidades fizessem um retrato imediato do que está a acontecer localmente», sustentou, lembrando que, actualmente, essa informação é agregada a nível nacional.
 
O «segundo ensinamento» é que o »modelo tradicional de emergência em saúde pública» não se aplica numa pandemia, porque «não é um fenómeno espontâneo», como um terramoto.
Uma pandemia tem um período de indução e expansão de meses. Nestes casos, «as pessoas não obedecem àquilo que as autoridades e os técnicos querem que elas façam e apenas fazem o que pensam que devem fazer».
«A vacina foi uma questão óbvia», observou, comentando que, pela primeira vez na história, «foi possível ter uma vacina pandémica a tempo e as pessoas não se vacinam».
«É necessário perceber melhor o que as pessoas pensam e tentar precocemente trabalhar com elas no sentido da sua resposta ser mais baseada no conhecimento e menos baseada nalgumas impressões erróneas que são criadas pelos novos métodos comunicacionais, como a Internet».
(Fonte: Diário Digital / Lusa)
 
 

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Sábado, 19 de Dezembro de 2009
Gripe A - Portugal pode ficar com milhões de vacinas na prateleira

Portugal não assegurou a possibilidade de reduzir a encomenda de vacinas contra a gripe A ou de devolver as que sobrarem no contrato que fez com o laboratório GlaxoSmithKline (GSK), segundo fonte governamental e da própria farmacêutica. Por isso, corre agora o risco de ficar com milhões de doses por usar... e muitos milhões de euros de prejuízo.

 

No total, o País gastou 45 milhões de euros em seis milhões de doses e desde 26 de Outubro e até à semana passada tinham sido usadas apenas 240 mil. Mesmo que por mês, até Março, se consiga vacinar igual número de pessoas ficam cinco milhões de vacinas na prateleira - o que corresponde a mais de 30 milhões de euros de prejuízo.
 
Tentar renegociar o contrato, tal como Alemanha e Espanha estão a fazer, é uma das opções em cima da mesa, disse ao DN fonte governamental. A mesma fonte confirmou não existir uma condição que permita a devolução de vacinas. Aliás, a GSK não terá aceite essa cláusula nos contratos que fez, confirmou fonte da farmacêutica.
 
No entanto, a ministra da Saúde espanhola garantiu ao jornal El Pais que os contratos que fez - com a GSK, mas também com a Novartis e a Sanofi-Pasteur - "incluíam cláusulas que permitiam devolver" as vacinas não usadas.
 
Por esta altura já não há muitas dúvidas que vão sobrar doses. A possibilidade tornou-se óbvia nos países que encomendaram vacinas para mais de 50% da população - como a Alemanha - , a partir do momento em que se soube que só seria necessária uma dose para proteger um adulto. Em Portugal, que encomendou para 30% da população, percebeu-se que afinal há vacinas para seis milhões. E o que seria uma boa notícia, há três meses, é hoje um problema, porque nem os grupos prioritários parecem interessados em vacinar-se.
 
Além disso, à medida que o número de casos de gripe A desce e as autoridades confirmam que a doença é menos agressiva, mais difícil será convencer os portugueses. Isto, apesar de as autoridades continuarem preocupadas com a segunda onda da pandemia.
 
Por enquanto, a estratégia da tutela é "tentar utilizar ao máximo as vacinas", diz Joana Réfega, assessora do Ministério da Saúde. "É ainda prematuro decidir o que fazer. Vamos alargar a vacinação a todas as crianças e a mais doentes e ver como corre", acrescenta. Assim, já a partir de segunda-feira, todas as crianças até aos 12 anos podem começar a ser vacinadas contra a gripe A. Basta os pais contactarem o seu centro de saúde para combinar a data e não é necessária qualquer declaração médica. Estas, ao contrário dos adultos, precisam de levar um reforço, três semanas depois.
 
Outra hipótese para minimizar as perdas é vender ou doar a outros países - se houver interessados. Na semana passada, a ministra Ana Jorge referiu também a possibilidade de passar a vender a vacina nas farmácias.
(Fonte: Diário de Notícias - DN portugal)
 
 

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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
Gripe A - INSA faz análises aos casos suspeitos. Vírus H1N1 sem mutação em Portugal

A Direcção-Geral da Saúde e o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) negaram ontem ao CM a existência de casos de mutação de resistência do vírus da gripe A em Portugal. De acordo com o infecciologista Jaime Nina, do INSA, são realizadas regularmente várias análises a casos suspeitos de mutação.
 

"Fazemos análises a todos os doentes falecidos por gripe A, aos pedidos dos hospitais que suspeitam de algum caso e também analisamos amostras aleatoriamente". Até quarta--feira "não havia um único caso confirmado de mutação de resistência do vírus da gripe A". De acordo com o director-geral da Saúde, Francisco George, estão em análise dois casos.
Jaime Nina explicou que uma eventual mutação do vírus poderá levar à falta de eficácia do antiviral Tamiflu, administrado aos casos graves de gripe A.
 
O médico de saúde pública Mário Carreira, da DGS, explica que "os doentes que morreram com gripe A tomaram Tamiflu e a morte ocorreu porque tomaram o antiviral tarde demais, pois o tratamento perde eficácia se não for feito nas 48 horas após surgirem os primeiros sintomas gripais, ou porque os danos causados pelo vírus foram tão graves que não resistiram". Segundo o especialista, os doentes podem ficar em coma depois da destruição do vírus. Actualmente há um paciente em coma desde o Verão. O número de óbitos por gripe A aumentou para 48, com a morte de um homem de 41 anos, e de uma mulher, de 47 anos, ambos com factores de risco.
A morte de André Dang, de 14 anos, continua por explicar. A família não acredita que a causa de morte tenha sido a gripe A.
 
A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo instaurou um inquérito para apurar responsabilidades sobre um eventual erro de diagnóstico a uma mulher que está em estado crítico no Hospital Curry Cabral (Lisboa) depois de ter sido mandada para casa por dois médicos. A doente é suspeita de ter contraído o vírus H1N1, fonte hospitalar diz que a suspeita ainda não foi confirmada. "Antes de ser internada foi devidamente assistida. É uma mulher com elevado risco de insuficiência respiratória. É fumadora, sofre de obesidade mórbida e cancro na tiróide", disse Rui Sousa Santos, presidente da ULSBA. Maria Nobre, 46 anos, luta contra uma pneumonia bilateral e falência pulmonar. Estava em casa em Garvão, Ourique, quando começou a ter tosse e dores no corpo. Em 24 horas foi à Urgência em Castro Verde e à médica de família, em Ourique. O marido, Manuel Fernando, vai apresentar queixa às autoridades de saúde.

(Fonte: Correio da Manhã)


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Gripe A - DGS contabiliza 48 mortes em Portugal

De acordo com a Tabela de Óbitos da Direcção-geral de Saúde faleceram mais duas pessoas em Portugal, vítimas de gripe A. Uma mulher de 47 anos morreu no dia 10 de Dezembro, na região Norte e um homem de 41 anos, no dia 15 de Dezembro, na região Centro do país.

Ambos integravam os chamados "grupos de risco", ou seja, possuiam factores de risco
associados.

Com estas duas mortes sobe para 48 o número total de vítimas do vírus H1N1.


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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009
Gripe A - DGS - Ponto da situação: desaceleração do número de novos casos (16 Dezembro)

Na semana de 7 a 13 de Dezembro, foram observados nos serviços de saúde 14.518 doentes com sintomas de gripe, independentemente da confirmação laboratorial dos vírus em causa.

Neste período, verificou‐se uma desaceleração no que se refere ao número de novos casos. A distribuição da gripe estendeu‐se a quase todo o território do Continente, mantendo‐se, no entanto, heterogénea.
Na semana em referência, estiveram internados 133 doentes, dos quais 25 em Unidades de Cuidados Intensivos. No mesmo período registaram‐se 9 óbitos, sendo o total acumulado até domingo, dia 13 de Dezembro, de 45 óbitos.
 
Nesta semana foram notificados 65 clusters em escolas. A actividade gripal continua predominantemente centrada em ambiente escolar, tal como nas semanas antecedentes.
 
A Gripe A é uma doença benigna que se trata, na maioria dos casos, com antipiréticos e com a permanência em casa. É importante que cada um faça a vigilância da evolução da febre e de outros sinais e sintomas, nomeadamente da dificuldade respiratória.
 
Em caso preocupação ou alteração dos sintomas ligue para o seu Centro de Saúde, para o seu médico assistente ou para a Linha de Saúde 24 (808 24 24 24) e siga as indicações que lhes são dadas.
Semanalmente, pode consultar o ponto de situação da evolução da infecção da Gripe A no site do Ministério da Saúde (http://www.portaldasaude.pt/) e no Microsite da Gripe, no site da Direcção‐Geral da Saúde (http://www.dgs.pt).
Lisboa, 16 de Dezembro de 2009

(Fonte: Direcção-geral de Saúde)


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Gripe A - Vacinação do Grupo C tem início dia 21 de Dezembro - prioridade para as crianças até aos 12 anos

Direcção-Geral da Saúde - Circular Normativa

Assunto: Vacinação do Grupo C
Campanha de vacinação contra infecção pelo vírus da gripe pandémica (H1N1) 2009
 
Para: Todos os médicos e enfermeiros
 
1. Vacinação do Grupo C
A vacinação das pessoas incluídas no Grupo C (Anexo I) tem início dia 21 de Dezembro, com prioridade para as crianças de idade ≤ 12 anos.
 
2.Critérios para vacinação
Além dos critérios já referidos na Circular Normativa nº 17A/DSPCD de 13-11-2009 (versão actualizada) há a referir:
• sempre que o critério para vacinação seja a idade, não é exigível a apresentação de declaração médica;
• as crianças com mais de 6 meses de idade e nascidas a partir de 1 de Janeiro de 1997 têm direito a vacinar-se;
• relativamente aos dadores de sangue aceita-se como comprovativo para vacinação a apresentação do Cartão Nacional de Dador de Sangue.
 
3.Utilização de todas as doses
Pretende-se, com esta Campanha, vacinar o mais rapidamente possível as pessoas dos Grupos A, B e C, evitando o desperdício de doses.
Assim, se perto das 24 horas após a reconstituição de um frasco multidose ainda restarem doses e na impossibilidade de convocar, em tempo útil, um utente incluído nos grupos prioritários definidos (A, B ou C), deverão ser vacinadas pessoas não incluídas naqueles grupos. O registo no SINUS é extensível a estes casos.
 
4.Instruções para a preparação da vacina
Para além das instruções referidas no ponto 2.4 da Circular Normativa nº 17A/DSPCD de 13-11-2009, refere-se ainda:
 
• só deverá iniciar-se a reconstituição da vacina (introdução da agulha no frasco de emulsão – adjuvante), pelo menos 15 minutos após a retirada do frigorífico de ambos os frascos, mantendo-os à temperatura ambiente;
 
• se a vacina reconstituída for colocada no frigorífico, deve também respeitar-se um período mínimo de 15 minutos à temperatura ambiente antes de retirar qualquer dose.
Alameda D. Afonso Henriques, 45 - 1049-005 Lisboa - Portugal - Tel 218 430 500 - Fax: 218 430 530 - Email: geral@dgs.pt 1
 
5.Pessoas com insuficiência renal
À semelhança da vacinação contra a gripe sazonal, os insuficientes renais crónicos (inclusive dialisados) com idade ≥ 10 anos, deverão ser vacinados apenas com uma dose de Pandemrix®.
 
Exceptuam-se os doentes com patologia associada que cause imunodepressão (Anexo I).
Francisco George - Director-Geral da Saúde

(Fonte: Direcção-geral da Saúde)


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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009
Gripe A - Crianças até aos 12 anos vão poder ser vacinadas este mês

As crianças até aos 12 anos, incluídas no grupo C e cuja vacinação estava prevista para Janeiro, vão poder ser vacinadas contra a gripe A este mês, anunciou hoje a ministra da Saúde.

 

De acordo com Ana Jorge, que falava no final de uma cerimónia em Lisboa sobre os 25 anos da Revista Portuguesa de Saúde Pública, este grupo alvo para a vacinação contra o H1N1 estava prevista para Janeiro do próximo ano. Contudo, esclareceu a ministra, sobraram vacinas, pois os adultos previstos nos outros grupos prioritários só receberam uma dose e não as duas inicialmente previstas.


O grupo C, que poderá assim começar a ser vacinado já este mês, inclui doentes com seis meses ou mais, não incluídos nos grupos A e B, com doenças crónicas, à semelhança do recomendado para a gripe sazonal, obesos, crianças até aos 12 anos, dadores regulares de sangue, estudantes de medicina e enfermagem e profissionais que desempenhem funções essenciais.

As crianças irão continuar a receber duas doses da vacina, de acordo com a ministra da Saúde, que anunciou para breve uma avaliação da campanha de vacinação que está prestes a completar dois meses.
(Fonte: Público/Lusa)

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Gripe A – DGS - 46 vítimas até ao momento

De acordo com a Direcção-geral de Saúde faleceu ontem, dia 15 de Dezembro, mais uma pessoa devido à gripe A. A 46ª vitima do vírus H1N1 foi um homem de 88 anos, proveniente da zona Norte do país e que tinha factores de risco associados.

(Fonte: Direcção-geral de Saúde)
 
Segundo o jornal Correio da Manhã, uma mulher de 46 anos, suspeita de ter contraído o vírus H1N1, está internada em estado crítico no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, depois de ter sido vítima de um erro de diagnóstico de dois médicos.
Maria Nobre, que luta contra uma pneumonia bilateral e falência pulmonar, estava em casa em Garvão, Ourique, quando começou a ter tosse e dores no corpo. Quinta-feira foi à Urgência em Castro Verde, mas foi mandada para casa com medicação.
"Como os sintomas se agravaram acabei por levá-la à médica de família na manhã seguinte, mas mandou-a para casa com antibióticos. À tarde já não se mexia e foram necessárias 24 horas para ser encaminhada para o Hospital de Beja", diz o marido, Manuel Fernando, que acusa os dois clínicos de negligência e vai expor o caso às autoridades da Saúde.
(Fonte: Correio da Manhã)

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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
Obesidade Infantil - Introdução (Por Maria Elisa Domingues)

A obesidade e a pré-obesidade nas crianças e nos adolescentes é um problema cuja dimensão tem vindo a aumentar a um ritmo assustador. De tal forma, que é hoje em Portugal a doença pediátrica mais comum, constitiuindo assim um grave problema de saúde pública.

A doença surge em crianças cada vez mais novas, às vezes ainda bebés.

 

Uma criança ou um adoescente com excesso de peso é mais vulnerável a outras doenças graves, como as cardiovasculares, a diabetes tipo II, a hipertensão arterial, a asma, mas também perturbações do sono e do foro psíquico, menor rendimento escolar e dificuldades de relacionamento social.

 

As causas da obesidade podem ser genéticas, mas só uma percentagem reduzida. O que torna as crianças demasiado gordas é o tipo de alimentação - tanto em casa, como na escola - e a falta de actividade física, a vida demasiado sedentária em frente à televisão ou ao computador.

 

A globalização do mercado alimentar, a publicidade, a urbanização das cidades - onde os espaços públicos são cada vez menos -, são os grandes responsáveis pela situação que absorve 4% do orçamento do Serviço Nacional de Saúde.

 

Por isso, estas crianças e adolescentes correm o risco, pela primeira vez em cem anos, de virem a ter uma esperança de vida inferior à dos pais. Mas são os pais, a família, as escolas, as autarquias, quem pode e deve alterar atitudes e comportamentos.



publicado por servicodesaude às 23:07
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Obesidade Infantil - Resumo Reportagem

Em Portugal, 18 crianças já colocaram um balão intra-gástrico. O objectivo é travar a evolução da obesidade numa fase essencial da vida, em que ainda se consegue alterar comportamentos.

 

De acordo com Carla Rego, doutorada em obesidade pediátrica e responsável pela consulta  da especialidade no Hospital de São João, no Porto, "as crianças têm que ser muito bem seleccionadas por uma equipa multidisciplinar. Esta equipa tem que obter a garantia que houve uma mudança nos hábitos de vida e que, tanto a criança como a família, irão aderir à terapia no período em que o balão vai ser introduzido".

 

Desde 1980 que a prevalência da obesidade pediátrica triplicou nos países europeus. Portugal ocupa uma posição preocupante, com mais de metade da população adulta com excesso de peso, cerca de 30% das crianças com peso a mais e 10% obesas.

 

Peso a mais na infância aumenta o risco de outras patologias no futuro. "As crianças obesas denotam uma maior agressividade em casa e têm um menor rendimento escolar.  Depois, se têm uma personalidade extrovertida são os divertidos do grupo. Mas quando isto não acontece, isolam-se e o problema acaba por dexar marcas na sua trajectória futura em termos de saúde mental.

 

Apesar das escolas estarem rodeadas de ofertas calóricas, a Organização Mundial de Saúde estabeleceu como objectivo que qualquer criança que nasça no novo milénio deva estar livre de doenças cardiovasculares, pelo menos até aos 65 anos.



publicado por servicodesaude às 22:21
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Obesidade Infantil - Apresentação dos Convidados

Prof. Dr. Júlio Martins - doutorado e docente em Ciências do Desporto
Prof. Dra. Carla Rego - doutorada em obesidade pediátrica e coordenadora da consulta de obesidade pediátrica no Hospital de São João, no Porto
Dr. Eduardo Mendes - médico de família e director do Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Sul
Dra. Teresa Sancho - nutricionista na ARS do Algarve; responsável pelo gabinete de nutrição e por vários programas de combate à obesidade infantil na região algarvia

 



publicado por servicodesaude às 21:49
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Obesidade Infantil - Balão Intra-gástrico em crianças

O balão intra-gástrico é um processo inovador a nível mundial, que não implica cirurgia. O gastroenterologista pediátrico introduz o balão através de um endoscópio.Tal como no caso dos adolescentes e adultos, o balão permanece cerca de seis meses e depois é retirado.

 

O processo implica uma selecção rigorosa das crianças por parte duma equipa multidisciplinar que avalia a adesão à terapia por parte quer da criança, quer da família, mas também as características do tecido adiposo da criança.

 

 



publicado por servicodesaude às 20:54
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Obesidade Infantil - Hábitos alimentares e o papel das famílias e da escola

“Faz sentido falar em “obesidades”, já que há indivíduos que têm uma maior susceptibilidade para engordarem e, outros, que não tendo nenhum factor de risco específico, também engordam, apenas devido a factores comportamentais”, afirma Carla Rego, doutorada na área da obesidade pediátrica. E adianta que “a susceptibilidade genética não é facilmente definível”.

 
Segundo Eduardo Mendes, médico de família, “a obesidade é o resultado da sociedade em que vivemos e da forma como produzimos os alimentos”, logo,” tem que ser enquadrada enquanto questão civilizacional”.
 
“Hoje, as famílias facilitam muito em termos alimentares e os miúdos são sujeitos a uma enorme pressão, visível no período concedido pelas televisões à publicidade de produtos alimentares”, reflecte o médico, não deixando de chamar atenção para o facto de nas cantinas escolares as ementas ainda incluírem fritos em excesso, com demasiada gordura e calorias.


publicado por servicodesaude às 19:46
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Obesidade Infantil - Alimentação saudável e questão financeira

"Os estudos dizem que existe uma relação directa entre a capacidade socioeconómica da população e a prevalência do excesso de peso, pré-obesidade e obesidade”, afirma Teresa Sancho, nutricionista.

Com excepção da Grã-Bretanha, os países com condição socioeconómica mais baixa, da orla mediterrânea (como Portugal, Espanha e Itália), apresentam uma prevalência mais alta de excesso de peso, na infância e no adulto, ao contrário dos países escandinavos, por exemplo.
E se, à partida, a dieta mediterrânica era considerada das melhores do mundo, devido à inclusão do azeite, das frutas e dos produtos hortícolas, o paradigma civilizacional tem vindo a alterar-se. As profissões caloricamente mais exigentes, mais braçais, por exemplo, têm vindo a extinguir-se em detrimento de outras mais poupadoras de energia.
 
“É um engano dizer que a alimentação mediterrânea é muito abundante em produtos hortícolas. O sol do Sul da Europa é muito seco e os produtos hortícolas são consumidos sazonalmente. Ou seja, agora consumimos favas e ervilhas o ano inteiro enquanto antes só eram consumidos na Primavera”, constata a nutricionista.
E são justamente os produtos hortícolas que mais encarecem o cabaz de compras, enquanto “os produtos mais pobres a nível nutricional (em vitaminas, sais minerais e fibras alimentares) são os alimentos mais baratos”, conclui Teresa Sancho.


publicado por servicodesaude às 18:02
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Obesidade Infantil - Actividade física fundamental

O Fundão faz parte de um conjunto de municípios que, em conjunto (Montijo, Oeiras, Seixal e Viana do Castelo), integraram um projecto -  o chamado MUN-SI -, que visa combater a obesidade infantil.

Júlio Martins, doutorado em Ciências do Desporto, aponta o facto das crianças terem deixaram de brincar por questões de segurança e que esta é uma questão que atravessa toda a sociedade.

 
O projecto, que abrange cinco municípios, e que vai de encontro às escolas do 1º ciclo (2º, 3º e 4º anos) visa uma intervenção na alimentação e na actividade física. Daqui a três anos o resultado desta intervenção será avaliado.
 
"Há muito a modificar. Por exemplo: os espaços de actividade física nas escolas estão fechados ao fim-de-semana, quando podem estar abertos com um segurança, os pais ou professores de educação física a monitorizar algumas actividades", aponta Júlio Martins. "Para além disso, podem-se criar zonas pedonais, mais iluminadas, parques infantis de exploração e de aventura".
Há estudos que demonstram que se as estruturas desportivas ou os parques infantis forem colocados longe, as pessoas não os frequentam.
 


publicado por servicodesaude às 17:24
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Obesidade Infantil - Mãe alarmada excesso de peso do bebé (tel)

Telefonema Susana Rios, 30 anos, de Santa Maria da Feira:

Tem um filho de nove meses que pesa 11 kg. Como o irmão mais velho, com seis anos, já tem obesidade mórbida, está preocupada.
 
De acordo com a professora Carla Rego, há que distinguir uma obesidade que decorre duma síndrome e, outra, que aparece em crianças sem nenhuma doença de base, à partida saudáveis.
 
"Cada criança tem o seu padrão de crescimento próprio e este depende, à partida, do peso com que nasceu. O pediatra e o médico de família são os principais responsáveis por fazerem o seguimento dessa criança. Há crescimentos acima da média e que não são alarmantes, particularmente se os aumentos de peso não forem muito bruscos", refere a doutorada em obesidade pediátrica.
 
As características morfológicas até ao um ano de vida constituem um factor determinante de vir a desenvolver obesidade. Portanto, um dos objectivos neste período crucial é evitar aumentos muito bruscos de peso.


publicado por servicodesaude às 16:39
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Obesidade Infantil - MUN-SI - Programa de Combate à Obesidade em Crianças do Ensino Básico

Crianças do Concelho têm excesso de peso

Na Freguesia de Donas 77 por cento das crianças apresentam excesso de peso, enquanto na Soalheira nenhuma criança apresenta esse problema.
As crianças que frequentam o Ensino Básico no Concelho do Fundão apresentam uma taxa de 27,1 por cento de excesso de peso, sendo que 13,4 por cento revelam pré-obesidade e 13,7 por cento, obesidade.
 
Este foi um dos resultados apresentados no âmbito do Programa Integrado de Avaliação do Estado Nutricional, Hábitos Alimentares e Abordagem do Sobrepeso e Obesidade em Crianças do Ensino Básico, no Concelho do Fundão, dado a conhecer no final do mês de Novembro, numa sessão realizada na Escola Profissional do Fundão.
 
Refira-se que esta sessão surgiu integrada no programa MUN-SI, que consiste num plano de monitorização e combate da obesidade em Portugal, inserido no Programa Contra a Obesidade.
De recordar, também, que o programa MUN-SI nasceu de um protocolo entre os municípios de Fundão, Montijo, Oeiras, Seixal e Viana do Castelo e a Universidade Atlântica, que tem como objectivo apoiar políticas de prevenção primária e secundária da obesidade infantil e desenvolver um modelo explicativo sobre estas.
 
O estudo, no que respeita ao Concelho do Fundão, revela igualmente que o excesso de peso tem maior prevalência entre os meninos, com 30,8 por cento, em comparação com as meninas, com 23 por cento.
Por outro lado, há a destacar a maior prevalência de excesso de peso no grupo etário acima dos nove anos, comparativamente com os restantes.
 
No estudo, realizado no ano lectivo 2008/2009, no Concelho do Fundão havia 1.093 alunos inscritos no 1º Ciclo do Ensino Básico, dos quais 267 no 2º ano de escolaridade, sendo que o objectivo geral consistia na avaliação do estado nutricional (peso e altura) em crianças matriculadas neste ano de escolaridade.
Ao todo, o estudo, em que trabalhou a equipa de investigação constituída por Ana Rito, João Breda, Ana Lúcia Silva, Filipa Coelho e Júlio Martins, teve 448 alunos participantes (dos seis aos 11 anos) e foram avaliadas 26 das 28 escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do Concelho.
 
(…) A notícia continua na íntegra na edição impressa do Jornal.
 09-12-2009 | Edição: 1095
 


publicado por servicodesaude às 16:36
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Obesidade Infantil - Prevenção: actividade física e alimentação

De acordo com vários estudos internacionais, as indicações são para que as crianças dispendam no máximo até duas horas diárias em frente à televisão e ao computador, juntos. Algo que não acontece hoje em dia, nomeadamente em Portugal, em que se tem registado um sedentarismo crescente devido a estes dois meios de comunicação.

 
Júlio Martins, doutorado em Ciências do Desporto, é da opinião que o Ministério da Educação devia implementar professores de educação física no 1º ciclo, como faz no 2º e 3º ciclos e no secundário, "porque é nestas idades pediátricas que se deve actuar na prevenção".
 
“Hoje as orientações que nos são dadas pelos estudos internacionais já não são de uma prática de actividade física diária de uma hora, mas sim de 90 minutos, se quisermos reduzir o excesso de peso. Sempre coadjuvado com o controle alimentar", explica Júlio Martins. E acrescenta que "só a actividade física reduz muito pouco; ao contrário do controle alimentar que possibilita a transformação da massa gorda em massa magra e a tonificação da massa muscular".

 



publicado por servicodesaude às 15:46
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Obesidade Infantil - É uma doença que causa muitas outras

obesidade é uma doença, em si, mas pode também desencadear muitas outras doenças.

 

Eduardo Mendes, médico de família, chama a atenção para o facto de termos deixado de comer sopa e de tomar o pequeno-almoço: "A grande maioria das crianças vai para a escola apenas com um copo de leite no estômago, o que em termos de saúde é gravíssimo. Os miúdos estão em jejum, com os níveis de açúcar  muito baixos e depois comem um bolo na escola e isso constitui uma “injecção” de açúcar na veia, porque a glicémia sobe".
 
O médico garante que este comportamento "em serrote" (altos e baixos) pode, a longo prazo, condicionar e propiciar o aparecimento da diabetes tipo II e doenças cardiovasculares.
 
Nas crianças e adolescentes obesos ou pré-obesos impõe-se, desde logo, uma detecção precoce da possibilidade de virem a ter doenças cardiovasculares. Carla Rego, doutorada em obesidade pediátrica (e autora do livro: “A Obesidade em Idade Pediátrica”), diz que, ao contrário do que anteriormente se pensava, é hoje frequente encontrar, só na dependência da obesidade, crianças com sete, oito anos, com alterações do metabolismo da glicose, risco de diabetes e com hipertensão arterial.
 
"Na nossa consulta, e perante os dados dos últimos 11 anos, encontramos uma prevalência de hipertensão arterial na faixa etária entre os dois e os 18 anos sobreponível à da população portuguesa, só na exclusiva dependência da obesidade".
 
Carla Rego frisa a necessidade de pensar a obesidade não apenas como uma questão estética mas como uma doença, em que mesmo quando resolvida na trajectória da vida deixa marcas e riscos futuros em termos de patologia cardiovascular. "Mesmo as crianças obesas que sejam tratadas e que deixem de ser obesas, ficam com a memória da obesidade gravada e o risco de doença cardiovascular".
 
A mudança de hábitos é mais fácil num bebé ou numa criança do que num adolescente e quanto mais massa gorda se acumula mais difícil será fazê-la desaparecer.
 
"É preciso ter a noção de que para intervir, e ter a certeza de que é possível reverter a situação em 100 por cento, a idade limite anda pelos seis, sete, oito no máximo. Se a partir daqui se deixar avançar a obesidade, a probabilidade de cura na adolescência é progressivamente menor", garante a doutorada na área da obesidade pediátrica.


publicado por servicodesaude às 14:01
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Obesidade Infantil - Educadora de infância critica lanches escolares (tel)

Leonor Cardeira, 51 anos, educadora de infância, de Lisboa:

"As recomendações que os professores e educadores fazem junto dos pais relativamente aos lanches e à alimentação que os filhos levam para a escola não são, por vezes, muito bem aceites pelos pais".
 
A educadora de infância considera que existe um excesso de permissividade por parte dos encarregados de educação e que "é muito mais fácil ceder aos pedidos das crianças, que pedem alimentos carregados de açúcar, chocolates e gorduras - comprados muitas vezes a caminho da escola -, do que controlarem uma birra".
 
Eduardo Mendes, médico de família, é da opinião que responsabilizar não é culpabilizar e que para trazer os pais para "esta guerra", o caminho não pode começar pela culpabilização.
 

"Falei na sopa e no pequeno-almoço. Sabe-se hoje também que a prevalência da obesidade e do excesso de peso está associada a déficits de sono nas crianças. Os miúdos dormem pouco. É fundamental que as crianças tenham sonos regulares, de pelo menos oito ou nove horas, com excepção dos dias de festa", conclui o médico.



publicado por servicodesaude às 13:17
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Obesidade Infantil - Idade para introduzir certos alimentos

Em que idade as crianças deviam começar a ingerir açúcar, chocolates, entre outros?

Carla Rego, doutorada na área de obesidade pediátrica, diz que se quiséssemos ser fundamentalistas diríamos "em nenhuma" mas isso seria a antítese do prazer da vida.
 
No entanto, a médica salienta: "de acordo com as recomendações internacionais dos comités de nutrição, não deve haver introdução de sal, açúcar ou mel, na dieta de um lactente, ou seja, até aos 12 meses".
Até porque o paladar também se treina, sobretudo durante o primeiro ano e depois este vai progressivamente estabilizando no segundo e terceiro ano de vida: "Se sabemos que é essa trajectória que vai definir o comportamento alimentar no futuro, quanto mais tarde introduzirmos certos alimentos, melhor".
 

 



publicado por servicodesaude às 12:37
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Gripe A - DGS - 45 mortos: duas últimas vítimas sem factores de risco associados

Foram conhecidas mais mortes por gripe A em Portugal, elevando assim o número de vítimas mortais para 45.

Segundo a Direcção-Geral de Saúde, entre as últimas vítimas mortais está uma criança de 11 anos, que faleceu no dia 25 de Novembro. A criança apresentava factores de risco associados.

No entanto, as mais recentes mortes, dois homens de 31 e 57 anos, respectivamente, não apresentavam quaisquer factores de risco, de acordo com a Tabela de Óbitos hoje publicada pela DGS.
A mesma entidade refere, em nota, que a "Mediana foi igual a 47 anos e a Média igual a 44,5 anos", ou seja, muito abaixo da média de idades afectadas pela gripe A, inicialmente prevista.


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publicado por servicodesaude às 12:29
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Gripe A - Baixas temperaturas não tornam o vírus H1N1 mais agressivo

O frio, no geral, favorece o aumento do número de infecções virais, admite o subdirector-geral da Saúde, José Robalo, mas como as temperaturas começam a subir já amanhã a tendência de descida da gripe A não deve mudar, conclui.

 

O virologista explica que o ar muito frio não altera a agressividade do vírus H1N1 mas é uma agressão para as mucosas que protegem as nossas vias áereas - o caminho para os pulmões -, onde a temperatura é de 37º. Por isso, o ar frio facilita a entrada dos vírus e bactérias no organismo.
Contudo, para se verificar um aumento muito significativo do número de casos seriam necessários mais dias de tempo muito frio.
(Fonte: Diário de Notícias - DN Portugal)

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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
Gripe A - DGS - Número de óbitos sobe para 44

Apesar de o número de novos casos de gripe A estar a descer há duas semanas, o número de vitímas mortais não pára de crescer. A DGS revelou ontem mais sete mortes, fazendo o total subir para 44. Entre os doentes que morreram nos últimos dias está uma menina de 11 anos e um homem de 31 sem factores de risco.

 


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publicado por servicodesaude às 18:52
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Gripe A - Gripenet e RTP estimulam estudantes a criar vídeo de um minuto

Um vídeo, um minuto: tudo sobre a gripe
Concurso Gripe Câmara Acção
"Gripe, câmara, acção!" recebe trabalhos até 22 de Dezembro.Podem participar neste concurso estudantes do 7º ao 12º ano.
O melhor vídeo é exibido na RTP. Prémio para a escola mais participativa. Consulta o Regulamento e inscreve atua equipa em http://www.gripenet.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=277&Itemid=70. Ainda vais a tempo!


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publicado por servicodesaude às 16:25
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Gripe A - Gripenet - Pico da gripe do ano passado afectou o dobro das pessoas

No ano passado, a gripe afectou quase o dobro das pessoas em Portugal do que este ano. 

 

 

Com base nos dados da Gripenet - um sistema de monitorização em tempo real da actividade gripal -, desenvolvido pelo Instituto Gulbenkian de Ciência, comparando os picos de gripe dos dois anos, podemos concluir que, em 2008, "houve mais gripe do que este ano", explica Vítor Faustino, coordenador executivo do projecto.

 

A gripe atingiu o seu primeiro pico, em Portugal, a meio do mês de Novembro. No ano passado, o maior número de casos registou- -se no final de Dezembro. Este ano, na primeira onda foram identificados 600 mil casos, e em 2008 pouco mais de um milhão.
 
A grande dúvida é saber como vai o vírus da gripe A (H1N1) evoluir durante os próximos meses e se vai provocar um novo aumento de casos.
O pico da gripe chegou mais cedo este ano graças ao H1N1, que neste momento é o vírus dominante e está presente em 70% dos casos, segundo os dados do Instituto Ricardo Jorge.
 
Esta antecipação aconteceu "à custa do grupo etário dos zero aos 14 anos", e por causa da época da reabertura das escolas, esclarece Vítor Faustino. A seguir, o grupo mais afectado é o dos adultos que têm crianças em casa, de acordo com a amostra de participantes do site Gripenet.
 
Neste momento, participam na monitorização do Instituto Gulbenkian 5411 portugueses. O que representa um aumento em relação aos anos anteriores, pois "as pessoas estão mais sensíveis por causa da pandemia", indica o coordenador da Gripenet.
 
A redução do número de novos casos, também se reflectiu na procura dos cuidados médicos. "Desde a última semana de Novembro decresceu muito a visita das pessoas ao médico, de acordo com a nossa amostra", refere Vítor Faustino. Isto não quer dizer que as pessoas optem por ficar em casa, já que essa opção também está a ser menos usada, acrescenta o responsável do site.
 
As pessoas que participam na monitorização em tempo real da Gulbenkian optam por ficar em casa quando têm sintomas gripais. Apenas "se não melhorarem é que vão ao médico e só passado uns dias", adianta. No início de Novembro, "por cada 3000 pessoas que ficavam em casa, só 1700 iam ao médico", exemplifica Vítor Faustino.
 
Frequentes são também os casos em que as pessoas continuam a ir trabalhar, mesmo apresentando sintomas gripais. Quanto aos sintomas gripais, estes continuam a ser os mesmos das gripes sazonais de anos anteriores. A febre, dores musculares e tosse são as mais referidas. Mas esta nova estirpe da gripe trouxe também uma maior frequência das diarreias e vómitos.
 
A região mais afectada pela gripe é a Sul. Seguida do Norte e, por último, o Centro. Porém, a diferença entre as regiões não é muito acentuada, como sublinha Vítor Faustino.
O responsável pelo projecto de monitorização da gripe realça o facto de os dados serem coincidentes com os de organismos oficiais como a Direcção-Geral da Saúde ou o Instituto Ricardo Jorge. "Só prova que as amostras em que as pessoas participam são fiáveis", assegura. A grande vantagem é que esta é uma análise feita em tempo real, adianta.
Desde que foi lançado, em 2005, participaram nos inquéritos da Gripenet 16 mil portugueses.

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publicado por servicodesaude às 15:41
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Gripe A - Gripe A: Ministério Público investiga morte de adolescente de 14 anos

O Ministério Público está a investigar a morte de André, o jovem de 14 anos que morreu de gripe A após ter sido assistido no hospital da Estefânia, em Lisboa. A notícia é avançada esta segunda-feira pelo jornal 'I'.

O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa confirmou à publicação que está em curso um inquérito.
O jovem tinha 14 anos e foi assistido no hospital onde lhe diagnosticaram sintomas gripais. No entanto, antes de morrer, sofreu fortes hemorragias, o que levantou dúvidas sobre a causa de morte.
Por outro lado, os pais do adolescente, Vítor e Lucília Dang, asseguram que não receberam qualquer informação sobre a autópsia.

(Fonte: Diário de Notícias – DN Portugal)


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publicado por servicodesaude às 15:00
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Gripe A – Já faleceram 38 pessoas: última vítima foi mulher de 47 anos

De acordo com a Tabela de Óbitos hoje actualizada no site da Direcção-Geral de Saúde, no dia 12 de Dezembro faleceu mais uma pessoa com gripe A em Portugal. Traou-se de umamulher de 47 anos, com factores de risco associados.

Com mais esta morte, oriunda da região centro do país, o número de vítimas devido à gripe A ascende a 38 no país.
(Fonte: Direcção-Geral de Saúde)

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publicado por servicodesaude às 14:49
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Domingo, 13 de Dezembro de 2009
Gripe A - DGS diz que 20% da população está protegida. Imunização de 40% dos portugueses ajudaria a travar segunda onda epidémica

O director-geral da Saúde, Francisco George, quer travar um novo pico da gripe através da vacinação. Por isso, estima que "com a imunização de 40% e 50% das pessoas seja possível travar uma eventual segunda onda da gripe A", afirmou ao DN.

 
Apesar de não se saber quando e se poderá haver nova onda da doença, a Direcção--Geral da Saúde mantém todas as cautelas, "porque ainda não houve a actividade gripal do Inverno", época por excelência da gripe sazonal.
 
Mário Carreira, da Direcção-Geral da Saúde (DGS), admite que, neste momento, entre as pessoas que já tiveram gripe e as que foram vacinadas, "cerca de 20% da população já esteja protegida"
Isto significa que entre dois a três milhões de portugueses ainda teriam de ser vacinados..
 
"Nem nós, nem os Estados Unidos (no hemisfério Norte,), tivémos a gripe pandémica de Inverno. Não sabemos se a vamos ter e não podemos antecipar o que vai acontecer. Mas temos de admitir essa eventualidade", refere o responsável.
 
Se, para já, foram usadas 240 mil das 311 mil doses entregues a Portugal, é possível chegar mais longe. "Seria um sucesso con- seguirmos fazê-lo para o caso de haver nova onda. Se o fizermos, podemos estar protegidos", garante ao DN.
 
Vítor Faustino, sociólogo e responsável pelo gripenet, duvida que se consiga uma cobertura tão elevada, "até porque estamos a reparar que o cepticismo das pessoas em relação à vacina está a aumentar". Se for cumprido, "interfere-se com o mecanismo de transmissão da gripe", admite, apesar de a medida poder contribuir para que o vírus H1N1 sofra uma mutação mais depressa.
 
Com 7% a 10% da população afectada, os especialistas dizem que a infecção ficou muito abaixo dos cenários mais pessimistas (de 30%). Com um pico epidémico tão suave, "é possível que uma segunda seja mais agressiva, até porque ainda não vivemos a fase intensa da gripe sazonal", diz o sociólogo. Mário Carreira diz que, como a epidemia chegou mais tarde ao País, foi possível programar a vacinação e medidas de contenção. "É por isso que hoje já podemos equacionar uma segunda onda moderada ou mesmo nula."
(Fonte: Diário de Notícias - DN Portugal)
 
Quatro perguntas a...
Francisco George, director-geral da Saúde (Fonte: Diário de Notícias - DN Portugal)
 
A vacinação de uma fatia da população pode evitar uma nova onda de gripe. Mas isso será possível, tendo em conta a taxa de cobertura reduzida que temos?
Reconheço que é preciso fomentar a cobertura da vacinação na população portuguesa. Se trabalharmos bem e ultrapassarmos alguns problemas, vamos aumentar a cobertura. A prioridade é garantir que as pessoas em grupos de risco se vacinem, como as crianças, jovens ou as grávidas.
 
A epidemia está em fase se abrandamento. Os resultados estão dentro do que se esperava?
Está tudo a decorrer de acordo com o esperado. Houve um aumento do número de óbitos e ainda vamos ter mais, mas os planos de contingência funcionaram. E temos uma taxa de letalidade que está dentro do que era estimado. Neste momento estamos a verificar uma desaceleração do número de casos, mas temos de esperar mais algum tempo para confirmar que já ultrapassámos o pico da epidemia.
 
Como se explica a duplicação do número de casos e de óbitos associados à gripe A nos Estados Unidos em apenas um mês?
Os Estados Unidos admitem ter 47 milhões de doentes e 9820 mortos. A diferença explica-se, por um lado, com a questão da actualização permanente dos dados. Como se vê, as estimativas estavam muito abaixo daquilo que se referia. Houve uma revisão dos dados da epidemia, conduzida por um centro universitário de grande expressão, que é o do Minnesota. Perante isto, sabemos agora que há cada vez mais necessidade de afinarmos os dispositivos de monitorização da epidemia.
 
Mas também houve um aumento de casos nas últimas semanas nos EUA...
Também houve. Mas há outro dado. É que esta diferença de números vem provar que não podemos comparar as questões ligadas à gripe sazonal com a gripe A.

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publicado por servicodesaude às 13:47
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Sábado, 12 de Dezembro de 2009
Gripe A - Gripe A: Médicos pedem acesso à vacina para a maioria da população. Ministra da Saúde admite doar vacinas excedentárias a países pobres

Apenas metade (51%) dos grupos de risco para a gripe A aceitou ser vacinada.

O Ministério da Saúde tem um número excedentário de vacinas, e pondera o que fazer com essas sobras. Uma das hipóteses em estudo é a doação a países pobres.

 

Os médicos aplaudem a solidariedade portuguesa, mas defendem a vacinação de todos os grupos de risco e o acesso dos portugueses à vacina.

Portugal vai adquirir de forma faseada e de acordo com a disponibilidade da produção, três milhões de vacinas, que podem ser administradas a seis milhões de pessoas. O custo ascende a 45 milhões de euros.
 
A possibilidade de Portugal doar vacinas a países desfavorecidos foi admitida pela ministra da Saúde, Ana Jorge, na audição na Comissão Parlamentar da Saúde.
Fonte do Ministério disse ao CM que a doação pode vir a ser feita após a vacinação de todas as crianças e jovens, dos grupos de risco e de incluir mais doenças crónicas.
 
O especialista em Medicina Interna Luís Campos defendeu junto do jornal Correio da Manhã, a doação a países sem capacidade económica. "
 
Se já forem vacinadas todas as populações de risco, acho que devem ser disponibilizadas vacinas à população em geral e doadas a países sem capacidade económica, e com quem Portugal tem ligações históricas, para vacinar os grupos de risco."
 
E também o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, disse aquele jornal que "se Portugal não tiver necessidade das vacinas deve doá-las por obrigação de solidariedade mundial".
(Fonte: Correio da Manhã)

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publicado por servicodesaude às 15:15
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Gripe A - DGS pondera avançar já para a vacinação das crianças e dos jovens adultos

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) está a ponderar avançar para vacinação dos jovens adultos contra a gripe A (H1N1), uma vez que a maior parte das vítimas mortais da doença em Portugal tem mais de 21 anos.

 

Até à próxima semana será decidido a quem se alarga porque a possibilidade de alargar a vacinação a todas as crianças está igualmente a ser avaliada, revelou ontem a subdirectora-geral Graça Freitas, à margem da conferência sobre vacinação do Centro Europeu de Controlo de Doenças.

 

"Estamos a analisar os dados mais recentes para perceber qual é o grupo que está mais vulnerável e beneficia mais com a vacina. Até podemos vacinar já estes dois grupos etários, se o laboratório conseguir disponibilizar vacinas suficientes. Mas ambos serão vacinados nos próximos meses", disse Graça Freitas, acrescentando que já foram distribuídas 311 mil vacinas pelo País.

 

Para a subdirectora-geral vale a pena continuar a imunizar na Primavera, uma vez que podemos ter uma segunda e uma terceira onda de gripe A e o H1N1 pode ser o vírus que vai circular no próximo Outono. Mas a DGS também está a estudar o que fazer caso sobrem vacinas, caso as pessoas fiquem protegidas com apenas uma dose.

 

Stefania Salmaso, do Comité de Vacinação da Agência Europeia do Medicamento disse que não "há nenhum problema com a vacina", mas reconhece que houve um problema de comunicação. Há países em que as pessoas ficaram em pânico, enquanto noutros vingou a ideia de que não há razão para alarme nem para se vacinar. "Os europeus acabaram por ter uma percepção do risco errada", conclui.

 

Para Graça Freitas, a principal lição que as autoridades vão tirar desta pandemia é que é preciso ajustar a forma de comunicar em saúde pública. "A mensagem passou bem na fase de contenção", mas falhou na vacinação, reconhece, admitindo reforçar a comunicação sobre a vacina.

(Fonte: Diário de Notícias - DN Portugal)

 


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publicado por servicodesaude às 15:02
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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
Gripe A - Estudo diz que a pandemia é menos letal que o esperado

A pandemia de gripe A é "menos letal" do que se temia no princípio, segundo as conclusões de Liam Donaldson, assessor do governo britânico para assuntos médicos, num estudo divulgado na passada quinta-feira, 10 de Dezembro.

 
Divulgada por meio da publicação médica British Medical Journal, a investigação destaca que a taxa de mortes por causa da doença é de 0,026%, segundo a análise dos dados oficiais recolhidos até o mês passado de Novembro.
 
As conclusões foram divulgadas justamente quando o número de contaminações no Reino Unido continua a cair. Na semana passada, foram registados apenas 11 mil novos casos de gripe A; muito longe dos prognósticos que alarmaram a população há alguns meses.
 
Londres chegou a advertir que com a chegada do Inverno o número de contágios semanais poderia ser de 100 mil. Agora alguns sectores sociais acusam o governo britânico de estender o alarme, inutilmente e chamam a atenção para o grande negócio que a gripe A tem representado para sector da indústria  farmacêutica.
 
"A primeira pandemia de gripe do século XXI é consideravelmente menos letal do que se temeu no princípio", reconheceu Donaldson que, no entanto, defendeu as medidas de saúde adoptadas e recomendou à população que se vacine, particularmente se estiver incluído em alguns dos grupos considerados prioritários: doentes crónicos, grávidas e crianças com menos de cinco anos. 
 
Até agora, em Inglaterra, só 2,3 milhões dos 9 milhões das pessoas incluídas a nestes grupos optaram por se vacinar, algo que Donaldson atribuiu "à ciência lixo que questiona a vacina" e ao facto das pessoas já não terem tanto medo do vírus.

(Fonte:  Vida & Saúde – estadao.com.br / Efe - Londres)


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Gripe A – Número de óbitos sobe para 37. Nos últimos 11 dias faleceram 14 pessoas em Portugal

Um homem de 47 anos morreu vítima do vírus H1N1, no dia 7 de Dezembro, anunciou o Ministério da Saúde na sexta-feira passada, e tinha factores de risco associados.

 
O Ministério da Saúde já tinha sustentado que o número de mortes em Portugal devido à gripe A era expectável nesta altura do ano, em que as temperaturas estão mais baixas e a humidade mais elevada, factores que facilitam a propagação do vírus H1N1.
(Fonte: Correio da Manhã)

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Gripe A - DGS - 36 mortos no total, mais duas pessoas sem factores de risco

Subiu para 36 o número de vítimas pelo vírus H1N1em Portugal; duas das quais não tinham factores de risco associados.

 
Segundo a Direcção-Geral de Saúde, desde o dia 8 de Dezembro morreram quatro pessoas.
Na zona Centro e Norte registaram-se na terça-feira a morte de um homem de 36 anos e uma mulher de 38 anos, sem factores de risco associados. Na zona Norte no mesmo dia morreu também um homem de 35 anos.
A última vítima é uma mulher de 33 anos que faleceu dia 9 de Dezembro.
(Fonte: DGS)

 


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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009
Gripe A - Links Úteis Actualizados: Nacionais e Internacionais

Links Nacionais

 
Direcção-Geral de Saúde (microsite Gripe A – H1N1) - www.dgs.pt
http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/saude+publica/gripe/virus+h1h1.htm#a14
Toda a informação: relatórios semanais, comunicados da DGS e da Ministra da Saúde, recomendações (alimentação, empresas, escolas, grávidas e amamentação, idosos, viajantes, instituições e outros); plano de contingência e notícias.
 
Portal da Saúde Ministério Saúde / DGS - www.min-saude.pt/...da.../gripe/virus+h1h1.htm
 
Plano de Contingência Nacional do Sector da Saúde para a Pandemia de Gripe. Direcção-Geral da Saúde - http://www.min-saude.pt/NR/rdonlyres/2E032C69-37E0-4FCB-A0D2-E2B70EE436F4/0/plano.pdf
 
Blog "Agir Contra a Gripe" - http://agircontraagripe.blogspot.com/
 
Livro digital "O Nuno escapa à Gripe A" , produzido pelo Plano Nacional de Leitura, no âmbito do Projecto "Ler +, Agir contra a Gripe, informa as crianças, de forma divertida e desdramatizada - http://www.clube-de-leituras.pt/elivrostemp/elivro.php?id=h1n1
 
Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal - http://www.apdp.pt/detalhe_noticia.asp?id=64
Associação Portuguesa de Asmáticos - http://www.apa.org.pt/
Sociedade Portuguesa de Neurologia - http://www.spneurologia.org/
Sindicato dos Enfermeiros Portugueses - http://www.sep.org.pt/
Sindicato Independente dos Médicos - http://www.simedicos.pt/
 
Instituto Gulbenkian de Ciência - http://www.gripenet.ptAutoridade Nacional de Protecção Civil - http://www.proteccaocivil.pt/Pages/gripe.aspx 

 
Deco Proteste (Gripe) - http://www.deco.proteste.pt/saude/gripe-a-respondemos-as-suas-duvidas-s562971.htm
 
Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge
http://www.insa.pt/sites/INSA/Portugues/Paginas/portalInicio.aspx
 
Autoridade Nacional de Protecção Civil (gripe A)
http://www.proteccaocivil.pt/Search/Results.aspx?k=gripe%20A
 
Links Internacionais
 
Como o vírus da gripe A invade o seu corpo - Vídeo com animação gráfica
http://www.youtube.com/watch?v=Rpj0emEGShQ
 
Vacinas (OMS): http://www.who.int/csr/disease/influenza/vaccinerecommendations/en/index.html
Organização Mundial de Saúde  (OMS) http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/ Notícias, relatórios e mapas actualizadas sobre a pandemia de Gripe A, a nível mundial, por região do planeta:
Europa - http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/
Américas http://new.paho.org/hq/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=805&Itemid=569  
Mediterrâneo Oriental - http://www.emro.who.int/csr/h1n1/  
África - http://www.afro.who.int/,
Sudeste Asiático - http://www.searo.who.int/EN/Section10/Section2562.htm
Pacífico Ocidental - http://www.wpro.who.int/health_topics/h1n1/
 
Observatório OMS/Europa - www.euroflu.org
Dados referentes a todos os Estados Membros da Organização Mundial de Saúde da Região Europeia. Médicos, epidemiologistas e virologistas de 53 países constituem uma rede em torno da EuroFlu. Publica um relatório semanal.
 
Mapas Actualizados OMS /Europa -www.euroflu.org/html/maps.html           
(Intensidade, Dispersão Geográfica e Impacto da Gripe A na Europa, com pesquisa por país)
 
Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) - http://ecdc.europa.eu/
European Influenza Surveillance Scheme (EISS) - http://www.eiss.org/
 
Vacinas - Agência Europeia do Medicamento -
http://www.emea.europa.eu/influenza/home.htm 
http://www.emea.europa.eu/influenza/vaccines/pandemrix/pandemrix.html 
http://www.emea.europa.eu/htms/human/pandemicinfluenza/novelflu.htm
 
Health Protection Agency (Reino Unido) http://www.hpa.org.uk/webw/HPAweb&page&HPAwebAutoListName/Page/1240732817665?p=1240732817665
 
Centers for Disease Control and Prevention (E.U.A) - http://www.cdc.gov/h1n1flu/
Site do governo americano - www.pandemicflu,gov (E.U.A)
Food and Drug Administration – FDA - http://www.fda.gov/
 
Publicações científicas de Saúde
 
The Lancet - www.thelancet.com/H1N1-flu 
British Medical Journal http://pandemicflu-bmj.com   
 
 
 
 

 


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publicado por servicodesaude às 12:27
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Gripe A - Vacinas extras podem ser dadas aos jovens

A ministra da Saúde anunciou ontem, no Parlamento, que até agora foram usados apenas 51% das vacinas contra a gripe A (H1N1) e que estão a ser estudadas várias opções caso sobrem doses, nomeadamente o alargamento da vacinação a todas as crianças e jovens e a venda nas farmácias.

"A campanha de vacinação está a decorrer com os sobressaltos que são de todos conhecidos, mas pensamos que há progressivamente uma maior adesão à vacina", afirmou Ana Jorge na primeira audição na Comissão Parlamentar da Saúde, que se prolongou durante cinco horas.
Sobre o destino a dar às doses que sobrarem - uma vez que está prevista a vacinação de três milhões de portugueses e que o Governo comprou seis milhões de doses porque inicialmente se pensava que eram necessárias duas para cada pessoa - Ana Jorge adiantou que há várias hipó-teses em cima da mesa. Desde o alargamento da vacinação a crianças e jovens, à venda nas farmácias, passando pela possibilidade de serem fornecidas a países carenciados.
À margem da audição, Ana Jorge apelou mais uma vez à vacinação e revelou que o Ministério da Saúde recebeu apoio do Colégio de Obstetrícia e Ginecologia da Ordem dos Médicos, que recomenda a imunização a todas grávidas no segundo e terceiro trimestre.
Na audição, a ministra argumentou que o "aumento da comparticipação dos medicamentos genéricos e a resposta à pandemia da gripe" justificam a subida o défice do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para 71 milhões de euros, no final de Setembro.
No entanto, a responsável admitiu que o seu ministério está ainda a investigar o crescimento da despesa do SNS com os convencionados e já pediu explicações a vários hospitais.
A "saúde" financeira do sector foi questionada por vários deputados da oposição, mas a ministra assegurou "que o orçamento será, no essencial, cumprido". Óscar Gaspar, que se estreou como secretário de Estado, admitiu que a despesa no sector cresceu mais 5,6% do que o previsto, o que "exige a tomada de medidas".
 
A Direcção Geral de Saúde confirmou ontem à tarde mais uma morte vítima da gripe A aumentando para 32 o número de pessoas que morreram devido à doença. Depois do caso de uma mulher de 29 anos registado já hoje surge o óbito de uma mulher de 62 anos. São ambas da região centro e tinham factores de risco associados.

Por esclarecer, alegando segredo de justiça, está a morte de um jovem de 14 anos há pouco mais de uma semana.A Direcção Geral de Saúde confirmou ontem à tarde mais uma morte vítima da gripe A aumentando para 32 o número de pessoas que morreram devido à doença. Depois do caso de uma mulher de 29 anos registado já hoje surge o óbito de uma mulher de 62 anos. São ambas da região centro e tinham factores de risco associados.

Por esclarecer, alegando segredo de justiça, está a morte de um jovem de 14 anos há pouco mais de uma semana.

(Fontes: Lusa, Diário de Notícias e Jornal Digital)


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publicado por servicodesaude às 12:14
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Gripe A - Primeira onda epidémica deve terminar depois do Natal

"Mais três semanas e voltamos à linha de base", afirma Mário Carreira, coordenador da Unidade de Emergência de Saúde Pública da Direcção-Geral da Saúde (DGS), mostrando a curva que contabiliza os casos de contágio no país.

Esta é a previsão das autoridades de saúde para a totalidade do território nacional - através do sistema informático de emergência de saúde pública instalado na DGS, é possível medir quase em tempo real a afluência de doentes aos hospitais e centros de saúde.

 

O vírus está a circular a várias velocidades e só agora começa a chegar ao Interior e ao Sul. Ao mesmo tempo, há regiões como a Grande Lisboa ou Leiria que começam a tornar-se zonas livres de H1N1 - foram as primeiras afectadas e entraram já na fase de declínio do contágios. Juntando todo o território, a primeira onda da epidemia terá uma duração total que ronda as seis semanas e tem um fim anunciado ainda para Dezembro.

Os especialistas não conseguem garantir, no entanto, que este será o fim da epidemia em Portugal, "porque pode haver uma segunda onda", com data imprevisível. Mas o primeiro ataque do novo vírus H1N1 está a terminar, deixando duas certezas: a intensidade é semelhante à gripe sazonal, o perfil dos doentes é diferente.

 

"O número de casos é muito semelhante ao de uma gripe normal, com uma taxa de ataque entre os 7 e os 10%", refere Mário Carreira. O que, em números absolutos, representa entre 700 mil a um milhão de portugueses com gripe A, tendo-se registado 32 mortes até agora.

A diferença em relação ao vírus sazonal está na população afectada - a esmagadora maioria dos casos são crianças e jovens - e na forma como se propaga. "A gripe A é muito heterogénea. Afectou principalmente o litoral e o Norte. E só agora começam a surgir alguns casos no Alentejo, em Bragança ou no Algarve", refere o especialista. O facto de serem zonas pouco habitadas, com uma população envelhecida, tem poupado estas regiões ao contágio. Por contraponto, os centros urbanos, onde existem mais jovens, registam a maior prevalência de gripe pandémica. Como o vírus ataca de forma diferente, a afluência de doentes às urgências também tem sido muito desigual. "Em algumas unidades, está abaixo dos valores registados há um ano com a gripe sazonal", admite o responsável da DGS.

"Ou ficamos por aqui, ou teremos uma segunda onda", refere Mário Carreira. Mas o surgimento de uma nova vaga dependerá de vários factores, entre eles o número de pessoas vacinadas. Quanto mais pessoas imunizadas - por terem sido vacinas ou por terem tido gripe A -, menor a possibilidade de o vírus ressurgir. Até agora, são 115 mil os portugueses que receberam a vacina nos centros de saúde. A adesão tem subido nas últimas semanas, mas está ainda longe do desejado - a ministra diz que é de 51%.

Ontem, no Parlamento, Ana Jorge foi confrontada com o risco de sobrarem vacinas (que custaram 45 milhões ao país). E respondeu afirmando que está a ser estudada a hipótese de imunizar em massa todas as crianças e todos os jovens - incluindo os que não têm factores de risco. E se, mesmo assim, sobrarem? "Se, ainda assim, não forem usadas os 6 milhões de doses, poderemos fornecer a outros países, é uma hipótese a ser estudada", admitiu a ministra.

(Fonte Jornal "I")


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publicado por servicodesaude às 12:09
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Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009
Grpe A - DGS - Ponto da situação em Portugal (9 Dezembro)

Na semana de 30 de Novembro a 6 de Dezembro, foram observados nos serviços de saúde 20.506 doentes com sintomas de gripe, independentemente da confirmação laboratorial dos vírus em causa.

Neste período, verificou‐se uma descida do número de novos casos.
A distribuição da gripe estendeu‐se a quase todo o território do Continente, mantendo‐se, no entanto, heterogénea.
Na semana em referência, estiveram internados 127 doentes, dos quais 20 em Unidades de Cuidados Intensivos. No mesmo período, registaram‐se 9 óbitos, sendo o total acumulado até domingo, dia 6 de Dezembro, de 32 óbitos.
Nesta semana foram notificados 94 clusters em escolas. A actividade gripal continua predominantemente centrada em ambiente escolar, tal como nas semanas antecedentes.
 
O Ministério da Saúde apela ainda à vacinação dos grupos de risco. A este propósito, o Colégio da Especialidade de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos fez uma recomendação a todos os Ginecologistas/Obstetras, bem como a todas as grávidas, para a a adesão à vacinação, considerando que não existem, no momento, argumentos científicos que a contrariem ou suscitem preocupação.
Semanalmente, pode consultar o ponto de situação da evolução da infecção da Gripe A no site do Ministério da Saúde (http://www.portaldasaude.pt/) e no Microsite da Gripe, no site da Direcção‐Geral da Saúde (http://www.dgs.pt).
 

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Gripe A - 32 vitimas mortais segundo (DGS) - 9 Dezembro

 


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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
Gripe A - Vírus causa lesões nas vias respiratórias como as epidemias de 1918 e 1957, diz estudo

A gripe A, provocada pelo vírus H1N1, causa lesões no conjunto das vias respiratórias, da traqueia aos alvéolos pulmonares, do mesmo modo que as mortíferas pandemias gripais de 1918 e 1957, revela um estudo publicado nesta terça-feira nos Estados Unidos.

 

Pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde (National Institutes of Health) e autoridades sanitárias da cidade de Nova York analisaram amostras de tecidos de 34 pessoas mortas pela gripe A e descobriram "uma variedade de lesões, tanto nas vias respiratórias superiores como nas vias inferiores", assinala Jeffery Teubenberger, um dos autores do estudo publicado no site do Archives of Pathology and Laboratory Medicine.
Em todos os casos analisados a traqueia e os brônquios estavam inflamados e, em algumas vítimas, gravemente deteriorados.
 
Os pesquisadores observaram lesões nos brônquios em mais da metade dos casos (18), e em cerca de 75% das 34 vítimas analisadas (25) havia ferimentos até nos alvéolos pulmonares.
"Este tipo de patologia nos tecidos respiratórios é similar ao observado nas vítimas das pandemias de gripe de 1918 e 1957", declarou Taubenberger, especialista do Instituto Nacional americano de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID, sigla em inglês).
Em 9 a cada 10 casos as vítimas já tinham problemas de saúde - especialmente cardíacos e respiratórios -, deficiência do sistema imunológico ou estavam grávidas, algo também já observado nas pandemias de 1918 e 1957.
 
Mas o estudo publicado hoje revela uma nova característica, comum a 75% das vítimas fatais da gripe A: a obesidade. "A obesidade não foi associada às pandemias precedentes e a ligação entre a obesidade e a gripe não está clara", destaca Taubenberger. 

(Fonte: AFP - Agence France Press)

 


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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
Gripe A - Escolas repensam festas de Natal

 A gripe A está a levar as escolas a repensar as festas de Natal. Há casos em que a opção acabou por ser o cancelamento de eventos de dimensões maiores, como acontece com estabelecimentos de ensino que alugam espaços para realizar teatros, substituindo-os por pequenos convívios. Outras escolas mantêm, para já, o planeamento, mas admitem o cancelamento caso a pandemia tome proporções maiores. E ainda há quem faça algumas adaptações devido à falta de estudantes.  
"É uma medida negativa. É uma interpretação fundamentalista dos planos de contingência", salientou ao DN o presidente da CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais).
Albino Almeida discorda por completo da decisão das escolas que cancelaram as festas de Natal. O líder da confederação de pais garante que "não há orientação no sentido de não se realizarem estas iniciativas", acrescentando que "as direcções regionais não deram qualquer instrução para o cancelamento".
"Se há escolas que possam ter dúvidas, por terem casos de gripe A, têm de alertar as autoridades de saúde e são estas que decidem caso a caso o que se deve fazer. Ao serem as escolas a tomar as decisões é uma ultrapassagem nas suas competências. O pior ciclo da gripe já passou, mas as escolas resolveram assumir que a pandemia vai durar até ao final do ano lectivo", criticou Albino Almeida.

(Fonte: Diário de Notícias - DN Portugal)


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Gripe A - Hospital de São João está a dar Tamiflu aos bebés. Ministra da Saúde explica porquê

A Unidade de Neonatologia do Hospital de São João, no Porto, está a administrar Tamiflu a todos os bebés internados como medida profiláctica, afirmou hoje à Lusa o director clínico daquele estabelecimento.

"No dia 24 de Novembro foi detectado um primeiro caso de gripe A num bebé" que se encontrava naquela unidade e "enquanto não eram conhecidos os testes dos rastreio aos restantes internados" decidiu-se administrar Tamiflu a todos "como medida profiláctica", explicou o clínico António Oliveira e Silva.
Depois do primeiro bebé infectado, "descobriu-se que mais sete a oito também estavam" também e aplicou-se uma "medida de isolamento de contacto".
(Fonte: Lusa)
 

Dar tamiflu a todas as crianças internadas num serviço, para prevenir a transmissão da gripe A, é o "habitual" com qualquer doença infecciosa. Diz a ministra da Saúde que é precisamente o compete aos serviços fazer.

A reacção de Ana Jorge surgiu na sequência da notícia segundo a qual a Unidade de Neonatologia do Hospital de S. João decidiu administrar o antiviral usado contra a gripe A a todos os recém-nascidos internados, como medida de prevenção.
A decisão foi tomada depois de, no dia 24 de Novembro, ter sido confirmado um caso de infecção com H1N1 num bebé. "Enquanto não eram conhecidos os testes dos rastreios aos restantes internados", optou-se por usar tamiflu em todos "como medida profiláctica", explicou anteontem o director clínico do hospital, António Oliveira e Silva. Os testes confirmariam, depois, "mais sete a oito" bebés infectados, aos quais foi aplicada uma "medida de isolamento de contacto".
"Só estranho a forma a divulgação (da notícia)", respondeu ontem a ministra da Saúde, quando questionada sobra a medida. "Sempre que acontece uma doença infecciosa num hospital, seja por gripe ou outra situação qualquer, e que haja indicação para fazer terapêutica profiláctica, fez-se, para todas as situações. Não me parece que a gripe A seja diferente das outras", disse ontem Ana Jorge, à margem da cerimónia dos 55 anos do Hospital Santa Marta, em Lisboa. "Acho que é prática habitual daquilo que compete aos serviços fazer".
Quando ao uso do Tamiflu, o director clínico do S. João esclareceu que "não há idade mínima" para a sua administração e que a medida "foi ponderada por neonatologistas". Os bebés internados e sujeitos ao tratamento "já tiveram quase todos altos", à excepção do primeiro, que desenvolveu uma infecção generalizada não decorrente da gripe A. O vírus terá sido contraído "provavelmente por convívio familiar", adiantou António Oliveira e Silva. Aliás, todos os bebés ali internados são "de alto risco", por razões que não se prendem com o H1N1.
(Fonte: Jornal de Notícias)

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publicado por servicodesaude às 11:34
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Gripe A - Mais 7 mortos em Portugal: DGS contabiliza 30 no total

De acordo com a  a tabela de óbitos do site da Direcção Geral da Saúde (DGS) já faleceram em Portugal 30 pessoas vítimas da gripe A.

Dos sete novos óbitos que ainda não foram notificados ao Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças e à Organização Mundial de Saúde. Destes, apenas um caso não apresentava factores de risco, tratando-se de uma mulher de 55 anos, que morreu a 3 de Dezembro na região de Lisboa e Vale do Tejo.
As últimas ocorrências remetem para quatro homens, com 31, 44, 52 e 54 anos, e duas mulheres com 41 e 50 anos, respectivamente. As datas das suas mortes são entre 1 e 6 de Dezembro.
 

Ordem da notificação para ECDC e OMS
Data da notificação para ECDC e OMS
     Sexo
    Idade
Data do óbito
Factor de risco
Região onde ocorreu o óbito
          25
**
        M
       54
   04-Dez
      Sim
ARS Norte
          26
**
        M
       31
   04-Dez
      Sim
Região Autónoma da Madeira
          27
**
        M
       52
   05-Dez
      Sim
ARS Centro
          28
**
        M
       34
   06-Dez
      Sim
ARS Norte
          29
**
        F
       41
   01-Dez
      Sim
ARS Lisboa e Vale do Tejo
          30
**
        F
       50
   03-Dez
      Sim
ARS Lisboa e Vale do Tejo

 

(Fonte: Direcção-geral da Saúde)


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Sábado, 5 de Dezembro de 2009
Gripe A - Febre após vacina é normal: passa em dois dias

A febre registada em algumas crianças depois da segunda dose da vacina Pandemrix, dada em Portugal, é considerada "normal". Graça Freitas, subdirectora-geral da Saúde, referiu ao DN que se registaram alguns episódios de febre logo após a primeira dose e que estes foram considerados pelo Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento) uma reacção normal. O primeiro alerta quanto a esta reacção à vacina partiu da Agência Europeia de Medicamentos (EMEA), na sexta-feira.

 

A responsável da Direcção-geral da Saúde garante, no entanto, que "a febre passa com um antibiótico ao fim de dois dias". Neste momento, estão já ser dadas as segundas doses às crianças que têm doenças associadas e que foram vacinadas logo no início. Uma imunização que está a acontecer sem problemas, com a participação das crianças que levaram a primeira dose.

As crianças até aos 10 anos recebem duas doses da vacina, mas a EMEA considera que para a restante população basta uma. As doses são dadas com quatro semanas de intervalo.

(Fonte: Diário de Notícias - DN Portugal)


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Gripe A - Centros de saúde com horários alargados

As administrações regionais de saúde dizem que estão preparadas para um aumento da procura dos doentes sobretudo no Natal e Ano Novo. Uma das medidas que já estão previstas é o alargamento dos horários dos centros de saúde, as unidades mais adequadas para dar resposta a problemas como a gripe.

A ARS de Lisboa e Vale do Tejo refere que os agrupamentos de centros de saúde (ACES) foram instruídos "para, consoante a procura dos serviços por parte dos utentes, alargarem os horários de funcionamento dos centros de saúde e abrirem locais de atendimento de reforço aos serviços que funcionam habitualmente". A medida já foi toma- da no ano passado, quando disparam os casos de gripe sazonal. Os horários foram alargados; os serviços abertos aos fins-de-semana e feriados e as equipas nos serviços de consulta não-programada foram reforçados.
Mário Simões, assessor da ARS do Alentejo, refere ao DN que foi pedido aos profissionais que "evitassem tirar férias nesta altura". No entanto, caso surja um aumento do afluxo, admite "medidas como o alargamento dos horários, que será analisado caso a caso pelos responsáveis" das unidades.
No Norte, a programação está a passar pela gestão de recursos humanos, ou seja, "pelo planeamento de escalas das equipas", refere a ARS. Rui Lourenço, presidente da ARS Algarve, refere que, apesar de ser habitual contratarem médicos a empresas, este recurso tem vindo a perder peso, sobretudo "depois de termos contratado 18 médicos cubanos". Teme sobretudo o início do ano, altura em que "a procura chega a subir 10%". Por isso, houve um maior cuidado "na gestão das escalas de férias".

Fonte da ARS de Lisboa, tal como vários especialistas contactados, aconselha o contacto com a Linha de Saúde 24, para que os doentes tenham informação sobre que serviços estão a funcionar. E lembra que os hospitais têm autonomia para tomar as medidas necessárias.

(Fonte: Diário de Notícias - DN Portugal)


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publicado por servicodesaude às 14:56
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Gripe A - Hospitais admitem chamar médicos em férias

Unidades não têm planos para enfrentar um eventual pico de doentes no Natal e fim do ano provocados pela gripe A ou sazonal. Mas dizem que a solução pode passar por requisitar clínicos que estão em férias ou que se preparam para partir. Sindicato diz que é ilegal

 

Os hospitais não têm um plano definido para enfrentar o aumento da afluência às urgências em Dezembro e Janeiro, devido à gripe A ou gripe sazonal. As unidades estão a reagir à procura dia a dia, mas em caso de um pico na procura dos serviços admitem chamar os profissionais que estão de férias, o que só pode ser feito legalmente se existir uma directiva pelo Ministério da Saúde, afirmam os sindicatos. A tutela garante que não o vai fazer e que as unidades foram alertadas a tempo para o problema, pelo que a gestão de profissionais até ao fim do ano é da sua responsabilidade.
 
Vários hospitais admitiram ao DN que estão a agir com base na evolução diária da procura e apenas têm uma ideia das medidas que poderão tomar caso haja um pico de doentes no Natal e fim do ano. Pedro Lopes, presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, diz que "os hospitais não têm uma programação rigorosa das medidas, caso haja um afluxo maior: é necessário que a façam para que tenham capacidade para responder na altura".
 
Uma das soluções mais referidas pelos hospitais é a possibilidade de modificarem os períodos de férias, solução referida pela ministra da Saúde, Ana Jorge, em Setembro. No entanto, até agora, os hospitais não receberam qualquer circular a recomendar a alteração dos mapas. Mário Jorge, dirigente da Federação Nacional dos Médicos (Fnam) diz que "ainda não viu nenhuma directiva ou despacho, que teria de ser publicado em Diário da República". Isto significa que se os hospitais decidirem tomar estas medidas vão cometer uma ilegalidade, alega. O gabinete da ministra garante que não vai ser emitido qualquer documento nesse sentido, mas reafirma que a tutela já deu indicações aos hospitais para se precaverem.
 
As unidades contactadas pelo DN confirmam o cenário. Correia da Cunha, director clínico do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, diz que "se existir um aumento provocado pela gripe, por exemplo, teremos de intervir sobre as saídas de médicos e enfermeiros". Uma situação também admitida por Fernando Regateiro, administrador dos Hospitais Universitários de Coimbra (HUC).
 
"Vamos respeitar as férias. Só chamaremos os profissionais que não estão a trabalhar e impediremos a saída dos que estão a trabalhar se for mesmo necessário".
No Hospital de Évora, o director clínico Manuel Carvalho recorda que a lei não permite cancelar férias. Por isso, "teremos orientações baseadas no bom senso. Só não autorizamos férias nesta fase aos profissionais que apenas o solicitaram depois do Verão".
 
Os HUC não vão recorrer sequer aos médicos "tarefeiros". E o mesmo se passa nos hospitais de S. João ou em Santa Maria: "A contratação de médicos de empresas será uma excepção, até porque a unidade prefere apostar "no pagamento de horas extraordinárias aos médicos e enfermeiros que lá estiverem".
 
Nesta altura, as urgências do Pulido Valente, Serviço de Urgência Básica de Loures e Santa Maria já contabilizam entre 950 e 1145 atendimentos diários, o que já está a pressionar os profissionais e a gerar maiores tempos de espera.
 
No Hospital de Santo António, já houve dias com espera de cinco a seis horas e, ao que apurou o DN, a contratação de recursos humanos de empresas está a ser difícil, o que leva as equipas a temer um aumento dos tempos de espera se a procura disparar. Se as urgências já têm vivido dias com 470 atendimentos, em Dezembro e Janeiro há "sempre uma subida de 20% a 25%", refere fonte da unidade. A solução passará por cancelar cirurgias e consultas programadas, a mesma referida pelas administrações das unidades de Évora e do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.

(Fonte: Diário de Notícias - DN Portugal)


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Gripe A - Vírus H1N1 com pequenas mutações em Portugal

O vírus da gripe A (H1N1) tem registado várias mutações. As duas mais importantes são a resistência ao Tamiflu e outra que agrava os sintomas da gripe e que se registou inicialmente na Noruega. Em Portugal, ainda não foi identificada nenhuma destas mutações mais graves, explica o virologista Jaime Nina, do Instituto Ricardo Jorge. Mas mais tarde ou mais cedo vão se registar mutações importantes no nosso País, alerta o especialista.

 

"Até agora este vírus não tem tido uma grande mutação, porque a maioria da população nunca tinha convivido com ele e por isso ele vai se propagando sem mutações", explica Jaime Nina. Daí que até agora as alterações identificadas no vírus, entre nós, sejam pouco significativas.
 
As autoridades garantem estar atentas a qualquer mudança genética do H1N1. Até agora, o Instituto Ricardo Jorge, em Lisboa, realizou mais de 13 mil análises para identificar o vírus da gripe A. Destas é escolhida aleatoriamente uma pequena percentagem para realizar testes à mutação do vírus. Neste momento, foram feitas mais de 150 análises para detectar alterações no genoma do H1N1.
 
Além destes casos são também analisadas as situações em que a doença se agrava muito rapidamente ou quando acaba por provocar a morte. O vírus presente nas 24 vítimas mortais registadas em Portugal foi analisado para detectar possíveis mutações, sublinha Jaime Nina. O primeiro teste, indica o virologista, é sempre à resistência ao Tamiflu que foi identificada pela primeira vez no Reino Unido, no final de Novembro.
 
Não é certo que a mutação identificada na Noruega venha a afectar Portugal, uma vez que os focos registados são sempre muito reduzidos, conforme explica a subdirectora-geral da Saúde Graça Freitas. E segundo Jaime Nina a mutação em causa não obedece a nenhuma condição especial para se desenvolver. Mas, em Espanha já foram registados dois casos desta mutação grave. Um dos doentes acabou por morrer, tal como já acontecera na Noruega.
 
As mudanças dos vírus acontecem quando estes começam a encontrar resistência à sua propagação. Por isso, o vírus da gripe sazonal tem mais mutações que o da gripe A, adianta o especialista do Instituto Ricardo Jorge.
Como a maioria da população nunca esteve em contacto com o vírus da gripe A este não encontra muita resistência e não precisa de mudar para se propagar. Ainda assim, é inevitável que se vá alterando. "Nenhum filho é igual ao pai, da mesma forma, cada vez que o vírus se multiplica não é igual. Podem ser pequenas diferenças, mas são diferenças", explica Jaime Nina.
 

São estas pequenas alterações que se têm registado no nosso País, diz o especialista. Por enquanto, estas não têm exigido alterações ao tratamento que é aplicado a todos os doentes que apresentam sintomas.

(Fonte: Diário de Notícias - DN Portugal)


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Gripe A - Perto de 9 mil vitimas no mundo mas em declínio na América do Norte

A gripe A (H1N1) está em declínio na América do Norte, a região do mundo mais atingida pela doença, segundo anunciou a Organização Mundial de Saúde (OMS).
“A actividade da doença atingiu o seu pico e está em declínio na América do Norte” (México, Estados Unidos da América e Canadá), comunicou a OMS.
Naquela zona do globo foram registados, até ao presente, 5.878 casos fatais desde que o vírus H1N1 surgiu, entre os meses de Março e Abril deste ano, de acordo com o último balanço da OMS ontem divulgado.
O vírus H1N1 matou, “pelo menos 8.768 pessoas” (mais 942 mortos numa semana), de acordo com a OMS.
(Fonte: Jornal da Madeira e LUSA)


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Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009
Gripe A - Primeiro morto pela mutação da gripe H1N1 em Espanha

Um paciente portador de uma mutação do vírus da gripe H1N1 morreu no país vizinho informou nesta sexta-feira o ministério da Saúde, acrescentando que se tratou de um caso isolado e que não houve transmissão para outra pessoa.

Na véspera, um homem afectado por uma mutação do vírus morreu na Holanda e, segundo o Instituto Holandês para a Saúde e Meio Ambiente Ambiente (RIVM), o vírus desenvolveu uma resistência quando o paciente recebia tratamento com Tamiflu.
Até agora, França e Noruega eram os únicos dois países que registraram casos fatais de pacientes infectados pelo vírus A/H1N1

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Gripe A - Ministra da Saúde diz que atestados não têm de ser emitidos pelo médico de família

Ana Jorge rejeitou esta sexta-feira que os doentes crónicos estejam obrigados a uma credencial dos médicos de família para serem vacinados contra a gripe A (H1N1), salientando que essa declaração pode ser assinada por outros clínicos, refere a Lusa.

"Todos os doentes crónicos que têm indicação para vacinação têm que se dirigir ao centro de saúde com um documento do seu medico assistente, seja ele de onde for: privado, de um hospital [publico], centro de saúde ou de um subsistema".

 

O grupo parlamentar do BE sustentou que alguns centros de saúde "estão a exigir, como condição para a vacinação, a existência de uma consulta prévia com o médico de família, não obstante os doentes serem portadores de uma credencial emitida por um especialista hospitalar a comprovar a sua patologia".
Nesse documento, "em compromisso profissional de honra", o médico declara que aquele doente "tem uma patologia que se insere nos grupos de risco" e não é obrigado a dizer qual "a condição clínica porque está sujeita a sigilo profissional".

"Existem milhares de doentes que não têm sequer médico de família. Esta exigência implicaria, à partida, sujeitarem-se à marcação de uma consulta de recurso e ao compasso de espera que lhe é inerente", critica o BE

(Fonte: IOL Diário e Lusa)


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Gripe A - Médicos pedem simplificação de atestado para doentes
A primeira onda pandémica já parece ter atingido o pico e começado a descer mas os ministérios da Saúde e do Trabalho ainda não fizeram sair do papel o prometido regime simplificado de baixas médicas para doentes com gripe A e seus familiares.
 
Ontem, a direcção da Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral (APMCG) pediu ao Ministério da Saúde e à Direcção-Geral da Saúde a adopção de "medidas excepcionais", como mecanismos que permitam aos doentes ficar em casa sem necessitarem de ir aos centros de saúde para obter a baixa médica.

"Sentimos uma pressão muito grande. Para além da sobrecarga assistencial [um maior número de doentes para ver], temos que resolver estes problemas administrativos e burocráticos", lamenta João Sequeira Carlos, presidente da APMCG, para quem o problema da simplificação das baixas médicas deve ser solucionado "de uma vez por todas" e antes que o número de casos volte a aumentar.

Os certificados de incapacidade temporária (baixas por doença) só podem ser passados pelo médicos de família, nos centros de saúde, de acordo com o regime actual. Mas tecnicamente não seria difícil proceder à sua emissão automática, sugere o presidente da APMCG, que destaca o "contra-senso" de pedir às pessoas para não irem aos serviços de saúde se os sintomas de gripe forem leves e simultaneamente obrigá-las a ir aos centros de saúde só para obter as baixas.

No final de Julho, a ministra da Saúde anunciou que o sistema de declaração de baixas médicas para as pessoas afectadas pela gripe A iria ser simplificado. Mas a regulamentação desta medida através de um despacho elaborado em conjunto com o Ministério do Trabalho está a revelar-se muito demorada.

O despacho está "para sair", garantem apenas as assessorias de imprensa de ambos os ministérios. “Se a próxima onda [da epidemia de gripe] for pior, a situação vai ser incomportável", avisa João Sequeira Carlos.

Os médicos dos centros de saúde têm agora de passar ainda declarações às crianças que não necessitam de ficar em casa os sete dias de quarentena e podem voltar mais cedo à escola. Declarações que poderiam facilmente ser "substituídas pelo compromisso de honra dos encarregados de educação junto das escolas", propõe a APMCG.

Os dados mais recentes do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social dão já conta daquele que poderá ser um sinal do impacto que a gripe A está a ter sobretudo ao nível das baixas para assistência à família; as de curta duração (sete dias ou menos) mais do que duplicaram entre Janeiro e Outubro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2008 (passaram de 9538 para 21.397).

(Fonte: Público)


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Gripe A - OMS diz que evolução da pandemia continua imprevisível

 

 

 

A evolução da pandemia de gripe A continua imprevisível, já que tem a capacidade de se transformar numa infecção leve ou, pelo contrário, ser mais perigosa, afirmou nesta quinta-feira o director adjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS), Keiji Fukuda.

 

Diante dos casos - ainda isolados - de mutação do vírus A (H1N1), Fukuda disse que, por enquanto, é impossível prever o que pode acontecer. Em caso de mutação, "o vírus pode ser menos virulento, mas também há exemplos de vírus que começaram leves e depois se tornaram mais patógenos. Temos os dois tipos de exemplos".

 
A OMS não tem planos para suspender ou diminuir o nível máximo de alerta sanitário que está em vigor desde Junho. Fukuda disse que a transmissão do vírus é alta no hemisfério nNorte, mas a situação muda de acordo com o país, enquanto, no hemisfério Sul, o número de casos continua em baixa.
Sobre a campanha de vacinação, disse que foram distribuídos 150 milhões de doses em cerca de 40 países, sem reações adversas inesperadas entre as pessoas imunizadas.
 
As crianças aparecem como um grupo especialmente vulnerável, principalmente quando estão reunidas em ambientes como escolas ou creches, com taxas que podem alcançar 30%, usando como referência a gripe sazonal, disse.
(Fonte Agência EFE)
 
Organização Mundial de Saúde
Mapa interactivo da evolução geográfica da gripe A (vírus H1N1), desde que foi declarado o estado de "pandemia" até ao momento actual:
http://gamapserver.who.int/h1n1/geographic-spread/h1n1_geographic-spread.html
 
Revista "National Geographic"
Video sobre o surgimento dos primeiros casos a nível mundial, noticiados pela televisão americana, em Abril de 2009: http://news.nationalgeographic.com/news/2009/04/090427-swine-flu-facts.html

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publicado por servicodesaude às 12:59
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
Gripe A - INSA e DGS - Propagação do vírus regista um momento de abrandamento em Portugal

Fonte: http://www.euroflu.org/html/maps.html

 

O vírus da gripe está mais fraco. Nas últimas semanas tem-se verificado uma desaceleração do contágio. E apesar do número de casos continuar a subir, está agora a crescer a um ritmo mais lento do que nos últimos meses. 

O único indicador que continua a crescer são as mortes devido à gripe A (H1N1).

Esta tendência de abrandamento da propagação foi identificada pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e pelo Ministério da Saúde. Mas por enquanto é "apenas uma tendência", refere a subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas. Os números mostram que esta semana houve mais 48 casos de gripe que na semana passada. Enquanto que entre o final de Outubro e início de Novembro havia registos de sete mil novos casos por semana.

Mesmo que os números mostrem uma desaceleração, só depois de mais algumas semanas é que se poderá dizer com toda a certeza que o primeiro pico chegou ao fim, refere também o virologista do INSA Jaime Nina. Mais difícil é prever quando terá início uma segunda onda de gripe, assegura Graça Freitas.
No entanto, a responsável da direcção-geral da Saúde alerta que "uma semana apenas representa um indício" e que "ainda é cedo para dizer se é o final do primeiro pico". Até porque "ainda estamos a aprender como se comporta o novo vírus da gripe".
Antes de o Ministério da Saúde referir que os novos casos estão a baixar, também o relatório de vigilância epidemiológica do INSA da semana entre 16 e 22 de Novembro apontava para um decréscimo da actividade gripal. Porém, Jaime Nina acredita que o primeiro pico só deve terminar depois de Janeiro. "Seria inédito o primeiro pico acabar tão cedo e antes do Inverno começar", diz.
O especialista lembra ainda que a gripe depende muito das condições meteorológicas. "Se calhar com esta chuva vão voltar a aumentar os casos e depois se houver sol voltam a diminuir e isso não significa o final de um pico", explica.
(Fonte: Diário de Notícias)
 

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publicado por servicodesaude às 12:15
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Gripe A - DGS - Guia de procedimentos a adoptar nas escolas em situações de grande dificuldade

Ministério da Educação e Ministério da Saúde (comunicado no site da DGS - 3 de Dezembro)
"A Gripe A (H1N1) atinge predominantemente crianças, adolescentes e adultos jovens, apresentando uma evolução benigna na grande maioria das situações.
Acolhendo crianças e adolescentes, as escolas tenderão a defrontar-se nos próximos meses com novas exigências, decorrentes de situações frequentes desta doença entre os seus alunos e também entre os seus profissionais", pode ler-se em comunicado na Direcção-geral da Saúde. 
"Apesar de as escolas estarem preparadas para pôr em prática as medidas previstas nos respectivos Planos de Contingência, com o objectivo de antecipar e atenuar o impacto da epidemia, o eventual aparecimento inesperado de casos, ou de situações de doença com complicações graves, entre alunos ou profissionais, poderá gerar situações delicadas, com contornos mais difíceis de controlar.
Estas situações, para além do impacto na comunidade educativa, tendem a despertar interesse mediático. A escola deverá estar preparada para prestar a necessária informação aos alunos, docentes, pais e profissionais de comunicação".

 
 
Estratégias de Informação
A fim de lidar com uma eventual situação de maior dificuldade, no decurso da pandemia, a escola deve preparar‐se para informar devidamente os pais e a restante comunidade educativa, em estreita articulação e com o apoio da autoridade de saúde local, nomeadamente, quanto às medidas de saúde pública a adoptar.
Informar bem e esclarecer os alunos, os pais, os profissionais da escola e os órgãos de comunicação social, é a melhor forma de garantir a serenidade e a tomada de decisões adequadas a cada circunstância.
 
Objectivos da informação:
Tranquilizar e esclarecer a população escolar e as famílias
Facultar esclarecimentos atempados aos órgãos de comunicação social para que a transmissão de mensagens para a opinião pública seja clara e rigorosa.
 
Destinatários que deverão receber informação adequada:
Professores
Pessoal não docente
Alunos
Pais
Órgãos de comunicação social.
 
Responsáveis pela disponibilização da informação:
Director ou coordenador da escola
Pessoal docente e não docente (em particular os designados no Plano de Continência)
Direcção Regional de Educação
Autoridade de Saúde Local
Psicólogos
Grupo Coordenador de Segurança nas Escolas.
 
Procedimento a adoptar em situação de doença com complicações:
 
A‐ Medidas a tomar com antecedência
Realizar uma reunião interna da escola para distribuir funções e definir espaços físicos, para melhor controlar eventuais situações de pânico que venham a ser geradas
 
1. Definir quem coordena a acção (o Plano de Contingência de cada escola já contempla um elemento responsável pela comunicação interna e externa).
 
2. Seleccionar quais os professores melhor preparados para atender pessoas com alto nível de ansiedade e prestar informações a alunos e a elementos dos órgãos de comunicação social.
 
3. Seleccionar previamente quais os espaços mais adequados para, se necessário, poder receber famílias e elementos da comunicação social que se dirijam à escola para obter informações, tendo em conta que é muito importante reservar um espaço para as famílias e outro para a comunicação social.
 
B ‐ Medidas imediatas em caso de situação difícil:
 
1. Informar telefonicamente as Delegações Regionais de Educação e Saúde (através das duas linhas telefónicas disponibilizadas às escolas para sustentarem as suas decisões junto de responsáveis da Saúde e da Educação).
 
2. Solicitar rapidamente a presença na escola dos seguintes elementos
Director da escola ou do Agrupamento (no caso das escolas agrupadas)
Coordenador da Equipa de Apoio às Escolas
Delegado de Saúde ou um técnico de Saúde por ele indicado
Elemento do Grupo Coordenador da Escola Segura
Psicólogo.
 
3. Definir as mensagens a transmitir, salientando sempre como princípio que a escola é um local seguro.
 
4. Acolher amavelmente as famílias e a comunicação social, encaminhando‐as para as salas previamente escolhidas, onde o delegado de saúde, o seu representante ou, na ausência de ambos, o director da escola ou os professores previamente seleccionados, devem prestar todas as informações de que disponham, de forma clara e sucinta, e responder a todas as perguntas de modo a criar um clima de serenidade.
Para as Famílias ‐ O local de reunião deverá ser decidido em função do número de pessoas presentes e tendo em conta as características e a dinâmica de grupo. Poderá ser conveniente, por exemplo, realizar reuniões por anos, ou por turmas, de forma a facilitar o esclarecimento das situações. Poderá ser útil ter previsto outra sala mais reservada, para onde possam ser encaminhados pais que revelem maior ansiedade.
Para a comunicação social ‐ Os profissionais deverão receber a informação na sala previamente escolhida, reforçando que não é permitido filmar os alunos, nem realizar outras filmagens no interior da escola.
 
5. Distribuir, sempre que se considerar útil, informação escrita aos encarregados de educação, com a explicação da situação e respectiva actuação por parte das equipas da Saúde e da Educação, deixando bem claro o que se vai fazer.
 
6. Se se considerar útil, distribuir a mesma informação escrita aos órgãos de comunicação social, referindo que aquele material foi já entregue às famílias.
 
 
7. Os Alunos devem ser bem esclarecidos sobre o que se passa. Sempre que possível na sala de aula, facilitando que exprimam as suas inquietações e para permitir gerar um clima de serenidade.
 
8. Os psicólogos, eventualmente chamados a intervir, poderão prestar apoio às crianças, adolescentes ou adultos que necessitem de apoio especializado.
 
(Fonte: Direcção-geral da saúde)

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Gripe A: Infarmed informa 28 reacções adversas à vacina na última semana: 10 "graves"

Portugal registou, na semana entre 23 e 29 de Novembro, 28 suspeitas de reacções adversas à vacina contra a gripe A (H1N1), das quais dez foram classificadas como graves, revelou esta quinta-feira a autoridade que regula o medicamento, citada pela Lusa.

Os dados são revelados num boletim informativo que o Infarmed-Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde vai passar a divulgar semanalmente (às terças-feiras) sobre reacções adversas à vacina contra o vírus H1N1, avançou o porta-voz do organismo, Carlos Pires.
 
Desde o início da campanha de vacinação, iniciada a 26 de Outubro, já foram reportadas ao Sistema Nacional de Farmacovigilância 63 suspeitas de reacções adversas.
«Este facto não significa necessariamente que essas reacções tenham sido causadas pela vacina. Na verdade, poderá tratar-se de uma mera coincidência temporal», ressalva o Infarmed no documento.
Das 28 notificações registadas entre 23 e 29 de Novembro, 10 foram consideradas «graves» e 18 «não graves». «As suspeitas de reacções adversas notificadas são, no geral, sintomas ligeiros e auto-limitados, evoluindo para cura, refere o Infarmed, sublinhando que «não foram identificados riscos que alterem o perfil de segurança da vacina, pelo que a relação benefício-risco se mantém positiva».
O grupo etário dos 31 aos 40 anos foi o que registou maior número de notificações (17), seguindo-se os grupos dos 41 aos 50 anos (13), dos 21 aos 30 (12), dos 51 aos 60 anos (12). Os grupos etários dos 11 aos 20 anos e dos 0 aos dez anos registaram, cada um, quatro casos suspeitos de reacções adversas.
Os sintomas mais frequentemente referidos são mialgias (dores musculares), febre e sintomas febris, dores de cabeça, reacções no local de administração da vacina (dor, inchaço, edema); náuseas e vómitos.
Em relação aos casos considerados graves, o Infarmed refere a ocorrência de três casos notificados de morte fetal que levaram à hospitalização das mulheres grávidas, sublinhando que a «relação entre a administração da vacina» e a morte fetal «é considerada altamente improvável».
No boletim informativo, o Infarmed reitera que a notificação de suspeitas de reacções adversas à vacina deve ser feita do Sistema Nacional de Farmacovigilância.
Até 26 de Outubro, tinham sido vacinadas em Portugal 96 mil pessoas, o que representa 67 por cento das vacinas distribuídas até 24 de Novembro.
 
O INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. informa que passará a divulgar semanalmente, às terças-feiras, um boletim informativo sobre reacções adversas à vacina contra a gripe pandémica (H1N1).

Este boletim inclui informação actualizada sobre as suspeitas de reacções adversas que foram observadas e reportadas ao Sistema Nacional de Farmacovigilância após a administração da vacina. Este facto não significa necessariamente que essas reacções tenham sido causadas pela vacina. Na verdade poderá tratar-se de uma mera coincidência temporal.

Este boletim poderá ser consultado no sítio do Infarmed.
 
Mais se informa que a Agência Europeia do Medicamento (EMEA) iniciou hoje a divulgação de informação sobre a evolução da pandemia da gripe, bem como a estimativa do número de doses distribuídas e administradas na União Europeia e um sumário das reacções adversas associadas às vacinas e antivíricos autorizados a nível centralizado.

Este relatório poderá ser consultado no sítio da EMEA
 

 

(Fonte: 1º Boletim Informativo do Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde: http://www.infarmed.pt/portal/page/portal/INFARMED/GRIPE_A1/NOVIDADES/Boletim_N1_2009_11_30.pdf

 


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Gripe A - Vacinas estão a ir para o lixo. Número de vitimas sobe para 24

Há centros de saúde que estão a deitar para o lixo doses de vacina contra a gripe A, a Pandemrix. O desperdício é criticado pela má gestão e atitude dos pacientes que faltam à vacinação, numa altura em que a infecção já atingiu mais de 121 mil pessoas em Portugal e que ontem fez mais uma vítima mortal; uma mulher de 55 anos, residente na zona de Lisboa que e não apresentava factores de risco. O número total de vítimas da doença em Portugal é agora de 24.

 
O desperdício de vacinas é do conhecimento do presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Correia Azevedo. "Acontece um pouco por todos os centros de saúde". E também a ministra da Saúde reconheceu esta quinta-feira que há pessoas que faltam à chamada para serem vacinadas contra o vírus H1N1 devido a receios infundados. "Aquilo que acontece é que, muitas vezes, as pessoas estão convocadas e não aparecem. E não aparecem muitas vezes, como sabem, pelos receios e por aquilo que se tem falado contra a vacina", adiantou Ana Jorge.
A ministra explicou que cada ampola da vacina "dá para dez pessoas". Assim, "quando se abre uma ampola, (deve) ser gasta em tempo útil", no prazo de 24 a 48 horas, de forma a "poder ser usada no seu total, para não haver o mínimo desperdício". E sublinhou que tem "havido um esforço muito grande para que não haja desperdícios". Os profissionais de saúde tentam contactar as pessoas que estão inscritas e "telefonam para casa a tentar que as pessoas apareçam para suprir ou para gastar o resto das vacinas".
E quando as pessoas dos grupos prioritários não comparecem à chamada, "alguns dos profissionais dos centros de saúde têm sido vacinados (...), mesmo que não sejam os chamados casos prioritários".
A Direcção Geral de Saúde esclareceu entretanto que foi reavaliado pelos médicos o caso do jovem de 22 anos falecido no passado domingo e que afinal pertencia a um dos grupos de risco que tornam mais grave a infecção pelo novo vírus.

(Fonte: Correio da Manhã e Diário IOL)


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publicado por servicodesaude às 10:59
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
Gripe A - DGS - Ponto de situação em Portugal (2 Dezembro

 Na semana de 23 a 29 de Novembro, foram observados nos serviços de saúde 27.169 doentes com sintomas de gripe, independentemente da confirmação laboratorial dos vírus em causa.

Neste período, verificou‐se uma desaceleração no que se refere ao número de novos casos.
Na semana em referência, estiveram internados 149 doentes, dos quais 22 em Unidades de Cuidados Intensivos. No mesmo período registaram‐se 6 óbitos, sendo o total acumulado até domingo, dia 29 de Novembro de 23 *óbitos, (este total contabiliza um óbito ocorrido na semana 47ª mas reportado na 48ª).
No que se refere aos clusters (focos) em escolas registou‐se um decréscimo acentuado, para metade, passando de 205 para um total nacional de 110.
A actividade gripal continua predominantemente centrada em ambiente escolar, tal como nas semanas antecedentes.
 
A Gripe A é uma doença benigna que se trata, na maioria dos casos, com antipiréticos e com a permanência em casa. É importante que cada um faça a vigilância da evolução da febre e de outros sinais e sintomas, nomeadamente da dificuldade respiratória. Em caso preocupação ou alteração dos sintomas ligue para o seu Centro de Saúde, para o seu médico assistente ou para a Linha de Saúde 24 (808 24 24 24) e siga as indicações que lhes são dadas.
O Ministério da Saúde apela à tranquilidade dos cidadãos e reitera a importância de atitudes responsáveis, conscientes e cívicas na procura dos serviços de saúde. Só assim é possível evitar deslocações desnecessárias. Colabore com os serviços de saúde para estes poderem responder atempadamente a quem verdadeiramente precisa de cuidados médicos.
O Ministério da Saúde apela ainda à vacinação dos grupos de risco.
Semanalmente pode consultar o ponto de situação da evolução da infecção da Gripe A no site do Ministério da Saúde (http://www.portaldasaude.pt/) e no Microsite da Gripe, no site da Direcção‐Geral da Saúde (http://www.dgs.pt).
(Fonte: Direcção-geral de Saúde - Gabinete da ministra da Saúde)
 

 


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publicado por servicodesaude às 20:15
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Gripe A - Tabela de Óbitos em Portugal (DGS) - 2 Dezembro


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publicado por servicodesaude às 18:51
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Gripe A - Sobe para 23 o número de vítimas mortais

Subiu para 23 o número de mortes por Gripe A em Portugal. Os dados divulgados esta quarta-feira pela Direcção-geral da Saúde indicam mais uma vítima mortal do vírus H1N1.

Era um rapaz de 22 anos, que faleceu no passado domingo na zona centro. Não tinha quaisquer factores de risco associados.
Na última semana de Novembro morreram sete pessoas. As vinte e três vítimas mortais são, na maioria, do sexo masculino.

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publicado por servicodesaude às 15:33
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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
Andropausa - Introdução (por Maria Elisa Domingues)

 

O tema de hoje é a Andropausa, que não é uma doença, mas uma fase da vida dos homens a que está associada, com alguma frequência, uma diminuição da função sexual que pode traduzir-se até por uma disfunção eréctil.

 A introdução de fármacos para a corrigir, dos quais o mais célebre é o Viagra, trouxe uma visibilidade sem precedentes a um tema que preocupa muitos homens mas que era considerado tabu.

 
Ainda hoje é preciso ter uma mentalidade aberta e arejada para aceitar falar, sem constrangimentos, da sexualidade masculina, naquilo que podemos chamar “a terceira idade”.
 
Foi em Matosinhos que encontrámos António Rodrigues da Silva; um homem que junta o humor a uma saudável vontade de viver e de ser feliz.
Reportagem


publicado por servicodesaude às 23:50
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Andropausa - Reportagem

VOX POP

Homens: “Andropausa?”, “Assim de repente não sei dizer….”, “Talvez mais as senhoras…”, “Desconheço”; “Como as mulheres têm a menopausa os homens têm a andropausa, com o aspecto sexual, por assim dizer, já debilitado”; “é aquilo que os homens têm”.

 Mulher: “Sei que a tenho e bem agravada; Já tive três anos sem andar”.
 
A Andropausa é uma síndrome caracterizada por uma progressiva diminuição da produção de testosterona nos homens. Não há causa definida nem tão pouco se sabe porque é que afecta mais uns do que outros. E ao contrário da Menopausa, que a determinada altura da vida bate à porta de qualquer mulher; nos homens o caso é diferente.
 
António Rodrigues da Silva é sinónimo disso mesmo. Natural de Matosinhos, este homem admite que a idade já começa a pesar. E, neste campo, quando falamos em idade, também falamos de desejo e de vontade sexual:
 
António Rodrigues da Silva (59 anos): “Já não corro depressa, sexualmente já tenho mais problemas. A “esferográfica” já se esvaziou um bocadinho… Não tenho uma dificuldade a 100 por cento mas já tenho que estar com uma boa parceira; com uma pessoa que me ajude parcialmente no acto sexual”.
 
António esteve fora do país mais de 30 anos e talvez por isso aceite falar de um tema que continua a ser tabu em Portugal. Mesmo entre amigos não é fácil admitir que se tem problemas no quarto:
António Rodrigues da Silva (59 anos): “Eu vivo numa terra de pescadores eum peixe de 20 cm é logo um peixe de um metro e meio. Portanto, é possível que seja timidez, da parte de uns e de outros de se confessarem.
Eventualmente, entre amigos podemos resolver certos problemas: “tenho um amigo, vou-te ajudar, porque ele também teve isso e tomou tal e ficou bom”. Mas não, ainda é tabu.
 
E segundo afirma ainda António Rodrigues, para muitos, não conseguir ter uma relação sexual com uma mulher pode ser confundido com homossexualidade:
 
António Rodrigues da Silva (59 anos): “Não entrei na homossexualidade! Entrei, talvez, como se diz aqui em Matosinhos, na “pilopausa”. Diminuí o rendimento.
Eu comparo isto a uma esferográfica; quando tinha muita carga não escrevia, agora que estou mesmo no fundo da carga, às vezes quero escrever e não se vê a letra”.
 
Numa altura da vida em que o corpo já não tem a vitalidade da mente, o mais importante é ter uma relação franca, sem segredos, feita de afectos:
 
António Rodrigues da Silva (59 anos): “Agora já tenho que ter uma certa preparação, de estar bem com a minha companheira e… admitir que não se pode “ter sido” e “ser”.
 
Manuel Ferreira Coelho (urologista do Hospital Prof. Dr. F. Fonseca): “Isso é um problema do casal. Se o homem não conseguir ter erecção, ou se não tiver vontade, a mulher também fica com carências do ponto de vista sexual e isso vai provocar um desequilíbrio na relação”.
 
Até há pouco tempo pensava-se que depois de certa idade era normal o homem tornar-se mais triste, apático e com perda do apetite sexual. Hoje, sabe-se que as mudanças hormonais podem afectar um homem de 40 como um de 70 anos.
A sintomatologia é variada e pode ir da disfunção eréctil à diminuição da força muscular, ou da libido, até sintomas depressivos:
 
Manuel Ferreira Coelho (urologista Hospital Prof. Dr. F. Fonseca): “Isso, associando a parte hormonal ao normal envelhecimento da parte vascular – das artérias -, aos disparates que fazemos hoje em dia com a alimentação, com o aparecimento muito marcado de diabetes, nomeadamente tipo II; traduz-se num envelhecimento do sistema vascular e uma diminuição da sua performance. Torna-se global”.
 
Mas apesar de existir menos força física em muitos homens, não há qualquer pausa na sexualidade ou na fertilidade:
 
Tiago Rocha (endocrinologista): “A diminuição da função testicular no homem é progressiva e lenta. Não há um momento em que de repente apareça, subitamente, como nas mulheres, com uma determinada sintomatologia”.
 
Se não tratada, a andropausa pode ter uma expressão tanto ou mais severa que a menopausa:
 
Manuel Ferreira Coelho (urologista Hospital Prof. Dr. F. Fonseca): “O que se faz é terapêuticas de substituição hormonal, ou com testosteronas injectáveis ou com patchs (pensos adesivos), para normalizar e fazer subir esses valores hormonais.
 
Antes das terapêuticas de substituição, ajustadas à sintomatologia, fazem-se exames de avaliação dos vários órgãos e sistemas, como por exemplo o ecodoppler que, nos dias de hoje, ganharam crescente importância, servindo muitas vezes de alerta para prevenir doenças cardiovasculares, hormonais, entre outras:
 
Rocha Mendes (director de Urologia do Hospital Curry Cabral): “Se este indivíduo tem uma disfunção eréctil com determinada gravidade e se conseguimos comprovar que as artérias do pénis estão afectadas ou se tem, por exemplo, associado outros factores - ser fumador e ter hipertensão -, é quase fatal que dentro de X tempo vai ter um enfarto do miocárdio ou um acidente vascular cerebral (AVC). É um sinal premonitório; um sinal que vai avisar de algo ainda mais grave que é o AVC.
 
Mas nem todas as causas da falta de erecção são físicas. Assim, depois deste exame e se for confirmado que o problema não é vascular, as atenções viram-se para questões do foro psicológico ou hormonal.
Se, por outro lado, as artérias estiverem danificadas, e se as terapêuticas não funcionarem, a solução pode passar por um tratamento cirúrgico, como por exemplo a colocação de uma prótese peniana.
O problema em Portugal, aliado a uma cultura onde estes assuntos continuam a ser tabu, é uma população com tendência a envelhecer, com uma maior esperança de vida e com uma série de problemas como a obesidade, a diabetes ou a hipertensão, que podem influenciar ou agravar a diminuição de testosterona no organismo masculino.
E para António Rodrigues da Silva, a mudança de mentalidades e a liberdade sexual, característica do século XXI, poderá também ter uma palavra a dizer nestas coisas.
 
António Rodrigues da Silva (59 anos): “O comportamento do português mudou. Agora começam a fazer sexo muito mais cedo. Recordo-me quando era novo e ia ao baile e convidava uma rapariga para dançar. Só no trajecto de ir buscá-la eu já ia com uma erecção grande, claro!
Agora reparo, não tenho tendências homossexuais, mas vou para as discotecas e reparo que eles andam ali agarrados e o sexo está na mesma dentro da cueca e não se mexe. Será uma tendência da liberdade? Será que eles têm mais facilidade? Agora saiem, cada qual a mastigar a sua chiclete. Espero que antes de chegarem à minha idade, que aproveitem! Porque se com aquela idade não vão, com a minha vai ser difícil!”
 
Quanto a medicamentos para melhorar a relação sexual, António tem algumas reservas:
 
António Rodrigues da Silva (59 anos): “Até agora não recorri a esse “Viagra”, que me aconselharam várias vezes, por receio unicamente de me fazer bem ao pénis e estragar-me o coração. As duas coisas são necessárias para viver. E ter uma sem outra, acho que prefiro morrer”. 
 
Tal como em outras patologias, o conselho dos especialistas passa por hábitos alimentares mais saudáveis, actividade física, diminuição de factores de risco, como tabaco, álcool ou sedentarismo e também a diminuição do consumo de sal, açúcares ou gorduras, porque a partir de certa idade, ser saudável, implica também ter mais desejo sexual. E embora não existam estudos sobre a prevalência da andropausa em Portugal, estima-se que depois dos 50 anos, 40 por cento dos homens apresentem sintomas sugestivos de queda dos níveis de hormonas.

 



publicado por servicodesaude às 22:50
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Andropausa - Apresentação dos Convidados

Dr. Rodrigues Guedes de Carvalho – Urologista, foi director do Serviço de Urologia do IPO do Porto. Hoje é o director clínico do Hospital do Terço, no Porto, além de assistente na Universidade Marie Curie, em Paris.

 
Dr. Francisco Allen Gomes – Foi chefe do Serviço de Psiquiatria e responsável pela Consulta de Sexologia dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), até à reforma. Foi o fundador da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica e responsável pela cadeira de Introdução à Sexologia Médica, também na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, além de muitos artigos publicados, de programas feitos na RTP. É ainda autor de dois livros: “Sexualidade Traída – Abuso Sexual Infantil e Pedofilia”, em colaboração com Teresa Coelho e, ainda, outro chamado “Paixão, Amor e Sexo”.
 
Dr. Eduardo Mendes – Médico de família residente no programa. É actualmente director executivo do Agrupamento dos Centros de Saúde do Oeste Sul.
 
Dr. Jose Maria Aragués – Médico especialista em Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo no Hospital de Santa Maria, onde é o responsável pela Consulta de Andrologia. Além disso é co-responsável com o Dr. Galvão Teles por um importante estudo – um dos poucos realizados em Portugal – sobre a disfunção eréctil, com uma amostra populacional de mais de 3 500 pacientes, ouvidos nos Centros de Saúde espalhados por todo o país.


publicado por servicodesaude às 21:52
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Andropausa – Idade, Disfunção Eréctil e Desejo Sexual

Segundo esse estudo, cerca de 48% dos portugueses, em alguma altura da sua vida, sofrerá problemas de disfunção eréctil, o que pode não estar ligado a uma idade em particular, não é?

 
Jose Maria Aragués (endocrinologista): Claro, porque a andropausa e a disfunção eréctil podem ser coisas completamente diferentes; não quer dizer que uma implique necessariamente a outra. Este estudo foi feito entre os 40 e os 70 anos e o que queríamos ver era a prevalência de disfunção sexual eréctil.
 
De qualquer modo há, a partir de uma certa idade, uma diminuição da produção de determinadas hormonas, nomeadamente a testosterona, o que conduz a uma menor capacidade e predisposição do homem para a função sexual.
Há semelhança do que acontece no caso da menopausa para as mulheres, a possibilidade de se fazer uma terapêutica de substituição hormonal, levanta no entanto ainda dúvidas sobre as vantagens ou desvantagens da aplicação dessa terapêutica.
 
Jose Maria Aragués (endocrinologista): Exactamente. É importante definir quando encontramos uma diminuição das hormonas masculinas – a testosterona – se esta é uma diminuição acentuada, para então medicar e substituir essa hormona que falta.
Mas nem todos os doentes que têm disfunção eréctil, têm uma diminuição da testosterona, como já referi. Nesse aspecto a terapêutica será totalmente diferente.
 


publicado por servicodesaude às 20:58
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Andropausa - Terapêuticas: hormonal e vasodilatadora (Viagra)

Uma das dúvidas é se essa terapêutica hormonal de substituição para os homens, não poderá provocar consequências na sua saúde e num órgão extremamente importante que é a próstata. Não há dados muito fiáveis pois não?

 
Rodrigues Guedes de Carvalho (urologista): Não, não há dados fiáveis. E antes havia uma relação com o PSA, que hoje está completamente posta de parte.
 
Falar de Andropausa é algo complicado, porque não está muito bem definida. Trata-se de um envelhecimento do homem. Enquanto a mulher tem quase um marco histórico, que é a perda das suas menstruações; o homem não o tem, mas o envelhecimento é igual.
Provavelmente, aquilo a que se chama Andropausa seja o envelhecimento do sistema arterial, das hormonas, etc. Na realidade, o que a hormona masculina faz mais é provocar alterações no nível de desejo sexual, não é ao nível da erecção. Às vezes há aqui uma confusão entre disfunção eréctil e andropausa, que convém separar.
 
O problema mais importante é que nós temos a idade do nosso sistema vascular, isso é que ainda ninguém percebeu. E ainda não conseguimos, em qualquer altura da nossa vida, saber qual é o estado das nossas artérias.
 
Mas já há uma maneira de saber, não há?
Rodrigues Guedes de Carvalho (urologista): Há, mas ainda dá muitos falsos-negativos e falsos-positivos.
Começou-se a perceber isto justamente com o aparecimento do Viagra. O Viagra estava a ser estudado para ser utilizado na vasodilatação cardíaca. E não dava os efeitos pretendidos, mas tinha como efeito colateral, uma vasodilatação peniana. O Viagra saiu para o mercado pelo seu efeito colateral.
 
O mais importante neste momento, quando não há nenhuma causa aparente para uma disfunção eréctil no homem (se não toma substâncias como anti-hipertensores e não há história nenhuma anterior) e que começa a ter problemas a este nível é que tenha muito cuidado porque mais tarde, muito provavelmente, este homem vai ter problemas cardiovasculares.
 
Hoje ainda é difícil percebermos isto. Aqui há uns anos atrás um doente tinha um enfarto do miocárdio, porque tinha falta de irrigação cardíaca. Tinha o primeiro, o segundo e depois morria. Hoje toda a tecnologia se modificou.
Um indivíduo tem um enfarto do miocárdio ou uma angina de peito, faz uma coronariografia - uma análise às suas artérias - e aquelas são também as do seu pénis. E portanto, é possível recuperar as artérias cardíacas – através da introdução de um bypass ou de uma cirurgia e o homem não tem que ter medo nenhum em utilizar substâncias vasoactivas ao nível do pénis. Esses mitos têm que acabar.
 
Outro mito – este mais para as mulheres – é que se o seu marido tomar essas substâncias não quer dizer que goste menos dela. Provavelmente ele quer dar-lhe mais prazer. Agora, se ele não tiver desejo sexual não vai conseguir erecção, por mais Viagra que tome.
Depois entra a questão psicológica, que realmente entra num turbilhão ansiedade/execução, que o Dr. Allen Gomes explicará melhor do que eu.


publicado por servicodesaude às 19:24
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Andropausa – Influência de Medicamentos na Função Sexual (I)

O médico de família é sempre o primeiro “embate” do doente. E é a ele que o doente deve sempre regressar.

Quais são os medicamentos frequentemente usados que podem vir a constituir algum problema em termos de performance sexual dos homens?
 
Eduardo Mendes (médico de família): Às vezes isso também é um pouco um mito. Se pensarmos que todos os homens que têm hipertensão e que tomam anti-hipertensores, têm efeitos secundários ao nível da sua esfera sexual e da sua capacidade de erecção, estamos a dizer uma falsidade.
 
Há alguns medicamentos, como os diuréticos e os betabloqueantes, por exemplo, que podem ter alguns efeitos secundários nessa área, mas isto não é generalizado. Ou seja, não é por alguém tomar um diurético, que tem um problema de disfunção eréctil. No entanto, em alguns casos, pode acontecer. E há maneira de se contornar essas situações, quando elas são claras e objectivas. E pode-se testar isso, introduzindo ou retirando medicamentos ou diminuindo as doses.
 
Rodrigues Guedes de Carvalho (urologista): O problema não é este. Nós aconselharmos muitas vezes a ida ao cardiologista para mudar alguns desses medicamentos que podem ter influência na sua disfunção eréctil, embora não sejam todos, obviamente.
Depois também depende do estado arterial de cada um. Mas muitas vezes a resposta dos médicos de família é que “é tudo a mesma coisa” e não pode ser assim; não é assim! Muitas vezes é preciso um especialista dizer: “este medicamento para si é melhor do que aquele”.
 
Eduardo Mendes (médico de família): A grande maioria dos doentes hipertensos, em Portugal, é medicada pelos médicos de família. Mal estaríamos nós se, de cada vez que esse problema surgisse na consulta, tivéssemos que ir pedir aconselhamento a um cardiologista. Estavam desgraçados os doentes e os médicos de família.
De facto, nem todos os medicamentos têm essas repercussões e há de facto diferenças no estado arterial que podem influir. E referi dois tipos de medicamentos mas há outros que podem provocar algum grau de disfunção eréctil.
 
Não se pode dizer é que exista uma associação directa e, se isso acontecer, deve ser investigada. É uma obrigação do médico de família, ao fim de algum tempo dessa terapêutica, perguntar ao paciente se tem algum sintoma ou algum efeito secundário nessa esfera. E hoje os doentes, nomeadamente os homens, queixam-se quando há um problema de efeitos secundários real, nesta área. E o médico de família, seguramente, está atento e pode fazer uma série de coisas para tentar resolver esse problema.
Mas gostaria de salientar que a grande causa da disfunção eréctil não é a toma dos anti-hipertensores, embora em alguns casos possa estar relacionado.
 


publicado por servicodesaude às 18:28
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Andropausa – Disfunção Eréctil, Viagra e Ajuda Psicológica

O aparecimento do Viagra veio facilitar muito a forma como os homens abordam este tema e “quebrar” o tabu de falar sobre as dificuldades sexuais, às vezes, mesmo em menor percentagem, numa idade mais jovem.

Penso que também a partir dai os homens começaram, com maior facilidade, a procurar ajuda terapêutica junto de um psiquiatra, quando o problema não releva da parte orgânica, mas sim de outros problemas que é a Psiquiatria a quem compete ajudar, não é?
 
Allen Gomes (psiquiatra): Sim, mas é preciso salientar que em parte foi o facto da disfunção eréctil ter ficado “visível” e digna. Passou a ser um quadro digno e passou também a interessar aos médicos, quer ao nível da cardiologia, quer da parte vascular.
Diz-se que a disfunção eréctil pode ser uma “sentinela”, porque pode prever uma doença coronária no futuro.
Quando se diz que para haver qualidade de vida é preciso haver uma função sexual satisfatória, então realmente tirou-se a disfunção eréctil de um tabu. Foi essa dignificação da disfunção eréctil que acarretou essa transformação e também foi muito importante para o cidadão sénior, que passou a ser um consumidor.
 
É muito interessante quando ouvimos aquele homem na reportagem, António Rodrigues da Silva, porque ele não tem uma disfunção eréctil; ele tem algumas alterações, normais com o envelhecimento. Alterações que fazem surgir os 48% (de portugueses que em algum momento da sua vida têm disfunção eréctil). Se desses 48% retirarmos as ligeiras alterações, sobram 13% de disfunções erécteis.
Se não, estávamos a falar de 500 mil portugueses com disfunção eréctil, o que não é o caso.
 
As pessoas ficam mais velhas, têm mais maleitas, sentem ameaça; têm que passar a ter atenção com a alimentação, com o álcool e com o tabaco para poderem preservar a sua saúde, mas já há uma ameaça porque o próprio envelhecimento assusta, porque nos faz aproximar da morte. E tudo isto também faz tocar uma campanha dentro do nosso sistema nervoso.
E depois a nível sexual os homens têm sido muito protegidos, porque o nosso envelhecimento físico não nos tem tirado capacidade de atracção: a ruga porque dá experiência, os cabelos brancos dão charme, etc. Mas esse charme ao jantar às vezes não tem o seguimento que devia ter na noite que se aproxima.
 
Tudo isto cria um determinado nível de ansiedade/execução que ás vezes transforma um pequeno problema, num problema tremendo. Mas se houver uma coordenação de esforços relativamente à parte arterial, hormonal e psicológica, então pode-se envelhecer mais razoavelmente.
 
Com mais tranquilidade…
 
Rodrigues Guedes de Carvalho (urologista): A disfunção eréctil não tem só a ver com a idade. Cada vez temos mais miúdos de 17, 18, 20 anos, com ansiedade de execução e que têm que recorrer a estas substâncias para ganharem confiança, porque são muitas vezes “mutilados” – passo a força da expressão – pelas namoradas, quando estas dizem: “vai-te tratar porque A, B ou C não é assim”. Isto é um traumatismo tenebroso, que ninguém fala! E cada vez mais me aparecem indivíduos com problemas deste tipo.
 
Muito jovens…
 
Rodrigues Guedes de Carvalho (urologista): Isto não se compadece com uma Medicina Clínica de “tens isto, tomas aquilo e ficas bem”. O que está a desaparecer neste país – tem que ser dito – é a função do médico. O médico tem que ser um indivíduo que ouve e olha, olhos nos olhos, os doentes e que está atento ao que os doentes estão a dizer.
 


publicado por servicodesaude às 17:33
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Andropausa – Influência de Medicamentos no Desejo Sexual e Orgasmo (II)

Telefonema de Francisco Oliveira, 42 anos, bancário, de Aveiro: Há cerca de cinco anos tive um problema pessoal de divórcio. Sei que existem estudos sobre a forma como a morte de um cônjuge, ou de um filho, pode ser causadora de grandes ansiedades.

Gostava de saber se a medicação pode mais tarde vir a provocar andropausa ou disfunção eréctil?
 
Está a referir-se a medicamentos que as pessoas tomam para combater uma grande dor?
Francisco Oliveira (42 anos): Sim, ansiolíticos, antidepressivos, etc.
 
Allen Gomes (psiquiatra): É de facto muito importante porque os modernos medicamentos antidepressivos não têm influência na disfunção eréctil, mas em termos de perturbação do desejo e de perturbação do orgasmo, sim. Às vezes nas mulheres até é mais grave.
Há de facto que ter muita atenção à medicação e fazer uma comparação para ver como era a actividade sexual da pessoa antes e depois da terapêutica.
Não pode haver uma cura isolada da depressão, se essa cura tiver um preço que é o sacrifício da sexualidade de uma pessoa. Não pode.
Mas o que é importante é que a pessoa que está em sofrimento e que tem este problema, vá falando com o médico e vá dizendo: “esta terapêutica está a fazer-me certo efeito, portanto se calhar tem que ser substituída”, não é?
Allen Gomes (psiquiatra): Tem que se habituar a exprimir os seus sentimentos, as suas emoções…É uma cura hedonista.Prescrever um medicamento não muda uma atitude. Ora, se temos determinados problemas porque tivemos determinadas atitudes que não eram as mais indicadas, quer em termos físicos, quer psicológicos, então é bom dar o medicamento e mudar a atitude. Agora, só prescrever o medicamento não resolve.
 
O António Rodrigues da Silva, de Matosinhos, dizia na reportagem que hoje precisa de estar com uma companheira que lhe dê uma certa confiança e um certo afecto.
 
Allen Gomes (psiquiatra): É a melhor pastilha.
 
Rodrigues Guedes de Carvalho (urologista): Ele dizia: “eu com as mulheres dos meus amigos não tenho problemas nenhuns”. Acho que isto diz tudo, a nível psicológico.
O problema é que a disfunção é um conjunto de situações muito vasto. Não é só tomar a “pílula”.
Hoje o português quer uma pílula para cada coisa: para engordar, para emagrecer e depois come anormalidades. Vejoindivíduos obesos que não modificam o seu estilo de vida. E os médicos deviam dizer-lhes: vamos fazer um teste: “o senhor vai emagrecer 20 quilos e a sua tensão vai para o normal”. Mas em vez disso…
 
Fazer exercício físico…
 
Rodrigues Guedes de Carvalho (urologista): Agora não vamos estar a dar pílulas a indivíduos que não querem cumprir as regras básicas.


publicado por servicodesaude às 16:43
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Andropausa - Falta de Desejo Sexual (Tel. diabético, hipertenso e medicado)

Telefonema de Joaquim Gaito, 61 anos, vigilante: Tenho 61 anos, sou diabético e hipertenso. Andei a tratar-me do sistema nervoso no Hospital de Santa Maria e no Hospital Miguel Bombarda.

Não tenho qualquer tipo de relações com a minha esposa; não tenho vontade.
Gostaria de saber o que é que posso fazer ou se me podem dar algum conselho.
 
Alguma vez experimentou algum tipo de medicamento de que temos estado a falar?
Joaquim Gaito (61 anos): Através da consulta de Andrologia do Hospital Curry Cabral já tomei o Viagra 50 e não tive qualquer tipo de reacção.
 
Jose Maria Aragués (endocrinologista): Há aqui uma situação muito importante: é diabético, hipertenso e tem certos problemas ao nível psicológico. Além disso refere a sua falta de desejo. Aqui entramos numa outra abordagem mais completa, como o Dr. Allen Gomes já referiu.
Aqui, a testosterona tem um papel muito importante, embora primeiro, como é, evidente, seja importante toda a parte vascular, a diabetes, a hipertensão.
Era fundamental este senhor fazer um estudo hormonal para ver se, para além destas patologias, há algum problema relativo à testosterona.
 
O senhor dá consultas de Andrologia mas apesar de haver certamente muitas pessoas interessadas neste tipo de consulta, não conseguem lá chegar. Há listas de espera importantes e não há muitas consultas nesta área…
 
Jose Maria Aragués (endocrinologista): Estamos a ir no bom caminho.
 
Então este senhor será um bom candidato para se dirigir à sua consulta de Andrologia e fazer um estudo hormonal.


publicado por servicodesaude às 15:22
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