Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010
Dependências - Introdução (por Maria Elisa Domingues)

Muitas famílias portuguesas debatem-se com problemas de álcool ou droga no seu agregado familiar. O consumo destas substâncias não afecta apenas os próprios, mas também os seus familiares e toda a sociedade, visto que o tratamento das doenças associadas a esses consumos – quando é possível – vai pesar, de forma brutal, no orçamento da Saúde. Sem contar com as vidas perdidas na estrada, pela violência provocada pelo álcool, nas capacidades, nas carreiras, nas esperanças destruídas pelo uso de drogas. O mesmo acontece com o tabaco, também ele na origem de muitas patologias e mortes.

 
Ainda na última semana, três pessoas apareceram mortas no distrito de Coimbra, pensa-se que devido a overdose. Se o consumo de heroína está a diminuir, o da cocaína, da cannabis e de outras drogas continua a crescer.
 
Mais aceite socialmente, o consumo de álcool causa no entanto estragos irreparáveis na nossa sociedade e desencadeia inúmeras doenças. O mais grave é que o seu consumo cresce junto dos mais jovens, às vezes perante o divertimento ou, pelo menos, a indiferença geral.
 
É destas dependências que vamos falar hoje.


publicado por servicodesaude às 23:46
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Dependências - Reportagem (resumo)

O álcool é o terceiro factor de risco e de morte prematura nos países europeus. E de todas as substâncias que causam dependência, o álcool é a mais socialmente aceite.

 
Ana Feijão, directora da Unidade de Alcoologia de Coimbra, chama atenção para o facto de que “se um pai souber que o seu filho fumou um charro, se calhar entra em pânico, mas se sair à noite e apanhar uma bebedeira, até pode comentar “já é crescidinho”.
 
Sem real consciência dos perigos do álcool, cada vez mais jovens começam a beber cada vez mais cedo.
 
De acordo com Ana Feijão, as estatísticas são claras: “Um em cada quatro jovens que morrem na União Europeia, entre os 15 e os 25 anos, morre de causas associadas ao álcool: em acidentes de viação, em cenas de violência – em brigas -, estando ainda muito ligado a doenças sexualmente transmissíveis e à gravidez não desejada, na adolescência.
 
Portugal é, por outro lado, dos países mais permissivos relativamente à legislação sobre o álcool. A venda de bebidas alcoólicas é permitida a jovens de 16 anos; isto no mesmo país onde só é permitida a venda de tabaco a maiores de 18.
 
A directora da Unidade de Alcoologia de Coimbra acrescenta que enquanto o consumo de vinho desceu; o consumo de cerveja aumentou imenso, mais de 400%. O mesmo aconteceu com o consumo de bebidas destiladas, tais como “shots”.
 
Nos adultos os consumos implicam uma desestruturação grande da vida; problemas laborais, familiares e sociais e pode levar ao aparecimento de problemas psiquiátricos.
 
Apesar de haver cada vez mais mulheres com problemas de álcool, os homens com idade média de 40 anos continuam a ser o maior grupo com dependência alcoólica. Mais de 60% são casados, cerca de 65% têm o 6º ano de escolaridade e a maior parte trabalha no sector secundário. Mais de 80% tem problemas laborais e familiares e cerca de 77% já estiveram envolvidos em acidentes de viação.
 
Existem cerca de 580 mil alcoólicos em Portugal. Segundo dados da APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima), 25% dos agressores no nosso país são dependentes de álcool. E segundo a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, nos processos relativos a agregados familiares, em 44% dos casos, ambos os progenitores são dependentes da bebida.
 
Outras estatísticas nacionais indicam que os jovens têm o seu primeiro contacto com a bebida aos 11 anos de idade. Já com outro tipo de drogas, o primeiro contacto costuma ser um pouco mais tarde.
Comparativamente ao álcool, as chamadas drogas psicoactivas afectam menos pessoas - cerca de 50 mil -, mas os problemas associados são, geralmente, mais complicados.
 
O consumo de substâncias psicoactivas ditas legais, como as benzodiazepinas, é também uma nova realidade do país. Não há grandes conflitos sociais associados e a fonte de abastecimento costuma ser a própria família.
Enquanto um consumidor de heroína precisa de 40 euros por dia; um consumidor de benzodiazepinas precisa de muito pouco, porque obtém as receitas através do Sistema Nacional de Saúde e com todos os descontos.
 
Apesar de tudo há redução de consumos nas populações mais jovens, nomeadamente o consumo de drogas injectáveis e a diminuição do VIH/SIDA, entre a população toxicodependente.


publicado por servicodesaude às 22:50
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Dependências - Apresentação dos Convidados

Dr. João Goulão – Presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) e Coordenador Nacional da Luta Contra a Droga

 
Dr.ª Marta Pratas – Técnica do IDT, licenciada em Serviço Social, terapeuta e gestora dos doentes internados
 
Dr. Eduardo Mendes – Médico de família e, actualmente, director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Sul
 
Prof. Domingos Neto – Psiquiatra, com uma tese de doutoramento sobre o tratamento das toxicodependências; foi director regional do Sul; do Centro de Estudos e Profilaxia da Droga e também director regional de Alcoologia de Lisboa e Vale do Tejo, até à integração do serviço no IDT.


publicado por servicodesaude às 21:00
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Dependências - Balanço do fenómeno da Droga em Portugal

Só numa semana morreram três pessoas no distrito de Coimbra, ao que se pensa, devido a overdose.

Para João Goulão, presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), o problema da droga continua a ser central na sociedade portuguesa, mas enquanto há 10, 12 anos, os inquéritos de rua revelavam que o tema estava entre as preocupações centrais dos portugueses, actualmente o problema surge bem mais para baixo.
(As autoridades julgam que deverá haver alguma substância adulterada à venda em Coimbra, o que não quer dizer que o problema não exista).
 
Vivemos durante quase três décadas uma verdadeira epidemia relacionada com a heroína e com fenómenos de marginalidade e exclusão. Actualmente, João Goulão garante que “ao nível das substâncias ilícitas temos respostas relativamente eficazes ao nível do tratamento, da redução de danos, da prevenção e da reinserção social, que são satisfatórios e têm permitido avanços significativos nesta área”.
 
Algo que pode ser perverso, já que pode existir a tentação de desinvestir nesta área. “O fenómeno está longe de estar dominado; está apenas controlado”, explica o presidente do IDT.


publicado por servicodesaude às 20:02
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Dependências - Assumir a dependência do Álcool e procura de tratamento

Segundo Eduardo Mendes, médico de família, a questão central nas "dependências", de quaisquer substâncias, é o doente assumir que tem um problema: “Se isso não acontecer não é fácil iniciar-se um tratamento”.

 
Por vezes o marido, e mais frequentemente a mulher, queixa-se de problemas de alcoolismo na consulta com o médico de família, mas o marido nega. Há uma certa impotência para lidar com o problema e, por vezes, muita agressividade.
 
Por este motivo, Eduardo Mendes considera fundamental a atitude do médico de família: “Não pode ser, nem cauteloso de mais, nem precipitado, já que o pior que pode acontecer é a família perder o apoio do médico ou o doente deixar de vir à consulta”.
 
Existem 580 mil doentes alcoólicos em Portugal e 750 mil bebedores excessivos.
Para além disso, habitualmente existem policonsumos, ou seja, quem bebe em excesso também fuma, por exemplo..
 
Domingos Neto, psiquiatra, reconhece que muitas das pessoas não admitem a sua adição e, antes de as levar a admitir, parece ser necessário terem sofrido as consequências das atitudes que tomaram.
 “Muitos dos doentes alcoólicos só quando lhes cai literalmente a casa em cima é que decidem procurar ajuda e muitas vezes não assumem o tratamento. Ou só dois ou três meses depois de estarem em abstinência”.
 
O alcoolismo é uma doença com grandes implicações sociais, a começar pelo sofrimento provocado na mulher, nos filhos e nos pais, mas também aos empregadores e aos colegas…
 
“A família deve mobilizar-se para levar esta pessoa a tratar-se ou, em último caso, criarem medidas de segurança para si próprios”, admite o psiquiatra.


publicado por servicodesaude às 19:09
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Dependências - Consumo de Álcool pelos jovens e Plano de Redução governamental

Encontra-se em fase de aprovação governamental um Plano de Redução de Consumo de Álcool, que vem acrescentar algumas medidas, nomeadamente, vem propor a proibição do consumo de álcool, em locais públicos, a menores de 18 anos.

Neste momento estamos nos 16 anos, mas sabemos que o consumo se inicia por vezes muito antes, aos 14, 15, ou mesmo antes. Mas a revisão foi entregue ao Governo em Maio e ainda não foi transposta para lei.
 
João Goulão garante que a aprovação do plano, concebido pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência, com outros parceiros, está “eminente”.
 
“O plano contempla a criação de uma rede de referenciação para tratamento de pessoas com problemas ligados ao álcool, envolvendo numa primeira linha os médicos de família e os centros de saúde. Depois, a rede contará também com todas as unidades ligadas ao IDT, as Unidades de Alcoologia – os antigos Centros Regionais de Alcoologia - e ainda gostaríamos de envolver as respostas da Saúde Mental, como os serviços de psiquiatria dos hospitais”, explica o presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência.
 
Relativamente à questão da idade, é sabido que quanto mais precoces são os consumos, maior a probabilidade de no futuro se desenvolver uma dependência. Do ponto de vista orgânico, os jovens não metabolizam o álcool da mesma forma que um adulto e, portanto, há o risco acrescido de desenvolvimento de doenças.
 
"Hhoje começamos a ver jovens com menos de 30 anos com cirroses hepáticas, doença anteriormente associada a pessoas na casa dos 50 ou 60 e tal anos”, acrescenta.
 
Nos últimos anos assistimos à alteração dos padrões de consumo do álcool: para além dos bebedores “clássicos”, da taberna, existem estes consumos muito precoces, em idades muito baixas, caracterizados por um consumo excessivo esporádico – muito ao fim de semana e ocasiões especiais -, intercalados por períodos de quase abstinência que, pela repetição, vão deixando marcas.
 
Domingos Neto, psiquiatra, adianta que “estes consumos são perigosos porque estão ligados a uma mortalidade muito forte, a relações sexuais não protegidas e a acidentes de viação; a principal causa de morte entre os jovens”.
 
O Brasil conseguiu impor uma espécie de “Lei Seca”, na opinião do psiquiatra, “porque a taxa de alcoolemia é zero e devido a uma grande mobilização nacional”. Os resultados ao nível da sinistralidade automóvel são espantosos; uma redução em cerca de 40%.
 
“Porque é que não funciona em Portugal? Eu diria que tem a ver com a brandura dos nossos costumes e da tradição de estarmos colocados em oitavo, nono ou décimo lugar, entre os países que mais consomem álcool globalmente”.
 
“Quando se fala do Plano de Redução do Álcool que o IDT pretende implementar, e da possibilidade de beber apenas a partir dos 18 anos, o problema é que o governo ainda não regulamentou o anterior, o Plano Nacional de Luta Contra o Alcoolismo. E continua-se a beber antes dos 16 anos nas discotecas e em todo o lado, o que é muito grave”, acusa Domingos Neto.
 
“Não há muita, nem pouca fiscalização; diria que não há nenhuma. E pode haver danos irreparáveis para o desenvolvimento, tendo em conta que o cérebro na adolescência não está completamente formado”, conclui.


publicado por servicodesaude às 18:20
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Dependências - Doente alcoólico que recusa tratamento

Marta Pratas, presidente dos "Alcoólicos Anónimos", diz que quando há um doente alcoólico, toda a família padece do mesmo problema. A família é um sistema e basta alguma das peças se alterar para todo o sistema se alterar.  "Às vezes até é necessário recebermos outras pessoas antes do próprio, para trabalharmos a sua firmeza perante o doente e para se ajudarem a elas próprias".

 
Domingos Neto é da opinião que os internamentos compulsivos não são indicados nestes casos, a não ser em situações muito extremas. E explica: "Existem antagonistas que podem ser tomados e que fazem a pessoa sentir-se mal quando bebe álcool".
 
O psiquiatra aponta as elevadas taxas de abstinência que este tipo de medicação permite; a rondar os 30%, embora esclareça que os fármacos têm que ser dados com ética: "Não podem ser postos na sopa do doente; ele tem que saber exactamente o que está a tomar e assinar um consentimento informado".
 
O álcool é responsável por 7,4% das incapacidades e mortes prematuras na União Europeia. E Portugal ocupa o oitavo lugar a nível mundial, com uma média de 9,6 litros per capita/ano, quando a meta da Organização Mundial de Saúde, até 2015, pretende fazer recuar esse número até aos seis litros per capita/ano.
 
João Goulão diz que "para além do caminho a percorrer, seria bom, para já, se fosse possível inverter a tendência de aumento para oito litros até 2012, no nosso país".


publicado por servicodesaude às 17:37
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Dependências - Política dos CATUS e toxicodependência (tel)

Perante a questão, colocada por um telespectador, da necessidade de dotar  os CATUS de uma maior agilidade - uma vez que os doentes têm que esperar três a quatro semanas por uma consulta -, o presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência reconheceu que o acesso é um pouco desigual a nível nacional. Mas avançou: "É difícil encontrar outra especialidade mais célere. E o tempo médio de espera por uma consulta ronda as duas semanas", afirmou João Goulão.

 
O mesmo telespectador referiu ainda que, após a consulta, lhe terá sido sugerido a toma de metadona como terapia de substituição, tendo o internamento apenas sido aconselhado passados quatro anos.
 
A este respeito, o presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência clarificou que "em 2008, encontravam-se em tratamento cerca de 38 mil doentes nas estruturas do IDT: cerca de 50 e tal por cento estavam em terapia de substituição; os outros 40 e pouco, em tratamentos chamados “livres de drogas”.


publicado por servicodesaude às 16:41
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Dependências - Riscos associados ao consumo de Álcool pelos jovens

Os jovens bebem muitas vezes por questões de integração, para socializarem, o que já acontecia antes. Hoje, contudo, de acordo com Eduardo Mendes, médico de família, o fenómeno adquiriu características distintas.

 

“Bebem muito, num curto espaço de tempo e álcool de péssima qualidade, o que agrava significativamente os danos físicos e metabólicos dos jovens que, fisicamente, são ainda imaturos”.

 
Além disso, tem-se verificado um consumo acrescido da cerveja que, a partir dos anos 80, entrou com enorme força no nosso mercado. E regista-se mesmo, um certo “orgulho” em consumir a bebida em doses enormes, aos fins-de-semana e em certos eventos, nomeadamente, nas Queimas das Fitas, em várias localidades do país.
 
Domingos Neto reforça a gravidade do fenómeno, esclarecendo os números existentes em Portugal relativos ao consumo de álcool: “os portugueses consomem em média cerca de 96 litros de vinho por ano e cerca de 200 litros de cerveja”.
 
O psiquiatra explica que, enquanto algumas pessoas bebem moderadamente, para outros o álcool é uma droga extremamente perigosa, não se escusando a dizer que “talvez mesmo mais perigosa do que todas as drogas ilícitas juntas”.
 
Neste capítulo, os meios de comunicação social não têm ajudado muito. Ou porque associam o consumo de álcool a um certo poder de atracção ou por falta de eficácia das campanhas de sensibilização.
 
“As campanhas estão muito mais desenvolvidas relativamente ao tabaco do que ao álcool, em que há uma unanimidade social muito maior. O álcool ainda anda envolvido numa espécie de manta de retalhos de interesses”, reconhece.
 
João Goulão concorda que ainda existe uma grande complacência social relativamente ao consumo do álcool. E se no caso da droga as responsabilidades encontram-se concentradas, por exemplo, na figura do presidente do IDT, relativamente ao álcool essa figura ainda não existe. Logo, também não existe uma fiscalização efectiva.
 
A Declaração de Estocolmo de 2001, sobre jovens e álcool, diz explicitamente que “as politicas de saúde sobre álcool devem ser formuladas com base no interesse da Saúde Pública e sem a interferência de interesses comerciais”.
 
E João Goulão diz ter consciência de que haverá um momento em que os interesses se revelarão antagónicos. "Aumentar a idade mínima legal para o consumo de álcool dos 16 para os 18 anos só é possível havendo fiscalização e sabemos que vai ser difícil porque mexe com vários interesses”.


publicado por servicodesaude às 15:56
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Dependências - Consumo de Álcool na Queima das Fitas

Eduardo Mendes admite que o consumo de álcool em Portugal é uma questão cultural muito forte e que tem que ser tida em conta na formação dos jovens.

 
"Em muitos locais do país, as crianças ainda vão para a escola meio alcoolizadas porque ingerem as célebres "sopas de cavalo cansado" ao pequeno-almoço. E mesmo nos meios mais cultos, como o dos jovens universitários, bebem-se quantidades astronómicas de álcool, por exemplo, durante os nove dias em que decorre a Queima das Fitas".
 
Irma Brito, doutorada em Ciências da Enfermagem e especialista em Saúde Comunitária, iniciou e coordena o programa “Antes que te Queimes”, que antecede a Queima das Fitas em Coimbra. O programa surgiu em 2006, por iniciativa de jovens e para jovens, razão pela qual "está a ser bem recebido", diz a enfermeira..
 
O programa baseia-se em mensagens de rua e no aconselhamento que é feito durante as festas académicas: "Estes jovens são como os outros: uns bebem mais, outros menos, mas receberam formação para se dirigirem aos seus pares em contexto recreativo e tentam passar uma mensagem do género: “sabes o que estás a fazer?”, "devias agir com responsabilidade".
 
Este projecto de investigação/acção tem como parceria o Governo Civil de Coimbra, a Administração Regional de Saúde de Coimbra, o Instituto da Droga e da Toxicodependência e a Comissão de Queima das Fitas.
 
Foi mobilizado um espaço em que é possível efectuar a medição da alcoolemia. Antes, é perguntado aos jovens quanto é que ingeriram e como podem chegar ao cálculo da mesma. São também prestados conselhos, como por exemplo, “se beberes água entre as bebidas alcoólicas, não ficas tão alcoolizado e reduzes o número de vezes que vais à casa-de-banho".
Para quem bebeu efectivamente demais, é assegurado transporte para o regresso a casa ou prestados os primeiros socorros.
 


publicado por servicodesaude às 14:21
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Dependências - CATUS ou Unidades de Tratamento para Toxicodependentes e Alcoólicos (tel.)

Telefonema de José Teixeira, 43 anos, ex-toxicodependente, de Guimarães:

Gostava de saber qual o papel dos CATUS. Está abstinente de drogas já há quatro anos, mas tratou-se numa Instituição Particular de Solidariedade Social.
A sua principal preocupação é ver os jovens a sair e a recair na droga, em parte porque ficam rotulados de "drogados" e a sociedade não lhes dá uma segunda chance.
 
João Goulão diz que os CATUS eram centros de atendimento a toxicodependentes. A partir do momento em que o Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) passou a ter responsabilidades, também na área do álcool, o nome alterou para Unidades de Tratamento.
 
Estas Unidades de Tratamento são a porta de entrada para o sistema e é aí que os doentes são acompanhados em ambulatório. Funcionam como centros de saúde, onde são prestados cuidados médicos, psicológicos, psiquiátricos e psicosociais.
 
"Hoje, há uma panóplia alargada de respostas, entre as quais terapêuticas de substituição, medicamentosas, ou não", explica o presidente do IDT.
 
Para além disso, estas Unidades de Tratamento constituem também a porta de entrada para sistemas convencionados de Unidades de Desabituação e de Comunidades Terapêuticas.
 
"Temos uma Rede de Comunidades Terapêuticas com um total de 1200 camas, em que os custos do internamento são suportados em 80% pelo Estado. Os 20% residuais ficam a cargo da família ou do toxicodependente. Em caso de insolvência, podem ainda ser suportados pela Segurança Social", esclarece João Goulão..


publicado por servicodesaude às 12:47
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