Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010
Doenças do Fígado - Hepatite C crónica e Biópsia (tel.)

Telefonema de José Ribeiro, 45 anos, de Viseu

Portador de Hepatite C crónica. No ano passado fez tratamento farmacológico, e teve várias oscilações da carga viral. Está a ser acompanhado no Curry Cabral e aguarda para fazer uma biopsia.

Foi-lhe dito pelo Dr. Rui Perdigoto, que o acompanha, que iria sair um novo tratamento em 2010 e não sabe se deve aguardar ou se deve partir para um transplante.
 
Guilherme de Macedo, gastrenterologista e director do Serviço de Gastrenterologia do Hospital de São João, no Porto, diz que o tratamento irá efectivamente sair, “resta saber é quem é que vão ser os candidatos e se há necessidade de serem candidatos”.
 
"Há tratamento, há cura para a Hepatite C mas, em alguns casos, significativos, alguns doentes não conseguem resolver essa infecção, não se consegue matar o vírus e acabar com a inflamação no fígado".
 
E acrescenta: "este é um exemplo paradigmático; em que há uma resposta parcial. A carga vírica baixa muito, mas passado algum tempo a infecção reaparece"
.
O médico relembra que se pode ter o vírus em circulação e nem sempre isso quer dizer que se tenha sempre o fígado muito doente. Daí muitas vezes haver a necessidade de fazer uma biopsia, para ver em que estado está o fígado, perceber o grau de inflamação e de cicatrização que já tem. Mas uma percentagem significativa dos doentes diagnosticados com Hepatite C, genotipo 1ou 3, com infecção resistente, têm grandes hipóteses de cura.
 
"A meu ver a possibilidade de transplantação não se põe neste caso; mas sim e apenas em situações terminais; quando não existe nenhuma outra possibilidade".
Este senhor ainda tem várias possibilidades de tratamentos antivíricos, nomeadamente com novas moléculas que estão a aparecer em todo o mundo e Portugal está perfeitamente actualizado nesta área", garante o gastrenterologista..
 
 

 



publicado por servicodesaude às 15:01
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Doenças do Fígado - Hepatite B e outras - Riscos, Prevenção e Tratamento

A Hepatite B é cerca de 100 vezes mais contagiosa do que a SIDA e, portanto, é muito importante falar-se de prevenção.

 
A maior parte das hepatites, aliás, são de carácter infeccioso e são hepatites por hepatotoxicidade: medicamentos, álcool e drogas que provocam uma grande toxicidade hepática.
 
"Os médicos conhecem esses fármacos e têm cuidado. Por exemplo quando há tratamentos prolongados com anti-fúngicos os doentes têm que ser acompanhados de perto", garante Eduardo Mendes. 
 
“É preciso prevenir as infecções por hepatite B e C e sabe-se que a primeira é cem vezes mais contagiosa que a SIDA e apanha-se da mesma maneira: através da partilha de sangue, objectos pessoais infectados, como seringas, lâminas, escovas de doentes.
Além disso transmite-se por via sexual; é hoje considerada uma DST (doença sexualmente transmissível), nomeia Eduardo Mendes, médico de família.
 
Mas hoje existe uma vacina que protege da hepatite B e ainda por cima está integrada no Plano Nacional de Vacinação.
 
A própria Hepatite A também se previne, muito pela higiene; através da lavagem dos alimentos e das mãos, porque também se transmite pela contaminação da água, alimentos e objectos.
 

 

Guilherme de Macedo, gastrenterologista, diz existir uma grande estigmatização da pessoa que tem hepatite, devido ao aspecto de transmissão sexual, e que esta deve ser desmontada:
 
“Quando alguém tem hepatite, pensa-se logo que terá tido algum comportamento sexual de risco. Ora a hepatite B, sobretudo na fase da infância pode ser assintomática e não ter nada a ver com o comportamento sexual. O perfil epidemiológico da Hepatite B em Portugal sugere que a doença é sobretudo adquirida na infância e não em adulto e quando acontece até são muito sintomáticas”.
 
O médico de família Eduardo Mendes coloca a questão de forma inversa: “A prevenção da hepatite B em Portugal, por via sexual, é determinante e o uso do preservativo é fundamental. Não só previne a Hepatite B, a SIDA como ainda o cancro do colo do útero”, sendo por isso obrigação dos médicos aconselhar o seu uso, diz.


publicado por servicodesaude às 14:19
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