Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010
Paralisia Cerebral - Apresentação dos Convidados

Prof. Maria da Graça Andrada – pediatra, especialista em reabilitação e neurodesenvolvimento e Coordenadora do Programa Nacional de Vigilância de Paralisia Cerebral

 

Dr. José Barros – pedopsiquiatra e presidente da Federação das Associações de Paralisia Cerebral e presidente e co-fundador da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra
 
Teresa folha – enfermeira, especialista em saúde e pediátrica e no Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, faz apoio a crianças, jovens e adultos.
 
Dr. Daniel Virella – neonatologista no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa e coordenador do Programa Nacional de Vigilância de Paralisia Cerebral, com a função de presidente da Unidade de Vigilância Pediátrica e representante da Sociedade portuguesa de Neonatologia


publicado por servicodesaude às 22:20
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Paralisia Cerebral - Importância da Reabilitação precoce

Um das coisas mais importantes para as crianças com paralisia cerebral é aquilo que a fisioterapia e também o desporto – nos casos em que essas actividades sejam possíveis - podem proporcionar.

Maria da Graça Andrada, pediatra, relembra que a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral faz 50 anos e que esta foi sempre uma das principais preocupações. A criança com paralisia cerebral é fundamentalmente uma criança como as outras, ou seja, precisa de brincar e de praticar actividades desportivas.
“A reabilitação é muito importante, mas é necessário ir além da reabilitação. É muito importante que cada criança tenha a sua vida própria. Todas as crianças são diferentes e quando são jovens é preciso tirar partido da sua plasticidade mental, justamente com a ajuda de equipas multidisciplinares: fisioterapia, terapia ocupacional, terapia da fala, apoios psicológicos, o desporto, a dança (que conta com um excelente grupo em Lisboa), o teatro (que em Coimbra tem uma excelente companhia) e a música que, no Porto, conta com um grupo já premiado: a “Quinta Puncada”.


publicado por servicodesaude às 21:23
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Paralisia Cerebral - Centros de Reabilitação e Ajudas Tècnicas

Estima-se que existam cerca de 20 mil pessoas com paralisia cerebral em Portugal. Os 15 centros de reabilitação existentes são fundamentais para apoiar os pais e as famílias,e servem uma população de sete mil pessoas.

 
O Centro de Paralisia Cerebral de Lisboa é hoje uma entidade que pertence à Segurança Social e tem à volta de mil crianças e adultos. N a opinião da enfermeira Teresa Folha isto significa "um volume enorme de pessoas e muitas dificuldades ao nível de recursos humanos e técnicos".
 
A vice-presidente da Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa, Maria José, vai mais longe ao afirmar que o centro foi um centro de excelência a nível mundial, quando representado pela Dra. Maria da Graça, "mas hoje é uma lástima. Desde 2005 saíram 45 técnicos, que não foram substituídos". Por este motivo diz que "a situação é muito grave".
 
A vice-presidente da Associação de Paralisia Cerebral de Lisboa considera que esta população está a ser destituída de um direito que lhes assiste: "parece que estão todos curados… o centro só funciona umas horas por dia. Esta população está a ser negligenciada pelo Estado Português".
 
As dificuldades que as pessoas com paralisia cerebral enfrentam suscitam uma necessidade de interpretação por parte dos pais e dos profissionais.
Mas também no campo das ajudas técnicas, ainda não temos um sistema que responda atempadamente: "Existem aparelhos de síntese da fala, que se ligam ao computador. Estas ajudas técnicas são fundamentais mas ainda chegam tarde no nosso país", aponta Graça Andrada, coordenadora do Programa Nacional de Vigilância de Paralisia Cerebral.

 



publicado por servicodesaude às 20:40
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Paralisia Cerebral - Causas e Factores de Risco

Ao professor Daniel Virella, pediatra neonatologista, cabe-lhe a identificação dos factores de risco em recém-nascidos, sobretudo prematuros.Podem ser bebés que nasceram com anomalias congénitas ou fruto de problemas que surgiram durante a própria gravidez ou parto.

 

"Em todas as unidades de Neonatologia existe a área de Medicina Física e de Reabilitação cuja intenção primordial é a intervenção precoce, ou seja, começar a actuar logo que possível para proporcionar a melhor evolução. Podem não ter paralisia cerebral mas podem estar em risco de vir a ter".
 
A Paralisia Cerebral é uma doença com múltiplas causas. A causa mais frequente no mundo Ocidenta,l e também em Portugal, é a prematuridade, que é responsável por cerca de metade dos casos de paralisia cerebral. No entanto, cerca de 20% das crianças até aos cinco anos, com paralisia cerebral, em Portugal, têm causas pós-neonatais.
 
"Não se nasce com paralisia cerebral. Ela surge devido a lesões ou malformações que ocorrem durante a vida fetal ou acidentes que acontecem com a criança no período de desenvolvimento do seu sistema nervoso: afogamentos, meningites, acidentes e infecções graves que podem ocorrer após o nascimento", explica o pediatra.
 
Graça Andrada, pediatra, especialista em reabilitação e neurodesenvolvimento e Coordenadora do Programa Nacional de Vigilância de Paralisia Cerebral esclarece que "o tratamento e o apoio às crianças com a paralisia cerebral são muito importantes, mas o que hoje mais interessa é a prevenção dos factores de risco, em termos de cuidados perinatais".
A razão é simples: "Há 50 anos, quando começámos, os factores de risco estavam muito relacionados com o trabalho de parto. Hoje já não é assim, por isso falamos mais em cuidados perinatais".

 



publicado por servicodesaude às 20:29
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Paralisia Cerebral - Dianóstico e Causas (telefonema)

Telefonema Edison Ramos, 29 anos, do Porto:

 
Pai de bebé com 19 meses, que nasceu de cesariana e algo terá corrido mal. O bebé nasceu com mais de cinco quilos, teve convulsões, e esteve na neonatologia. Actualmente, ainda não anda e, se estiver deitado de costas, não se consegue sentar sozinho. O pai estranha os sinais da criança, que já está a ser acompanhada por uma pediatra do desenvolvimento e por um neurologista.
À nascença fez uma ressonância magnética e vários electroencefalogramas mas os médicos não conseguem detectar exactamente o que se passa.
 
Jorge Virella, pediatra neonatologista, admite que "é muito difícil obter e dar um diagnóstico final de paralisia cerebral antes dos quatro ou cinco anos de idade". No entanto, adianta:
 
"Não é normal um bebé nascer com mais de cinco quilos, e quando isso acontece é quase sempre devido a uma diabetes durante a gravidez (com certeza não diagnosticada, neste caso)".
 
O médico explica que devido ao transtorno hormonal da mãe, o feto tem um estimulo de crescimento excessivo o que leva a um nascimento mais difícil. Depois, "partindo do princípio que estava num ambiente cheio de açúcar, quando sai da barriga da mãe, tem uma hipoglicémia, por falta de açúcar, e daí as convulsões. E a ressonância magnética realizada precocemente pode não dar nenhuma anomalia neste tipo de lesões".
 
Apesar de ainda não haver diagnóstico é extremamente importante a intervenção precoce, salienta Graça Andrada, "para estimular as potencialidades que um cérebro em desenvolvimento tem".Como não há possibilidade de regeneração das células,não pode haver cura da lesão. Pode-se sim tirar partido da plasticidade cerebral.
 
Esta criança poderá ser avaliada na Associação de Paralisia Cerebral do Porto.


publicado por servicodesaude às 19:55
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Paralisia Cerebral - Centros de Reabilitação Nacionais e no Estrangeiro (telefonema)

Telefonema Maria João, 24 anos, de Gaia:

 

Mãe de criança de dois anos com paralisia cerebral. Terá corrido algo mal no parto. Questiona-se sobre a qualidade dos Centros de Reabilitação nacionais e sobre a possibilidade de se deslocar ao estrangeiro.
Ouviu dizer que na Florida, nos EUA, e também na Alemanha, já existem técnicas mais eficazes de tratamento em que são retiradas células tronco, posteriormente injectadas por punção lombar até ao cérebro.
 
"Técnicas sob investigação, mas que não devem levantar falsas expectativas aos pais", diz Graça Andrada. "Não há milagres e a deficiência motora é a que predomina na paralisia cerebral. E essas não podemos eliminar. Podemos ajudar o cérebro a desenvolver-se dentro do potencial de cada um, dependentemente das áreas do cérebro lesionadas.
Estamos a par dessas experiências internacionais e os neurologistas conhecem-nas. Ir a uma clínica apenas por dois meses não faz sentido porque o mais importante nesta patologia é a continuidade e não intensificar tratamentos que, para as crianças, são trabalhos forçados", afirma a pediatra, especialista em reabilitação e neurodesenvolvimento e Coordenadora do Programa Nacional de Vigilância de Paralisia Cerebral.


publicado por servicodesaude às 17:06
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