Terça-feira, 2 de Junho de 2009
Doenças Oftalmológicas - Introdução (por Maria Elisa Domingues)

No programa Serviço de Saúde, da RTP 1, do dia 2 de Junho, falou-se sobre as Doenças Oftalmológicas, em particular daquelas que mais preocupam os portugueses, por constituirem as principais causas de cegueira nos países ocidentais:

- a Retinopatia Diabética

- a Degenerescência Macular da Idade (DMI)

- o Glaucoma

- as Cataratas

 

Falar destas doenças implica necessariamente falar de listas de espera. Mas é justo sublinhar que o Ministério da Saúde conseguiu bons resultados com o programa especial que lançou hà um ano para combater as listas de espera para as cirurgias, havendo neste momento grandes hospitais onde esse problema pura e simplesmente desapareceu.

Mas nem tudo se está a resolver tão bem como as cirurgias. Quanto às primeiras consultas de Oftalmologia, a situação é mais complicada e, sobretudo, muito desigual entre distritos, ou apenas de Centro de Saúde para Centro de Saúde.

Para muitos portugueses, desde o momento em que começam a ver mal até chegarem à consulta de especialidade, o calvário continua a ser longo.

Porque não temos médicos suficientes? Não, às vezes apenas porque os circuitos administrativos não comunicam, estão de costas voltadas uns para os outros, esquecendo que trabalham para doentes que são pessoas reais, que sofrem e que até correm o perigo de cegar.

É o caso do Sr. Manuel Jesus, cuja história vamos conhecer na nossa reportagem. E de muitas crianças com problemas nos olhos, por vezes mais complicados do que uma simples miopia. Vamos conhecer alguns destes casos e ver como uma intervenção atempada é decisiva.

 

 



publicado por servicodesaude às 19:00
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Doenças Oftalmológicas - Convidados do programa

Dr. Joaquim Carlos Neto Murta

Director do Departamento de Oftalmolgia, Hospital Universidade de Coimbra - 2008

Chefe Serviço de Oftalmologia, Hospital Universidade de Coimbra - 2000
Doutoramento, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra -1990
Responsável da Secção Córnea,  Departamento de Oftalmolgia, do Hospital Universidade de Coimbra - 1989 - presente

Rsponsável pelo Banco Olhos, da mesmo hospital - 1988 - presente

 
Dr. Eduardo José Gil Duarte Silva

Doutoramento em Oftalmologia pela Universidade de Coimbra (Genética do Desenvolvimento Ocular) - 2003

Professor Auxiliar da Faculdade de Medicina de Coimbra. Chefe do Centro de Excelência de Doenças Genéticas Oculares e Sector de Oftalmologia Pediátrica e Estrabismo dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Investigador do IBILI (Instituto Biomédico para a Investigação da Luz e Imagem) nas áreas da genética do desenvolvimento ocular e patologia genética da retina.

 

Dr. José Pita Negrão   

Responsável pelo Serviço de Oftalmologia do Hospital S. José - 2006 a 2008

Director do Serviço de Otalmologia do Centro Hospitalar de Lisboa Central (Hospital S.José; Hospital Santo  António dos Capuchos e Hospital D. Estefânia), desde 2008

Coordenador da Cirurgia Implanto-Refractiva de Portugal - 1992-1994
Secretário Geral da Sociedade Portuguesa de  Oftalmologia - 1994-1998
Coordenador da Cirurgia  Vitreo-Retiniana -1999-2001 
 
Dr. Luís Gardete Correia

Endocrinologista e presidente da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal

 

ASSOCIAÇÃO PROTECTORA DOS DIABÉTICOS DE PORTUGAL

A APDP é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, fundada em 13 de Maio de 1926 por Ernesto Roma, reconhecida como a mais antiga Associação de Diabéticos do mundo e é Decana da Federação Internacional de Diabetes (IDF).

A APDP desenvolve as suas actividades, quer na luta contra a diabetes, procurando conhecer melhor a doença e explorando novas formas de tratamento, como também no apoio à pessoa com Diabetes, criando estruturas capazes de dar resposta aos diversos problemas que envolvem a patologia.

Desde a sua criação mantém como objectivo primeiro a " Educação da Pessoa com Diabetes" tendo por base uma estrutura associativa que, ao longo de mais de 70 anos, tem procurado adaptar-se às novas conjunturas científicas, sociais e políticas, funcionando como uma clínica, com todas as valências consideradas necessárias no apoio à pessoa com Diabetes

 

 



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Doenças Oftalmológicas Pediátricas - Rastreio Infantil

Importância do Rastreio Oftalmológico Infantil

Os problemas oftalmológicos mais frequentes nas crianças são os erros refractivos: miopia, astigmatismo e hipermetropia. Esses erros refractivos requerem correcção através do uso de óculos e de lentes de contacto.

A miopia ocorre quando a imagem se forma num ponto anterior à retina, ou seja, o míope não vê com nitidez à distância.

No astigmatismo há anormalidades na curvatura da córnea que ocasionam vários pontos focais sobre a retina, provocando uma imagem distorcida.

A hipermetropia ocorre quando a imagem se forma num ponto atrás da retina, ou seja, quando se tem dificuldade em ver ao perto.

A seguir, vêm problemas mais raros, como o estrabismo (facilmente identificável pelo desvio de um, ou ambos os olhos), as cataratas pediátricas, o glaucoma congénito e os tumores malignos.

“As crianças podem nascer com cataratas”, salientou Eduardo Silva, e “só uma intervenção atempada poderá evitar sequelas que poderão permanecer para toda a vida”.

O rastreio oftalmológico é possível logo a partir do primeiro ano de vida, mesmo que os pais da criança não detectem qualquer indício preocupante.

A Academia Americana de Oftalmologia e a Academia Americana de Pediatria recomendam a realização do primeiro rastreio entre os 12 e os 18 meses de vida.

O segundo rastreio deve ser feito por volta dos três anos e, ainda, outro por volta dos seis.

A realização de rastreios ajuda a identificar desde os problemas mais simples até aos mais graves, como as cataratas e o retinoblastoma. Mas em Portugal, ainda há muitas crianças que, quando chegam ao oftalmologista já apresentam problemas em fases tardias.

 



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Doenças Oftalmológicas Pediátricas: Sinais de Alerta

Sinais de Alerta

Existem diversos sinais que devem indicar uma ida ao oftalmologista, tais como uma sensibilidade excessiva à luz, um lacrimejo que persiste para além do choro normal, uma alteração visível do brilho dos olhos, ou mesmo alterações comportamentais. Por exemplo, a criança não estabelecer contacto visual com a mãe; não lhe prestar atenção, ou a sua aproximação exagerada ao écran da televisão.

A fotossensibilidade excessiva pode significar uma conjuntivite alérgica, uma alteração da retina ou mesmo glaucoma. Tal como uma intensidade diferente nos reflexos dos olhos pode ser sinal de cataratas, miopia, hipermetropia ou até de um tumor.

 



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Doenças Oftalmológicas Pediátricas - Prevenção e Riscos

Prevenção e Riscos

Não existe nenhuma evidência científica que a exposição solar possa provocar lesões oftalmológicas, tal como não existe nenhuma evidência que os olhos claros possuam uma sensibilidade acrescida à luz.

Porém, se a criança mostrar sinais de fotossensibilidade grave ou moderada, poderá ajudar a aquisição de um par de óculos de parafarmácia, que possuem lentes polarizadas.

No caso das lentes de contacto, existe por vezes um risco associado à sua prescrição a crianças, sobretudo se são muito activas, hiperactivas ou praticam desporto. Mas tudo depende da independência demonstrada pela própria criança.

Habitualmente as raparigas já possuem a responsabilidade exigida ao manuseamento das lentes a partir dos 10, 11 ou 12 anos; enquanto nos rapazes ela ocorre um pouco mais tarde.

 

 

Há uns meses a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia chamou atenção para o facto dos computadores “Magalhães” possuirem um écran e letras muito pequenas, o que poderia acentuar o risco de miopia. Mas os especialistas garantem que qualquer visão continuada para perto, independentemente de se tratar de um computador, uma televisão ou uma consola de jogos, poderá propiciar uma tendência para a miopização.

Tudo se resume a uma questão de bom senso no que toca às horas despendidas pelas crianças em frente aos écrans de televisão, computadores e consolas de jogos. A nova geração destes écrans já vem preparada para filtrar as radiações nocivas, por isso não penaliza mais, nem menos, a visão que a leitura de um livro.

 



publicado por servicodesaude às 15:00
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Doenças Oftalmológicas Pediátricas - Caso Mariana Neto (Amaurose Congénita de Leber)

Caso Mariana Neto (criança de 7 anos, com Amaurose Congénita de Leber)

Sofia Neto explicou que a sua filha Mariana nasceu com uma patologia rara que envolve uma forma de visão extremamente baixa e que exige uma estimulação precoce acentuada, de forma a evitar perturbações ainda mais sérias no futuro.

Durante a gestação, entre o 7º e o 8º mês, foi-lhe detectada uma malformação quística no cerebrelo, que indiciava um problema neurológico grave. Um dos sinais detectados por Sofia Neto é que, ao dar de mamar, a criança nunca encontrava o seu olhar.

A mãe da Mariana chamou a atenção para a importância da intervenção precoce e multidisciplinar no acompanhamento da sua filha que, para além dos problemas visuais já referidos, também é afectada por problemas motores.

Hoje, considera a sua filha uma criança perfeitamente adaptada, muito graças ao facto de estar no Centro Helen Keller há cerca de dois anos.

Neste centro, que é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), a Mariana tem acesso a todas as terapias incluídas no ensino especial, na mesma escola: terapia ocupacional, terapia da fala, orientação na mobilidade e, ainda, os primeiros passos na aprendizagem do Braille.

Apesar da mensalidade rondar os 360 euros/mês, a Segurança Social comparticipa este valor. Para além disso, Sofia Neto gozou durante quatro anos de uma licença especial no trabalho, concedida igualmente pela Segurança Social, tendo recebido cerca de 70 por cento do seu vencimento, durante o tempo que permaneceu em casa.

A Amaurose Congénita de Leber é uma patologia muito rara. Em Portugal existirão no total 30 a 35 casos. O diagnóstico exige uma abordagem multidisciplinar que envolve um oftalmologista, um neuropediatra, um pediatra e um especialista em imagem; um neuroradiologista pediatra.

 



publicado por servicodesaude às 14:00
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Doenças Oftalmológicas nos Adultos - Importância do Rastreio

Rastreio Oftalmológico: Importância da Consulta

Uma observação oftalmológica permite ver o fundo do olho, o nervo óptico e medir a tensão ocular, diagnosticando por estas vias diversos problemas na visão.

Mas muitas vezes as pessoas não se apercebem que estão a perder a visão periférica e chegam aos oftalmologistas já em fases tardias.

Homens e mulheres devem efectuar o rastreio numa consulta oftalmológica, a partir dos 30, 40 anos, já que pelo menos nesta idade irão quase sempre sofrer de “vista cansada”. E uma ida ao oculista é manifestamente insuficiente para detectar outro tipo de patologias.

 

 



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Doenças Oftalmológicas nos Adultos - Cataratas

Cataratas

Os especialistas chamam “catarata” a qualquer tipo de opação do cristalino, seja ela mais ou menos acentuada.

O cristalino possui a capacidade de acomodação da visão, ao perto e ao longe. Mas ninguém tem o mesmo cristalino aos 20 e aos 40 anos e a diminuição da sua transparência provoca uma diminuição da visão.

A cirurgia às cataratas é a forma de tratamento mais eficaz e mais utilizada, com uma eficácia de recuperação da visão que ronda os 100 por cento.

O programa do Ministèrio da Saúde relativamente à Oftalmologia conseguiu acabar com as 100 mil cirurgias em lista de espera; 80 por cento das quais referiam-se às cataratas. “Nunca foi uma lista de espera grave; hoje é deficitária”, garante o Dr. Pita Negrão. Mais em...

 

 

 



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Doenças Oftalmológicas nos Adultos - Glaucoma

Glaucoma

O glaucoma é uma doença ocular que se caracteriza pela morte progressiva das fibras do nervo óptico, que rouba a visão muitas vezes sem que o doente se aperceba.

Apesar de se tratarem de patologias diferentes, é relativamente frequente os pacientes registarem os dois tipos de patologias (cataratas e glaucoma) em sobreposição.

Os medicamentos utilizados no tratamento do glaucoma também podem provocar uma diminuição da transparência do cristalino e uma opacidade progressiva.

O glaucoma é sobretudo controlado de forma medicamentosa – através de gotas -, e constitui, habitualmente, uma doença “para toda a vida”. Se for detectado precocemente poderá ter uma solução cirúrgica. No entanto, a via cirúrgica é hoje menos utilizada que há uns anos, devido ao aumento da eficácia dos medicamentos.

 

 

 



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Doenças Oftalmológicas nos Adultos - Degenerescência Macular da Idade

Degenerescência Macular da Idade

A Degenerescência Macular da Idade (DMI) não tem, à partida, cura. A excepção recai em determinado tipo de tumores, que só podem ser resolvidos em três ou quatro locais da Europa, por exigirem elevados recursos financeiros.

Existem duas formas de DMI; na forma atrófica não existe recuperação. No entanto, existe um tratamento que envolve a administração de um líquido intravenoso, que trava a evolução do processo, desde que diagnosticada precocemente.

A DMI atinge cerca de 45 mil portugueses na sua forma tratável. Regista cerca de 3 mil novos casos por ano, em Portugal, e constitui a primeira forma de cegueira a partir dos 65 anos.

Trata-se de uma patologia altamente incapacitante, que impossibilita muitas vezes a continuidade da vida profissional, a realização de tarefas simples e que pode afectar seriamente a capacidade de relacionamento social.

 

Ao contrário do glaucoma, em que há uma perda da visão periférica; na DMI ocorre uma perda da visão central. Isto quer dizer que os pacientes conseguem, a maior parte das vezes, caminhar na rua, auxiliados pela sua visão periférica.

Contudo, existe uma perda da visão central, discriminativa: Ou seja, é frequente os pacientes não conseguirem ver televisão ou até a face dos seus familiares.

 

 



publicado por servicodesaude às 10:00
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Doenças Oftalmológicas nos Adultos - Cirurgia Refractiva à Miopia

Miopia: cirurgia refractiva

Quando um paciente está a pensar fazer uma cirurgia refractiva à miopia deve, sobretudo, relectir sobre a sua qualidade de vida. Se tem ou não muitas dioptrias e se consegue, ou não, realizar as tarefas de que gosta.

Se a decisão for ir para a frente com a cirurgia, deverá efectuar um bom diagnóstico pré-operatório, já que nem todas as córneas permitem este tipo de cirurgia. 

Consulte ainda: International Society of Refractive Surgery of the American Academy of Oftalmology e a American Society of Cararat and Refractive Surgery

 



publicado por servicodesaude às 09:00
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Doenças Oftalmológicas nos Adultos - Distrofia das Córneas

Distrofia das Córneas

As taxas de rejeição num transplante das córneas são muito menores que em outros casos, por isso habitualmente existe um bom prognóstico.

Hoje, não se faz um transplante na totalidade, mas apenas da camada superior das células (transplante lamelar) e praticamente sem pontos de sutura.

A recuperação é, por este motivo, muito mais rápida que anteriormente (quando eram necessários 16 pontos) e ronda os três a quatro meses.

É preciso não esquecer que em outros casos, por exemplo no astigmatismo, a recuperação pós-operatória é de cerca de um ano.

 



publicado por servicodesaude às 08:00
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Doenças Oftalmológicas nos Adultos - Retinopatia Diabética

Retinopatia Diabética

De acordo com o Estudo sobre a Prevalência da Diabetes em Portugal (2009), existem cerca de 11,7 por cento de diabéticos entre a população portuguesa. Ou seja, mais de 905 mil portugueses são diabéticos e 23,2 por cento são pré-diabéticos, o que prefaz um total de 2 milhões e 500 mil portugueses que são diabéticos ou pré-diabéticos.

Muitos sofrem com um grave problema daí decorrente: a retinopatia diabética; a principal causa de cegueira em idade activa.

O estudo realizado pela Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), com o patrocínio da Direcção-Geral de Saúde, colocou ainda em evidência que entre os 905 mil portugueses com Diabetes, cerca de 400 mil não sabe que possui a doença.

Mais uma vez, o exame oftalmológico e o diagnóstico da retinopatia diabética permitem perceber se os doentes são ou não diabéticos, evitando assim o agravamento das sequelas.

 

Outra das conclusões do estudo foi o aumento do número de diabéticos Tipo 2 em idades jovens, o que não era habitual há 35 ou 40 anos, quando a patologia surgia sobtretudo depois dos 40 anos.

Hoje, pessoas com 15, 16 ou 17 anos já têm este tipo de Diabetes, Tipo 2, o que levanta graves problemas de acompanhamento dos doentes e exponencia o risco de complicações tardias, como é o caso da retinopatia diabética.

 

A APDP, em parceria com o Ministério da Saúde, colocou um posto de rastreio no Algarve e mais três postos em Torres Vedras, Santarém e Abrantes, apenas para a deteccção da retinopatia diabética.

Um dos maiores problemas detectados pelo estudo citado, são as listas de espera para obter uma Consulta de Oftalmologia.

Outro problema refere-se ainda ao acesso às laserterapias, absolutamente necessárias no caso das retinopatias.

Consulte ainda... a Associação de Retinopatias de Portugal e o Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Diabetes



publicado por servicodesaude às 07:00
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Doenças Oftalmológicas Adultos - Caso Aldina Alves (Retinopatia Diabética)

Caso Aldina Alves (Retinopatia Diabética)

É angolana, chegou a Portugal em Fevereiro deste ano para ser operada, ao abrigo de um protocolo entre os governos português e angolano.

Não via nada de um olho e, já em Portugal, deixou também de ver do outro. Tem Diabetes Tipo 2 e aos 15 anos de idade pesava mais de 100 kilos.

O caso da Aldina é ilustrativo de muitos outros: obesidade, diabetes, retinopatia diabética. As suas glicémias muito elevadas nunca tiveram acompanhamento e Aldina Alves ficou descompensada durante muito tempo.

É preciso não esquecer que a tensão arterial elevada aumenta em 3,5 vezes o risco de oclusão das veias retinianas; uma condição que pode conduzir à perda de visão. No caso do colestrol elevado, este risco é de 2,5 vezes.

 

Quando se faz o diagnóstico da Diabetes Tipo 2, deve-se efectuar de imediato o exame oftalmológico. A hipertensão pode ser detectada precocemente pelos oftalmologistas através da observação directa dos vasos da retina.
Se o caso da Aldina tivesse sido acompanhado anualmente, não teria evoluido para uma situação de quase cegueira. De acordo com o Dr. Pita Negrão, o olho esquerdo está salvo - possui cerca de 70% de visão -, o que pode ser considerado excelente. A situação do olho direito é mais complexa.

Na retinopatia diabética existem situações mais simples e outras mais complicadas. É o caso do seu olho direito, que tem um descolamento total da retina (região nobre do olho).

O sangue aloja-se por trás e por cima da retina, tornando dificil a sua limpeza, sem provocar lesões.

 

 



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Doenças Oftalmológicas Adultos - Caso Maria Antonieta (Atrofia Nervo Óptico)

Caso Maria Antonieta: Atrofia do Nervo Óptico

Maria Antonieta tem 58 anos e aos 29 foi-lhe diagnosticada uma atrofia do nervo óptico da vista direita. Segundo a própria nunca se soube a causa e tem receio pela outra vista.

O Dr. Joaquim Murta explica que o nervo óptico, tal como a retina, após atrofia, não possui capacidade de regeneração. Mas reforça que existem situações em que é possivel recuperar a visão, uma delas é a catarata congénita, situação de cegueira considerada tratável.

 

Cegueira “legal” significa que a pessoa já possui menos de 10% de visão. A cegueira “total”, ou absoluta, está habitualmente relacionada com questões do tecido nervoso: nervo óptico, retina...

 

 

 



publicado por servicodesaude às 05:00
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Doenças Oftalmológicas Adultos - Caso António Pinto Silva (Retinopatia)

Caso António Pinto Silva (retinopatia)

Três dias após colocar a questão ao Serviço de Saúde recebeu uma carta do hospital Amadora Sintra para ir à consulta. Marcaram vários exames que foram realizados quatro dias mais tarde. A conclusão foi que não havia necessidade de operar porque a retinopatia que tem não era suficientemente grave para cirurgia e, neste momento, não corre risco de cegar.

Mais tarde, teve outra consulta na qual lhe receitaram óculos novos porque os que tinha não eram adequados.

Sendo insulino-dependente recomendaram-lhe cuidados redobrados a nível do regime alimentar e exercicio físico. Tem de ter sempre a glicémia controlada e fazer medicação.

As consultas de rotina no Hospital Amadora Sintra são agora regulares.



publicado por servicodesaude às 04:00
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Doenças Oftalmológicas Adultos - Caso Manuel Conceição (Cataratas)

Caso Manuel Jesus Conceição (cataratas/consulta de oftalmologia)

Em resposta ao Sr. Manuel Jesus, que sofre de cataratas e aguarda por uma consulta há já dois anos, o director do Centro de Saúde da Buraca, o Dr. António Carlos, disse que o Centro de Saúde teria contactado por três vezes o Centro Oftalmológico de Lisboa (COL) no sentido de efectuarem marcação de consulta com o doente. O que não aconteceu porque, justifica, “a lista de espera para consultas está em cerca de um ano”.  

Portanto, as credenciais foram enviadas para o COL, que não deu resposta adequada, dado que o Sr. Manuel continua à espera de consulta há dois anos.

O Centro de Saúde da Buraca remeteu o doente para o COL em meados de 2008 e foi enviado novo pedido em Janeiro de 2009.

A última consulta que o doente teve foi no dia 12 de Janeiro de 2007.

 

 

 



publicado por servicodesaude às 03:00
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Doenças Oftalmológicas - Futuro: Terapias Génicas

O futuro da medicina molecular: as terapias génicas  (Dr. José Pita Negrão)

Neste momento estamos numa fase diferente da medicina: a chamada Medicina Molecular. E algumas patologias relacionadas com a cegueira, que há uns anos seriam impensáveis de tratar – e a Amaurose Congénita de Leber é uma delas – vão cada vez ser mais possíveis de recuperar.

Estamos a comemorar o segundo ano de um ensaio clínico num primeiro doente que foi tratado em Londres com terapia génica, em que foi reposto um gene num tecido que não funcionava e que pura e simplesmente começou a funcionar de forma completamente diferente.

Existem hoje quatro grupos de investigadores a trabalhar nesta área a nível mundial e que estão com certeza a marcar uma nova era, que no futuro permitirá devolver alguma visão útil a doentes que pensávamos irremediavelmente “condenados” à cegueira.

 

 



publicado por servicodesaude às 02:00
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Doenças Oftalmológicas - Ficha Técnica

Autoria, Coordenação e Apresentação

Maria Elisa Domingues

 
Convidados

Joaquim Murta

Eduardo Silva

Pita Negrão

Álvaro Carvalho

Emília Vaz Pereira

 
Pesquisa

Alexandra Figueiredo

Miguel Braga

Teresa Mota

 
Reportagem

Buenos Aires Filmes

 
Produção

Miguel Braga

 
Jornalistas

Miguel Braga

Teresa Mota

Raquel Amaral

 

Gestão e Edição de Conteúdos

na Web (portal Sapo)

Natacha Gonzaga Borges

 
Imagem

Gonçalo Roquette

 

Edição e pós-produção vídeo

Sara Nolasco

 
Pós-produção aúdio

Miguel Van Der Kellen

 

Atendimento telefónico

Ana Marta Coelho

Margarida Castanho

Margarida Sobreiro

 
Câmaras

Rui Machado

Albano Espírito Santo

Lídia Magalhães Santos

Elias Barbosa

Fernando Andrade

 
Mistura e Imagem

João Laranjeira

 
Controlo de Imagem

Bruno Arraiolos

 
Som

Rafael Braz

Jorge Almeida

Manuel Linã

 
Iluminação

Luís Silvestre

 
Electricista

João Martins

 

Técnicos de Electrónica

José Borges

Rui Loureiro

 

Assistentes de Operações

Carlos Pereira

Pedro Gonçalves

Manuel Santos

Pedro Pereira

 
Caracterização

Fátima Tristão da Silva

Ana Filipa

 
Registo Magnético

Sérgio Ribeiro

 
Gerador de Caracteres

Luís Pereira Torres

 
Teleponto

Maria José Franco

 
Genérico e Grafismo

Nicolau Tudela

Teresa Martins

 
Música Genérico

Ari de Carvalho

 

Assistente de Realização

Filipa Vasconcelos

 
Anotadora

Paula Macedo

 

Chefe Técnico de Produção

Carlos Santos

 
Criação Cenográfica

Gil Ferreira

 
Execução Cenográfica

Isabel Rodrigues

 
Produção

Filipa Azevedo

 
Realização

Jorge Rodrigues

 

 



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Doenças Oftalmológicas - Links

Imagens do funcionamento do Olho

Dossier Olhos e Oftalmologia no portal Sapo

Imagens de distrofias da retina

 

Sociedade Portuguesa de Oftalmologia

Associação de Retinopatias de Portugal

Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal

Centro Helen Keller

Degenerescência Macular da Idade

Centros de Tratamento (Fotocoagulação por Laser Térmico e Terapia Fotodinâmica

 

American Academy of Ophthalmology

International Society of Refractive Surgery of the American Academy of Ophthalmology

American Society of Catarat and Refractive Surgery  

 

Plano Nacional de Saúde 2004-2010

Advertência sobre vitamina A  




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Doenças Oftalmológicas - Questões colocadas telespectadores

Isabel Rosales, 55 anos, reformada

Teve vários descolamentos de retina, que começaram aos 25 anos. A primeira operação correu mal. Depois, veio a descobrir através de exames realizados no Instituto Gama Pinto que tem 28 dioptrias. Pergunta qual o motivo para tantos descolamentos de retina?
Dr. João Nascimento (Oftalmologista e director clínico do Instituto de Retina e Diabetes Ocular de Lisboa): O descolamento de retina é uma doença muito séria porque a retina é uma camada muito importante para o olho, pois é ela que permite ver; é a camada fotosensível do olho.
Existem situações como a alta miopia, na qual existem alterações retinianas que são sobretudo bastante evidentes na área periférica da retina, que levam a descolamentos. Ou seja, as altas miopias, como é o caso, têm uma predisposição para os descolamentos da retina.
O olho do alto míope é um olho grande. E normalmente as miopias são axiais, ou seja, a imagem forma-se à frente da retina porque o olho alonga. Digamos que, mais do que uma forma arredondada, eles ficam com a forma de um tubo. E, ao haver este estiramento sobre o qual ainda não se sabe quais são as causas – imaginamos algumas – a verdade é que não há um acompanhamento de todas as camadas do olho e, nomeadamente, da retina, existindo degenerescências periféricas e uma tendência para a retina descolar.
Felizmente que é uma doença que tem uma solução cirúrgica, em que se consegue uma taxa de reaplicação que anda à volta dos 99%, o que é muito simpático, mas que exige uma abordagem com alguma rapidez.
Não se pode deixar um tecido – que afinal é muito semelhante ao tecido nervoso -, sem ser abastecido dos seus nutrientes durante muito tempo, se não perde-se irremediavelmente a visão.
 
Vera Moreira, 24 anos, de Santo Tirso
Diz que sofre da doença de Startgardt, que é uma retinite pigmentar, e aos 14 anos tinha apenas 9% de visão nos dois olhos. Disseram-lhe que é uma doença rara, pelo que gostava de saber se existe alguma possível cura?
Dr. João Nascimento: Infelizmente não é uma doença para a qual exista nenhum tipo de cura em parte nenhuma do mundo.
É uma doença que atinge a mácula. E a mácula é uma área nobre da retina, que se situa justamente no seu centro, sendo responsável pela visão de pormenor, pela visão das cores, pelo reconhecimento facial e, portanto, pela vida de relação, sendo ela que, por exemplo, nos permite olhar para o relógio e ver as horas.
Todas as doenças que atingem a mácula tem repercussões enormes na qualidade de vida das pessoas. Repercussões tremendas.
Esta é uma doença muito semelhante a outra - a Degenerescência Macular Relacionada com a Idade -, mas esta tem uma particularidade: como há uma causa genética, a forma de transmissão é diferente do normal (é através do DNA mitocondrial) e atinge as pessoas com idades que começam aos 10, 20 anos. Infelizmente tem a repercussão que se conhece, sobre a visão e a qualidade de vida.


publicado por servicodesaude às 00:20
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