Terça-feira, 9 de Junho de 2009
Doenças Hematológicas - Criopreservação Sangue do Cordão Umbilical: eficaz contra a leucemia?

Telefonema da telespectadora Mara Lourenço, 25 anos, animadora sócio-cultural, de Turquel. Está grávida de 33 semanas e pergunta se a criopreservação das células estaminais do sangue do cordão umbilical, no momento do parto, pode ou não ser uma esperança para uma criança com leucemia...

Prof. Dr. António Parreira: A opinião quase generalizada dos especialistas que trabalham especificamente nesta área do transplante do sangue do cordão umbilical é que será aconselhável o desenvolvimento de bancos de sangue de cordão umbilical, mas para utilização pública.

Não é provavelmente muito útil fazer a criopreservação de células estaminais do cordão umbilical para utilização própria, porque a probabilidade dessas células virem a ser úteis é muito remota.
Basta lembrar que o efeito do tratamento anti-leucémico que se obtém com o transplante de medula óssea alogénica vem exactamente da diferença de constituição genética do dador e a do doente; o receptor.
É necessário que se crie essa reacção - a que chamamos de enxerto contra o hospedeiro – para obter um efeito terapêutico anti-leucémico.
Quando transplantamos um doente com células geneticamente iguais às suas, já não há um efeito terapêutico adequado. Isso foi verificado há muitos anos com a transplantação em gémeos. Se um dos gémeos tem uma leucemia e recebe um transplante de outro gémeo saudável, esse transplante não tem eficácia terapêutica.

O transplante tem que ser de uma pessoa diferente, mas não muito diferente, para que o efeito desejável se desencadeie.



publicado por servicodesaude às 15:00
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