Terça-feira, 12 de Maio de 2009
1º Ano do Bebé - Recém-nascido e famílias monoparentais (1-2)

Tem uma experiência muito grande, resultado do seu trabalho com recém-nascidos ao longo de 14 anos, na Neonatologia do Hospital de São Francisco de Xavier e, anteriormente, na Urgência Pediátrica do Hospital da Estefânia. Hoje, dedica-se sobretudo ao trabalho comunitário, na direcção do Agrupamento dos Centros de Saúde da Amora, Seixal e Sesimbra.

Nesse seu trabalho comunitário, como é que as pessoas de famílias mais carenciadas lidam com o bebé nestas várias fases, por exemplo, quando os bebés choram e nada os parece fazer calar? E qual é o papel do enfermeiro?
Dra. Maria Amélia Silva (enfermeira pediátrica): É muito importante dar competências a estes pais para que possam acompanhar o desenvolvimento do bebé. E, sobretudo, ao nível dos cuidados de saúde primários, voltou-se muito às visitas domiciliárias no puerpério.
A primeira visita ao recém-nascido é feita no domicílio. E aí apercebermo-nos muitas vezes até das dificuldades económicas que não transparecem quando os pais vêm a uma consulta no centro de saúde. E também da saúde mental da mãe, enquanto parturiente, durante a fase do puerpério.
 
Por outro lado, com a nova reforma dos cuidados de saúde primários, os centros de saúde estão a apostar muito no enfermeiro de família: aquele que presta cuidados ao longo do ciclo de vida. Ou seja, acompanha a mãe e aquela família no seu processo de gestação, numa equipa conjunta com o médico de família. Desta forma consegue perceber algumas das ansiedades da futura mãe, logo no momento da gravidez e, depois,  será essa mesma enfermeira que acompanhará o recém-nascido no puerpério.


publicado por servicodesaude às 14:37
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Fevereiro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28