Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Cancro colo-rectal: Introdução (por Maria Elisa Domingues)

O cancro do cólon e do recto é a primeira causa de morte por cancro em Portugal.

Trata-se do único país no mundo ocidental onde tal acontece.

Todos os dias 10 pessoas morrem devido ao cancro colo-rectal, que constitui assim um grave problema de saúde pública no nosso país.
 
O que mais surpreende nestes números é que este tipo de cancro é, em princípio, uma das neoplasias mais fáceis de ser prevenidas; logo, evitadas.
 
Este tumor começa por ser um ou vários póliplos benignos, que demoram muitos anos a tornarem-se malignos e que, mesmo então, se detectados num estádio precoce, têm grandes hipóteses de ser curados.
 
Porque não param então os casos de aumentar e há cada vez mais portugueses a morrer? Por falta de prevenção, apenas isso.
 
A quantos de vós, com 50 anos ou mais, o médico de família já mandou fazer o rastreio de cancro colo-rectal? Muito poucos, como pudemos constatar, colocando a questão a algumas dezenas de pessoas. E, no entanto, tal como a mamografia ou o exame da próstata, a partir desta idade, 50 anos, o exame devia ser obrigatório.
 
Só agora a Administração Regional de Saúde da Região Centro arrancou com um plano de rastreio que decorrerá por fases, ao longo de vários anos, e depois se estenderá ao resto do país. Antes, houve experiências de rastreio restritas, desenvolvidas com esforço por serviços locais e que nem sempre resistiram às adversidades, como foi o caso de Mirandela e do Hospital Egas Moniz, em Lisboa; e também no IPO da capital, e no Serviço de Gastrenterologia do Hospital de Faro, onde ainda prossegue.
 

Antes do debate com especialistas e doentes, vamos contar algumas histórias da vida antes do rastreio e como poderá mudar depois: Reportagem



publicado por servicodesaude às 23:53
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