Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Cancro colo-rectal: Sintomas, História Familiar e Diagnóstico

Telefonema de José Grave, 68 anos, reformado, do Barreiro

A minha mãe morreu com 70 anos, de um tumor maligno situado no cego. Tenho conhecimento dos sintomas que ela tinha e há cerca de sete ou oito anos queixei-me à médica de família de que tinha uns sintomas que não achava normais.
A médica mandou-me fazer uma colonoscopia no Hospital dos Capuchos. Nessa altura tinha um pólipo e retiraram-no.
Passados três a quatro anos, a médica de família perguntou-me se os sintomas tinham passado e eu disse que não, que continuava com os mesmos sintomas: muitos gases e, de manhã, tenho sempre que ir à casa de banho e parece que há qualquer coisa a entupir…
 
Passados quatro anos a médica de família mandou-me fazer, pela segunda vez, nova colonoscopia.
Fui ao Hospital do Barreiro, mas lá a médica nem me viu. Escreveu apenas uma carta, que trouxe ao Centro de Saúde. A médica de família leu a carta e disse-me: Não querem fazer-lhe o exame mas agora vai marcar novo exame. E assim foi; passado um mês recebo uma carta para ir novamente ao hospital, à consulta da tal médica.
 
A primeira pergunta que me fez foi: "Do que é que se queixa?" Eu disse ter conhecimento de que este cancro é a primeira causa de morte em Portugal – o do cólon -, e que andam a fazer rastreios em todo o país. Para além disso acrescentei que tinha uma mãe que tinha tido cancro nos intestinos. Contei a história pormenorizadamente.
 
E contou que já tinha tirado um pólipo?
José Grave (68 anos): Sim, claro, até porque isso vinha escrito no relatório da médica de família.
Perguntou-me se deitava sangue pelas fezes e respondi que realmente às vezes quando ia limpar, via um pouco de sangue no papel higiénico mas como tenho um pouco de hemorroidal, às vezes penso que é disso.
 
Perguntou-me o que fazia e respondi que estava reformado. E ela diz-me: o senhor devia andar era a trabalhar. Respondi que me reformei aos 60 anos por invalidez.
 
A médica disse-me: “pois agora vai apanhar com a sonda”. E não me receitou nada para limpar os intestinos. Ela deve saber que há um líquido que se usa depois de fazer a colonoscopia...
Disse-me para por clisteres. Fui fazer o exame e colocaram-me a sonda ao lado do recto e a fazer força. Depois, disse-me para ser eu a por e acabou por não me fazer uma colonoscopia. E, como os intestinos estavam sujos, acabou no fundo por não fazer nada.
 Ou seja, não tive resultados nenhuns dos exames.
 
Em privado, a maior parte dos sítios estão a levar entre 50 e 60 contos (entre 250 e 300 euros). Eu paguei 50 contos para a minha mulher ir fazer uma a Lisboa, porque foi com anestesia total. E depois do exame tive que estar com ela duas ou três horas à espera porque ela não se conseguia levantar dali.
 
Disse à minha médica de família que não ia gastar mais 60 contos para fazer uma colonoscopia. Até disponho desse valor mas acho que é imoral e indecente que eu, que descontei durante 40 anos, tenha que pagar esse valor.
Fiz uma reclamação ao director do hospital.
 
É sempre um direito que lhe assiste. Infelizmente não será a única.


publicado por servicodesaude às 14:28
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